976-1008 - Califado de Hisham II, Califa de Córdova. Ditadura de Almançor, conquista Coimbra, Leão, e Zamora.
978-1016 - Etelredo II, o
Irresoluto, Rei da Inglaterra.
980 - Nascimento de Suleiman, Califa de
Córdova.
980-1037 - Vida do Filósofo Persa Avicena
«ibn Sina», que viveu por algum tempo em Saragoça.
982 - Morte de Ramiro III, Rei de Leão.
982-999 - Reinado de Bermudo II, filho de
Ordonho III, de Leão.
983-984 - Papado de João XIV, Paduano.
984-985 - Antipapa Bonifácio VII «antipapa
de 974».
985-996 - Papado de João XV, Romano.
986-987 - Luís V, Rei de França.
987 - Almançor repõe Coimbra sob o jugo
Islâmico.
987-996 - Hugo Capeto, Rei de França.
994-1000 - Reinado de Garcia Sanchez II,
de Navarra.
996-997 - Notícia sobre Gonçalo Mendes
como «Dux Magnus» das terras Portucalenses, o que atesta a crescente autonomia
e influência desta nova unidade política.
996-999 - Papado de Gregório V, Saxão.
996-1002 - Otão III. Imperador Romano do
Ocidente. Filho de Otão II foi coroado pelo Papa João XV.
997 - Almançor toma e arrasa Santiago de
Compostela.
997-998 - Antipapa João XVI, Rosano.
999 - Morte de Bermudo II, Rei de Leão.
999-1003 - Papado de Silvestre II,
Francês.
999-1008 - Mendo Gonçalves II neto de
Gonçalo Mendes, Conde de Portucale.
999-1027 - Reinado de Afonso V, o
Nobre, de Leão.
1000 - Ramón Borrel I consegue a soberania
do Condado de Barcelona.
1000-1035 - Reinado de Sancho, o
Grande, de Navarra. Nasceu em 992.
1002 - Almançor invade Castela.
1002-1024 - Henrique II, Rei Alemão.
1003 - Papado de João XVII, Romano.
1003-1009 - Papado de João XVIII, Romano.
1008 - Califado de Mohammed II, Califa de
Córdova. Morre no mesmo ano. Morte de Abd-al-Malik o filho de Almançor. Seu
irmão Abd-er-Ramã Xandjul o substitui como primeiro-ministro. Morte de Mendo
Gonçalves II, Conde de Portucale. Sem ter deixado descendentes, o governo
Condal cai de novo na descendência direta de Vímara Peres, por intermédio de
Alvito Nunes, com o exercício simultâneo da autoridade por parte da viúva de
Mendo Gonçalves II, a Condessa Tutadomma.
1008-1015 - Alvito Nunes, Conde de
Portucale.
1009 - Deposição de Xandjul por uma
revolução. Califado de Suleiman, Califa de Córdova.
1009-1012 - Papado de Sérgio IV, Romano.
1010-1012 - Califado de Hisham II
(reentrado), Califa de Córdova.
1012 - Os Berberes tomam e pilham Córdova.
Antipapa Gregório VI.
1012-1017 - Califado de Suleiman
(reentrado), Califa de Córdova.
1012-1024 - Papado de Bento VIII,
Tusculano.
1014-1024 - Henrique II, O Santo,
O Sagrado. Imperador Romano do Ocidente. Primo de Otão III, coroado
pelo papa Benedito VIII, e canonizado em 1146. Adotou o número II pois seu pai
fora Henrique I da Germânia.
1016-1035 - Canuto, o Grande,
Rei da Inglaterra.
1017 - Foro de Leão. Morte de Suleiman,
1009 e 1012-1017 Califa de Córdova.
1017-1021 - Califado de Ali ibn Hamoud,
Califa de Córdova.
1017-1028 - Nuno Alvites, Conde de Portucale.
Seu casamento com uma filha do Conde Mendo Gonçalves II volta a unir as
famílias Nunes e Mendes. O Cargo Condal transmite-se então em linha direta a
Mendo Nunes de 1028-1050 e a Nuno Mendes 1050-1071, último Conde de Portucale.
1018-1033 - Raimundo Berengário, Conde de
Barcelona.
1020 - Testemunho da arabização das
comunidades cristãs da Beira. O Cádi de Sevilha, Abul-l-Qasim realizou uma
expedição a Lafões, onde encontrou uma população cristã que falava árabe, e
trouxe para sua terra 300 cativos.
1021 - Morte de Ali ibn Hamoud, Califa de
Córdova.
1021-1022 - Califado de Abd-al-Rahman IV,
Califa de Córdova.
1022 - Morte de Abd-al-Rahman IV, Califa
de Córdova. Califado de Alcasim, Califa de Córdova. Morre no mesmo ano.
1022-1023 - Califado de Abd-al-Rahman V,
Califa de Córdova. Os Cordoveses expulsam os Berberes de Córdova e o instalam
no trono.
1023-1024 - Abd-al-Rahman V é deposto por
Mohammed al-Mustaqfi III, novo Califa. Sevilha Independente de Córdova.
Dinastia Abádida Sevilhana.
1024 - Morte de Mohammed al-Mustaqfi III.
1024-1027 - Califado de Yahya ibn Ali,
Califa de Córdova.
1024-1032 - Papado de João XIX, Tusculano.
1024-1039 - Conrado II, Rei Alemão.
1026-(?) O Abade Tudeildus de Vacariça se
refugia em Leça, junto ao Porto, ficando aí até o resto de sua vida. Exemplo de
emigração moçárabe.
1027 - Morte de Yahya ibn Ali, Califa de
Córdova. Morte de Afonso V, o Nobre, Rei de Leão.
1027-1039 - Conrado II. Imperador Romano
do Ocidente. Trineto de Otão I. Adotou o número II devido a Conrado I, que fora
Rei da Germânia, mas não Imperador.
1027-1037 - Reinado de Bermundo III, de
Leão.
1028-1050 - Mendo Nunes, penúltimo Conde
de Portucale.
1030 - Sancho, o Grande, de
Navarra, estimula a introdução da regra de São Bento nos Monastérios de seus
Reinos. Nascimento de Afonso V, de Leão e Castela filho de Sancho II.
1031 - Abdicação de Hisham III «morre no
mesmo ano». Fim de fato do Califado de Córdova. Ibn Jauar primeiro cônsul do
conselho de estado. Primeiros Reinos de Taifas de 1031-1085.
1031-1060 - Henrique I, Rei de França.
1032 - Fernando I, o Magno,
segundo filho de Sancho II, o Grande, de Navarra, reúne sob um
mesmo Reino Castela e Leão.
1032-1045 - Papado de Bento IX, Tusculano.
Bento IX ocupou o sólio pontifício em três ocasiões diferentes.
1035 - Sancho III, o Grande,
de Navarra, deixa o reino de Aragão a seu terceiro filho, Ramiro I. Toledo
independente de Córdova.
1035-1040 - Haroldo, Pé-de-lebre,
Rei da Inglaterra.
1035-1054 - Reinado de Garcia Sanchez III,
de Navarra.
1035-1065 - Reinado de Ramiro I, de
Aragão.
1037 - Unificação da meseta em benefício
de Castela, com Fernando I, o Magno, de Castela e Leão e Astúrias
(Galícia e Portugal). Derrota e morte do Rei de Leão Bermundo III. Al-Ma'mun,
Rei de Toledo.
1037-1065 - Reinado de Fernando I, o
Magno, de Leão e Castela. Filho de Sancho, o Grande, de
Navarra, 1000-1035.
1038-1058 - Ministério do Rabino Samuel Halevi «Ismail ibn Nagrela» em Córdova.
1038 - «Batalha de Tamarón», morte de
Bermudo, Rei de Leão.
1039-1056 - Henrique III, Rei Alemão.
1040-1042 - Hardicanute, Rei da
Inglaterra.
1042-1066 - Eduardo III, o
Confessor «Santo», Rei da Inglaterra.
1042-1068 - Reinado em Sevilha de Abad
al-Mutadid - Dinastia Abádida.
1045 - Os cristãos reconquistam Calahorra.
Antipapa Silvestre III.
1045-1046 - Papado de Gregório VI, Romano.
1046-1047 - Papado de Clemente II, Saxão.
1046-1056 - Henrique III, o Negro.
Imperador Romano do Ocidente. Filho de Conrado II, Coroado pelo Papa Clemente
II.
1048 - Duas famílias da Cidade Italiana de
Amalfi solicitam permissão ao Califa Fatimida Musta sir Billah de 1036 a 1094,
para construir um Hospital em Jerusalém, entregue aos cuidados de Monges
Beneditinos. Papado de Dâmaso II, Bávaro.
1049-1054 - Papado de São Leão IX, de
Egesheim.
1050 - Concílio de Coyanza.
1054 - Morte de Garcia Sanchez III, Rei de
Navarra.
1055-1057 - Papado de Vítor II.
1056-1106 - Henrique IV, Rei Alemão.
1057-1058 - Papado de Estêvão IX, Loreno.
1058 - Conquista de Viseu no Reinado de
Fernando I, o Magno, de Castela, Leão e Astúrias. Morte do Ministro
Nagrela de Córdova. Seu filho Josef ibn Nagrela o sucede no cargo.
1058-1059 - Antipapa Bento X, Romano.
1058-1061 - Papado de Nicolau II,
Borgonhês.
1059-1071 - Nuno Mendes, último Conde de
Portucale.
1060-1108 - Filipe I, Rei de França.
1061-1073 - Papado de Alexandre II,
Milanês.
1061-1072 - Antipapa Honório II, Veronês.
1063 - Fuero de Jaca, concedido por Sancho
Ramirez de Aragão. Fernando I, o Magno, de Castela, Leão e Astúrias
recebe a Homenagem do Rei Muçulmano de Toledo e conduz para Leão o corpo de
Santo Isidoro, onde erige a grande Basílica de Leão. O Papa Alexandre II
Milanês, de 1061 a 1073, prega a Cruzada na Hispânia.
1064 - Conquista definitiva de Coimbra no
Reinado de Fernando I, o Magno, de Castela, Leão e Astúrias. Os
Cruzados tomam a cidadela de Barbastro. Recolhem imenso espólio. Fundação da
primeira escola em Portugal, instalada em Coimbra, tendo um Monge Beneditino
como responsável.
1064-1068 - Administração do Moçárabe
Sisnando morto em 1091 em Coimbra. Seguindo uma política de grande autonomia
face ao poder central do Reino de Leão.
1065 - Morte de Fernando I, o
Magno. Os Muçulmanos retomam Barbastro. Morte de Ramiro I, Rei de Aragão.
1065-1072 - Reinado de Sancho II, filho de
Fernando I, o Magno, de Leão e Castela.
1065-1094 - Reinado de Sancho I Ramirez,
de Aragão.
1066 - Insurreição popular em
Granada. Pogrom, o ministro judeu Josef ibn Nagrela é Crucificado
por uma multidão enraivecida e grande número de judeus são assassinados. Os
sobreviventes deixam Granada por um bom tempo. O papa Alexandre II Milanês,
1061-1073, felicita o Conde Raimundo Berengário I de Barcelona por sua
sabedoria em preservar da morte os judeus em seus territórios. Haroldo II, Rei
da Inglaterra.
1066-1087 - Guilherme I, o
Conquistador, Rei da Inglaterra.
1067-1107 - Sultanato Almorávida de Yusuf
ibn Teshonfin.
1068-1091 - Reinado em Sevilha de
al-Mutamid Dinastia Abádida um dos maiores poetas do al Andaluz.
1070 - Introdução da Reforma Cluniacense
na Península. Os Almorávidas fundam Marraquexe. Restauração do Bispado de
Braga.
1071 - Morte do Conde Português Nuno
Mendes na «Batalha de Pedroso» numa revolta contra o Rei da Galiza, perto de
Braga. Decadência da Nobreza Condal Portucalense.
1072 - «Batalha de Golpejera» em janeiro
Afonso VI, é derrotado por seus irmãos. Morte de Sancho II, de Leão e Castela.
1072-1109 - Reinado de Afonso VI «filho de
Sancho II», de Leão e Castela.
1073-1085 - Papado de São Gregório VII,
Toscano.
1074 - Assassinato de al-Ma'mun em
Córdova.
1075 - Início da construção da Catedral de
Santiago de Compostela sob as ordens do Mestre Francês Bernard le Vieux. Morte
de Sesnando, Bispo do Porto.
1075-1091 - Pedro, Bispo de Braga, Governa
a Sé do Porto.
1076 - Desaparição do Reino de Navarra,
com sua repartição entre os Reinos Castela e Aragão. Foro de Sepúlveda,
concedido por Afonso VI de Leão e Castela.
1076-1094 - Reinado de Sancho III Ramirez,
filho Sancho I Ramirez de Aragão, que Reinou de 1065 a 1094.
1077 - Construção da Catedral de Jaca.
1080 - Concílio de Burgos. Substituição do
Rito Moçárabe pelo Romano. D. Afonso VI de Leão e Castela impõe o Rito Romano a
todo seu Reino. Bernardo de Sédirac chega a Castela como Abade de Sahagún.
Restauração do Bispado de Coimbra. Antipapa Clemente III, Parmesão.
1081 - O Papa Gregório VII Toscano,
1073-1085, pede a Afonso VI de Leão e Castela para não deixar os Judeus
dominar, em suas terras, os Cristãos e exercer seu poder sobre eles. Nascimento
de Urraca, de Leão e Castela filha de Afonso VI.
1083 - Afonso VI de Leão e Castela em
Tarifa.
1084-1100 - Antipapa Clemente III,
Parmesão.
1084-1105 - Henrique IV. Imperador Romano
do Ocidente. Abdicou.
1085 - Afonso VI de Leão e Castela, reconquista Toledo. Morte do Papa Gregório VII. Afonso VI de Leão e Castela, funda o centro de Logronho.
1085-1117 - Movimentos comunais Anti
Senhoriais no Reino de Castela.
1086 - «Batalhas de Segrajas e de Zala».
Afonso VI, Rei de Leão e Castela é, derrotado em ambas pelos Almorávidas,
liderados por Iussuf ibn Tashfin. Afonso VI, atribuindo ao "debilitante" uso
dos «Banhos Públicos» a derrota de seu exército em Zala, e manda destruí-los. A
grande Mesquita Toledana torna-se Catedral, consagrada por Bernardo de
Sauvetat, Cluniacense, Arcebispo de Toledo de 1086 a 1125.
1086-1087 - Papado de Vítor III, de
Benevento.
1087 - Uma Segunda Cruzada na Hispânia,
liderada por Raimundo de Saint-Gilles, Conde de Toulouse e Eudes I, Duque da
Borgonha. Morte do Bispo de Coimbra, Paterno, que resistiu à introdução do
«Rito Romano».
1087-1100 - Guilherme II, o Ruivo,
Rei da Inglaterra.
1088 - Bernardo Primaz da Hispânia. Na
Galícia, revolta do Conde Rodrigo Olveques contra Afonso VI de Leão e Castela.
Concílio de Husillos, perto de Palença. Afonso VI de Leão e Castela e o
Arcebispo de Toledo, na presença do Legado Papal Ricardo, sagra Bispo de
Coimbra Crescónio, que tem de esperar pela morte do Conde Sisnando em 1092 para
tomarem, posse.
1088-1099 - Papado de Urbano II, Francês.
1089 - Bernardo Sagra a Catedral de Braga.
1090 - Foro de Estella. Iussuf ibn Tashfin
toma Granada. Aliança Muçulmana-Cristã contra Iussuf. Casamento de Raimundo de
Borgonha com Urraca, filha de Afonso VI de Leão e Castela.
1090-1145 - Dominação Almorávida em
Al-Andaluz. Yusuf ben Tashfin, Emir de Marrocos, atravessa o estreito e se
apodera sucessivamente de Granada, Málaga e Sevilha.
1091 - Os Almorávidas matam o Rei de
Sevilha. Morte do Conde de Coimbra, Sisnando, que resistia à introdução da
«Liturgia Romana».
1092 - Derrota de Afonso VI de Leão e
Castela na «Batalha de Jaén». Crescónio, Bispo de Coimbra, sagra a Igreja
Abacial de Pendorada. Morte de Sisnando, Governador de Coimbra e fiel servidor
de Fernando, o Magno e Afonso VI de Leão e Castela, recusou-se
a receber o Rito Romano «era adepto do Rito Moçárabe, ou Hispânico». Crescónio
de Tui fiel ao Rito Romano, designado Bispo de Coimbra pelo Concílio de
Husillos.
1093 - Al Mutawakkil, Rei de Badajoz Reino
Taifa, entrega Lisboa, o Castelo de Sintra e Santarém a Afonso VI de Leão e
Castela. Bernardo, núncio papal para toda a Hispânia. Eleição de Dalmácio,
Monge Francês de Cluny, para o Bispado de Santiago de Compostela. O Conde
Soeiro Mendes, Senhor de Maia, Governador de Santarém e da Fronteira.
1094 - Tomada de Valência por El Cid, Rei
de Valência em nome de Afonso VI de Leão e Castela. Derrota um Exército
Almorávida vindo da África. D. Raimundo governa o território desde a Galícia ao
Tejo. Casamento de D. Teresa Herdeira de Leão e Castela com D. Henrique, quarto
filho do Duque de Borgonha e recebe como dote o Condado Portucalense. Os
Almorávidas retomam Lisboa e Sintra. Crescónio, Bispo de Coimbra, consegue
junto ao Conde D. Raimundo o patronato do Mosteiro da Vacariça, da Diocese de
Coimbra. Morte de Sancho III Ramirez de Navarra filho de Sancho I, Rei de Aragão.
1094-1104 - Reinado de Pedro I de Aragão.
1095 - Derrota do Conde D. Raimundo na
tentativa de recuperar Lisboa aos Almorávidas. Começo do Governo no Condado de
D. Henrique ao sul do Minho. Fuero de Logronho e Santarém, concedido por Afonso
VI de Leão e Castela. No mesmo ano este ainda funda o Centro de Sahagún. Morte
de al-Mutamid em Marrocos como prisioneiro de Iussuf. Pregação da Cruzada em
Clermont pelo Papa Urbano II.
1096 - Morte de Dalmácio, Bispo de
Santiago de Compostela. Vacância do Bispado até 1101, com a eleição de D. Diego
Gelmírez. O Conde D. Henrique dá um foral à Cidade de Guimarães «residência
habitual dos antigos Condes Portucalenses» e outro ao burgo de Constantim de
Panoias. O Papa Urbano II manda voltar os Hispânicos que seguiam para Jerusalém
na 1ª Cruzada.
1096-1099 - Primeira Cruzada. Tomada de
Edessa e Antioquia, Fundação do Reino Latino de Jerusalém.
1099 - Morte do Cid. Governo em Valência
de Ximena. Geraldo, eleito Bispo de Braga, sagrado pelo primaz de Toledo na
Abadia de Sahagún. Desenvolve intensa atividade eclesiástica, moral e
administrativa.
1099-1108 - Maurício Burdino Governa a
Diocese de Coimbra.
1099-1118 - Papado de Pascoal II, de
Ravena.
1100 - «Batalha de Malagón». D. Raimundo e
D. Henrique juntos em combate. Geraldo, Bispo de Braga, consegue em Roma, junto
ao Papa Pascoal II, o reconhecimento da dignidade metropolítica para a sua Sé.
Nasce o Infante Sancho, filho de Afonso VI de Leão e Castela e da Moura Zaida,
nora do Rei de Sevilha. O Papa Pascoal II nega o pedido de Afonso VI de Leão e
Castela para participar da Cruzada.
1100-1102 - Antipapa Teodorico, de Santa
Rufina.
1100-1135 - Henrique I, Beauclerc,
Rei da Inglaterra.
1101 - Eleição de Diego Gelmírez para o
Bispado de Santiago de Compostela. É o auge do Bispado.
1102 - Os Almorávidas apoderam-se de
Valência, abandonada por Afonso VI de Leão e Castela. Antipapa Alberto,
Sabiniano.
1103 - «Batalha de Vatalandi», onde morre
o Conde Soeiro Fromariques, Senhor de Grijó. Geraldo, Bispo de Braga, consegue
em Roma, junto ao Papa Pascoal II, a enumeração das seguintes dioceses
sufragâneas. Astorga, Mondonedo, Orense e Tui na Galiza, e Porto, Coimbra,
Lamego e Viseu em Portugal. O Conde D. Henrique põe-se a Caminho de Jerusalém,
não chegou a realizá-la. O Conde D. Henrique em Sahagún.
1104 - Fevereiro, Março, Maio e Setembro.
O Conde D. Henrique em Castela. Afonso VI de Leão e Castela passa a considerar
o Infante Sancho seu herdeiro. Morte de Pedro I, Rei de Aragão.
1104-1108 - Peregrinação de Maurício
Burdino, Diácono de Coimbra, a Jerusalém.
1104-1134 - Reinado de Afonso I, o
Batalhador, de Navarra e Aragão.
1105 - O Conde D. Henrique em Santo Isidro
de Las Dueñas e Burgos. Pacto entre D. Henrique casado com D. Teresa e D.
Raimundo casado com D. Urraca, sobre a sucessão do Reino de Leão e Castela, na
presença do legado cluniacense Dalmácio Geret. Henrique reconhece Raimundo como
legítimo Herdeiro dos Reinos de Leão, Castela e Galiza, colocando-se como seu
vassalo. Nasce Afonso Raimundes, filho de Raimundo e Urraca.
1105-1111 - Antipapa Silvestre IV, Romano.
1105-1125 - Período de anarquia devido à
luta pela sucessão do Reino de Leão e Castela. Processo de Feudalização.
1106 - Afonso VI de Leão e Castela cai
doente. Nascimento de Afonso VII, o Imperador, filho de D.
Urraca, neto de Afonso VI de Leão e Castela.
1106-1108 - O Conde D. Henrique em
Portugal.
1106-1125 - Henrique V, Rei Alemão.
1107-1144 - Sultanato Almorávida de Ali
ibn Yusuf.
1108 - «Batalha de Uclés», morte do filho
único de Afonso VI de Leão e Castela o infante D. Sancho em combate diante os
Mouros. Afonso VI manda reunir Cortes em Toledo para decidir a sucessão do
trono. Morte de São Geraldo. Maurício Burdino o sucede na Arquidiocese de
Braga. Peregrinação do Clérigo Bracarense Honoricus a Jerusalém.
1109 - Morte de Afonso VI de Leão e
Castela em Toledo. Morte do Abade Hugo de Cluny, partidário do Conde D.
Henrique. O Conde D. Henrique toma o castelo de Sintra. O Papa Pascoal II
exorta o clero português que anime o povo a continuar a guerra contra os
mouros. O Príncipe Norueguês Sirgud diz, a respeito de Lisboa, que sua
população é "meio cristã, meio pagã".
1109-1114 - União fugaz entre Leão-Castela e Aragão. Matrimónio de Urraca e Afonso I, o Batalhador, de Navarra e Aragão.
1109-1126 - Reinado de Urraca, de Leão e
Castela. Filha de Afonso VI.
1110 - Janeiro «Batalha de Valtierra», D.
Henrique participa a serviço de Afonso I, o Batalhador, de Navarra
e Aragão, e Urraca contra o Rei de Saragoça. Outubro «Batalha de Candespina»,
D. Henrique luta com o Rei de Aragão contra as Tropas da Rainha Urraca.
Novembro D. Henrique passa para o lado de D. Urraca e cerca o marido desta
Afonso I, o Batalhador, de Navarra e Aragão em Penafiel. O Papa
Pascoal II exorta novamente o Clero Português a incentivar o povo a continuar a
guerra contra os Mouros.
1111 - Os Almorávidas, sob o Comando de
Sir ben Abu Bakr, apoderam-se de Santarém e Saragoça. Rebelião dos Habitantes
de Coimbra contra delegados do Conde D. Henrique, Foral da Cidade. D. Martinho
Moniz rebela-se contra D. Henrique. Forais de Sátão, Soure, Tavares e Azurara
da Beira que reproduzem o modelo de Coimbra.
1111-1112 - O Conde D. Henrique em Leão e
Coimbra, onde Pacifica a Cidade.
1111-1127 - Guerras entre Afonso I, o
Batalhador, de Navarra e Aragão e seu genro Afonso VII, o Imperador,
de Castela de 1126 a 1157.
1111-1125 - Henrique V. Imperador Romano
do Ocidente. Filho de Henrique IV, Coroado pelo Papa Pascoal II. Não deixou
herdeiros.
