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terça-feira, dezembro 30, 2014

O Estado Português da Índia


Estado da Índia


O Estado Português da Índia, também conhecido por Estado da Índia ou Índia Portuguesa, foi o governo constituído para administrar todos os territórios dependentes de Portugal nas costas do oceano Índico à época do Império Português. De 1505 a 1752, abrangeu todos os territórios no Índico - desde a África austral ao sudeste Asiático - com capital em Goa desde 1510, e só mais tarde se restringiu aos territórios da costa de Malabar, na Índia. O estado da Índia foi constituído em 1505 com a nomeação do primeiro vice-rei, D. Francisco de Almeida, inicialmente estabelecido em Cochim, seis anos após a descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama. Em 1510, com a expansão territorial efectuada por Afonso de Albuquerque, que conquistou Goa tornando-a a sede da presença portuguesa, recebeu nome oficial de Estado Português da Índia. Inicialmente o rei D. Manuel I de Portugal tentou a distribuição do poder por três Governadores com áreas de jurisdição distintas, contudo o cargo foi centralizado por Afonso de Albuquerque, que se tornou plenipotenciário, e assim permaneceu. Durante dois séculos abrangeu todas as possessões portuguesas no Índico; só em 1752 Moçambique passou a dispor de governo próprio e, em 1844, o Estado Português da Índia deixou também de administrar os territórios de Macau, Solor e Timor, vendo-se assim confinado ao Malabar. Portugal detinha os direitos sobre vários enclaves na costa indiana, cuja posse datava da época dos Descobrimentos, logo após a ligação marítima ter sido estabelecida por Vasco da Gama.


Entre estes territórios, incluíam-se:

Goa

Damão

Diu

E ainda:

Ilha de Angediva a sul de Goa

Dadrá e Nagar Haveli, um enclave de Damão bem no coração do Guzerate

Simbor enclave continental de Diu, a leste deste território

Gogolá enclave continental de Diu

O primeiro contacto português com a Índia deu-se a 20 de Maio de 1498, quando Vasco da Gama atracou em Calecute. Após alguns conflitos com os mercadores árabes que detinham o monopólio das especiarias através de rotas terrestres, Vasco da Gama conseguiu assegurar uma carta de concessão para as trocas comerciais com o Samorim, o governador de Calecute. Aí deixou alguns portugueses para estabelecerem um porto comercial.


Em 1510, o almirante Afonso de Albuquerque derrotou os sultões de Bijapur, numa disputa entre a soberania do território de Timayya, o que levaria ao estabelecimento dos portugueses na Velha Goa. Goa tornava-se, assim, o centro do governo da Índia e o local de residência do vice-rei da Índia. Entretanto, os portugueses conquistavam vários territórios aos sultões do Guzerate: Damão (ocupado em 1531, formalmente cedido em 1539), Salsete, Bombaim e Baçaim (ocupado a 1534) e Diu (cedido em 1535). Estas possessões tornaram-se a "Província do Norte" do Estado da Índia, estendendo-se por 100 km de costa desde Damão a Chaul. A província era governada a partir da fortaleza de Chaul. Bombaim seria cedida ao Reino Unido em 1661 como dote do casamento entre a Infanta Catarina de Bragança, Princesa da Beira, e o Rei Carlos II de Inglaterra. A maioria da província foi, entretanto, perdida para os maratas até 1739. Portugal apoderou-se de Dadrá e Nagar-Haveli em 1779. Entre 1713 e 1788, a superfície de Goa triplica com a incorporação das Novas Conquistas. Em 1843 a capital é mudada para Pangim, então renomeada "Nova Goa", quando se tornou oficialmente a sede administrativa da Índia Portuguesa, em substituição a cidade de Goa (actualmente Velha Goa), embora o vice-rei já morasse lá desde 1 de Dezembro de 1759. Antes de se mudar para a cidade, o vice-rei remodelou a fortaleza do Idalcão, transformando-a num palácio.

Ceilão Português


O Ceilão Português, era um território Português no atual Sri Lanka, o que representa um período da história do Sri Lanka entre 1505 a 1658. Os portugueses encontraram primeiramente o Reino de Kotte, com quem assinaram um tratado. O Ceilão Português foi estabelecido através da ocupação de Kotte e a conquista de reinos circundantes. Em 1565 a capital do Ceilão Português foi transferida de Kotte para Colombo. A introdução do cristianismo pelos portugueses promoveu atritos com o povo cingalês. Eventualmente, os cingaleses procuraram ajuda do Império Holandês na sua luta pela libertação da Igreja Católica. O Império Holandês, calvinista e anticatólico, inicialmente assinou um acordo com o Reino de Kandy. Após a crise da economia ibérica, em 1627, com a Guerra Luso-Holandesa os portugueses perderam algumas colónias asiáticas, conquistadas pelos holandeses. Foi este o destino dos territórios cingaleses de Portugal, ocupados então pela Holanda. Houve muitos mártires católicos. No entanto, ainda há elementos da cultura portuguesa no Sri Lanka, datando do período colonial.