1112 - O Conde D. Henrique em Astorga, onde Morre. D. Teresa Regente. Restauração do Bispado de Portucale. Hugo de Compostela é nomeado para a Diocese do Porto. Foral de Tavares concedido por D. Henrique.
1113 - Bula do papa Pascoal II de Ravena,
1099 a 1118. O Hospital de Jerusalém torna-se uma Ordem Religiosa subordinada
apenas ao Papa. O legado Papal Pôncio de Cluny chega à Hispânia e excomunga
todos os que apoiavam a união dos soberanos de Leão e Castela.
1114 - Os Almorávidas avançam até Barcelona. Bula Papal que separa Afonso I, o Batalhador, de Navarra e Aragão de Urraca. Sagração Episcopal do Bispo de Lugo, sufragâneo de Braga.
1115 - Tomada de Toledo pelos Cristãos.
1116 - Primeira menção conhecida de uma
feira na Hispânia. A de Belorado. Os Mouros tomam Miranda do Corvo e o Castelo
de Santa Eulália.
1117 - Raimundo Berengário III, Conde de
Barcelona, unifica o espaço político Catalão. Os Mouros incendiam os arrabaldes
de Coimbra. Morte de centenas de Cristãos. D. Urraca, Rainha de Leão e Castela
assina um acordo com os representantes de D. Afonso Henriques, reconhecendo sua
autoridade sobre Galiza e Toledo, reservando para si o Governo de Leão e o
Resto de Castela.
1118 - Afonso I, o Batalhador,
Rei de Navarra e Aragão, conquista, Saragoça, que se torna a Capital do Reino
Aragonês. Em Jerusalém, fundação da Ordem do Templo. Tomada da cidade de Alcalá
de Henares.
1118-1119 - Papado de Gelásio II, Gaetano.
1118-1121 - Antipapa Gregório VIII,
Francês.
1119-1124 - É eleito Papa o Arcebispo de
Vienne com o nome de Calixto II, tio paterno de D. Afonso Raimundo, o Jovem Rei
de Galiza. Papado de Calixto II, Borgonhês.
1120 - Na Palestina, Raymond du Puy
organiza a Ordem do Hospital como uma Ordem Religiosa e Militar. A 17 de
Fevereiro Bula Papal que atribui a Diego Gelmírez, Arcebispo de Santiago de
Compostela, direitos metropolíticos sobre Mérida que ainda estava sob o jugo
Muçulmano, com dioceses sufragâneas de Coimbra e Salamanca. 18, de Fevereiro. O
Arcebispo de Santiago de Compostela Diego Gelmírez é nomeado Legado da Sé
Apostólica sobre as províncias eclesiásticas de Braga e Mérida. A Rainha de
Leão e Castela Urraca, invade Portugal e saqueia todo o território. D. Teresa
refugia-se no Castelo de Lanhoso, sujeitando-se à irmã.
1121 - O Arcebispo de Braga consegue do Papa os direitos Metropolíticos sobre as Dioceses de Viseu, Lamego e Idanha, todas pertencentes outrora à Província de Mérida, portanto sufragâneas de Santiago de Compostela. Casamento de Urraca Henriques, filha de D. Teresa, com Bermundo Peres da família dos Travas.
1122 - Bula Papal ordenando a D. Teresa a
libertação do Arcebispo de Braga. Concordata de Worms. Fim de uma fase da luta
das Investiduras. Peregrinação de “Petrus Gunsalviz” a
Jerusalém.
1124 - Morte do Arcebispo Bernardo. Afonso
VII arma-se cavaleiro em Santiago de Compostela. Antipapa Celestino II, Romano.
1124-1130 - Papado de Honório II, de Imola.
1125 - Fundação da feira de Ponte de Lima.
Começam em Toledo as grandes traduções do Árabe para o Latim. D. Afonso
Henriques arma-se cavaleiro em São Salvador de Zamora no dia de Pentecostes.
1125-1126 - Afonso I, o Batalhador,
Rei de Navarra e Aragão realiza uma expedição a Andaluzia, trazendo em seu
regresso a Aragão um importante contingente de Moçárabes. Nascimento em Córdova
de Mirónides de 1126 a 1198, Médico e Filósofo Judeu.
1125-1137 - Lotário I, Rei Alemão.
1126 - Morte de Urraca, Rainha de Leão e Castela. Ali ben Yusuf deporta milhares de Moçárabes para a África, sob o pretexto de haverem colaborado com Afonso I de Aragão.
1126-1157 - Reinado de Afonso VII, o
Imperador, de Leão e Castela.
1126-1152 - Episcopado de Raimundo em
Toledo.
1126-1198 - Vida do Filósofo Hispânico
Averróis.
1127 - Acordo de Zamora entre Afonso VII
de Leão e Castela, D. Teresa e Fernão Peres. Ação militar de Afonso VII de Leão
e Castela contra o Rei de Aragão. Acordo no vale de Tâmara. Afonso VII de Leão
e Castela submete pela força sua tia D. Teresa, que se recusava a prestar-lhe
vassalagem. Cerco de Guimarães, expedição militar de Afonso VII de Leão e
Castela a Portugal, resistência de D. Afonso Henriques. Primeiro foral de
Satão.
1128 - «Batalha de S. Mamede» D. Afonso
Henriques vence sua mãe D. Teresa e os nobres partidários da ligação com a
Galícia e passa a governar com o título de Rei D. Afonso I. Infante e Príncipe
de 1128-1139. D. Teresa doa a primeira casa conventual dos Hospitalários em
Portugal, o Mosteiro de Leça do Bailio. Raimundo Bernardo, Cavaleiro Templário,
dirige-se à Península para reunir dinheiro e alistar membros para a Ordem. Em
março, se encontra na Corte portuguesa. A 19 de Março, A Ordem do Templo
instala-se em Portugal. D. Teresa doa à Ordem o Castelo de Soure, no Rio
Mondego e todas as terras entre Coimbra e Leiria, as quais estavam despovoadas
e ainda em poder dos infiéis, confirmado em 29 do mesmo mês. O co-regente Conde
Fernando e dezasseis Nobres Portugueses, apoiam a doação do lugar de Fontacarda
de D. Teresa aos Templários. Concílio de Troyes estabelece a regra da Ordem do
Templo. Morte do Conde Pedro Froilaz, tutor de Afonso VII de Leão e Castela.
Foral de Guimarães confirmado por D. Afonso Henriques.
1128-1137 - Afonso I de Portugal em
rebelião aberta contra Afonso VII, de Leão e Castela.
1129 - Doação de Afonso I de Portugal a
Monio Rodrigues. Documento onde afirma a posse de todas as Cidades de Portugal.
Afonso I de Portugal entrega o Castelo de Soure aos Templários, confirma a
Doação do Castelo do Soure e se declara "irmão templário".
Lourenço Viegas de Ribadouro, filho de Egas Moniz, primeiro alferes-mor do
palácio luso.
1130 - Morte de D. Teresa, a Condessa
Portucalense destronada.
1130-1143 - Papado de Inocêncio II,
Romano.
1130-1138 - Antipapa Anacleto II, Romano.
1130-1284 - Atividade da "Escola
de Tradutores" de Toledo.
1130-1136 - Fernão Cativo, segundo
alferes-mor do palácio luso.
1131 - Afonso I de Portugal abandona
Guimarães, antiga residência dos Condes de Portucale, para fazer de Coimbra o
centro de suas deslocações através de seus domínios.
1131-1162 - Raimundo Berengário IV, Conde
de Barcelona.
1132 - Fundação do Mosteiro de Santa Cruz
de Coimbra por D. Telo, Arcediago da Sé Catedral. Anteriormente a essa data, os
cavaleiros hospitalários, sob a chefia do vigário da ordem, Paio Galindes, se
estabelece em Portugal, adquirindo bens imóveis. Documento de Santa Cruz de
Coimbra.
1132-1142 - Traduções de João de Sevilha.
1133 - São Teotónio, prior da comunidade
de Santa Cruz de Coimbra.
1133-1137 - Lotário II. Imperador Romano
do Ocidente. Eleito Rei da Germânia, e coroado pelo Papa Inocêncio em 1133
1134 - Morte de Afonso I, o
Batalhador, de Navarra e Aragão. Restauração do Reino de Navarra. Em seu testamento,
Afonso I, o Batalhador, que não deixou herdeiros, doou seu Reino às
ordens do Templo e do Hospital. Concílio de Tarragona, em Aragão. Nenhum
Sarraceno pode abraçar o judaísmo e nenhum judeu pode tornar-se sarraceno. Os
Regrantes introduzem a regra de Santo Agostinho em Mosteiros Antigos no norte
do país. Afonso I de Portugal concede albergaria a Marão, com o intuito de
repovoamento e confia sua proteção à Santa Sé.
1134-1137 - Reinado de Ramiro II, o
Monge, de Aragão irmão de Afonso I, o Batalhador, de Navarra e
Aragão.
1134-1150 - Reinado de Garcia Ramirez IV,
de Navarra.
1135 - Nascimento em Córdova de Maimônides
1135 a 1204, médico, teólogo e filósofo judeu. Coroação de Afonso VII, Rei de
Castela, em Burgos, como Imperador. Construção do Castelo de Leiria por Afonso
I de Portugal. Morte de Ermígio Moniz, irmão de Egas Moniz e provável chefe da
linhagem de Ribadouro. Isenção canónica dos cónegos regrantes de Coimbra.
1135-1154 - Estêvão de Blois, Rei da
Inglaterra.
1136 - Foral de Miranda do Corvo. Foral de
Seia. Afonso I de Portugal concede Albergaria a Gavieiras e confia sua proteção
à Santa Sé.
1136-1146 - Egas Moniz de Ribadouro,
magnate portucalense, segundo como “dapifer curiae”, espécie de
mordomo-mor da Corte de Afonso I de Portugal.
1137 - Tratado de Tui, para a paz entre
portugueses e leoneses. Morte de Ramiro II, o Monge, Rei de Aragão.
Constituição da coroa de Aragão. Matrimónio de Raimundo Berengário IV de
Barcelona e Petronila, filha de Ramiro II, o Monge, de Aragão.
Assim, o Condado de Barcelona é unido ao Reino de Aragão. Foral de Penela. Um
Exército Português é exterminado perto de Tomar.
1137-1139 - Foral da pequena comunidade
rural de Ansiães concedido por Afonso I de Portugal.
1137-1162 - Reinado de Petronila, de Aragão.
1138 - Antipapa Vítor IV, atuou apenas
dois meses.
1138-1141 - Garcia Mendes de Sousa,
provavelmente irmão mais novo do mordomo-mor Gonçalo de Sousa, terceiro
alferes-mor do palácio luso.
1138-1152 - Conrado III, Rei Alemão.
1139 - «Batalha de Ourique» vitória de Afonso I de Portugal sobre os Muçulmanos, começa a utilizar o título de rei. 1139-1185. Bula papal Omne datum optimum estabelece os privilégios da Ordem do Templo. Segundo foral de Satão, concedido por Afonso I de Portugal. Isenção canónica do mosteiro canonical de Grijó.
1140 - Afonso I de Portugal invade a
Galícia e reconquista Santarém. Santarém já possui uma comunidade judaica com
sinagoga a mais antiga de Portugal. Cistercienses e Premonstratenses
estabelecem seus primeiros Monastérios na Península. Os Mouros arrasam o
Castelo de Leiria. Presença de Afonso I de Portugal em Valdevez. Afonso I de
Portugal concede carta de couto aos Cavaleiros Hospitalários, comprovando a
posse de Leça do Bailio com seus bens e couto. Auge da carreira de Ibn Jachia,
judeu favorito de Afonso I de Portugal, mordomo real e cavaleiro mor.
1140-1217 - Oito frotas de Cruzados do Mar
do Norte ou do Canal da Mancha são retidas pelos portugueses e convencidas a
guerrear os mouros na Península.
1142 - Afonso I de Portugal manda
construir o Castelo Germanelo, junto ao Rabaçal, além dos Castelos de Alvorge e
Ancião. Segundo o primeiro foral de Leiria, Afonso I de Portugal recupera o
castelo de Leiria. Uma considerável armada de cruzados devasta os arredores de
Lisboa.
1142-1145 - Álvaro Peres, provavelmente
irmão de Fernão Cativo, quarto alferes-mor do palácio luso.
1143 - Intervenção do Legado Papal Guido
da Vico, Cardeal e Diácono de São Cosme e Damião. Tratado de Zamora. Afonso
VII, o Imperador, de Castela, reconhece o novo Reino de Portugal. É
oficialmente o nascimento do Reino. Afonso I de Portugal coloca o reino sob a
proteção «vassalagem lígia» da Santa Sé. Presença de Afonso I de Portugal em
Zamora. Morre em Marrocos o Emir Ali ben Yusuf. Após demoradas negociações
entre Raimundo Berengário IV e Roberto de Craon Mestre Templário, ficou
acertado que os Templários ficariam com Monzón e outros lugares de Aragão.
Desde essa data se encontra em Portugal o Cavaleiro Templário Hugo de
Maratónio, que mais tarde recebe o Título de Mestre dos Templários em Portugal.
Sancho I de Portugal incumbe o Mestre do Hospital de fazer chegar às mãos do
Papa, por dois cavaleiros que iam à Roma, 504 morabitinos, em que importavam, à
razão de 4 onças, os anos decorridos desde o III Concílio de Latrão III.
1143-1144 - Papado de Celestino II, de
Città di Castello.
1144 - Ataque dos Mouros ao Castelo de
Soure, de Propriedade Templária. A Ordem é derrotada. Os discípulos de Ibn Qasi
«Muridin», os adeptos tomam Mértola e lhe entregam a cidade para Governar.
Foral de Espinho, Panoias, no concelho de Mortágua, concedido por Afonso I de
Portugal. Morte do Sultão Almorávida, Ali ibn Yusuf.
1144-1145 - Papado de Lúcio II, Bolonhês.
1144-1147 - Sultanato Almorávida de
Teshonfin ibn Ali.
1145 - Fim da dominação Almorávida em
al-Andaluz. Segundos Reinos de Taifas em Mértola, Silves e Évora. O concelho de
Coimbra proíbe seus cidadãos de ir a Jerusalém para a Segunda Cruzada. Apelação
em Coimbra para seus habitantes auxiliarem os do Castelo de Leiria. Casamento
de Afonso I de Portugal com Matilde, filha do Conde Amadeu II de Sabóia e
Piemonte. A Ordem do Templo recebe em Portugal uma região florestal, onde
fundarão Pombal e Redinha. Agosto, o Arcebispo de Braga, D. João, com o seu
cabido, e com a aprovação e o consentimento de Afonso I de Portugal, confirmou
e de novo concedeu aos Templários o Hospital que o arcebispo D. Paio havia
fundado e dotado em Braga, para uso dos pobres e miseráveis.
1145-1153 - Papado de Eugénio III, Pisano.
1146 - Penetração Almóada na Hispânia os
Reinos Independentes do al-Andaluz são submetidos. Mendo Fernandes de Bragança,
quinto alferes-mor do palácio luso.
1146-1149 - Segunda Cruzada na Terra Santa.
Cruzada contra os Vénedos Rio Elba, Alemanha Oriental.
1146-1155 - Fernão Peres Cativo, de origem
Galega, terceiro mordomo-mor do palácio, um dos mais fiéis seguidores de Afonso
I de Portugal e fundador da Casa de Soverosa.
1147 - Afonso I de Portugal reconquista
com a ajuda dos cruzados Lisboa, Santarém e al-Ushbuna. Fixação da linha do
Tejo. Oferece domínios aos Cruzados que quiseram ficar em Portugal. Os
Templários recebem de Afonso I de Portugal vastos domínios, juntamente com os
direitos eclesiásticos de Santarém, logo depois da conquista da Cidade, quando
foi ajudado por alguns cavaleiros da ordem, primeira entrada dos Templários nos
Exércitos do Rei Português. Tomada de Almería por Afonso VII, o
Imperador, de Castela. Nascimento de Santo António de Lisboa. Fundação em
Portugal da Ordem de Avis. Conquista de Sevilha por Barraxe ben Muhammad
al-Masufi, General do Califa Almóada Abd al-Mumin. Afonso VII, o
Imperador, de Castela, toma o porto mediterrâneo de Almeria. Morte do
Sultão Almorávida, Teshonfin ibn Ali. Fim do Sultanato Almorávida.
1147-1163 - Sultanato Almóada de
Abd-el-Moulmin.
1147-1169 - Pêro Pais da Maia, sexto
alferes-mor do palácio luso.
1148 - Raimundo Berenguer IV de Aragão
reconquista Tortosa. Protesto de Afonso VII, o Imperador, de
Castela, quanto às nomeações eclesiásticas de Afonso I de Portugal para os
bispados de Lisboa o inglês Gilberto de Hastings, Viseu Odório e Lamego o
cónego regrante de Coimbra Mendo. Todos sagrados pelo Arcebispo de Braga, que
assim afirma sua Independência de Santiago de Compostela e Toledo. Resposta do
Papa Eugénio III.
1149 - Raimundo Berenguer IV de Aragão
toma Lérida e Fraga.
1150 - Afonso VII, o Imperador,
de Castela, toma Uclés. A partir desta data, os combates decisivos eram
travados, do lado cristão, pelas ordens militares, e do lado muçulmano, pelos
cavaleiros voluntários dos ribat, que faziam da guerra santa um ato de piedade.
Morte de Garcia Ramirez IV, Rei de Navarra.
1150-1180 - Traduções de Gerardo de
Cremona e de Domingo Gonzalez.
1150-1194 - Reinado de Sancho V, o
Sábio, de Navarra.
1151 - Afonso VII, o Imperador, de Castela
põe cerco a Jaén. «Tratado de Tudilén» entre Afonso VII, o Imperador,
de Castela e Raimundo Berengário IV, de Aragão, sobre a partilha das terras a
conquistar. Ibn Qasi tenta uma aliança com Afonso I de Portugal. É morto em
1152 e sua cabeça entregue espetada na lança que recebera de presente de Afonso
I de Portugal. O Bispo de Lisboa, Gilberto de Hastings vai à Inglaterra pregar
a cruzada e tentar convencer seus compatriotas a organizarem uma expedição a
Sevilha, esperada por Afonso VII, o Imperador, de Castela. Foral de
Arouce «junto a Lousã» concedido por Afonso I de Portugal. Morte de Ibn Jachia,
judeu, mordomo real, cavaleiro-mor e favorito de Afonso I de Portugal.
1152 - Criação da Feira de Valladolid.
Foral de Mesão Frio e Banho «junto a São Pedro do Sul» concedido por Afonso I
de Portugal.
1152-1190 - Frederico I Barbarroxa,
Rei Alemão.
1153 - Primeira menção conhecida de uma
feira em Catalunha, a de Moya. Fundação em Portugal da Abadia Cisterciense de
Alcobaça. Afonso I de Portugal chama os Cistercienses a Alcobaça, dando-lhes um
enorme território, onde esta ordem começa a desbravar. «Acordo de Sahagún»
Fernando II assina um acordo com seu irmão Sancho III, no qual reserva para si
a posse da zona do Alentejo e Algarve.
1153-1154 - Papado de Anastácio IV,
Romano.
1154 - Foral concedido por Afonso I de
Portugal aos Cavaleiros de Sintra. Isenção canónica do Mosteiro canonical de
Refojos de Lima. Visita do Cardeal legado Jacinto a Coimbra, Tibães e Tui.
1154-1159 - Papado de Adriano IV, Inglês.
1154-1189 - Henrique II Plantageneta,
Rei da Inglaterra.
1155 - Bispos Portugueses tomam parte no
«Concílio de Valladolid», no qual o Cardeal Legado Jacinto promulga uma
expedição contra os mouros e concede indulgências. Nascimento de Afonso VIII de
Castela, filho de Sancho III de Castela.
1155-1190 - Frederico I Barbarroxa Imperador
Romano do Ocidente. Sobrinho de Conrado III, Coroado pelo Papa Adriano IV.
1156 - Domínio Almóada no sul de Portugal. Fundação em Castela da Ordem de Alcântara. Afonso I de Portugal faz mais doações ao Mestre Gualdim Pais, o procurador dos templários em Portugal «Foral de Ferreira». Os templários dão foral a Ferreira de Alves.
1156-1169 - Foral de Barcelos concedido
por Afonso I de Portugal.
1157 - Criação da Ordem Religiosa-Militar
de Calatrava. Morte de Afonso VII, o Imperador, de Castela em
Fresneda. Separação dos Reinos de Castela e Leão. O Califa Abd al-Mumin colocou
seu filho Abu Ya’qub Yusuf como governador de Sevilha, e este suprimiu por
completo a autonomia dos Reinos de Taifas. O único a resistir foi o de Múrcia
até 1172. Os Mouros recuperam o porto de Almeria.
1157-1158 - Reinado de Sancho III, de
Castela, filho de Afonso VII, o Imperador, de Leão e Castela.
1157-1167 - D. Gonçalo de Souza,
mordomo-mor.
1157-1188 - Reinado de Fernando II de
Leão, filho de Afonso VII, o Imperador.
1158 - Afonso I de Portugal toma Alcácer
do Sal «Tratado de Sahagún» entre os filhos de
Afonso VII, o Imperador, de Leão e Castela. Morte de D. Sancho III,
Rei de Castela, filho de Afonso VII, o Imperador, de Leão e
Castela. Afonso I de Portugal passa aos Templários uma carta de liberdade e
imunidade para eles e suas terras, igrejas, homens e quaisquer possessões que
tivessem ou viessem a ter.
1158-1214 - Reinado de Afonso VIII, o
Nobre, de Castela, filho de Sancho III de Castela.
1159 - Afonso I de Portugal doa à Ordem do
Templo o Castelo de Cera, algum tempo mais tarde transferido para Tomar. Os
Templários ficam assim encarregados da defesa de Santarém e de Lisboa, além de
desenvolverem intensa atividade colonizadora. Isenção canónica para os
templários em Portugal. Os templários dão foral à Redinha.
1159-1164 - Antipapa Vítor IV «deveria
chamar-se Vítor V, mas como o anterior Vítor IV atuou apenas dois meses,
resolveu repetir o número IV».
1159-1181 - Papado de Alexandre III,
Sienês.
1160 - Fundação da Ordem de Santiago.
Foral de Celeirós concedido por Afonso I de Portugal. Afonso I de Portugal
recebe em Tui o Conde de Barcelona, Raimundo Berenguer IV para negociar com ele
o casamento de seu filho Raimundo com a princesa Mafalda. Política de
aproximação entre Portugal e a Catalunha ou Aragão. Afonso I de Portugal e
Fernando II de Leão encontram-se no Mosteiro Beneditino de Celanova, na Galiza,
celebrando um acordo que restituía ao Rei Fernando II a Cidade de Tui e o
respectivo território. Os Templários fundam a primeira igreja, sob a invocação
de Santa Maria do Olival. Lançam também os fundamentos do Castelo de Tomar,
sobre um alto e escarpado cerro, na margem direita do Rio Nabão. Também se dá
princípio à vila de Tomar.
1160-1190 - Templários e Hospitalários
Portugueses colocaram no mercado os rendimentos das suas enormes propriedades
no Norte.
1161 - Repovoamento de Cidade Rodrigo
«antiga Augustóbriga» por Fernando II de Leão. Visita dos núncios Teodino e
Leão em Coimbra, para recolher dinheiro para a Santa Sé.
1162 - Geraldo sem Pavor toma a Cidade de
Beja aos Muçulmanos. D. Afonso I de Portugal exerce atos de soberania sobre
Límia. Peregrinação do Conde Gonzalo a Jerusalém. A vila de Tomar, pertencente
aos Templários, já possui um bom número de povoadores. Mestre Gualdim dá foral
a ela. Morte de Petronila, Rainha de Aragão. Morte de Santo Teotónio, primeiro
prior do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.
1162-1196 - Afonso II, Conde de Barcelona,
Rei de Aragão. «Filho de Ramon Berenguer IV».
1163 - Isenção Canónica aos Mosteiros
Cistercienses de Tarouca e Lafões. Gilberto de Hastings, Bispo de Lisboa, vai à
França pedir a Luís VII voluntários para a Cruzada na Hispânia. D. Afonso I de
Portugal recupera a Cidade de Toronho e estende sua autoridade a Salamanca.
Morte do Sultão Almóada, Abd-el-Moulmin. Canonização de Santo António. A cidade
de Viseu toma-o como padroeiro.
1163-1178 - Sultanato Almóada de Yusuf
abou Yacoub.
1164 - Isenção Canónica para o Mosteiro de
Alcobaça. A Ordem de Calatrava é confirmada pelo papa Alexandre III.
1164-1168 - Antipapa Pascoal III,
Cremonense.
1165 - Conquista definitiva de Évora por
Geraldo sem Pavor. Toma ainda as cidades de Trujillo, e Cáceres. Afonso I de
Portugal se encontra com Fernando II de Leão em Pontevedra e selam novo acordo
de paz. Afonso I de Portugal doa aos Templários Idanha-a-Velha e Monsanto.
1166 - Foral de Évora. Geraldo sem Pavor
toma os Castelos de Montánchez, Serpa e Juromenha e instala nesta última,
assediando Badajoz. Fernando II de Leão conquista Alcântara. Afonso I de
Portugal manda edificar o Castelo de Coruche. Fernando II de Leão casa-se com
Urraca Afonso, filha de Afonso I de Portugal. Entram em Portugal alguns membros
da Ordem Castelhana de Calatrava, estabelecendo-se em Évora.
1167 - Fuero de Benavente, concedido por
Fernando II de Leão. Morte de Gonçalo Mendes de Souza, quarto mordomo-mor do
palácio luso. Sucede-lhe o Conde Vasco Sanches de Barbosa.
1168 - Visita Portugal mestre Pedro, com
funções de coletor da cúria.
1168-1178 - Antipapa Calisto III,
Arentino.
1169 - Desastre de Afonso I de Portugal e
Geraldo sem Pavor em Badajoz. Fernando II de Leão, aliado dos Almóadas,
aprisiona o Rei de Portugal e solta-o em seguida. Foral ao concelho de Linhares
concedido por Afonso I de Portugal. Pêro Pais da Maia, sexto alferes-mor do
palácio luso, incompatibilizado com Afonso I de Portugal, passa ao Reino de
Leão, onde Fernando II lhe confia o mesmo cargo na sua corte. Afonso I de
Portugal faz uma doação à Catedral de Tui. Afonso I de Portugal, em Lafões, doa
aos Templários a terça parte de tudo o que conquistasse no Alentejo. O príncipe
D. Sancho de Portugal passa a orientar a política portuguesa.
1169-1175 - Foral de São João da Pesqueira
concedido por Afonso I de Portugal.
1170 - Fernando II de Leão funda a Ordem
de Santiago da Espada de Cáceres, de Uclés, ou de Santiago. As ordens de
Calatrava e Santiago se instalam em Portugal. Sayda Abu Hafsa, irmão do Califa
em Marrocos, comanda um poderoso exército e chega a Badajoz. Retirada de
Fernando II de Leão. Afonso I de Portugal arma cavaleiro seu filho Sancho, de
17 anos, no dia da festa da Assunção de Nossa Senhora. Os Cavaleiros
Templários, que já fazem há mais de vinte anos a defesa de Lisboa, são
reforçados para lá do Tejo pela ordem de Évora, e na Beira interior, pelos de
Santiago. Os Templários dão foral aos povoadores do Castelo de Almourol.
1170-1231 - Dominação Almóada em
al-Andaluz.
1172 - Começa a construção da Catedral de
Ávila. Construção do minarete da mesquita de Sevilha, "La
Giralda". Morte de Ibn Marda Nish, o "Rei Lobo" de
Múrcia, último a resistir ao avanço almóada. Seu filho decide submeter-se ao
Califa Abu Ya’qub. Geraldo sem Pavor ataca e pilha Beja. Afonso I de Portugal
entrega o Castelo de Monsanto dos Templários à Ordem de Santiago, além da Vila
de Arruda.
1173 - Beja é abandonada. Acordo de
Sevilha. O Conde Nuno de Lara, tutor do pequeno rei Afonso VIII, filho de
Sancho III e Afonso I de Portugal pedem uma trégua de cinco anos a Yusuf I.
Geraldo sem Pavor passa a servir o Califa e se instala em Sevilha até 1176.
Visita do Cardeal Jacinto a Portugal.
1174 - Casamento de Sancho I, filho de
Afonso I de Portugal, com D. Dulce, filha de Raimundo Berenguer IV, Rei de
Aragão. Fernando II de Leão tem de suportar o ataque de Abu Hafsa, um dos
chefes, de Abu Ya’qub Yusuf. Este toma as Fortalezas de Alcântara e de Cáceres,
cerca ainda a Cidade Rodrigo, que conseguiu resistir. Afonso I de Portugal
concede carta de couto ao Mosteiro Cisterciense de Santa Maria de Aguiar. O
Foral da vila de Tomar, dos Templários, é ampliado. Os Templários dão foral aos
povoadores do Castelo do Zêzere.
1174-1175 - Yusuf I manda repovoar Beja e
reconstruir suas muralhas.
1175 - Afonso I de Portugal funda a Ordem
de Évora, milícia portuguesa, e entrega seu comando ao Governador Militar de
Lisboa e da Estremadura, D. Gonçalo Viegas de Lanhoso. Fernando II de Leão,
pressionado pela Santa Sé, separa-se de sua esposa Urraca Afonso, filha de
Afonso I de Portuga e irmã de Sancho.
1176 - Afonso I de Portugal confia a
defesa de Coruche à Ordem de Évora. Os Templários dão foral aos povoadores da
terra e Castelo de Pombal.
1177 - Tomada de Cuenca pelos Castelhanos.
Estatutos da Ordem de Santiago. Fernando II de Leão organiza uma expedição de
contra-ataque aos Almóadas, chegando até Jerez e Arcos de la Frontera. O Arcebispo
de Braga Godinus e Marchus vão até Roma, talvez tenha ido à Terra Santa.
1178 - Fernando II de Leão repele um
ataque de seu sobrinho Afonso VIII de Castela em «Terra de Campos». Sancho I de
Portugal organiza uma expedição em território muçulmano, alcançando e
destruindo os arredores de Sevilha, na margem direita do Guadalquivir. Morte do
Sultão almóada, Yusuf abou Yacoub.
1178-1199 - Sultanato Almóada de Yacoub
ibn Yusuf.
1179 - Reconhecimento da independência de
Portugal pelo papa Alexandre III com a «Bula Manifestis Probatum». Afonso I de
Portugal quadruplicou o censo que pagava à Cúria Romana, pagando de uma só vez
1.000 peças de ouro. Forais de Lisboa, Santarém, Évora e Coimbra, estímulo das
atividades comerciais e artesanais. «Tratado de Cazorla» entre Afonso
VIII, o Nobre, de Castela e Afonso II de Aragão. Repartição de
terras a conquistar em território Muçulmano, excluindo qualquer vassalagem
entre eles. Afonso VIII, o Nobre, de Castela, renuncia assim a
qualquer pretensão de supremacia sobre o Reino de Aragão. D. Afonso I de
Portugal dispõe em seu testamento de "8.000 mosmodiz e 400 marcos
de prata menos 24, pelo que dá 162 maravedis e 6.000 maravedis maiores" à
Ordem do Hospital. Gonçalo Viegas de Lanhoso, Mestre da Ordem de Évora, é chamado
para organizar a defesa da zona de Lisboa, atacada constantemente por mar.
Multiplicação dos ataques Mouros, represálias ao ataque de Sancho I a Sevilha.
Abrantes sofre um ataque conduzido pelo próprio filho do califa e por seu
irmão.
1179-1180 - Antipapa Inocêncio III, de
Sessa.
1180-1190 - A mais intensa produção
literária portuguesa relacionada com o tema de cruzada ou da guerra santa.
1180 - Fuero de San Sebastian, concedido
por Sancho VI de Navarra. Batalha de Arganal, perto de Cidade Rodrigo, Sancho I
de Portugal ainda infante, sofre pesada derrota frente a Afonso VIII, o
Nobre, de Castela e seu tio, em sua ofensiva sobre a região de Ribacoa.
Coruche, pertencente aos cavaleiros de Évora, é atacada pelos Almóadas, o seu
Castelo é destruído e seus Habitantes levados em cativeiro.
1180-1223 - Filipe II Augusto,
Rei de França.
1181 - «Paz de Medina de Rioseco» Afonso
VIII, o Nobre, de Castela e Sancho I de Portugal. Maio, ataque do
Váli de Sevilha, Abu Abd Allah Muhammad ben Wanudin a Évora.
1181-1185 - Papado de Lúcio III, Lucano.
1182 - Isenção canónica para o Mosteiro de
Santa Maria de Aguiar. Passam a desempenhar as mesmas funções dos
chanceleres-mores, já designados mestres «formados em Direito ou Teologia», os
criados do Rei, provavelmente de origem não-nobre.
1183 - 1, de Julho. Novas hostilidades
entre Sancho I de Portugal e Afonso VIII, o Nobre, de Castela,
entre Fresno e Lavandera, pretensões expansionistas de Sancho I de Portugal.
1184 - Grande ofensiva fracassada dos
Almóadas contra Santarém, onde morre o Emir de Marrocos Yacoub Yusuf «a cidade
foi defendida por Sancho I de Portugal». É aclamado Emir Ya’qub al-Mansur,
filho de Yacoub Yusuf.
1185 - Morre D. Afonso Henriques de
Portugal.
1185-1187 - Papado de Urbano III, Milanês.
1185-1211 - Reinado de Sancho I, de
Portugal.
1186 - Sancho I de Portugal doa os
Castelos de Almada, Palmela e Alcácer do Sal «que asseguravam a proteção de
Lisboa ao sul» aos Cavaleiros de Santiago Espatários. Sancho I de Portugal
concede privilégios a Gouveia e Covilhã. No dia de São Jorge, nasce o primeiro
filho varão de Sancho I de Portugal, o futuro Afonso II. Pêro Pais da Maia,
sexto alferes-mor do palácio luso, após servir o Rei de Leão, volta à Corte
Portuguesa.
1187 - Sancho I de Portugal conquista
Alvor e Silves. Faz ainda novas e importantes concessões às ordens militares.
Aos freires de Évora o Castelo de Alcanede e a Vila de Alpedriz, prometendo
ainda o Castelo de Juromenha, caso seja conquistada. Sancho I de Portugal
concede privilégios a Avô, Viseu e Folgosinho e forais a Bragança e Penarroias.
Ainda não existiam Judeus em Bragança, que tornou-se posteriormente um dos
maiores centros judaicos em Portugal. Nascimento do segundo filho varão de
Sancho I de Portugal, Pedro. Sancho I de Portugal recebe convite do Papa
Gregório VIII para participar da cruzada. Saladino retoma Jerusalém aos
Muçulmanos. Papado de Gregório VIII, de Benevento.
1187-1191 - Papado de Clemente III,
Romano.
1188 - Morte de Fernando II, filho de
Afonso VII, o Imperador, de Leão e Castela, Rei de Leão. Nascimento
das Cortes de Leão, as mais antigas da Hispânia. D. Sancho I de Portugal
concede privilégios a Valhelhas. Sancho I de Portugal concebe mas não
realizada, uma expedição a Jerusalém. Afonso VIII, o Nobre, de
Castela, invade Leão, é derrotado e faz um acordo. Sancho I de Portugal dita
seu primeiro testamento.
1188-1230 - Reinado de Afonso IX, de Leão,
filho de Fernando II de Leão.
1189 - Chega a Lisboa uma Armada de
Cruzados da Dinamarca e Frísia, atacam e conquistam o Castelo de Alvor, em
frente a Silves. Cerco e tomada de Silves, mantida até 1191. Sancho I de
Portugal expulsa Templários e Hospitalários de Silves.
1189-1192 - Terceira Cruzada, com
Frederico Barbarroxa, Ricardo Coração de Leão e
Filipe II Augusto. Conquista de Chipre e reconquista de Acre.
1189-1199 - Ricardo Coração de
Leão, Rei da Inglaterra.
1190 - Fuero de Cuenca, concedido por
Afonso VIII, o Nobre, de Castela. Os Almóadas, comandados por
Sayyid Ya’qub ben Abi Hafsa, Governador de Sevilha, sitia Silves, sem conseguir
tomá-la. Os Almóadas sitiam Évora, também sem êxito. Os Almóadas tomam Torres
Novas e sitiam Tomar, defendida pelos templários Comandados por seu Mestre
Gualdim Pais. Forais de Torres Novas e Almada concedidos por Sancho I de Portugal.
Os Cruzados Alemães, futura Ordem Teutónica, fundam um Hospital na Palestina
para os doentes de sua nação.
1190-1191 - Novas ofensivas Almóadas, que
atingem o Tejo.
1190-1197 - Henrique VI, Rei Alemão.
1190-1210 - Crise demográfica em Portugal.
1191 - 10, de Julho. Os Almóadas tomam
Alcácer do Sal, e destroem os Castelos de Palmela e Almada, abandonados pelos
Cavaleiros Espatários. Tomam ainda Silves. Casamento de Sancho I com a sua
prima direta Tereza Sanches, filha de Afonso IX de Leão. «Acordo de Huesca»,
Coligação de Portugal, Leão e Aragão contra Castela. O Emir Ya’qub al-Mansur
destrói o Castelo de Torres Novas.
1191-1197 - Henrique VI, o Cruel.
Imperador Romano do Ocidente. Filho de Frederico I, Coroado pelo Papa Celestino
III.
1192 - Sentenças de excomunhão e interdito
lançado sobre Portugal e Leão pelo Cardeal Reinério.
1193 - Sancho I de Portugal doa a Torre e
Paços da Alcáçova de Santarém aos Cavaleiros da Ordem de Santiago Espatários.
1194 - Naufrágio de um navio português que
ia para Bruges. Sancho I, de Portugal doa à Ordem do Hospital de São João de
Jerusalém as terras da Coroa da margem direita do Tejo chamada Guidintesta,
permitindo que se edificasse um castelo, de nome Belver. Transformação dos
freires do Hospital em cavaleiros em Portugal. Fernando Afonso, filho bastardo
de Afonso I de Portugal, se torna grão-mestre da Ordem dos Hospitalários.
Renuncia no mesmo ano. «Tratado de Tordehumos» entre Afonso IX de Leão e Afonso
VIII de Castela. Zamora Tratado entre Sancho I de Portugal e Afonso IX de Leão.
Ação repovoadora de Sancho I de Portugal em Marmelar e Pontével concede-a aos
Francos. Morte de Sancho V, o Sábio, Rei de Navarra. Sancho I de
Portugal doa à Ordem de Santiago Espatários o edifício de Santos-o-Velho, junto
a Lisboa.
1194-1234 - Reinado de Sancho VI, o
Forte, de Navarra.
1195 - Derrota de Afonso VIII, o
Imperador, de Castela frente aos Almóadas na «Batalha de Alarcos», onde
este perde a Marca de Espanha «Limes hispanicus», enclave franco situado além
Pireneus e governado a partir de 817 pelo conde de Barcelona. Morrem também o
mestre fundador dos cavaleiros de Évora, Frei Gonçalo Viegas e Rodrigo Sanches
antigo governador de Silves. Em 22 de Julho, Breve do Papa Celestino III,
concedendo ao prior de Santa Cruz de Coimbra o direito de dar a cruz a
peregrinos e a quem quisesse combater os pagãos e de impor penitências
públicas. Ação repovoadora de Sancho I de Portugal em Povos. Sancho I de
Portugal concede foral a S. Vicente da Beira e Penedono. 15, de Agosto. Em
Lisboa, nascimento de Fernando de Bulhões Santo António.
1196 - Peregrinação de Afonso II de Aragão
a Santiago de Compostela, vai depois a Coimbra com o intuito de persuadir
Sancho I de Portugal a não desencadear hostilidades. Morte de Afonso II, Rei de
Aragão, sucede-lhe Pedro II de Aragão.
1196-1213 - Reinado de Pedro II de Aragão,
filho de Afonso II de Aragão.
1197 - Povoamento da cidade episcopal da
Guarda. Expedição de Cruzados Alemães contra Silves. Os Cruzados Alemães na
Palestina organizam-se à semelhança do Hospital de São João de Jerusalém,
intitularam-se Irmãos da Casa Alemã, ficando mais conhecidos como Cavaleiros da
Ordem Teutónica. O papa Celestino III concede a Sancho I de Portugal
indulgência de Jerusalém para a luta contra Afonso IX de Leão, que se aliara
aos Muçulmanos. Afonso VIII de Castela dá sua filha Berenguela em casamento a
Afonso IX de Leão. Sancho I de Portugal confia aos Templários as povoações de
Idanha e Açafa, a partir de 1199 chamada Ródão.
1198 - Afonso, filho bastardo de Afonso I
de Portugal, Mestre da Ordem dos hospitalários na Hispânia. Sancho I de
Portugal encarrega seu irmão bastardo, Fernando Afonso, Mestre dos
Hospitalários na Hispânia, de entregar ao Papa o censo que lhe devia. O Papa
Inocêncio III ordena a separação de Afonso IX de Leão e Berenguela. Afonso IX
de Leão lança uma ofensiva na Beira Alta. «Batalha de Ervas Tenras», morrem
numerosos membros das mais nobres famílias portuguesas. Afonso IX de Leão cerca
Bragança. Sancho I de Portugal cerca Cidade Rodrigo. Morrem o nobre Nuno Fafes
e o Mestre dos Templários Lopo Fernandes. Morte da Rainha de Portugal, Dona
Dulce, de peste. Morte de Yacoub al-Mansur.
1198-1208 - Filipe da Suábia, Rei Alemão.
1198-1215 - Otão IV, Rei Alemão.
1198-1218 - Otão IV. Imperador Romano do
Ocidente. Após a eleição de Filipe da Suábia para Rei da Germânia, foi coroado
Imperador pelos opositores. E disputou o título junto com Filipe até a morte
dele.
1199 - Foral da Guarda. Sancho I de
Portugal atribui aos Flamengos várias terras em Montalvo de Sor. Sancho I de
Portugal dá terras a Colonos Francos em Sesimbra. Sancho I de Portugal concede
foral a Belmonte e Guarda. Na região Galega Sancho I de Portugal manda
construir uma Torre em Melgaço, com a ajuda dos monges do Mosteiro de Longos
Vales. Eclipse solar vista em Coimbra e Lisboa. Morte do Sultão almóada, Yacoub
ibn Yusuf. Nascimento de Fernando III, o Santo, de Castela, filho
de Berenguela e Afonso IX de Castela.
1199-1213 - Sultanato almóada de Mohammed
ibn Yacoub.
1199-1216 - João sem Terra, Rei da
Inglaterra.
1200 - Ação repovoadora de Sancho I de
Portugal em Benavente. Sancho I de Portugal atribui aos Flamengos várias terras
em Azambuja. Para o montante do Tejo, reforçou as posições dos Templários no
vale do Zêzere. D. Sancho I de Portugal concede carta de culto ao Santuário de
Santa Senhorinha de Basto. O Bispo do Porto, Martinho Rodrigues, chega a um
acordo com seus cónegos sobre a distribuição das rendas da diocese e do cabido.
1201 - Sancho I de Portugal concede foral
à povoação de Sesimbra. Sancho I de Portugal reforça sua soberania organizando
o município de Junqueiro da Vilariça, perto de Torre de Moncorvo. Os freires da
Ordem de Évora são detentores de vasto património, e o Papa Inocêncio III,
através da “Bula Religiosam vitam” de 17 de Abril de 1201, declara tomá-los sob
sua proteção.
1202 - Grande fome em Portugal. Nascimento
de Henrique I de Castela, filho de Afonso VIII de Castela.
1202-1204 - Fernando Afonso, filho
bastardo de Afonso I de Portugal, toma parte na Quarta Cruzada, na Ordem dos
hospitalários. Na Quarta Cruzada é Tomada de Constantinopla.
1203 - Ação repovoadora de Sancho I de
Portugal em Montemor-o-Novo.
1204 - Fernando Afonso, filho bastardo de
Afonso I de Portugal, Cavaleiro Hospitalário, recebe uma doação do Imperador de
Constantinopla.
1204 - Entre 1204 e 1208 o nascimento de
Afonso Peres Farinha, futuro prior da Ordem do Hospital em Portugal. Foi prior
de Portugal duas ou três vezes, e três vezes passou ao Ultramar.
1206 - Afonso II de Portugal confia aos
Templários a povoação de Idanha-a-Nova. Um Documento de Braga e uma Bula Papal
referem-se a uma grande fome.
1207 - Morte de Fernando Afonso,
Grão-mestre Hospitalário e filho bastardo de Afonso I de Portugal. Violenta
chuva de pedra em Santarém e Coruche. O Papa Inocêncio III intervém no Porto e
obriga seus Cónegos a cumprir o acordo de 1200.
1208 - Conflito de Sancho I de Portugal
com o Bispo do Porto. Rebelião dos Burgueses do Porto contra o Bispo, tentativa
de autonomia governativa do concelho. Excomunhão de Sancho I de Portugal.
Episcopado de Rodrigo Jiménez de Rada em Toledo. Participa da conquista da
Andaluzia. Escreve uma história da Espanha. Assenta a primeira Pedra da
Catedral Gótica. Sancho I de Portugal reforça sua soberania organizando o
município de Rebordãos. Grande tempestade marítima em Portugal, com numerosas
vítimas. Inimizade surgida entre Sancho I de Portugal e o Cavaleiro Pedro
Poiares da família de Baião. Graves questões entre Sancho I de Portugal e o
Bispo do Porto, D. Martinho Rodrigues da Palmeira, tido Cavaleiro Pedro
Poiares. Casamento do príncipe D. Afonso, filho de Sancho I de Portugal com
Urraca de Castela, filha de Afonso VIII de Castela. O bispo do Porto, Martinho
Rodrigues recusa-se a assistir a cerimónia, pois os noivos eram parentes.
1209 - Sancho I de Portugal concede foral
a Penamacor e Pinhel. Fernando Sanchez, um nobre, doa metade da Vila Franca de
Cardosa, em Castelo Branco, aos Templários. O Rei Sancho I de Portugal protege
por carta as «confraria de pedreiros» que trabalhavam nas pontes de vários
locais do país. Sancho I de Portugal faz o segundo testamento, nomeia juízes
pelo cumprimento o Arcebispo de Braga, o Abade de Alcobaça, o Prior de Santa
Cruz de Coimbra, o Abade de Santo Tirso, o Mestre dos Templários, o Prior do
Hospital e seu meio-irmão Pedro Afonso.
1209-1229 - Cruzada contra os Albigenses
no sul da França.
1210 - Templários e Hospitalários detêm
uma parte do tesouro régio, conflitos mal conhecidos no reinado de Sancho I.
Sancho I de Portugal toma providências para cessarem os abusos sobre as
propriedades dos cidadãos e sobre Mouros e Judeus do Rei. O papa Inocêncio III
nomeia juízes apostólicos para averiguarem o procedimento dos Cónegos do Porto
na revolta da cidade. Sancho I de Portugal liberta o Bispo de Coimbra. Sancho I
de Portugal faz o terceiro, testamento em Coimbra. Os Cavaleiros da Ordem de
Santiago são designados neste testamento por Freires de Palmela, e ocupam
novamente as terras ao sul do Tejo. Afonso VIII de Castela faz apelo a
Franceses, Italianos, Aragoneses Leoneses e Navarros para uma grande expedição
contra os Muçulmanos. Obtêm do Papa Inocêncio III indulgências a favor. Os
Reinos de Leão e Portugal não se juntam à cruzada de Afonso VIII de Castela.
Partem de Portugal muitos membros das Ordens Militares.
1211 - Morte de Sancho I de Portugal em
Santarém aos 57 anos de idade. O papa Inocêncio III, informado dos preparativos
dos Marroquinos no sul da Hispânia, ordena que em França, Alemanha e Itália se
pregasse a cruzada em favor da Guerra Hispânica. O Papa Inocêncio III excomunga
20 burgueses do Porto, considerados os líderes da revolta na cidade. Uma Bula
Papal acusa o chanceler Julião Pais de ocultar cartas apostólicas a respeito
das questões de Coimbra, oposição da cidade e da maioria do clero à política de
Afonso II de Portugal. O papa Inocêncio III nomeou o Arcebispo de Santiago de
Compostela juiz apostólico para a questão de Coimbra. Em Fevereiro Bula Papal,
Inocêncio III censura a excessiva acumulação de bens fundiários nas mãos do
clero português. Cúria de 1211. Primeira lei de desamortização, onde se proíbem
os Mosteiros e Ordens Religiosas de comprar bens fundiários, exceto para, com
seus rendimentos, celebrar ofícios por alma dos Reis. Afonso II de Portugal doa
aos freires de Évora Cavaleiros de Calatrava o lugar de Avis, com a condição de
o povoarem e nele edificarem um Castelo.
1211-1216 - Lutas entre Afonso II de Portugal
e suas duas irmãs. Gonçalo Mendes de Sousa refugia-se em Leão era partidário
das infantas na questão com o Rei Afonso II de Portugal, onde obtêm o governo
de Trassara e Estremadura. Os Hospitalários protestam junto à Cúria Romana por
terem sido expulsos por Afonso II de Portugal das vilas que a Infanta Mafalda
lhes concedera. Afonso II de Portugal manda pôr cerco a Montemor-o-Velho e
Alenquer, pertencentes, respectivamente às Infantas Teresa e Sancha. Pedro
Sanches apodera-se de várias povoações em Trás-os-Montes com o auxílio do Rei
de Leão, de Pedro Fernandes de Castro e de Fernando, filho de D. Teresa e de
Afonso IX. Gonçalo Mendes de Sousa auxilia os sitiados de Montemor e derrota as
Tropas Régias, sob o Comando do Alferes Martim Anes da Riba de Vizela. Os
Hospitalários são acusados de usurparem e de favorecerem a usurpação de terras
da coroa, o que Afonso II de Portugal proibiu.
1211-1223 - Reinado de Afonso II de
Portugal. Início de uma vigorosa centralização estatal.
1212 - "Estudo General" de
Palencia. Vitória de Afonso VIII, o Nobre, de Castela
«Castela-Navarra-Aragão» frente aos Almóadas na «Batalha de Las Navas de
Tolosa». Fim do poder Militar Muçulmano na Hispânia. Afonso II de Portugal, não
comparecendo, envia tropas. Primeiras menções documentais a tabeliães régios,
implantação do notariado de Canedo, Panóias e Santarém. Em Coimbra, acordo de
Tréguas entre Portugal, Leão e Castela por iniciativa de Afonso VIII de
Castela. Afonso IX de Leão obrigou-se a restituir a Portugal os Castelos que tomou.
Cruzada das Crianças.
1213 - «Batalha de Murete», derrota e
morte de Pedro II de Aragão, fim da expansão ultrapirenaica da Coroa Aragonesa.
O papa Inocêncio III ordena aos juízes eclesiásticos que absolvam Afonso II de
Portugal de excomunhão, além da multa de 50.000 cruzados o Rei recorre ao Papa
e é parcialmente dispensado. Afonso II de Portugal confirma o juízo régio sobre
os domínios das infantas. Morte de Muhammad al-Názir, filho de Yacoub
al-Mansur. Enfraquecimento do império almóada. Morte do Sultão almóada,
Mohammed ibn Yacoub.
1213-1223 - Sultanato almóada de Abou
Yacoub.
1213-1276 - Reinado de Jaime I, o
Conquistador, de Aragão, filho de Pedro II de Aragão.
1214 - Afonso II de Portugal doa o
restante da herdade da Vila Franca de Cardosa, em Castelo Branco, vasta zona da
Beira Baixa. O mestre do Templo em Portugal, Pedro Alvito, dá o foral a Castelo
Branco. «Batalha de Bouvines» a coligação antifrancesa é derrotada pelo Rei
Felipe Augusto. O Infante D. Fernando, agora Conde de Flandres, é aprisionado
pelo Rei francês. Sancho I de Portugal oferece uma Cruz de ouro ao Mosteiro de
Santa Cruz de Alcobaça, ano da Encarnação. Julho, Afonso II de Portugal redige
seu primeiro testamento. Primeiros Documentos redigidos em português. São
feitas treze cópias para enviar aos Arcebispos de Braga, Santiago e Toledo, aos
Bispos do Porto, Lisboa, Coimbra, Évora e Viseu, aos Mestres do Templo e do
Hospital, ao Abade de Alcobaça e ao Prior de Santa Cruz. Em Guimarães, os mais
antigos instrumentos tabeliónicos conservados. Morte de Afonso VIII, Rei de
Castela.
1214-1217 - Reinado de Henrique I de
Castela, Filho de Afonso VIII de Castela.
1215 - Criação da “Universidade de
Salamanca”. São Domingos funda a Ordem Dominicana. IV Concílio de Latrão,
prescrição de insígnia distintiva para os Judeus e Sarracenos vivendo em terras
Cristãs. O bispo Sueiro de Lisboa, presente, pede autorização para reter os
cruzados que eventualmente passassem nas costas espanholas e levá-los à guerra
contra os mouros. Morte de Julião Pais, chanceler português. Sucedeu-lhe
Gonçalo Mendes, que conservou o cargo até 1228. Aproximação entre Portugal e
Castela, através de proposta de casamento entre Henrique I, que tinha 12 anos
de idade, herdeiro de Afonso VIII, e Mafalda, irmã de Afonso II de Portugal. O
matrimónio foi cancelado pelo Papa. Já é dado o nome de Avis à Ordem de Évora
Calatrava.
1215-1250 - Frederico II, Rei Alemão.
1216 - Grandes intempéries em Évora,
Santarém e Coruche. A partir desta data, Gonçalo Mendes e Pêro Anes da Nóvoa,
auxiliares da autoridade régia e inimigos dos poderes senhoriais, dominam a
política régia. Bula papal que assegura ao Bispo de Évora a jurisdição sobre
todo o território povoado por Cristãos entre os limites de sua diocese e os
infiéis. A reconquista vai avançando em direção ao Baixo Alentejo, talvez por
iniciativa das Ordens Militares.
1216-1227 - Papado de Honório III, Romano.
1216-1272 - Henrique III, Rei da
Inglaterra.
1217 - Ocupação de Alcácer do Sal por
Afonso II de Portugal. Os Cavaleiros de Santiago, Templários e Hospitalários
participam da conquista, segundo Erdmann, a primeira cruzada portuguesa.
Reforço de Pedro Alvites, Mestre dos Templários de toda a Hispânia. Alcácer do
Sal é entregue aos Cavaleiros de Santiago. Espatários ou freires de Palmela.
Morte de Henrique I, Rei de Castela. Reinado e renúncia de Berenguela de
Castela, mãe de Fernando III. A Coroa passa a Fernando III, o Santo,
filho de Afonso IX de Leão. Afonso II de Portugal passa a ir repetidas vezes a
Santarém, talvez com o objetivo de tentar curar sua lepra com médicos
experientes na Tradição Árabe. Em Novembro, laboração do primeiro registro
oficial dos diplomas régios. Doação de Aramenha ao Mosteiro de Alcobaça.
Construção do Castelo de Marvão.
1217-1252 - Reinado de Fernando III, o
Santo, de Castela.
1218 - Nascem as Cortes na Catalunha.
Grandes intempéries em Évora, Santarém e Coruche. Em Janeiro, Afonso II de
Portugal redige seu segundo testamento. Em Abril, Afonso II de Portugal, a
conselho dos juristas auxiliares do chanceler Gonçalo Mendes, oferece os
dízimos dos direitos régios a todas as dioceses do reino e a algumas ordens
religiosas. Afonso II de Portugal recorre novamente ao Papa após a renovação do
processo de excomunhão movida pelo bispo de Lugo. Em Maio, Teresa, ex-mulher de
Afonso IX de Leão, é julgada na Cúria Romana, a respeito de seus direitos
senhoriais. João Fernandes da Límia, antigo dapífero de Sancho I de Portugal,
regressa à corte, após seu casamento com a antiga barregã de Sancho I, Maria
Pais, a Ribeirinha. O Mestre da Ordem do Templo doou a Pelágio Farpado e a
todos os seus descendentes o lugar de Ceiceira, com a condição de ali fundar
uma albergaria "para nela servir a Deus, recolhendo e hospedando a
todos os passageiros, fossem pobres ou ricos".
1218-1219 - Cruzadas em Castela, com a
participação de Tropas Portuguesas.
1218-1238 - Gonçalo Anes, irmão de Pêro
Anes da Nóvoa mordomo-mor, é grão-mestre da Ordem de Calatrava.
1219 - Beatriz de Suábia tenta destronar
Fernando III de Leão e Castela. Afonso II de Portugal vai a Santiago de
Compostela. Os Sousas voltam à corte portuguesa, juntando-se a Garcia Mendes e
a Rodrigo. Desligavam-se, assim, de Afonso IX de Leão. Em Março ou Abril Afonso
IX de Leão volta a atacar Portugal, conquistando Chaves. Em Junho é assinado o
«Tratado de Baronal» Afonso II de Portugal vai a Santiago de Compostela e faz
as pazes com Afonso IX de Leão.
1220 - Cinco franciscanos são martirizados
em Marrocos. Em Coimbra será construída uma arca tumular para suas relíquias no
século XIV. Primeiras inquirições gerais em Portugal, inovação muito precoce no
contexto da centralização régia europeia. Franciscanos e Dominicanos
estabelecem seus primeiros Conventos na Hispânia. Construção da Torre de Ouro
em Sevilha. O Papa Honório III concede indulgência aos Cavaleiros de Évora. Em
Dezembro, Bula Papal que menciona o chanceler de Portugal, Gonçalo Mendes e o
mordomo Pêro Anes da Nóvoa como personagens que conduziam o Rei à impiedade.
Questão entre Afonso II de Portugal e Estêvão Soares da Silva, Arcebispo de
Braga, este o excomunga, juntamente com o mordomo-mor e o chanceler. Gil
Vasques de Soverosa, mordomo-mor, é o principal executor das medidas tomadas
contra o arcebispo de Braga. Depredações de oficiais régios sobre o couto de Ervededo,
seu Governador, Martim Sanches, Bastardo Régio português a serviço do Rei de
Leão, pega em armas com gente de Toronho e Límia e se dirige a Ponte de Lima,
onde se encontra Afonso II de Portugal. Mendo Gonçalves de Souza, João Pires da
Maia e Gil Vasques de Soverosa defendem o Rei e são derrotados. Os portugueses
se retiram para Braga e Guimarães e os galegos devastam a região. Em Dezembro,
o Papa Honório III encarrega os Bispos de Palença, Astorga e Tui de confirmar a
sentença de excomunhão contra Afonso II de Portugal.
1220-1250 - Frederico II, Stupor
Mundi. Imperador Romano do Ocidente. Filho de Henrique VI teve os
títulos de Rei da Sicília, Rei de Tessalónica, Rei de Chipre e de Jerusalém,
Rei dos Romanos, Rei da Germânia e Imperador.
1221 - A partir de então, Afonso II de Portugal não voltou a sair de Santarém. Redige em novembro seu segundo testamento. Nascimento de Afonso X, primogénito de Fernando III de Leão e Castela e Beatriz da Suábia.
1221-1254 - Começa a construção das
Catedrais de Burgos, lançamento da primeira pedra por Fernando III de Castela e
Leão, Toledo em 1226 e Leão.
1222 - Consagração do Mosteiro de
Alcobaça. Em Junho Bula Papal que suspende de suas funções clericais os
juristas auxiliares do chanceler Gonçalo Mendes por serem considerados
instigadores da política de Afonso II, mestre Vicente, deão de Lisboa, mestre
Julião, deão de Coimbra e filho de Julião Pais, e mestre Pedro, chantre do
Porto. Parte do clero que apoia Afonso II de Portugal é suspensa em Bula Papal
em 16 de Junho, o papa Honório III renova a ameaça de expor o Reino de Portugal
à conquista de outros soberanos e de absolver seus vassalos do juramento de
fidelidade. Mestre Vicente, deão de Lisboa, começa a negociar um acordo prévio
com a Santa Sé, interrompido com a morte do Rei em 1223. O Papa Honório III
reitera ameaça feita em 1220 de invasão de Portugal por outros Reis.
1223 - Morte de Afonso II de Portugal
excomungado. Nos últimos documentos que promulgou já não podia desenhar o sinal
de seu punho, devido à lepra. Em Junho Sancho II de Portugal, aos treze anos,
faz duas concórdias com suas tias, em Coimbra. As Infantas recebem Torres
Vedras, Alenquer, Montemor e Esgueira. Estêvão Soares da Silva recebe 6.000
maravedis de indemnização o restante seria calculado posteriormente. Em
Setembro Martim Anes, mordomo-mor da corte portuguesa. Morte do Sultão almóada,
Abou Yacoub.
1223-1225 - Sultanato almóada de Abou
Malik.
1223-1226 - Luís VIII, Rei de França.
1223-1248 - Reinado de Sancho II de
Portugal. Fortalecimento dos franciscanos em Portugal. No início do Reinado de
Sancho II já possuíam conventos em Guimarães, Coimbra, Lisboa e Alenquer,
fundando nos anos seguintes outros em Évora, Leiria, Porto, Guarda, Covilhã,
Estremoz e Santarém.
1224 - Fim do domínio almóada em
al-Andaluz, início dos terceiros Reinos de Taifas. Em Abril D. Henrique Mendes
de Sousa, mordomo-mor português. Martim Anes de Riba de Vizela, alferes-mor
português. Em Outubro, Mestre Vicente recebe grandes elogios do Papa. Em
Dezembro Gonçalo Mendes irmão de Henrique Mendes, mordomo-mor português. João
Fernandes de Límia, alferes-mor português. Fernando III de Leão e Castela
inicia uma vigorosa luta contra os Muçulmanos. Sancho II de Portugal faz
grandes concessões ao Bispo de Évora.
1225 - Em Junho, João Fernandes de Límia,
mordomo-mor português. Morte do Sultão almóada, Abou Malik. Nascimento de
Afonso X, o Sábio, de Leão e Castela, filho de Fernando III, o
Santo, de Castela.
1225-1238 - Sultanato almóada de Mamun.
1226 - O Rei da Inglaterra Henrique III de
1216 a 1272, passa 100 autorizações de comércio a mercadores portugueses.
Regência de Branca de Castela. O Arcebispo de Braga Estêvão que antes tomara
parte ativa na conquista de Elvas, obtêm do Papa a faculdade de absolver os guerreiros
que lutavam contra os mouros. O Infante português D. Fernando, Conde de
Flandres, é libertado do cativeiro de Filipe Augusto mediante pagamento de
pesado resgate oferecido por sua mulher. Em Julho Abril Pires de Lumiares,
mordomo-mor português. Martim Anes de Riba de Vizela, alferes-mor português.
1226-1270 - Luís IX Santo, Rei
de França.
1226-1283 - Os cavaleiros teutónicos
conquistam a Prússia.
1226-1238 - Sancho II de Portugal,
auxiliado pelas Ordens Militares de Santiago, Calatrava, Hospitalários),
conquista o Alentejo.
1227 - Um Documento de Lisboa revela que
seus juízes são impedidos de resolverem queixas apresentadas pelos pobres.
Tomada de Cáceres e Badajoz pelas tropas leonesas de Afonso IX. O legado Papal
João de Abbeville consagra a Igreja de Santa Cruz de Coimbra. Uma Bula Papal
acusa Sancho II de Portugal de intervir abusivamente no Porto. Aos 32 anos,
Santo António prega em Roma para o papa Gregório IX.
1227-1241 - Papado de Gregório IX, de
Anagni.
1228 - Concílio de Valladolid, proibição
aos judeus de Castela de usar capas semelhantes aos clérigos. O infante
português Pedro Sanchez conquista Mérida, a serviço de Afonso IX de Leão, além
de repelir Ibn Hud, Xeque de Sevilha.
1228-1229 - O legado Papal João Halgrin de
Abbeville exorta os soberanos da Hispânia Católica a recomeçarem a Cruzada.
Quinta Cruzada, Frederico II obtêm a restituição de Jerusalém através de
negociações.
1228-1231 - Pêro Anes da Nóvoa, antigo
mordomo de Afonso II de Portugal, novamente mordomo-mor português.
1229 - Reunião das Cortes em Coimbra. Dia
13 de Março. Morte da infanta D. Sancha, irmã de D. Mafalda, ambas filhas de
Sancho I de Portugal. Feira de Castelo Mendo já diferenciada do mercado local.
Início da ocupação cristã das ilhas Baleares Jaime I, o Conquistador,
de Aragão. D. Sancho II de Portugal conquista Elvas e dando-lhe foral e
Juromenha.
1230 - Os conflitos entre Portugal e Leão
terminam. Conquista de Badajoz pelos leoneses de Afonso IX. Em Setembro Morte
de Afonso IX de Leão, seu sucessor, Fernando III unifica Leão e Castela e faz
da Cruzada seu principal objetivo.
1231 - «Tratado do Sabugal» acordo entre
Sancho II de Portugal e Fernando III de Leão e Castela, a Cidade de Chaves,
tomada em 1219, é restituída a Portugal. Fernando III de Leão e Castela
percorre o Reino de Leão e Galiza para desencorajar qualquer acto de rebeldia.
O Legado Papal João de Abbeville obtém do Papa Gregório IX violentas Bulas
contra o Rei Sancho II de Portugal. Em 13 de Junho Morte de Santo António. Em
Dezembro Portugal sofre o interdito papal.
1232 - Canonização de Santo António de
Lisboa. Afonso Peres Farinha, Prior do Hospital conquista Serpa, Moura indo aí
residir, Arroche e Aracena. Início da Dinastia Násrida em Granada, que durará
até 1492. Início da construção de Alhambra de Granada. Em Março, com o objetivo
de repovoamento, Sancho II de Portugal doa o território chamado Ocrate-Crato
para a Ordem do Hospital. Tomada portuguesa de Beja. O Papa Gregório IX proíbe
qualquer eclesiástico de excomungar Sancho II de Portugal enquanto permanecesse
em combate contra os sarracenos. Morte do Legado papal e bispo João de
Abbeville. Início de disputas violentas pelo cargo de Bispo. No dia 1 de
Junho “Bula Cum dicat Dominus” - canonização de Santo António.
1232-1234 - Cruzada contra os camponeses
do norte da Alemanha.
1233 – Em Junho. O papa Gregório IX
encarrega o franciscano frei Tiago de absolver Sancho II de Portugal de
excomunhão por violência contra clérigos enquanto estivesse em expedição
militar. As tropas castelhanas conquistam Úbeda. O Bispo Martinho Rodrigues
obtém em Roma várias Bulas que acusavam Sancho II de Portugal de não respeitar
a jurisdição temporal do Bispo sobre a cidade do Porto.
1234 - A Ordem de Santiago conquista
Aljustrel por D. Paio Peres Correia. Navarra cai na órbita da política da
França. O Papa Gregório IX induz Sancho II de Portugal a participar da Cruzada
à Terra Santa. Em outubro, concede as indulgências de cruzada a quem ajudasse
Sancho II de Portugal na guerra contra os mouros e na ocupação das cidades por
ele adquiridas. Sancho II de Portugal consegue, junto ao papa, indulgências
para seu exército. Revolta de D. Álvaro Pires de Castro contra Fernando III de
Castela e Leão. De Fevereiro a Agosto, uma série de Bulas dão a entender que vários
párocos do Porto se recusavam a pagar certos direitos exigidos pelo Bispo.
Morte de Sancho VI, o Forte, Rei de Navarra.
1234-1238 - Sancho II de Portugal,
auxiliado pelas Ordens Militares de Santiago, Calatrava, Hospitalários
conquista o Algarve Oriental.
1234-1253 - Reinado de Teobaldo I, de
Navarra.
1235 - Fernando III de Castela e Leão
conquista Córdova. Em Setembro, o novo bispo do Porto, D. Pedro Salvadores,
obtêm do Papa Gregório IX a faculdade de absolver da excomunhão os Oficiais
Régios que vexavam a sua diocese. Os cavaleiros da Ordem de Santiago
«Espatários ou Freires de Palmela» recebem de Sancho II de Portugal a terra de
Aljustrel, que ajudaram a conquistar.
1235-1260 - Gonzalo de Berceo produz sua
obra literária.
1236 - Os Castelhanos de Fernando III de
Castela e Leão reconquistam Córdova. O infante D. Pedro, já alheio à sua
pátria, vai ao Oriente lutar contra os Muçulmanos. As tropas castelhanas
conquistam Córdova. Mestre Vicente de Lisboa entrega o cargo de chanceler do
reino a Durando Froilaz, dedicando-se ao governo da diocese de Braga. Os
cavaleiros da Ordem de Santiago «Espatários ou freires de Palmela» recebem de
Sancho II de Portugal a terra de Sesimbra, que ajudaram a conquistar.
1237 - O Rei Jaime I, o
Conquistador, de Aragão, toma Valência. Capítulo Geral dos Dominicanos em
Burgos. O Bispo de Coimbra Tibúrcio e Vicente da Diocese da Guarda, vão a Roma
tratar dos limites de suas dioceses.
1237-1238 - Começa a construção do
Alhambra de Granada.
1238 - Conquista portuguesa de Mértola por
Don Paio Peres Correia e a Ordem de Santiago, passo decisivo para o domínio
definitivo do Alentejo e do Algarve por Sancho II de Portugal. Conquista
portuguesa de Alfazar de Pena. Criação do Reino Nazarí de Granada. Casamento de
Afonso, irmão de Sancho II de Portugal, com Matilde, Condessa de
Boulogne-sur-Mer. Tomada de Valência por Jaime I, o Conquistador,
de Aragão. Acordo em Maio entre Sancho II de Portugal e o Bispo do Porto e o
Arcebispo de Braga. Morte do Sultão almóada, Mamoun.
1238-1273 - Reinado de Maomé I, de
Granada.
1239 - A Ordem de Santiago recebe de
Sancho II de Portugal Alfazar de Pena e Mértola, para onde passou o Convento da
Ordem, até 1284, que ajudaram a conquistar. O Papa Gregório IX concede 12 Bulas
ao Infante Fernando de Serpa, irmão mais novo de Sancho II de Portugal, para
suas expedições cruzadas. Mécia Lopes de Haro enviúva de Álvaro Pires de
Castro, ex revoltoso de Fernando III de Castela e Leão. Casa-se com Sancho II
de Portugal.
1240 - Sancho II de Portugal conquista
Mértola, Aiamonte, Alvor. A Ordem de Santiago conquista Cacela e Aiamonte por
Paio Peres Correia Mestre da Ordem de Santiago.
1241 - Em Fevereiro, Sancho II de Portugal
consegue novamente, junto ao Papa, indulgências para seu exército. A Ordem de
Santiago conquista Paderne por Paio Peres Correia. Paio Peres Correia, Prior da
Ordem de Santiago em Castela. Papado de Celestino IV, Milanês.
1241-1242 - Revolta de D. Diogo Lopes de
Haro, irmão de Mécia Lopes de Haro a esposa do rei Sancho II de Portugal,
contra Fernando III de Castela e Leão.
1241-1243 - Sede pontifical vacante.
1242 A 17 de Junho de 1242, em Paris,
primeira destruição oficial da literatura rabínica «Talmude» pela Igreja
Católica. Em Julho, o Infante Português, Conde Afonso de Bolonha participa na
«Batalha de Saintes», como vassalo de Luís IX de França, contra Henrique III de
Inglaterra. Torna-se seu protegido.
1242-1246 – O Reino de Castela toma
Múrcia, Arjona e Jaén.
1243 - Sancho II de Portugal ataca os
Bispos de Braga, Coimbra e Porto que conseguem com o Papa Inocêncio IV sua
deposição em 1245. O Reino de Múrcia rende-se pacificamente ao infante D.
Afonso de Castela-futuro rei Afonso X, auxiliado pela Ordem de Santiago de D.
Paio Peres Correia. O Infante Fernando de Serpa irmão mais novo de Sancho II,
volta a Portugal como Governador da Beira Oriental. O Infante Português Afonso
de Bolonha faz a peregrinação a Santiago de Compostela.
1243-1254 - Papado de Inocêncio IV,
Genovês.
1244 - A 09 de Janeiro, a Ordem de
Santiago conquista Tavira. «Tratado de Almizra» entre Jaime I, o
Conquistador, de Aragão e Afonso, futuro Rei de Portugal. D. Afonso de
Castela, futuro Afonso X, conquista Lorca e Mula com o auxílio da Ordem de
Santiago de Paio Peres Correia. É nomeado Bispo o Galego Aires Vasques, dando
fim às disputas do cargo desde a morte de João de Abbeville em 1232. O Infante
Português Afonso de Bolonha retorna de Santiago de Compostela e se encontra com
o Rei Luís IX de França e sua mãe Branca de Castela em Limoges.
1245 - Afonso Conde de Bolonha e irmão do
Rei Sancho II de Portugal, recebe do Papa Inocêncio IV um convite, para, uma
cruzada. Dia 4 de Fevereiro o Papa Inocêncio IV manda Sancho II de Portugal
separar-se de Mécia Lopes de Haro, por ter-se casado sem dispensa de consanguinidade
a acusação partiu de Afonso de Bolonha. Em Março «Bula Inter alia
desiderabilia» dirigida aos Barões, concelhos, bispos e clero Franciscanos e
Dominicanos e principalmente às Ordens Militares, responsabiliza Sancho II de
Portugal pela situação do Reino, lutas entre a nobreza e contra os Bispos. Fim
da reconquista Aragonesa. Em Junho «Concílio de Lião» os Bispos Portugueses são
convocados para prestar contas do Reinado de Sancho II de Portugal, considerado
negligente. Em 24 de Julho «Bula Grandi non immerito», deposição de Sancho II
de Portugal, seu irmão, Afonso, Conde de Boulogne-sur-Mer, é o escolhido para
Governar o Reino, guerra civil. Afonso X, o Sábio, primogénito de
Fernando III, de Leão e Castela apoia Sancho II. Em Agosto? D. Abril Pires de
Lumiares e D. Rodrigo Sanches Tio de Sancho II Ataca o Rei em Gaia, as tropas
do Rei vencem e ambos morrem na Batalha. Em Setembro, Afonso de Bolonha, em
Paris, jura respeitar as liberdades da Igreja. Chega em Lisboa no final do ano,
em plena guerra civil. O Papa Inocêncio IV confirma as doações feitas à Ordem
de Santiago em Portugal, entre elas menciona a Vila de Tavira, os Castelos de
Mértola e Cacela, a Vila de Sesimbra, o Padroado das igrejas de Alcácer,
Palmela e Alhambra e algumas terras de Santarém.
1246 - Fernando III de Castela e Leão
conquista Jaén com a ajuda da Ordem de Santiago chefiada por Paio Peres
Correia. Sancho II permanece em Coimbra seu ponto de apoio. Os concelhos do
Centro e sul e os Castelos de Santarém, Alenquer, Torres Novas e Alcobaça
apoiam Afonso de Bolonha, futuro Afonso III. A Rainha Mécia Lopes de Haro é
raptada por Raimundo Viegas de Portocarrero, o Torres e levada
para o Castelo de Ourém. Violentos combates entre Coimbra e Leiria.
1247 - Em Janeiro Afonso, Conde de Bolonha,
é derrotado em Leiria, centenas de mortos. Em Fevereiro, Franciscanos e
Dominicanos da Guarda informam as determinações pontifícias aos partidários do
Rei. Nascem as Cortes de Aragão. Paio Peres Correia, Prior da Ordem de
Santiago, acompanha o Infante Afonso de Molina na conquista de Aljarazes e nas
campanhas contra o Rei de Niebla.
1247-1267 - Governo de Egas Fafes na
Diocese de Coimbra.
1248 - Em Janeiro, morte de Sancho II de
Portugal em Toledo, sem filhos. Os Castelhanos Comandados por Fernando III de
Castela e Leão, reconquistam Sevilha com o auxílio de Paio Peres Correia, Prior
da Ordem de Santiago. Acordo entre o Bispo de Évora e a Ordem do Hospital sobre
os direitos eclesiásticos de Moura e Serpa.
1248-1254 - Sexta Cruzada. São Luís IX
tenta reconquistar a Terra Santa a partir do Egito.
1248-1279 - Reinado de Afonso III de
Portugal.
1249 - Conquista portuguesa de Faro e do
resto do Algarve que estavam nas mãos dos mouros, por Afonso III de Portugal e
a Ordem de Santiago, fim da reconquista portuguesa. Afonso III de Portugal
concede o Algarve à Ordem de Avis.
1250 - Afonso III de Portugal doa o
Castelo de Albufeira à Ordem de Avis, na pessoa de seu Mestre, D. Martinho
Fernandes. Fevereiro, Afonso III de Portugal, em Santa Maria de Faro, doa o
Castelo de Porches a seu Chanceler, D. Estêvão. Afonso III de Portugal reúne as
Cortes em Guimarães. Os Bispos ainda se queixam de banditismo em Portugal. Fome
e carestia em Portugal. A 17 de Junho, morte da Infanta D. Teresa, filha de
Sancho I de Portugal, no Mosteiro de Lorvão. A 4 de Agosto, Afonso III de
Portugal doa a seu Chanceler D. Estêvão os bens outrora pertencidos ao Mouro
Abadale e sua mulher, Zaporona, em Santa Maria de Faro. Em Outubro, Bula do
Papa Inocêncio IV a respeito da questão do Algarve entre Afonso III de Portugal
e Afonso (X, o Sábio) primogénito de Fernando III de Leão e Castela.
1250-1254 - Conrado IV, Rei Alemão,
interregno de 1256-1273.
1250-1258 - Viagens constantes de Afonso
III de Portugal ao norte do Douro, a fim de estancar a apropriação de direitos
Régios por Fidalgos, Bispos, Ordens Monásticas e sobretudo por Ordens
Militares.
1251 – Janeiro-Em Portugal lei geral que
prevê severas penas contra malfeitores que invadissem as casas dos fidalgos,
cortassem vinhas ou roubassem gado. Privilégios de Fernando III, de Leão e
Castela à colónia Genovesa de Sevilha. Em Toledo, tradução de Kalila e Dimna. A
Ordem do Hospital faz um empréstimo de 14.000 maravedis ao Bispo de Coimbra,
isso mostra sua capacidade financeira e acumulação de espécies em dinheiro.
Conquista de Aroche e Aracena em Niebla por Afonso III de Portugal. Protestos
de Afonso (X, o Sábio), primogénito de Fernando III de Leão e
Castela.
1252 – Maio-Morte de Fernando III, o
Santo, Rei de Castela, em Sevilha. Em Outubro Afonso X, o Sábio,
de Leão e Castela, reúne cortes em Sevilha. Pede ao Papa a restauração do
Bispado de Silves. Crise agrícola em Portugal. Em 1256, Morte de D. Mafalda,
filha de Sancho I de Portugal. Sepultada no Mosteiro de Arouca.
1252-1253 - Conflitos de Afonso III de
Portugal com as classes privilegiadas, com o Bispo do Porto e com o Mestre dos
Templários o Rei ter-se-ia apoderado dos Tesouros da Ordem ou exigido algum
empréstimo forçado.
1252-1284 - Reinado de Afonso X, o
Sábio, Rei de Leão e Castela, filho de Fernando III, o Santo,
de Castela.
1253 - Reunião da Cúria plena ou
extraordinária que incluiu representantes dos concelhos em Leiria. Em Portugal,
lei que proíbe a exportação de cereais. O Papa exorta os dois Reis Afonso III
de Portugal e Afonso X de Leão e Castela, a resolverem pacificamente a questão
do Algarve. Em Maio, Casamento de Afonso III de Portugal e D. Beatriz, filha
bastarda de Afonso X de Leão e Castela e Maria Guilhén de Gusmão. Afonso III
era casado também com D. Matilde de Bolonha. Morte de Teobaldo I, Rei de
Navarra. A 20 de Agosto, Afonso X de Leão e Castela doa a aldeia de Lagos em
território português a D. Frei Roberto. A 26 de Dezembro. Lei da Almotaçaria,
tabelamento de preços em Portugal, repressão a uma alta de preços.
1253-1258 - Promulgação de grande
quantidade de forais e aforamentos em Portugal.
1253-1270 - Reinado de Teobaldo II, de
Navarra.
1254 - A 22 de Janeiro, Afonso III de
Portugal protesta na Sé de Lisboa contra atos unilaterais de Afonso X de Leão e
Castela, principalmente a nomeação de um Bispo D. Frei Roberto para um
território nacional. Em Fevereiro e Março, Cortes de Leiria, tidas como as
primeiras do Reino, decisão de proibir a exportação de metais preciosos, panos,
couros e mel. O Mosteiro de S. Cucufate é colocado sob a obediência de S.
Vicente de Lisboa pelo concelho da Cidade de Beja. Conflito de Afonso III de
Portugal com o Bispo de Coimbra. Em Agosto, o Papa censura Afonso III de
Portugal em Bula. O Alcaide de Lisboa consegue a nomeação do seu Capelão Mateus
Martins para o Bispado de Viseu.
1254-1261 - Papado de Alexandre IV, de
Anagni.
1255 – A 20 de Fevereiro, na Cúria reunida
em Santarém, Afonso III de Portugal, com o consentimento de sua esposa, D.
Beatriz, doa o Castelo de Cacela e o de Aiamonte para o Mestre da Ordem de
Santiago, D. Paio Peres Correia. A 22 de Fevereiro, Afonso III de Portugal
confirma o Castelo de Sesimbra à Ordem de Santiago. A 24 de Fevereiro Afonso
III de Portugal confirma à ordem de Santiago, nas pessoas do Mestre D. Paio
Peres Correia e do comendador, os Castelos, outrora doados por Sancho I e
confirmados por Afonso II, de Alcácer do Sal, Palmela, Almada e Arruda. Fuero
Real, redigido por inspiração de Afonso X de Leão e Castela. Em Março, Afonso
III de Portugal jura perante o Bispo de Évora que não procederá à quebra da
moeda e à cobrança do imposto do "monetário". Envia cópias do
documento aos Mestres das Ordens Militares, mais ligados a uma economia
monetária. Em Maio a Condessa Matilde de Bolonha, esposa de Afonso III de
Portugal, protesta na Cúria Romana pela bigamia do Rei. Afonso III é convocado
para ser julgado. Foral de Vila Nova de Gaia concedido por Afonso III de
Portugal, para incrementar seu comércio internacional.
1255-1262 - Anos de colheita ruim em Castela.
1256 - Início da redação da obra jurídica
Las Siete Partidas. Em Julho a questão da bigamia de Afonso III de Portugal, o
Papa ordena a Afonso III que se separe da Condessa Matilde de Bolonha e lhe
restitua o dote.
1256-1257 - Viagens constantes de Afonso
III de Portugal à Beira para estancarem a apropriação de Direitos Régios por
parte de Fidalgos, Bispos, Ordens Monásticas e sobretudo por Ordens Militares.
Afonso III de Portugal interfere nas questões entre o Bispo de Coimbra e o
Mosteiro de Santa Cruz, além das violências físicas praticadas em Lisboa contra
o Bispo Aires Vasques morto em 1258.
1257 - Constituição da Universidade dos
“Prohomes de la Ribera”, em Barcelona. Eleição de Afonso X de Leão e Castela e
de Ricardo de Cornualha para o Sacro Império.
1258 - Novas inquirições em Portugal,
cinco alçadas que colhem informações nos locais por onde passam. Imenso e
minucioso inquérito, um dos mais impressionantes monumentos da documentação
medieval portuguesa. Em Abril a questão da bigamia, Bula Papal acusando Afonso
III de adultério e incesto, ordenando a restituição do dote da Condessa Matilde
de Bolonha. Morte da Condessa Matilde de Bolonha. Afonso III de Portugal
promulga um Regimento da Casa Real, com o intuito de moderar as despesas e definir
as responsabilidades dos membros da corte parcialmente reformulado em 1261.
Morte do Bispo de Lisboa, Aires Vasques, assassinado. O alcaide de Lisboa
apresenta Pedro Anes como Bispo de Lamego. Nascimento de Sancho IV de Castela,
filho de Afonso X, o Sábio, de Leão e Castela. Início da construção
do Mosteiro do Marmelal, dos Cavaleiros Hospitalários tendo como Prior Afonso
Peres Farinha. Reclamações dos Bispos portugueses que entregam, ao Papa, que o
monarca português empregava judeus em cargos oficiais.
1258-1262 - Afonso III de Portugal concede
cartas de privilégios a várias feiras, para isentar de impostos os seus
frequentadores, estimulando o comércio interno.
1259 - D. Beatriz, esposa de Afonso III de
Portugal, dá a luz a D. Branca. Em Abril, Afonso III de Portugal protege e
funda o Convento das Clarissas em Santarém, autorizado pelo Papa Alexandre IV o
convento é considerado um dos primeiros exemplos de igreja gótica portuguesa.
Em Setembro, Afonso III de Portugal doa a seu chanceler D. Estêvão o couto de
Alvito, no Alentejo.
1260 - O Papa Alexandre IV induz Afonso
III de Portugal a participar da Cruzada à Terra Santa. O Alcaide de Lisboa
influencia a eleição de Vicente Mendes no Porto. Construção de uma Sinagoga em
Lisboa, por parte de José Ibn Jachia, pai de Salomão Ibn Jachia autor de um
comentário do Talmude hoje desaparecido.
1261 - De Janeiro a Março, Afonso III de
Portugal, em Guimarães, promulga uma Lei Geral que regulamenta os direitos que
os padroeiros podiam exigir das suas igrejas e mosteiros política de repressão
dos abusos senhoriais. Afonso III de Portugal promulga uma solene proibição dos
abusos das Ordens Militares quanto à cobrança do direito de montado, que
prejudicava os criadores de gado não pertencentes a tais corporações. Cobra,
ainda, um imposto geral proporcional aos rendimentos dos contribuintes,
exceptuando, os Bispos, Chefes das Ordens Militares, Cavaleiros e cónegos. Em
Portugal, importante atividade legisladora. Nascimento de Dinis, primeiro filho
varão de Afonso III de Portugal e D. Beatriz. O Regimento da Casa Real
promulgado por Afonso III de Portugal em 1258 é parcialmente reformulado. Em
Abril-Cortes de Coimbra, criação do cargo de meirinho-mor, encarregado de
vigiar e coordenar as intervenções dos meirinhos regionais. Nomeado Nuno
Martins de Chacim meirinho regional Entre Douro e Minho.
1261-1264 - Papado de Urbano IV, de
Troyes.
1262 - Em Fevereiro Supressão do Reino de
Niebla pela conquista da Cidade a Ibn Mahfut por Afonso X de Leão e Castela. A
1 de Abril doação do Castelo de Ulgoso a Rodrigo Paes, Mestre do Hospital, e à
sua ordem. Confirmam, D. Henrique Mendes, mordomo-mor, D. Martinho de Sousa
Annes, Alferes do Rei, D. Gonçalo Mendes, D. Pôncio Affonso, Pedro Peres, D.
Jo, Fernandes. Todos os prelados. Feita em Lisboa e incluída em sentença de
1742. Em Maio, os Bispos Portugueses escrevem ao Papa pedindo a legitimação do
casamento de Afonso III de Portugal com D. Beatriz e os filhos já dela,
nascidos o pedido é apoiado por Luís IX de França, Teobaldo, Rei de Navarra,
Carlos, Conde de Anjou e Provença, e vários senhores portugueses. O Prior do
Hospital, D. Afonso Pires dá o primeiro foral a Tolosa.
1263 - Desvalorização da moeda em
Portugal. Em Abril. É nomeada uma comissão para solucionar as divergências da
questão do Algarve entre Portugal e Castela. Em Junho. Acordo entre Portugal e
Castela para o Algarve, discussão sobre a legitimidade das concessões de terras
algarvias às Ordens Militares feitas por ambos os soberanos. Em Junho.
Concessão Papal para o casamento de Afonso III de Portugal e D. Beatriz.
1263-1266 - Sublevação Mudéjar e
contra-ofensiva Cristã no baixo Guadalquivir e antigo Reino de Múrcia, Afonso X
de Leão e Castela, é obrigado a reunir um grande exército para recuperar várias
praças.
1264 – Setembro. Afonso X de Leão e
Castela cede a Afonso III de Portugal as regalias sobre o Algarve que tinha
conseguido no acordo de 1263. Afonso III aproveita a ocasião para exigir um
empréstimo forçado dos concelhos. Em Portugal, lei que proíbe a mudança de
estatuto de terras foreiras, regueiras e de cavalaria para o Rei não perder os
respectivos foros quando fossem adquiridas por privilegiados. Incompatibilizado
com Afonso III de Portugal, Gil Martins de Riba de Vizela deixa de ser
mordomo-mor português e abandonou o país para se fixar na corte do Rei de
Castela, passando o cargo para D. João de Aboim fiel cortesão de categoria
inferior. Afonso III de Portugal apoia-se também nos seus bastardos, casando-os
com as melhores herdeiras do Reino. Neste ano, sede pontifical vacante. Neste
ano é concluída a construção do Mosteiro do Marmelal, pertencente à Ordem do
Hospital e tendo como prior Afonso Peres Farinha.
1265 - Cortes de Egeia, se delineia a
figura de Justiça de Aragão. Tomada de Múrcia por Jaime I, o Conquistador,
de Aragão. O Papa dá uma concessão a Afonso X de Leão e Castela para financiar
a cruzada: a décima parte dos rendimentos eclesiásticos de Castela e Portugal.
Em Portugal, lei que regulamenta o pagamento das anúduvas, ou prestações em
trabalho para a reparação de muralhas e castelos. Afonso III de Portugal dota o
tribunal régio de um corpo de magistrados.
1265-1268 - Papado de Clemente IV,
Francês.
1266 - O alcaide de Lisboa consegue eleger
para Évora o Capelão da Rainha. Em Portugal, lei que procura reprimir a usura.
Em Santarém, um caso referente a profanação de hóstia por um judeu. Afonso III
de Portugal promulga então uma lei considerada imparcial em relação a tais
casos.
1266-1267 - Em Portugal, criação de um
corpo de leis processuais que regula os mecanismos de justiça.
1267 - Assinalam-se mercadores portugueses
na feira de Lille. A 16 de Fevereiro. «Tratado de Badajoz», demarcando a
fronteira entre Portugal e Castela, o rio Guadiana a partir da foz do Caia para
o sul. Legitima definitivamente a integração do Algarve a Portugal é
reconhecida por Afonso X de Leão e Castela a soberania portuguesa do Algarve. A
7 de Maio, Afonso X de Leão e Castela dispensa o Rei de Portugal da obrigação
de, eventualmente, lhe prestar auxílio militar com 50 homens de lança.
1267-1268 - Todos os Bispos do Reino de
Portugal se encontram na Cúria Pontifícia, apresentando um libelo de 43 artigos
de acusações contra Afonso III de Portugal.
1268 - Lei de taxas de preços e salários
de Afonso X de Leão e Castela. Afonso III de Portugal toma a cruz e obriga-se a
uma expedição à Terra Santa nunca chegou a ir. O papa Clemente IV outorga
dinheiro de cruzada a Afonso III de Portugal, depois de obter a promessa de uma
cruzada à Terra Santa. A 31 de Julho o Papa levanta por seis meses o interdito
que os Bispos Portugueses lançaram sobre Portugal, permitindo ao Rei receber
durante algum tempo o produto de legados pios e esmolas para a Terra Santa,
para preparar sua expedição. Em Novembro morte do Papa Clemente IV. Vacância da
Santa Sé até março de 1272.
1268-1282 - Pero Anes de Portel, filho de
D. João de Aboim, uma das personagens principais da corte de Afonso III de
Portugal, Governador de Leiria e Sintra.
1268-1271 - Sede pontifical vacante.
1270 - Nova cunhagem de moeda em Portugal,
sinal de estabilização da coroa. Afonso III de Portugal dá a seu infante um
importante senhorio, constituído das vilas de Portalegre, Marvão, Arronches e
Castelo de Vide. Sétima Cruzada, São Luís IX de França ataca a Tunísia
Muçulmana. Morte de Teobaldo II, Rei de Navarra. O Bispo de Silves, D.
Bartolomeu e seu cabido, declaram não reconhecerem outro senhor senão D. Afonso
III de Portugal, renunciando a todas as doações e direitos outorgados pelos
Reis de Castela, mesmo que tivessem sido confirmadas por autoridade pontifícia.
1270-1274 - Reinado de Henrique I, de
Navarra.
1270-1285 - Filipe III, Rei de França.
1271 - Em seu testamento, Afonso III de
Portugal deixa alguns legados para a Terra Santa. Num diploma, manda-se
suscitar a observância do direito estabelecido de apelação da justiça
administrada pelas Ordens Militares em suas terras. Nascimento de D. Isabel de
Aragão, futura esposa do Rei de Portugal, D. Dinis.
1271-1276 - Papado de Gregório X,
Placentino.
1272 - Em Portugal, renovação da lei de
1261, que reprime o abuso de fidalgos contra bens de mosteiros e igrejas.
Afonso III de Portugal emite lei para reprimir a vingança privada.
1272-1275 - Afonso III de Portugal retoma
a política de concessão de cartas de privilégios a várias feiras.
1272-1307 - Eduardo I, Rei da Inglaterra.
1273 - Privilégios de Afonso X de Leão e
Castela ao Honrado Concelho de la Mesta. Morte de Ricardo de Cornualha, última
tentativa de Afonso X de Leão e Castela para convencer o Papa em 1275. Em Bula,
o Papa Gregório X retoma a questão entre os Bispos e o Rei.
1273-1274 - Cortes em Santarém reunidas
para tratar da questão entre os Bispos e o Rei Afonso III de Portugal. Durando
Pais é designado um dos "corregedores" para arbitrar
as questões.
1273-1291 - Rodolfo de Habsburgo, Rei
Alemão.
1273-1303 - Reinado de Maomé II, de
Granada.
1274 - O papa Gregório X ordena que seja
pregada a cruzada também em Portugal. Morte de Henrique I, Rei de Navarra.
Concílio de Lião, já se pensa em suprimir as Ordens Militares especialmente os
Templários. Pedro Dubois, autor do livro “De recuperatione terrae
sanctae”, propôs que os Templários fossem obrigados a residir na Palestina,
que os seus bens fossem arrendados e que suas comendas e priorados se
transformassem em escolas destinadas ao ensino das ciências.
1274-1305 - Reinado de Joana I, de
Navarra.
1275 - Gregório emite a Bula “De
regno Portugaliae”, historiando toda a controvérsia entre os Reis e os
Bispos Portugueses desde Afonso II de Portugal. A partir desse ano até sua
morte, Afonso III de Portugal não sai mais de Lisboa, provavelmente por sua
saúde.
1275-1315 - Ramon Lull escreve sua
obra “Libro de la orden de Caballeria”.
1275-1277 - O breve pontificado do Papa
João XXI Português, 1276-1277, de nome Pedro Julião, constituiu um intervalo no
conflito entre o Clero e a Nobreza Lusa.
1276 - Em Janeiro Morte do papa Gregório
X. Fevereiro, Eleito o Papa Inocêncio V, que designa um Franciscano, (Frei
Nicolau Hispano) para ir a Portugal com plenos poderes para executar a bula
apostólica; retorna sem ter conseguido. Junho, morte de Inocêncio V. De Julho a
Agosto Adriano V Papa. Setembro, Pedro Hispano, Português, Papa João XXI, dá
novos poderes ao Franciscano Nicolau Hispano para ir a Portugal. Ramon Lull funda
o colégio de Miramar para o estudo do árabe e a formação de missionário para
países muçulmanos. Morte de Jaime I, o Conquistador, Rei de Aragão.
1276-1285 - Reinado de Pedro III, o
Grande, de Aragão nasceu em 1239, filho de Jaime I, o Conquistador.
1276-1277 - Papado de João XXI, Português.
1277 – Janeiro sob ordens de João XXI, o
Franciscano Nicolau Hispano chega a Portugal e consegue com o Rei uma solene
audiência, lendo a constituição de Gregório X. Fevereiro e Março Vários
encontros entre Nicolau Hispano e Afonso III de Portugal, sem resultado. Março,
Bula “Jucunditatis et exultationis”, onde o papa português João XXI
exprime seu desejo de resolver a questão entre os Bispos e Afonso III de
Portugal. Abril e Maio Nicolau Hispano em Santarém, Coimbra, Porto, Braga,
Guimarães, Lamego, Viseu e Guarda. Maio morte do Papa João XXI. A 6 de Outubro
Nicolau Hispano é chamado a outra audiência com o Rei, na presença dos Infantes
D. Dinis e D. Afonso, em que Afonso Peres Farinha discursa elogiando o zelo do
legado papal. Afonso III de Portugal proíbe aos nobres, incluindo os
ricos-homens, pousarem nos casais foreiros da coroa e nos reguengos,
implantação da autoridade e do Poder Régio.
1277-1280 - Papado de Nicolau III, Romano.
1278 - Abril, Bula do Papa Nicolau III,
onde o papa, nomeando um novo arcebispo de Braga, comunica sua decisão a Afonso
III, pedindo sua proteção. Afonso III de Portugal entrega o governo do reino a
seu filho D. Dinis. Já nesse ano, num documento oficial, vem citado o “arrabi
moor dos judeus”, consequência da regulamentação de Afonso III de Portugal
ao sistema de Rabinato.
1279 - Janeiro. Ainda excomungado, Afonso
III de Portugal manda redigir um Documento em que declara a sua submissão ao
Papa, ordena a entrega de várias terras à Igreja e recebe a Absolvição de Frei
Estêvão, Abade Resignário de Alcobaça. No dia 16 de Fevereiro. Morte de Afonso
III de Portugal, recebe exéquias litúrgicas. Em Março o Papa Nicolau III nomeia
o frei franciscano Telo para uma visita a Leão e Castela para solicitar a
Afonso X, o Sábio que intervenha junto a D. Dinis a respeitar
as liberdades eclesiásticas. «Tratado de D. Dinis» com os Judeus de Bragança,
em número de 19. Estes comprometem-se a pagar ao Rei anualmente, no mês de
agosto, um tributo de 600 maravedis leoneses, além de adquirir bens de raiz de
estado pela quantia de 3.500 maravedis, 2.000 maravedis de linhas 1.000
maravedis de terras, para a lavoura e 500 maravedis em edificações.
1279-1325 - Reinado de D. Dinis, o
Lavrador, de Portugal.
1280 - Em Agosto, Morte do papa Nicolau
III, vacância da sede pontifícia até janeiro de 1281. D. Dinis em Trancoso,
ordena uma embaixada portuguesa que vá a Aragão, início das negociações para o
casamento de D. Dinis e Isabel, filha de Pedro III, o Grande.
1281 - Lutas entre D. Dinis I de Portugal
e o irmão D. Afonso, o primeiro ataca o segundo em Vide, por este ter decidido
cercar a vila e transformá-la em Castelo, aumentando-lhe com uma torre sem lhe
pedir autorização. Em Portugal, leis que restringem os abusos dos padroeiros
sobre igrejas e mosteiros, favorecendo o clero contra extorsões dos nobres.
Embaixada Aragonesa em Portugal, nas negociações do casamento de D. Dinis e
Isabel de Aragão. Em Abril. Generosa carta de dotação da futura Rainha D.
Isabel, com o Senhorio de três vilas e a segurança de doze Castelos. O Prior do
Hospital, D. Gonçalo Fagundes, dá o segundo foral a Tolosa.
1281-1285 - Papado de Martinho IV,
Francês.
1281-1295 - Intensificação da política de
D. Dinis da prática de aforamentos. 758 Aforamentos, a uma média de 54 por ano.
1282 - Em Fevereiro em Barcelona,
casamento por procuração, entre D. Dinis de Portugal e Isabel de Aragão.
«Acordo de Estremoz entre D. Dinis e o infante D. Afonso» a respeito da questão
de Vide em 1281. Em Abril. Cortes de Évora, é apresentado um texto final entre
D. Dinis e os Bispos, mandado ao Papa Martinho IV a resposta veio em 1284. Em
Junho, D. Dinis em Trancoso, celebração do casamento com D. Isabel de Aragão.
No dia 4 de Agosto, D. Dinis subscreve um diploma na Guarda. Em Outubro D.
Dinis e D. Isabel em Coimbra. A corte permanece nessa cidade até o fim do ano.
Guerra civil castelhana, insurreição de uma irmandade geral em apoio a Sancho
IV contra seu pai Afonso X, o Sábio, de Leão e Castela. D. Dinis de
Portugal apoia o Príncipe Sancho. A sublevação da Sicília contra Anjou coloca a
ilha em mãos de Pedro III, o Grande, de Aragão "Vésperas
Sicilianas" os Angevinos são expulsos. Em Portugal, proteção a
empresários que se consagraram à exploração de minas de ferro e de mercúrio
azougue. Pero Anes de Portel, Governador de Trás-os-Montes.
1282-1290 - Período de maior concessão de
forais, política de D. Dinis. A maior parte beneficiava povoações
transmontanas, com fraca densidade demográfica.
1283 - Criação do Consulado de Comércio de
Valência. Pedro III, o Grande, de Aragão, concede à União Aragonesa
seu Privilégio Geral. Nascem as cortes de Valência. Morte de Durando Pais,
ex-Chanceler da Rainha e Bispo de Évora. De Novembro a Dezembro. Cortes de
Coimbra. Em Dezembro Inquirição em Silvado, na Terra de Santa Maria.
1284 - O Papa Martinho IV envia resposta a
D. Dinis sobre as questões dos Bispos, com exigências de emendas. Em Fevereiro,
D. Dinis manda fazer inquirições, cadastro geral no julgado de Gaia e na Terra
de Santa Maria, prolongando-se até agosto de 1284. Início da indústria têxtil
em Barcelona. Afonso III de Aragão apoia os Infantes de La Cerda. Sancho IV de
Leão e Castela obtém a aliança de Filipe IV de França. Morte de Afonso X, o
Sábio, de Leão e Castela, no meio de grave conflito com seu filho, Sancho
IV. Nomeia D. Beatriz sua testamenteira, deixando-lhe o antigo Reino de Niebla.
Sancho IV autoproclama-se Rei, é coroado em Toledo e impõe sua autoridade sobre
Castela.
1284-1295 - Período de maior concessão de cartas
de privilégio de feiras francas, política de D. Dinis I de Portugal.
Privilegiou-se os lugares perto das fronteiras, galega, leonesa e castelhana,
junto às vias de penetração e de circulação no interior, como o Douro e a
estrada da Beira. Reinado de Sancho IV, de Castela, filho de Afonso X, o
Sábio.
1285 - Sublevação em Barcelona encabeçada
por Berengário Oller. Morte de Pedro III, o Grande, Rei de Aragão.
Em Junho. Cortes de Lisboa, os Bispos escrevem ao Papa Honório IV fazendo
acusações a D. Dinis. Os nobres protestam contra a quebra de Imunidades
Senhoriais, face à ofensiva da administração central nas inquirições iniciadas
em 1284. Domingos Anes Jardo, chanceler favorável a D. Dinis, para Évora. Em
Portugal, definição da taxação dos tabelionatos. Nascimento de Fernando IV de
Castela, filho de Sancho IV de Castela. Nascimento de D. Pedro, filho bastardo
do Rei D. Dinis e autor do “Livro de Linhagens” e da “Crónica
Geral de Espanha de 1344”.
1285-1287 - Papado de Honório IV, Romano.
1285-1291 - Reinado de Afonso III de
Aragão, filho de Pedro III, o Grande, de Aragão.
1285-1312 - Fernando IV, o
Aprazado, Rei de Castela e Leão.
1285-1314 - Filipe IV, o Belo,
Rei de França.
1286 - Lei de desamortização de D. Dinis,
favoreciam a coroa e os nobres, prejudicados pela excessiva acumulação de bens
fundiários pelo clero. Álvaro Nunes de Lara se revolta abertamente contra seu
senhor, Sancho IV de Castela, assolando com seu bando povoações castelhanas
junto à fronteira portuguesa Beira e Trás-os-Montes, o Infante D. Afonso apoia
D. Álvaro Nunes de Lara, um dos motivos de sua contenda com D. Dinis. Um dos
combates se deu em Alfaiates, ainda pertencente ao Rei de Leão. Nele morreram
dois cavaleiros portugueses irmãos do mordomo do Infante D. Afonso. D. Pero
Anes de Portel, Governador de Panóias.
1287 - A "Lide dos
Alfaiates", luta dos concelhos contra os nobres revoltosos. Morte
do Papa Honório IV. D. Isabel recebe Sintra como arrã de seu Rei, D. Dinis. De
Outubro a Novembro, D. Dinis associa-se a Sancho IV de Castela para cercar o
Infante Português D. Afonso em Arroches. Em Dezembro o Infante D. Afonso,
submetido a D. Dinis e Sancho IV de Castela, celebra a «Paz de Badajoz».
Inquirição sobre a herança da fortuna da família de Souza, a mais poderosa representante
da nobreza tradicional portuguesa, os herdeiros do Conde Gonçalo Garcia de
Souza.
1288 - Sancho IV assegura o poder real
definitivamente em Leão e Castela. O Tratado assinado em Lyon estabelece por
dois séculos as linhas gerais da política externa castelhana. A aliança com a
França será seu ponto forte. Em Fevereiro. Eleito novo Papa, Nicolau IV, as
negociações sobre as questões dos Bispos recomeçam em Roma, com a presença
destes. A 17 de Setembro na Bula Papal “Pastoralis officii”,
Nicolau IV, respondendo a um pedido dos freires portugueses da Ordem de
Santiago, permite-lhes eleger provincial próprio, independente do Mestre da
Hispânia. Início das negociações para a fundação de uma Universidade em
Portugal. Em Junho. Cortes de Guimarães, D. Dinis I de Portugal, numa posição
de força após a submissão do Infante D. Afonso em 1287, responde aos protestos
dos nobres prometendo designar uma comissão para averiguar a legitimidade das
honras criadas desde o tempo de Afonso II. Em Setembro. Sentença sobre o
destino dos bens da família de Souza, o Rei se arroga no direito de interferir
na sucessão do património senhorial «afirmação do poder régio».
1288-1292 - Papado de Nicolau IV, de
Ascoli.
1289 - Concordata de D. Dinis com a Santa
Sé para pôr fim às querelas entre o clero português e a nobreza. Texto com 40
artigos aprovados pelo papa em 7 de Março. Domingos Anes Jardo, chanceler
favorável a D. Dinis, de Évora para Lisboa. D. Dinis I de Portugal auxilia
Sancho IV de Castela na guerra contra Afonso III de Aragão, apesar de este ser
seu cunhado. D. Dinis doa a seu filho D. Pedro futuro Conde de Barcelos, e
autor do “Livro de Linhagens” e da “Crónica Geral de
Espanha de 1344” bens em Lisboa, Estremoz, Évoramonte, para ele e sua
descendência legítima caso não tivesse descendentes, os bens deveriam reverter
para seu irmão Afonso Sanchez, outro bastardo.
1289-1313 - D. Dinis I de Portugal
sustenta graves questões com o Bispo D. Egas de Viseu, levando este a escrever
a obra “De libertate Ecclesiae”.
1290 - Os Judeus são expulsos da
Inglaterra pelo Rei Eduardo I que Reinou de 1272 a 1307. O Papa Nicolau IV de
Ascoli, Papa de 1288 a 1292, confirma o Estudo Geral de Lisboa, fundado por D.
Dinis I de Portugal. Concordata de 1289, a suspensão da longa interdição a que
o Reino estava sujeito desde 1267. No dia 1 de Março, Fundação da Universidade
de Lisboa por D. Dinis I de Portugal. Em Portugal, proteção a empresários que
se consagraram à exploração do ouro. A 5 de Novembro. Provisão régia, sentença
judicial sobre o resultado das inquirições de 1288, reprimindo a extensão e a
multiplicação de honras de senhores.
1291 - Queda de Acre na Terra Santa. O
Papa Nicolau IV manda que os clérigos portugueses celebrem concílios
provinciais para deliberarem sobre o auxílio a enviar à Terra Santa. Em
Fevereiro Nascimento de Afonso, futuro Afonso IV de Portugal, Rei, filho de D.
Dinis I de Portugal e da Rainha Santa Isabel. Lei de desamortização de D. Dinis
a 1ª em 1286. No mês de Março. Cortes de Coimbra. Lei sobre heranças, novos
protestos dos Nobres diante da afirmação do Poder Régio. D. Dinis promulga a
lei que proíbe as Ordens Militares de herdarem bens dos seus professos e de
lhes comprarem propriedades fundiárias ou os receberem em doação, alegando
justamente que as terras dos fidalgos estavam "minguadas e mui
pobres". Em Setembro D. Dinis encontra-se com Sancho IV de Castela em
Cidade Rodrigo para combinar o casamento de sua filha Constança com Fernando,
príncipe herdeiro de Castela. Morte de Afonso III, Rei de Aragão.
1291-1327 - Reinado de Jaime II de Aragão,
irmão de Afonso III e filho de Pedro III, o Grande.
1292 - Sancho IV de Leão e Castela
conquista Tarifa. Concordata com 5 artigos, respondendo a queixas dos Bispos do
Porto, da Guarda, de Lamego e de Viseu contra o Rei D. Dinis. 3ª Lei de
Desamortização de D. Dinis 1ª em 1286, 2ª em 1291.
1292-1294 - Sede pontifical vacante.
1292-1298 - Adolfo de Nassau, Rei Alemão.
1293 - É criada uma «Bolsa de Mercadores»
em Portugal, com entrepostos na Flandres, Inglaterra, Normandia, Bretanha e La
Rochelle. Liberdade de comércio entre Portugal e Inglaterra. Esmorecimento da
aliança luso-castelhana D. Dinis e Sancho IV o Rei Português protege D. João
Nunes de Lara nas suas desavenças com Sancho IV e quando este decide romper o acordo
acerca do futuro casamento de seu filho, prometendo desposá-lo com uma filha do
Rei Filipe, o Belo, de França.
1294 - Papado de São Celestino V, dos
Abruzos. O Papa Celestino V confirma a Bula de 1288 do Papa Nicolau IV que
concede aos freires portugueses da Ordem de Santiago a eleição independente do
Mestre da Hispânia. Ela foi revogada pouco depois pelo mesmo pontífice e por
Bonifácio VIII.
1294-1303 - Papado de Bonifácio VIII, de
Anagni.
1294-1313 - D. João Martins de Soalhães,
chanceler favorável a D. Dinis, em Lisboa.
1295 - Em Portugal, fundação do Mosteiro
de Monjas Cistercienses de Odivelas, protegido por D. Dinis. D. Martim Pires de
Oliveira, chanceler favorável a D. Dinis, para Braga. Em Abril. Morte de Sancho
IV de Castela, disputa política entre Fernando IV de apenas 9 anos, os Infantes
Henrique irmão de Afonso X, o Sábio e João irmão de Sancho IV,
Afonso e Fernando de la Cerda. D. Dinis apoia o Infante D. João. A 20 de Julho
Bula “Ab antiquis retro”, do Papa Bonifácio VIII, revoga a
concessão do Papa Nicolau IV de 1288 e os freires de Santiago voltam à sujeição
do Mestre de Castela até 1314. Em Outubro. Compromisso firmado entre D. Dinis e
o novo tutor de Fernando IV, D. Henrique. D. Dinis se compromete a entregar as
povoações de Moura, Serpa, Arroche e Aracena, demarcar a fronteira
Luso-Castelhana em litígio e renovar a promessa de casamento de Fernando IV com
D. Constança. Carta de D. Dinis a favor dos Judeus de Lisboa.
1295-1303 - D. Judá, Rabino-Mor de
Portugal e ministro das finanças de D. Dinis.
1295-1312 - Reinado de Fernando IV de
Castela, filho de Sancho IV de Castela.
1296 - Em Janeiro. Em Aragão, renovam-se
as tentativas para retirar o trono a Fernando IV, os Infantes D. João e D.
Afonso de la Cerda partilham o Reino entre si. Leão, Galiza e Astúrias ao
primeiro e Castela e Andaluzia ao segundo. Em Abril. Os dois Infantes são
aclamados Reis, em Leão e Sahagún. Aragão ocupa Múrcia e Alicante. De Setembro
a Outubro, D. Dinis auxilia o Infante D. João com centenas de cavaleiros, com
Afonso de la Cerda marcham de Salamanca sobre Tordesilhas e Simancas para
conquistar Valhadolid. D. Dinis se retira para a Beira. Constituição da "Irmandade
da Marinha de Castela com Vitoria", ou "Irmandade das
Marinhas". Pedro Martins, chanceler favorável a D. Dinis, para
Coimbra. Generalização da adoção da língua vulgar nos documentos oficiais da
chancelaria portuguesa.
1296-1317 - Política de D. Dinis de
aforamentos 532, a uma média de 25 por ano.
1297 - Em Setembro «Tratado de Alcanizes»
é atribuído a Portugal Sabugal, Castelo Rodrigo e Almeida (questão de Ribacoa).
Portugal desiste de Aroche e Aracena, além de Valência, Ferreira, Esparregal e
Aiamonte. D. Dinis compromete-se a ajudar Castela com 300 cavaleiros sob o
comando de João Afonso de Albuquerque. Este tratado fixou a demarcação entre
Portugal e Castela — é considerada a linha de fronteira mais estável da Europa.
É acertado o casamento de Fernando IV de Castela e sua irmã, D. Beatriz, com D.
Constança de Portugal e seu irmão, o infante D. Afonso. Em Portugal, leis que
restringem os abusos dos padroeiros sobre igrejas e mosteiros, favorecendo o
clero contra extorsões dos nobres.
1298 - Início da construção da Catedral de
Barcelona. Em Fevereiro. Cortes de Valhadolid, as irmandades de vários
concelhos castelhanos pedem o auxílio de D. Dinis para combater o Infante D.
João e os nobres que o apoiavam. No mês de Maio. Nomeação do primeiro Conde
Territorial Português, João Afonso de Albuquerque, Conde de Barcelos. Em Julho,
D. Dinis dirige-se com suas Tropas a Castela, encontrando-se em “Toro” e
em “Mota del Marqués” com o Infante D. Henrique. Propôs a D.
Maria de Molina que reconhecesse D. João como Rei de Galiza, a Rainha recusou.
De Agosto a Setembro, D. Dinis permanece no Sabugal, aguardando o evoluir dos
acontecimentos castelhanos. D. Judá, rabino-mor de Portugal e ministro das
finanças de D. Dinis, empresta 6.000 libras a D. Raimundo de Cardona, para a
compra da Cidade de Mourão.
1298-1302 - A política externa de Portugal
é dominada pelas relações com Castela.
1298-1308 - Alberto I, Rei Alemão.
1298-1347 - Início da construção das
Catedrais de Barcelona, Gerona, Huesca, Saragoça, Palma de Mallorca e Tortosa.
1299 - Terceira revolta do Infante D.
Afonso, que desta vez foi cercado em Portalegre entre Maio e Outubro, com a
ajuda das Ordens Militares de Avis e do Templo. Como em 1281 e 1287, o
resultado foi a submissão do Infante e a troca de seus senhorios por outros do
interior, recebeu Ourém em vez de Marvão e Sintra em vez de Portalegre.
1300 - “Las Siete Partidas” adquirem
sua forma definitiva. Em Março, D. Dinis volta a encontrar-se em Cidade Rodrigo
com os soberanos de Castela para repartir os custos das Bulas que era
necessário obter em Roma para a legitimação de Fernando IV de Castela. No mês
de Julho, acordo de Lisboa sobre a terceira revolta do infante D. Afonso 1299.
1300-1314 - Geraldo Domingues, chanceler
favorável a D. Dinis, para o Porto.
1301 - Fernando IV de Castela atinge a
maioridade. Em Portugal, proteção a empresários que se consagraram à exploração
de sulfatos de alumínio e sódio ou potássio-pedra-ume. D. Dinis manda recomeçar
as inquirições em quase todo o Minho e em parte da Beira. D. Dinis doa a seu
filho bastardo D. Pedro futuro Conde de Barcelos bens em Sintra.
1302 – Janeiro. Fernando IV de Castela
celebra bodas de casamento com D. Constança de Portugal. Fernando IV de Castela
passa a ter o apoio efetivo de seu sogro, D. Dinis. «Tratado de Caltabellota»,
reconhecimento do Império Mediterrâneo da Coroa de Aragão. Obras dos Castelos
de Monsanto e Sabugal, dirigidas por um monge cisterciense. Uma inquirição
deste ano diz que “havia 50 annos e mais”, naquela data, que
Arroche estava conquistada e que Afonso Peres Farinha prior do Hospital em
Portugal residira em Moura.
1303 - D. Dinis encontra-se com Fernando
IV de Castela, a seu pedido, em Badajoz, obtendo um empréstimo monetário de 1
milhão de maravedis, ficando os rendimentos da Cidade de Badajoz como penhor de
seu pagamento. D. Dinis ainda obriga-se a ajudá-lo militarmente na guerra
contra seus opositores. «Cortes de Coimbra», lei sobre os tabeliães e os selos
dos concelhos, inovação de grande importância, atribuindo à coroa um
instrumento de controlo burocrático dos concelhos. D. Dinis manda recomeçar as
inquirições de novo no Minho a outra de 1301 e em Trás-os-Montes. D. Dinis doa
a seu filho bastardo D. Pedro futuro Conde de Barcelos bens em Tavira.
1303-1304 - Papado de Bento XI, de
Treviso.
1303-1309 - Reinado de Maomé III, de
Granada.
1304 - D. Guedelha, judeu filho de D.
Judá, já ocupa o cargo de rabino-mor de Portugal. Estêvão Anes Brochado,
chanceler favorável a D. Dinis, para Coimbra. Em Junho, Fernando IV de Castela
declara aceitar a arbitragem portuguesa para as questões pendentes entre
Castela e Aragão. Em Julho, D. Dinis dirige-se à fronteira castelhano-aragonesa
à frente de uma solene comitiva de mais de 1.000 nobres. Em Agosto. «Tratado de
Ágreda», os três reis (Portugal, Aragão e Castela) encontram-se em Torrellas,
entre Ágreda e Tarazona, onde D. Dinis pronuncia sua sentença acerca das
questões de litígio. É estabelecida uma aliança perpétua entre os três reinos.
1305 - 4ª Lei de desamortização, de D.
Dinis a 1a. em 1286, 2a. em 1291, 3a. em 1292. Publicação do regimento dos
tabelionatos em Portugal. Em Maio Lei que proíbe os nobres de armarem
cavaleiros os vilãos dos concelhos, declarando que só o Rei podia exercer este
privilégio. Morte de Joana I, Rainha de Navarra.
1305-1306 - Entre esses anos, casamento de
D. Pedro (filho bastardo do Rei D. Dinis, futuro Conde de Barcelos e autor do
“Livro de Linhagens” e da “Crónica Geral de 1344” com D. Branca Peres, filha de
Pero Anes de Portel, Governador de Sintra e Leiria de 1268 a 1282,
Trás-os-Montes em 1282 e Panóias em 1286.
1305-1314 - Papado de Clemente V, Francês.
1305-1316 - Reinado de Luís Hutfn, de
Navarra.
1306 - Clemente V ordena que se reúna um
Concílio na Hispânia para julgar o procedimento dos Templários Ibéricos.
Reuniu-se em Salamanca, assistindo o Arcebispo de Santiago, e mais onze Bispos,
entre eles o de Lisboa, D. João de Soalhães. Nada se apurou contra a Ordem do
Templo. D. Dinis doa a terra de Gestaçô com seus termos e jurisdições a seu
filho bastardo D. Pedro futuro Conde de Barcelos.
1307 - Novas inquirições em Portugal, de novo
no Minho, Trás-os-Montes e na Beira, novos protestos dos nobres. O rei, confia
o exame dos resultados a uma junta de cinco membros, presidida pelo Arcebispo
de Braga, o Cortesão Martim Pires de Oliveira, os resultados foram confirmados.
Os nobres reclamaram de novo, foi designado o Bispo Franciscano do Porto, Frei
Estêvão Miguéis, que também aprova o resultado. Em Portugal, leis que
restringem os abusos dos padroeiros sobre Igrejas e Mosteiros, favorecendo o
Clero contra extorsões dos nobres. D. Constança, esposa de Fernando IV de
Castela e filha de D. Dinis, pede pessoalmente ao pai, um novo empréstimo ao
marido. D. Dinis tem uma árdua contenda com o Bispo de Tui, cuja diocese ia até
o Lima, porque não admitia que os clérigos desta parte do território português
mandassem redigir os seus documentos aos notários daquela cidade. Nomeação do
primeiro Almirante Português conhecido, Nuno Fernando Cogominho até 1317. O
papa Clemente V ordena que se realize na Hispânia um concílio que averiguasse
as responsabilidades efetivas dos Templários na Hispânia, face ao processo
movido por Filipe, o Belo. Os padres, reunidos em Salamanca, entre
eles, o Bispo de Lisboa, concluíram pela inocência. A 4 de Fevereiro, carta do
Rei da Inglaterra Eduardo I, escrita aos Reis de Portugal, Castela, Sicília e
Aragão, sobre as acusações que se faziam aos Templários, pede que sejam
tratados com favor. A 13 de Outubro. Prisão dos Templários na França. O Conde
D. Pedro, filho bastardo do Rei D. Dinis, torna-se mordomo da Infanta D. Brites,
esposada mas ainda não casada com o Infante D. Afonso.
1307-1327 - Eduardo II, Rei da Inglaterra.
1307-1336 - D. Estêvão Vasques Pimentel,
prior da Ordem do Hospital em Portugal, conselheiro de D. Dinis.
1308 - Tratado de comércio entre Portugal
D. Dinis e a Inglaterra Eduardo II. A 26 de Fevereiro, o Papa Clemente concede
autorização a D. Dinis para transferir a universidade de Alfama em Lisboa para
Coimbra, que ocorre em 1309. D. Dinis e Fernando IV de Castela estabelecem um
pacto de defender e conservar os bens dos Templários contra qualquer decisão em
contrário, mesma vinda do Papa, os Templários tinham começado a ser atacados
por Filipe, o Belo, desde 1307. O Rei de Aragão associou-se mais
tarde a esse acordo. Política de criar coutos de homiziados «indivíduos
fugitivos da justiça», instituição do de Noudar. Apesar da decisão do concílio
de Salamanca em 1307, sobre os Templários, o Papa ordena o sequestro de seus
bens alguns eclesiásticos, como os “Cónegos Regrantes de Santa Cruz” e
o Bispo da Guarda quiseram apoderar-se deles. O Rei Português não consentiu.
Instala-se então um processo judicial para os incorporar na coroa.
1308-1313 - Henrique VII, Rei alemão.
1309 – Concordata com 22 artigos, para
resolver divergências entre o Bispo e o cabido de Lisboa. 5ª Lei de
Desamortização de D. Dinis. A 1a. em 1286, 2a. em 1291, 3a. em 1292, 4a.
em
1305. D. Constança pede novamente ao pai
D. Dinis um empréstimo ao marido, Fernando IV de Castela, por ocasião da guerra
com Granada, que levou ao cerco de Algeciras e à conquista de Gibraltar. D.
Dinis colaborou com a campanha de Fernando IV de Castela, com 700 cavaleiros
Comandados por D. Martim Gil de Souza. Casamento do Infante D. Afonso IV de
Portugal com a infanta D. Beatriz, irmã de Fernando IV de Castela. O Baixo
Clero de Lisboa dirige-se a Roma com longas reclamações contra D. Dinis,
especialmente pelo florescimento da judiaria em Lisboa e a presença de judeus
influentes na corte portuguesa. É sagrado Bispo do Porto Frei Estêvão,
Franciscano. O Papado se estabelece em Avignon.
1309-1312 - Reinado de Nazar, de Granada.
1310 - Concessão coletiva de Filipe, o
Belo, de França, faz aos mercadores portugueses de Barfleur expansão do
comércio luso. A 21 de Janeiro. É fechado um pacto entre D. Dinis e seu genro,
Fernando de Castela, para o caso de ser abolida a Ordem do Templo, os dois Reis
se obrigam a defender e conservar os bens Templários em seus Reinos. O Papa
Clemente V determina que se reúna novo concílio para averiguar o procedimento
dos Templários Ibéricos. Dois concílios são realizados. Locais Medina del Campo
e Salamanca neste com a presença do Bispo de Lisboa, D. João, e do Bispo da
Guarda, D. Vasco. É reconhecida a Inocência dos Templários. O processo judicial
de 1307 para tratar da incorporação dos bens Templários à coroa portuguesa
decide favoravelmente a D. Dinis. Concílio de Medina del Campo e, a seguir, em
Salamanca neste, com a presença dos prelados portugueses para tratar dos bens
Templários na Hispânia. Nascimento de Afonso XI de Castela, filho de Fernando
IV de Castela. 54 Cavaleiros Templários são queimados à porta da Igreja de
Santo António, em Paris.
1310-1313 - D. Dinis sustenta graves
questões com o Frei Franciscano Estêvão Miguéis do Porto.
1311 - Em Portugal, leis que restringem os
abusos dos padroeiros sobre igrejas e mosteiros, favorecendo o clero contra
extorsões dos nobres.
1312 - Bula Vox in excelso, supressão
dos Templários no Concílio de Viena, com a presença de Filipe, o Belo e
o Papa Clemente V além de quatro Bispos Portugueses, o papa exclui da decisão
os bens Templários que se situavam na Hispânia. Em Janeiro, o tribunal régio
decide a respeito dos herdeiros de João Afonso de Albuquerque, seus genros, o
bastardo régio Afonso Sanches e o alferes-mor, Martim Gil de Souza. Martim Gil
herdou o título de Conde de Barcelos, mas Afonso Sanches ficou com a maior
parte da fortuna o senhorio e o Castelo de Albuquerque. A 2 de Maio Bula Ad
providam, Clemente V confere os bens Templários à Ordem do Hospital,
exceto os situados nos Reinos de Castela, Aragão, Portugal e Maiorca. O irmão
bastardo da Rainha Santa Isabel de Portugal, D. João de Aragão, dirigiu uma
embaixada à Corte de D. Dinis para propor o casamento de D. Violante, filha de
Jaime II, na casa real portuguesa, além de tentar resolver questões de
fronteira entre Portugal e Castela. Em Setembro, Morte de Fernando IV de
Castela, menoridade de Afonso IX. Em Novembro, ofendido com a decisão do
tribunal régio, Martim Gil exilou-se em Castela, morrendo neste mês.
1312-1313 - Henrique VII. Imperador Romano
do Ocidente. Após uma vacância desde 1250, Henrique VII foi Imperador de jure e
de facto, Coroado pelo Papa Clemente V.
1312-1350 - Reinado de Afonso XI, o
Bom de Castela, filho de Fernando IV de Castela. Afonso XI de Castela
protege a comunidade judaica, faz de Don José De Ecija seu ministro de finanças
e Samuel ibn Wakar seu médico, foram mais tarde acusados de intriga e morreram
na prisão.
1313-1322 - Estêvão Miguéis, agora frei de
Lisboa, continua a sustentar graves questões com D. Dinis.
1314 - Conflitos entre D. Dinis e o filho,
futuro D. Afonso IV, agravados pela guerra civil entre
1320-1324. Geraldo Domingues, chanceler do
Porto designado para Évora, favorável a D. Dinis. Em Outubro. Reunião das
delegações portuguesa e castelhana para demarcar a fronteira na zona de Moura e
Noudar. É eleito um Mestre português para a Ordem de Santiago independente do
Mestre da Hispânia, apesar de Bula contrária do papa Bonifácio VIII. O bastardo
régio D. Pedro é feito Conde de Barcelos por seu pai, o Rei D. Dinis, o único
título de conde que havia em Portugal, e doava-lhe a vila de Barcelos. D. Dinis
confirma uma doação que lhe fizera D. João Soares, da Ordem do Templo.
Cinquenta e quatro Templários Franceses são queimados em Paris.
1314-1316 - Sede pontifícia vacante. Luís
X, Rei de França.
1314-1347 - Luís IV de Baviera, Rei
alemão.
1315 - A partir desse ano o infante D.
Afonso, futuro Afonso IV de Portugal, incompatibiliza-se com o pai, D. Dinis,
por razões relacionadas com o valimento na corte de seus meios-irmãos Afonso
Sanches, João Afonso e Fernão Sanches. O Mestre português eleito para a Ordem
de Santiago é excomungado pelo Mestre castelhano da Hispânia. Os nobres
portugueses solicitam a designação de um cavaleiro para os representarem junto
ao processo sobre o resultado das inquirições de 1307, que continua se
arrastando no tribunal da corte. D. Diogo Moniz, Mestre da Ordem de Santiago,
publicou excomunhão contra os freires de Portugal, a qual foi passada em nome
do Arcebispo de Toledo, do Bispo de Salamanca e do Deão de Lugo, mas Lourenço
Anes resistiu sempre, opondo processos dilatórios. Antes desse ano, morte de
Pero Anes de Portel, Governador de Leiria e Sintra (1268-1282), Trás-os-Montes
(1282) e Panóias (1286).
1316 - A decisão de manter os freires
portugueses da Ordem de Santiago sujeitos a Castela Mestre da Hispânia é
confirmada pelo papa João XXII. O tribunal da corte repete mais uma vez a
sentença anterior, o rei continua então a encarregar seus delegados de exigirem
os direitos régios nas honras devassas. Raimundo de Cordona, testamenteiro de
Martim Gil de Sousa (Conde de Barcelos exilado em Castela em 1312) também se
exila em Castela. O Papa João XXII encarrega o Arcebispo de Compostela de
reconciliar D. Dinis e o infante D. Afonso. Dissensão entre D. Dinis e os Dois
bispos do Porto e Lisboa, Fernando Ramires e seu tio frei Estêvão Miguéis,
entretanto transferido do Porto para a capital. Morte de Luís Hufn, Rei de
Navarra.
1316-1322 - Filipe V, Rei de França.
Reinado de Filipe, de Navarra.
1316-1334 - Papado de João XXII, de
Cahors.
1317 - O Genovês Manuel Pessanha é nomeado
Almirante da Frota Real Portuguesa, em substituição ao primeiro almirante, Nuno
Fernando Cogominho. Concessão de bens e privilégios que D. Dinis oferece a
Manuel Pessanha. Em Portugal, leis que restringem os abusos dos padroeiros
sobre igrejas e mosteiros, favorecendo o clero contra extorsões dos nobres. A
17 Abril Bula “Inter caetera” O papa João XXII confirma a
decisão de manter os freires portugueses da Ordem de Santiago sujeitos ao
mestre da Hispânia (Castela). O Rei apoia as reclamações do concelho do Porto
contra seu Bispo, Fernando Ramires, e neste ano dá sentença contra ele. O
partido senhorial consegue como aliado o bastardo régio D. Pedro, apesar de
este ter sido feito Conde de Barcelos (1314) e alferes-mor (1317). O conde de
Barcelos D. Pedro encontra-se no concelho da Feira, encarregado de proceder a
uma das inquirições particulares que o Rei D. Dinis fez seguir às inquirições
gerais de 1290. O bastardo régio D. Pedro, Conde de Barcelos, chefia um combate
contra os partidários do também bastardo Afonso Sanches, derrotando-os. Cai
assim na ira régia e exila-se em Castela. O Bispo de Évora é encarregado de
excomungar os adversários do Rei no seio da nobreza.
1318 - D. Dinis envia embaixada à Santa
Sé, de que fazia parte o genovês almirante Manuel Pessanha, para defender a sua
causa dos cavaleiros portugueses da Ordem de Santiago. Uma embaixada é enviada
à Santa Sé para tratar da criação da Ordem de Cristo em Portugal. Agrava-se as
dissensões entre D. Dinis e os Bispos do Porto e Lisboa, iniciadas em 1316. O
Rei condena à morte, dois familiares, do primeiro e manda seu mordomo Vasco
Pereira ocupar as torres e o palácio do segundo. Ambos deixam o Reino e se
refugiam em Avinhão.
1319 - Bulas do Papa João XXII “Olim
felicis” em 27 de Fevereiro e “Tunc digne” a 1 de
Julho, separação entre a Ordem de Santiago de Portugal e de Castela. Bulas
papais “Ad ea ex quibus” (de 14.03) e “Desiderantes ab
intimus” (de 15.03), criação da Ordem Militar de Cristo em Portugal
por D. Dinis, pelo papa João XXII (de Cahors, 1316-1334), os bens templários em
terras portuguesas passam a essa ordem, atribui-lhe a regra de Calatrava,
sujeitando-a à jurisdição espiritual do Abade de Alcobaça e colocando a sua
sede em Castro Marim, o Rei Português seguia assim o exemplo do de Aragão, que
com o património dos templários valencianos, criou a Ordem de Montesa, embora
entregasse o restante do património Aragonês à Ordem do Hospital o Rei de
Castela incorporou a maioria dos domínios dos extintos cavaleiros do Templo.
Martinho, médico de D. Dinis, designado para a chancelaria da Guarda. D.
Afonso, herdeiro do trono de Portugal exige que lhe seja entregue a justiça do
reino, apoiado nos nobres que se sentiam prejudicados pelas inquirições. Em
Maio. Encontro do herdeiro D. Afonso com a rainha D. Maria de Molina de Castela
para conseguir apoio contra D. Dinis. Concessão de bens e privilégios que D.
Dinis oferece a Manuel Pessanha. Após o envio da embaixada à Santa Sé (1318),
D. Dinis consegue que o papa nomeie como juízes apostólicos na causa dos
cavaleiros portugueses da Ordem de Santiago os Arcebispos de Braga e de
Compostela. A independência da província portuguesa face ao mestre da Hispânia
tornou-se fato consumado, apesar de Roma nunca ter confirmado. Em Novembro. É
eleito o primeiro Mestre da Ordem de Cristo.
1319-1324 - Guerra civil, revolta do
infante D. Afonso (futuro Afonso IV) que atribuía a D. Dinis a intenção de o
preterir na sucessão do trono por um irmão bastardo, D. Afonso Sanches. De um
lado, D. Afonso e sua mãe, a Rainha Santa Isabel, além de um punhado de grandes
senhores e muitos filhos segundos, além dos Bispos do Porto e de Lisboa (Norte
e Centro do reino). Do outro, o sexagenário Rei D. Dinis com os filhos
bastardos Afonso Sanches, João Afonso e Fernão Sanches, os oficiais da corte,
alguns nobres de segunda, o Bispo de Évora, o deão do Porto e, importantíssimos
aliados, os mestres das ordens militares (sul do reino).
1320 - (08.04) Nascimento em Coimbra do
infante D. Pedro (futuro Pedro I de Portugal). (23.05) Através da Bula “Apostolice
Sedis”, o Papa João XXII dá uma concessão a D. Dinis por três anos do
dízimo de todas as rendas eclesiásticas do Reino, exceto as do Hospital, para
financiar uma armada de galés destinada a guerrear os mouros durante igual
período (guerra com Granada). (01.07) D. Dinis acusa seu filho D. Afonso
publicamente de revolta num manifesto. (Setembro) D. Dinis consegue com o papa
João XXII bula que condena todos aqueles que incitassem o infante à revolta. D.
Dinis envia à cúria pontifícia o almirante Manuel Pessanha e o deão do porto,
D. Gonçalo Gonçalves de Pereira (futuro bispo de Lisboa e arcebispo de Braga) a
fim de solicitarem ao papa, entre outras coisas, auxílio financeiro para a
guerra contra os mouros.
1320-1321 - Todas as igrejas do Reino de
Portugal são taxadas.
1321 - Morte da Rainha D. Maria de Molina
de Castela. (05.03) Assassinato do Bispo de Évora pelos partidários do Infante.
Ordem régia para o meirinho-mor de Aquém-Mouro reprimir os abusos praticados
nas honras novas e na periferia das honras antigas. O Infante D. Afonso ocupa a
cidade de Leiria, por traição do copeiro do rei, cujos bens foram depois
confiscados.
Conquista da alcáçova de Santarém pelo
infante D. Afonso. Reconquista da alcáçova de Santarém por D. Dinis. (15.05) D.
Dinis manda ler em Lisboa um segundo manifesto acusatório contra seu filho.
Mensagem de D. Dinis a Aragão. (11.06) São aprovados os primeiros estatutos da
Ordem de Cristo, a ordem possuía 69 cavaleiros armados e montados, 9 clérigos e
6 sargentos, num total de 84 freires. Mensagem da Rainha D. Isabel e do Infante
D. Afonso a Aragão. Desterro da Rainha D. Isabel para Alenquer. Mensagem da
Rainha D. Isabel a Aragão. (Verão e Outono) Marcha do Infante D. Afonso sobre
Lisboa. (Setembro a Dezembro) Missão do legado Aragonês, D. frei Sancho,
meio-irmão da rainha D. Isabel. (17.12) D. Dinis apresenta o terceiro manifesto
contra o filho o infante D. Afonso, ainda em Lisboa. Em resposta, D. Afonso
apodera-se de Coimbra, ainda neste mês. Inquirição dirigida à região de Lamego.
Em Portugal, proibição de se constituírem novas honras.
1322 - A nova frota portuguesa comandada
por Manuel Pessanha passa o estreito de Gibraltar e ataca as costas de Marrocos
e de Granada. Em Janeiro. O infante D. Afonso entra em Montemor-o-Velho, avança
para o norte, ocupa os Castelos da Feira e de Vila Nova de Gaia e o Porto.
Ainda nesse mês, D. Dinis reconquista Leiria. Em Fevereiro e Março. O Infante
D. Afonso ataca Guimarães, onde tinha-se refugiado o meirinho-mor do Rei, Mem
Rodrigues de Vasconcelos, que dirigiu a defesa da cidade. Carta do Papa à
Rainha D. Isabel. Em Março. D. Dinis toma Leiria, castigando com a maior
severidade, alguns de seus habitantes, avança até Coimbra. O Infante D. Afonso
abandona o cerco de Guimarães para socorrer Coimbra. A Rainha Santa Isabel toma
a iniciativa das conversações de paz, com a ajuda do Conde D. Pedro de Barcelos
(filho bastardo do rei), regressado do exílio em Castela. Novas cartas do Papa
ao Rei e à rainha de Portugal. De 1 a 10 de Maio. O rei se estabelece em
Leiria, o Infante D. Afonso em Pombal. Chegam a um acordo, D. Afonso recebe o
senhorio das povoações que tinha ocupado (Coimbra, Montemor, Feira, Gaia e
Porto), mas o faz por homenagem ao Rei. Em Maio a Julho. Embaixada do legado do
Papa. Em Junho D. Dinis, com 61 anos de idade e gravemente enfermo, faz seu
segundo testamento. Em Junho. De volta da expedição guerreira ao Marrocos e
Granada, Manuel Pessanha recebe galardão pelo feito. Inquirição sobre o
Padroado da igreja de Valença. Proteção ao clero minhoto contra os abusos da
nobreza. Em Portugal, leis que restringem os abusos dos padroeiros sobre
igrejas e mosteiros, favorecendo o clero contra extorsões dos nobres. Concessão
de bens e privilégios que D. Dinis oferece a Manuel Pessanha. Segundas núpcias
do Conde D. Pedro de Barcelos. Da primeira esposa, D. Branca Peres, D. Pedro
herda uma parte importante da fortuna dos Sousas. Morte de Filipe, Rei de
Navarra.
1322-1328 - Carlos IV, Rei de França.
Reinado de Carlos I, de Navarra.
1323 – Outubro. Cortes de Lisboa, a pedido
de D. Afonso, questões levantadas pela guerra civil. Não obtendo suas reivindicações,
retira-se da assembleia para Santarém, onde reúne um exército para conquistar
Lisboa. Os seus homens defrontam-se com os do Rei na «Batalha de Albogas»,
perto de Loures. A Rainha Santa Isabel, intervêm novamente. Dezembro. Os dois
exércitos quase chegam às vias de fato em Alvalade, perto de Lisboa, chega-se a
novo armistício por intervenção conjunta de D. Isabel e do Bispo da cidade, D.
Gonçalo Gonçalves de Pereira. (19.12) Carta régia de entrega dos bens
templários à Ordem de Cristo. Em Portugal, proibição ao clero de interferir nos
testamentos.
1324 - Janeiro. Rebelião de Santarém
contra D. Dinis. Fevereiro. O Rei dirige-se de Lisboa a Santarém, onde seu
filho continuava a morar. Nem este nem o concelho quiseram recebê-lo. Nova
batalha, sem resultado. (26.02) Paz de Santarém, o infante D. Afonso obtinha a
segurança da sucessão, sendo destituído dela e afastado da corte o bastardo e
mordomo-mor Afonso Sanches. Recebe do Rei um aumento de suas rendas em 10.000,
libras. O Rei ainda substitui o meirinho-mor, Mendo Rodrigues de Vasconcelos
por Vasco Pereira, e o meirinho da casa real, Lourenço Anes Redondo, por
Lourenço Mendes, uma efetiva cedência às reclamações e exigências de seu filho
e da nobreza senhorial. Maio. Chega a Santarém o Arcebispo de Compostela,
enviado pelo Papa para confirmar os acordos estabelecidos e celebrar a paz.
Inquirição sobre a mata da Urqueira, na zona da Vila Nova de Ourém. Em
Portugal, lei contra os abusos da jurisdição feudal. (31.12) D. Dinis faz seu
terceiro e último testamento.
1325 - (07.01) Morte de D. Dinis em
Santarém. A Rainha viúva Santa Isabel entra no convento de franciscanas de
Santa Clara, em Coimbra, vestindo o hábito, mas sem fazer profissão religiosa.
Abril. Cortes, de Évora, convocadas por Afonso IV de Portugal com o objetivo de
jurar o Rei acabado de subir ao trono, desde 1254, ano das primeiras cortes,
seguramente comprovadas, até 1433, não se conhece outra além desta que tenha
sido expressamente convocada para o juramento do Rei. Afonso IV acusa o bastardo
Afonso Sanches refugiado em Castela de traidor, condenando-o a desterro
perpétuo e confiscando-lhe os bens. Afonso Sanches invade Portugal, desde
Trás-os-Montes até o Alentejo, Afonso IV de Portugal em Albuquerque, na zona de
Badajoz. É reafirmada a lei segundo a qual os judeus não podiam aparecer
publicamente sem o distintivo, a estrela hexagonal amarela, colocada no chapéu
ou no capote, nem usar colares de ouro ou prata.
1325-1326 - Afonso IV de Portugal tenta,
sem sucesso, o casamento de sua filha, D. Maria, com o herdeiro da coroa
inglesa, Eduardo, futuro Eduardo III.
1325-1333 - Reinado de Maomé IV, de
Granada.
1325-1357 - Reinado de D. Afonso IV de
Portugal, o Bravo.
1326 - Afonso IV de Portugal invade o
feudo de seu meio-irmão bastardo Afonso Sanches, localizado em Albuquerque
(Castela) e põe cerco a La Codosera, que acaba por se render. Acometido pela
doença, Afonso Sanches suspende a luta. Alguns meses mais tarde negociou-se a
paz, Afonso IV de Portugal restitui os confiscos ao irmão. (04.07) Afonso IV de
Portugal, o Bravo, condena à morte seu outro meio-irmão bastardo
João Afonso. A Rainha Santa Isabel, enclausurada em Coimbra, pede a paz, em
vão.
1327 - Em Portugal, Reforma judicial,
reforma da administração da justiça, criação dos juízes de fora,
corregedores e "juízes por El-Rei". Morte de Jaime II,
Rei de Aragão. Tratado bilateral entre Portugal e Castela.
1327-1336 - Reinado de Afonso IV de
Aragão.
1327-1377 - Eduardo III, Rei da
Inglaterra.
1328-1347 - Luís IV. Imperador Romano do
Ocidente. O Papa João XXII recusava-se a coroá-lo até um dos senadores o fazer,
sendo o Papa deposto logo em seguida.
1328 - Início da Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra. Afonso IV de Portugal opta pela Inglaterra, a nível da neutralidade militar, relações diplomáticas e acordos comerciais. Os sermões de um frade franciscano incitam os cristãos de Estella, na Navarra, a matar 5.000 judeus e incendiar-lhes as casas. Morte de Carlos I, Rei de Navarra. Confirmada a aliança perpétua de Portugal com Aragão e Castela reafirmação do Tratado de Agreda, de 1304. São negociados os casamentos da infanta D. Maria filha de Afonso IV de Portugal com Afonso IX de Castela e do Infante D. Pedro futuro Rei de Portugal com D. Branca filha do Infante Pedro de Castela.
1328-1330 - Antipapa Nicolau V, de
Corvária.
1328-1349 - Reinado de Joana II, de
Navarra.
1328-1350 - Filipe VI, Rei de França.
1329 - Negociada a paz entre Afonso IV de
Portugal e seu meio-irmão Afonso Sanches. Este recebe a restituição de seus bens
confiscados. Morte do bastardo de Afonso IV de Portugal, Afonso Sanches,
sepultado no Convento de Santa Clara de Vila do Conde, que ele fundou.
Confirmado novamente o tratado de Agreda, de 1304. Tratado bilateral entre
Portugal e Castela (o 1o. de 1327). Encontro entre Afonso IV de Portugal e
Afonso IX de Castela em Fuenteguinaldo coroamento da boa política peninsular.
1330 - Em Portugal, reforma processual
(1a.).
1331 - Maio. Cortes de Santarém, reforma
do modo de atuação parlamentar dos deputados do povo, repressão de abusos
senhoriais e criação de novas honras. Em Portugal, Ordenação dos Besteiros do
Conto.
1331-1340 - Em Portugal, medidas
inovadoras na organização do desembargo régio (data indeterminada) e
regulamentação do Tribunal de Justiça da Corte (data também indeterminada).
1332 - Expedição marítima portuguesa além
Gibraltar para combater o mundo islâmico. Em Portugal, reforma processual (2a.)
e regulamentação dos corregedores.
1332-1340 - Em Portugal, novamente,
reforma da administração da justiça (juízes de fora e corregedores).
1333 - Nascimento de Henrique II
(Trastâmara), irmão de Pedro I, o Cruel, de Castela. Grande fome na
Península Ibérica e especialmente em Coimbra. A Rainha Santa Isabel manda
distribuir esmolas de pão e carne aos pobres da Cidade, dando ainda mortalhas,
mandando abrir sepulturas e encarregando os seus clérigos da encomendação dos
finados. Em Portugal, regulamentação sobre a venalidade judicial e ao
barateamento da justiça.
1333-1354 - Reinado de Yusef I, de Granada.
1334 - Em Portugal, repressão de abusos
senhoriais e criação de novas honras. Nascimento de Pedro I, o Cruel,
de Castela, filho de Afonso XI de Castela. D. Beatriz, mulher de Afonso IV de
Portugal, recebe Sintra como arras.
1334-1342 - Papado de Bento XII, Francês.
1335 - Em Portugal, repressão de abusos
senhoriais e criação de novas honras. Inquirições em Trás-os-Montes e Beira.
1336 - A Rainha Santa Isabel dirige-se a
Estremoz, a fim de aplacar a cólera de seu filho Afonso IV, em guerra com seu genro,
Rei de Castela. A 4 de Julho um tumor no braço vitima a Rainha Santa Isabel.
Seu corpo, após translado a Coimbra (12/07), é encerrado no túmulo de pedra que
ela mandara construir. Célebre exploração das ilhas Canárias, atribuída a
Lancelloto Malocelli, Genovês, orientada pelo almirante-mor de Portugal, Manuel
Pessanha também genovês. Morte de Afonso IV, Rei de Aragão. Início da guerra
afonsina entre Portugal e Castela (1336-1339) As hostes portuguesas do Conde de
Barcelos e D. Pedro, meio-irmão do Rei, passam pelo Rio Minho e fazem cerco ao
Castelo de Entienza, onde se acolhera o Arcebispo de Santiago de Compostela,
por sua vez, Afonso IV de Portugal cerca Badajoz (sem conseguir tomá-la) e
assola o território ao sul dessa cidade até Aroche, Cortegana e Aracena, a
frota portuguesa Capitaneada por Gonçalo Camelo devasta a costa andaluza, da
foz do Guadiana a Punta Umbria, com subidas pelos rios Odiel (até Gibraleón) e
Piedras até Lepe, onde se travou combate em 08.09.
1336-1339 - Guerra Afonsina entre Portugal
e Castela.
1336-1387 - Reinado de Pedro IV, o
Cerimonioso, de Aragão, filho de Afonso IV de Aragão.
1337 - Guerra Afonsina (1336-1339), Afonso
IX de Castela invade o Alentejo, passando por Elvas, Arronches, Assumar,
Veiros, Vila Viçosa e Olivença. Retira-se por se sentir doente. No norte, um
exército castelhano, sob o comando de D. Fernando de Castro e seu irmão D. Juán
de Castro, entra pelo Minho, até o Porto. Aí é detido pelas Hostes do Bispo da
Cidade, do Arcebispo de Braga e do Mestre da Ordem de Cristo, que o forçaram a
retirar-se e até matam D. Juán, num combate junto a Braga. 21.07, as galés
portuguesas, chefiadas pelo velho Almirante Manuel Pessanha, que tinham atacado
a Galiza e devastado sua costa até Baiona, sofrem pesada derrota junto ao cabo
de São Vicente, o próprio Almirante é capturado, além de seu filho Carlos.
1338 - São conferidos certos privilégios a
comerciantes ingleses e italianos em Portugal. Tratado bilateral entre Portugal
e Aragão. Guerra afonsina (1336-1339). Afonso IX de Castela volta a invadir
Portugal, atravessando o Guadiana e devastando o Algarve Oriental Castro Marim,
Tavira, Loulé e Faro. A Frota Castelhana segue junto ao longo da costa algarvia
na direção de Lisboa, causando estragos. Os portugueses invadem a Galiza
novamente, atacando Neves e Salvaterra de Miño. Trégua nas hostilidades, a
intervenção do Bispo de Rodes enviado do Papa Bento XII e do Bispo de Reims
mandatário de Filipe VI de França.
1339 - Julho. Paz de Sevilha entre
Portugal e Castela, as fronteiras são mantidas, com a vinda da Infanta D.
Constança para Portugal e o regresso da Infanta D. Branca havida por demente a
Castela, além de obrigar Afonso XI de Castela a dar a sua mulher o tratamento
que lhe devia. Ainda em julho, Afonso IV de Portugal visita Oeiras e Sintra,
passando por acaso por Cascais. Granada Muçulmana toma Gibraltar, assolando os
territórios Cristãos ao sul. Os Navios portugueses continuam a explorar as
Canárias. Inquirição ao Bispo do Porto.
1340 - A partir deste ano, o Prior do Hospital
passa a ser designado Prior do Crato. Junho. O sultão de Marrocos, Abu-l-Hassan
‘Ali atravessa o estreito com mais de 100 navios, unindo-se ao Rei de Granada,
Yusuf I. Setembro. Os Exércitos Mouros põem cerco a Tarifa. A 30.10 «Batalha do
Salado» Castela, Aragão e Portugal contra o avanço marroquino. Vitória Cristã.
D. Frei Álvaro Gonçalves de Pereira, prior da ordem do Hospital, D. Garcia
Peres, mestre de Santiago, D. Frei Gonçalo Vaz, mestre de Avis, participam da
batalha, além do próprio Afonso IV de Portugal. Álvaro Gonçalves Pereira é
filho de D. Gonçalo Pereira, Arcebispo de Braga e Tareja Pires Vilarinho. Em
Portugal, reformas da administração concelhia e regulamentação dos
corregedores. A partir desse ano em Portugal, ordenação sobre os oficiais dos
concelhos, além de instituição dos vereadores. Em Portugal, tendência para o
aumento de preços nos produtos industriais inquietação nas camadas sociais
inferiores.
1341 - Em Portugal, repressão de abusos
senhoriais e criação de novas honras. Desde esse ano, mercadores portugueses
são privilegiados em Barfleur (Normandia), senhorio do Rei da Inglaterra.
1342 - Em Portugal, reforma processual
(3a.).
1342-1352 - Papado de Clemente VI,
Francês.
1343 - Tratado de mútua proteção anti
corso entre Inglaterra e Portugal. Em Portugal, repressão de abusos senhoriais
e criação de novas honras.
1344 - Afonso XI, o Bom, de
Castela (1312-1350), toma Algeciras aos Mouros.
1344-1345 - Negociações entre Portugal e
Inglaterra, visando o casamento da filha mais nova de Afonso IV de Portugal, D.
Leonor com o herdeiro da coroa inglesa, Eduardo, o Príncipe Negro, filho de
Eduardo III. Não foram adiante.
1345 - A partir dessa data, os Reis
Portugueses, com base nas pioneiras viagens marítimas às Canárias, nunca
deixarão de reivindicar junto aos Papas, por mais de 100 anos a sua soberania
no arquipélago. No Dia 31 de Outubro. Nascimento em Coimbra de D. Fernando,
futuro Fernando I de Portugal. Em Portugal, reforma processual (4a.).
1346 - Tentativa de aproximação diplomática
de Portugal com a Inglaterra, sem sucesso.
1346-1378 - Carlos, IV, Rei Alemão.
1347 - Casamento da Infanta portuguesa D.
Leonor com Pedro IV de Aragão.
1348-1349 - Peste Negra na Europa.
1348 - Morte da Rainha de Portugal, D.
Constança. Setembro a Dezembro. Peste Negra em Portugal.
1349 - Em Portugal, medidas socio
laborais, lei procurando fixar os trabalhadores aos seus ofícios (consequência
da Peste Negra). Morte de Joana II, Rainha de Navarra.
1349-1354 - Em Portugal, uma série de
medidas contra os judeus. O infante de Portugal D. Pedro faz Inês de Castro
regressar de Castela e passa a viver com ela maritalmente, tendo quatro filhos
nesse período.
1349-1387 - Reinado de Carlos II, o
Mau, de Navarra.
1350 - Peste em Portugal. O povo culpa os
judeus e Afonso IV contém os excessos. (26.03) Morte de Afonso XI de Castela.
Pedro, o Cruel, aos quinze anos, sobe ao trono de Castela, banindo
os nove bastardos de Afonso XI e condenando à morte sua mãe, Leonor de Guzmán.
D. Frei Álvaro Gonçalves Pereira, prior do Crato (Hospital) vai a Castela.
Pedro I, o Cruel, protege a comunidade judaica de Castela. Samuel
Abulafia, judeu, torna-se tesoureiro do Estado no Reinado de Pedro I, o
Cruel juntou uma grande fortuna e foi condenado à morte pelo Rei.
(30.03) O Conde de Barcelos D. Pedro cronista do Livro de Linhagens e da
Crónica Geral de Espanha de 1344, irmão bastardo do Rei Afonso IV de Portugal,
faz seu testamento. Data-o de Lalim e pede que o sepultem em S. João de
Tarouca.
1350-1364 - João II, o Bom,
Rei de França.
1350-1369 - Reinado de Pedro I, o
Cruel, de Castela, filho de Afonso XI de Castela.
1351 - O infante de Portugal D. Pedro
tenta obter do Papa uma Bula de dispensa que lhe permitisse o casamento com
Inês de Castro. É executada D. Leonor de Gusmão, amante de Afonso XI o
Bom, de Castela.
1352 - Privilégio concedido aos mercadores
portugueses na Inglaterra. Afonso IV de Portugal tira dos judeus a liberdade de
emigrar. Todo judeu que possuísse bens até o valor de 500 libras não podia
deixar o país sem licença Régia. Cortes de Valladolid.
1352-1362 - Papado de Inocêncio VI,
Francês.
1353 - Tratado comercial de Portugal com a
Inglaterra, válido por 50 anos. Afonso IV de Portugal organiza o fisco das
comunas judias do país, além de promulgar uma lei que proibia aos judeus
fechar “contratos usureiros”, limitando os juros a 33 1/3.
1354 - Casamento de D. Juana de Castro
irmã de Inês Peres de Castro com Pedro I, o Cruel, de Castela. Um
partido da alta nobreza castelhana adversário do Rei Pedro I, o Cruel onde
militava D. Álvar Peres de Castro procura o Infante D. Pedro e o convida a
aceitar a Coroa de Castela. Morte do Conde de Barcelos D. Pedro, irmão bastardo
do Rei Afonso IV de Portugal e autor da Crónica Geral de Espanha de 1344 e do
Livro de Linhagens. Foi sepultado no Mosteiro de Tarouca, entre fevereiro e
julho deste ano.
1354-1359 - Reinado de Maomé V, de
Granada.
1355 – Janeiro. Assassinato ordenado ou
consentido pelo Rei Afonso IV de D. Inês de Castro, amante do Infante D. Pedro
desde a morte da rainha D. Constança (1348?). Os Castros estavam rebelados
contra Pedro I, o Cruel, de Castela, e temia-se que D. Inês
influenciasse D. Pedro a imiscuir-se nos assuntos de Castela, provocando assim
a guerra civil em Portugal, o infante D. Pedro X o Rei Afonso IV. (05.08)
Graças ao prior do Hospital, D. Álvaro Gonçalves Pereira, assina-se o tratado
de paz entre pai e filho em Canaveses, a 05 de agosto. Nele, o infante D. Pedro
fica como co-governador do país. Em Portugal, D. Pedro é o primeiro Infante, e
depois Rei, a instituir o "beneplácito régio" censurar
os restritos e letras papais. Tomada de Toledo por Pedro I, o Cruel,
de Castela.
1355-1378 - Carlos IV. Imperador Romano do
Ocidente. Eleito Rei da Boémia e da Germânia em 1347. Coroado Imperador pelo Papa
Clemente VI.
1356 - O prior do Crato (Hospital), D.
Frei Álvaro Gonçalves de Pereira, o mesmo que participou da «Batalha do Salado»
com Afonso IV de Portugal em 1340, funda, na Flor da Rosa, uma Igreja e
Mosteiro torreado. Assassinato de Martim Afonso Telo, antigo escudeiro e amante
de Maria, Rainha-mãe de Castela e filha de Afonso IV de Portugal. Tomada de
Toro por Pedro I, o Cruel, de Castela. Epidemia de peste e
terremoto em Portugal.
1357 - (11.04) Nascimento de D. João I,
Mestre de Avis, em Lisboa, filho bastardo do Rei D. Pedro e de uma senhora
galega, Teresa Lourenço, da qual não se sabe nada. Em Évora, Afonso IV de
Portugal assassina sua filha Maria, Rainha-mãe de Castela. (28.05) Morte de
Afonso IV de Portugal, o Bravo, com a idade de 66 anos, 32
Reinante. D. Pedro I de Portugal, o Cruel, fez Conde de Barcelos a
D. João Afonso Telo, seu valido favorito, outorgando-lhe a inédita regalia de
poder transmitir o título e direitos por hereditariedade. Samuel Abulafia (ou
Levi), judeu e tesoureiro do Estado no Reinado de Pedro I, o Cruel,
de Castela, constrói em Toledo a célebre sinagoga do Trânsito, transformada
pelos jesuítas no reinado de Fernando na igreja cristã de Nossa Senhora do
Trânsito, hoje monumento de arte hispano-mourisca na Espanha. (22.06) Renovação
dos privilégios dos estrangeiros residentes em Portugal. (28.07) Em Portugal,
Leis que reprimem o adultério e perseguem as alcoviteiras. Sentença em pleito
tomada por Pedro I de Portugal, o Cruel, contra o Mosteiro de
Grijó. São legitimados os seguintes filhos do prior do Crato (Hospital), D.
Frei Álvaro Gonçalves Pereira, Pedro Álvares futuro Mestre de Calatrava em
Castela com Maria Domingues Brandão (solteira), em Portalegre, Rodrigo Álvares
filho de Iria Vicente e futuro Senhor de Sousel e Cerveira, em Morgado de Águas
Belas, Fernando Álvares, filho de Iria Gonçalves do Carvalhal e futuro
Alcaide-mor de Elvas.
1357-1367 - Reinado de D. Pedro I de
Portugal, o Cruel cinge a coroa aos 37 anos.
1358 - Nascimento de João I, de Castela,
filho de Henrique II Trastâmara de Castela. (01.06) Em Portugal, Leis que
discriminam e regulamentam os contratos de compra e venda praticados por
judeus. Sentença em pleito tomada por Pedro I de Portugal, o Cruel,
contra o Mosteiro de Vila Cova das Donas e a comendadeira de Santos. (Junho ou
Julho) São acertados os casamentos do Infante D. Fernando herdeiro da coroa com
D. Beatriz filha de Pedro I de Castela e do infantes D. João e D. Dinis filhos
de Inês de Castro, com D. Constança e D. Isabel respectivamente, filhas de
Pedro I de Castela, não se consumaram.
1359 - (07.02) Em Portugal, Lei sobre
apelações, aperfeiçoamento da máquina judicial portuguesa. D. Pedro I de
Portugal, o Cruel, auxilia Castela em sua guerra contra Aragão, cedendo-lhe
algumas galés. As galés portuguesas do almirante Manuel Pessanha vão bloquear o
Ebro e atacar Barcelona. É feito um acordo de extradição de refugiados entre
Portugal e Castela.
1359-1361- Reinado de Ismail II, de
Granada.
1360 – Fevereiro. São extraditados e
executados Pero Coelho e Álvaro Gonçalves, considerados os assassinos de Inês
de Castro. (Junho) Inês de Castro é proclamada «post-mortem» esposa legítima de
Pedro I de Portugal, o Cruel e é anunciado que o casamento
tivera lugar em Bragança, algures em 1353. Nessa mesma data é realizada a
cerimónia da translação e construído o magnífico túmulo de Alcobaça. (29.08) Em
Portugal, incentivo do comércio com Flandres. Nascimento de Nuno Álvares, filho
do prior do Crato (Hospital), D. Frei Álvaro Gonçalves de Pereira.
1361 - Cortes de Elvas, antipatia com os
eclesiásticos, prosseguimento da afirmação do Estado contra a Igreja, queixas
do clero contra o Rei. Nelas, é reinstalada a lei que proibia aos judeus ou
mouros permanecerem na cidade após o pôr-do-sol, vedando às mulheres cristãs a
entrada na judiaria sem acompanhamento de indivíduos do sexo masculino. D.
Pedro I de Portugal, o Cruel, faz dos filhos de Inês de Castro, que
eram seus filhos também, D. João e D. Dinis, Senhores do Porto de Mós e do
Prado. Pedro I, o Cruel, Rei de Castela, manda envenenar sua
esposa, Branca de Bourbon, sob a acusação de conspiração, e casa-se com a
amante, Maria de Padilla. Reinado de Abou-Said, de Granada. (05.01) Em
Portugal, criação do concelho de Lagos. (15.04) Em Portugal, Lei sobre
partilhas. (08.06) Em Portugal, Lei que regulamenta contratos com judeus.
(24.07) É legitimado em Portalegre Nuno Álvares, filho do Prior do Crato
(Hospital), D. Frei Álvares. (24.08) É legitimado em Portalegre Lopo Álvares,
filho do Prior do Crato (Hospital), D. Frei Álvaro Gonçalves Pereira com Iria
Gonçalves do Carvalhal. (09.09) Em Portugal, Lei que regulamenta as comunas
judaicas. (05.10) Em Portugal, reedição da Lei de 08.06. Em Portugal,
organização da Casa Real e ordenação dos desembargos.
1361-1363 - Peste em Portugal.
1361-1391 - Reinado de Maomé V, reentrando
de Granada.
1362 - Em Portugal, Lei sobre advogados e
procuradores. (01.03) Em Portugal, Leis que regulamentam e fixam doutrina sobre
as coutadas e as terras lavradas em todo o Alentejo e Ribatejo. (07.04) Em
Portugal, Lei sobre advogados e procuradores. (01.08) Renovação dos privilégios
dos estrangeiros residentes em Portugal. (24.11) Em Portugal, criação do
concelho de Sines.
1362-1370 - Papado de Urbano V, de Grimoard.
1363 - (07.03) Renovação dos privilégios
dos estrangeiros residentes em Portugal. Guerra entre Inglaterra e Navarra.
1364 - D. Pedro I de Portugal, o
Cruel, faz de seu filho bastardo D. João, futuro Rei D. João I Mestre da
Ordem de Avis, com isso iniciando a nacionalização das ordens militares. (17 e
18.02) Em Portugal, Leis que regulamentam e fixam doutrina sobre as coutadas e
as terras lavradas em todo o Alentejo e Ribatejo. (07.06) Em Portugal, criação
do concelho de Cascais. Propõe-se o casamento do Infante D. Fernando herdeiro
da coroa com D. Joana filha de Pedro IV de Aragão. Guerra entre Castela e
Aragão, as armadas portuguesas vão em auxílio de Castela.
1364-1366 - Fome e escassez de mantimentos
em Portugal.
1364-1380 - Carlos V, Rei da França.
1365 - (08.01) Em Portugal, Regimento dos
sacadores e porteiros. (19.09) Em Portugal, Lei de segregação aos judeus.
(04.12) Em Portugal, Lei restritiva da livre atividade dos mercadores
estrangeiros. Tenta-se o casamento da Infanta D. Beatriz filha de Inês de
Castro com Pedro I de Castela, o Cruel é fracassado.
1366 - D. Pedro I de Portugal, o
Cruel, institui Senhor de Unhão o "cunhado", D.
Álvares Peres de Castro, irmão de Inês de Castro. Propõe-se o casamento da
Infanta D. Isabel, filha ilegítima do Infante D. Fernando, com Frederico III da
Sicília irmão da Rainha de Aragão, a negociação fracassa. (Maio) Pedro I de
Castela, o Cruel, vai a Portugal pedir auxílio contra Henrique de
Trastâmara, ao que o soberano português não acedeu. (Outubro ou Novembro) Pedro
I de Portugal firma um acordo com Henrique de Trastâmara. (Outono) Pedro I de
Portugal, o Cruel, envia um corpo diplomático à Inglaterra para dar
explicações à corte do príncipe de Gales Eduardo, o Príncipe Negro em Bayonne e
Bordéus, a respeito de seu acordo com Henrique de Trastâmara, onde se refugiara
Pedro I de Castela.
1367 - (18.01) Morte de D. Pedro I de
Portugal, o Cruel. (15.09) É legitimado em Atouguia Gonçalo
Pereira, filho do Prior do Crato (Hospital), D. Frei Álvaro Gonçalves Pereira
com Iria Gonçalves do Carvalhal.
1367-1368 - Em Portugal, Leis que acodem a
agricultura e à carência de trabalhadores.
1367-1383 - Reinado de D. Fernando I de
Portugal, o Formoso. Tinha 21 anos quando subiu ao trono, solteiro
e pai de uma filha ilegítima, D. Isabel.
1369 - Assassinato de Pedro I, o
Cruel, de Castela pelo seu meio-irmão Henrique de Trastâmara. O trono é
usurpado pelo regicida. Os soldados vitoriosos de Henrique de Trastâmara
massacram 1.200 judeus em Toledo. Fernando I de Portugal, o Formoso,
vai ao norte de Coimbra num curto passeio Bélico, cujo destino era a Galiza.
1a. Guerra Fernandina. (Julho) D. Fernando I de Portugal entra na Galiza,
atingindo a Corunha, ao passo que Monterrey (Orense) se lhe rendia (1a. Guerra
fernandina). A frota portuguesa, aliada à dos castelhanos, seus partidários,
bloqueia Sevilha por mais de um ano. (Agosto) Henrique II de Castela
(Trastâmara) cerca Zamora, invade a Galiza e entra em Portugal ao norte, a
oriente de Valença, com auxílio de contingentes franceses de Du Guesclin. Nesse
mesmo mês, Henrique II cerca e toma Braga, que queimou em parte. (01.09)
Henrique II cerca Guimarães, mas volta ao seu Reino, capturando no caminho
Vinhais, Bragança, Cedovim e Outeiro de Miranda. Em Portugal, Leis que protegem
a marinha, o comércio externo e discrimina contra os judeus. (08.09) É
legitimado em Coimbra Vasco Pereira, filho do Prior do Crato (Hospital) D. Frei
Álvaro Gonçalves Pereira com Iria Gonçalves do Carvalhal.
1369-1373 - Sucessivas desvalorizações da moeda
em Portugal, os preços subiram rapidamente.
1369-1371 - 1a. Guerra fernandina entre
Portugal e Castela. Motivo, a sucessão da Coroa Castelhana, durou até janeiro
de 1371. Ao lado de D. Fernando I de Portugal, o Formoso, Cidades
e Vilas Galegas de Tuy, Salvaterra de Miño e Baiona, atual província de
Pontevedra, Orense, Milmanda, Alhariz, Araujo e Ribadavia na de Orense, Lugo e
Rocha na de Lugo, Santiago de Compostela, Corunha e Padrón na de Corunha, as
cidades leonesas de Zamora província de Zamora, Ciudad Rodrigo, Lumbrales e
Hinojosa de Duero província de Salamanca, Alcântara e Valência de Alcântara na
Estremadura Cáceres, Carmona, na Andaluzia Sevilha.
1369-1372 - Álvaro Pais, Vedor da
Chancelaria um dos futuros conspiradores do assassinato do Conde João Fernandes
de Andeiro em 1383.
1369-1379 - Reinado de Henrique II
(Trastâmara) de Castela, irmão de Pedro I, o Cruel, de Castela.
1370-1378 - Papado de Gregório XI,
Francês.
1371 - (Março) Paz de Alcoutim, fim da
guerra entre Castela e Portugal. D. Fernando I de Portugal, o Formoso,
desiste do trono de Castela, mas alarga o território nacional para leste e
oeste. D. Fernando I de Portugal, o Formoso, cria o Condado de
Ourém. Em Portugal, mau ano agrícola. Casamento em segredo de D. Fernando I de
Portugal, o Formoso, com D. Leonor Teles. (Outubro) Tumulto em
Portugal, o alfaiate Fernão Vasques congrega 3.000 pessoas para um protesto
social em Lisboa, Tumultos também em Santarém Luís Peres e outros, Tomar Afonso
Esteves, Abrantes Lourenço Afonso de Punhete, Leiria e Lourenço Afonso
Alenquer.
1371-1372 - D. Fernando I de
Portugal, o Formoso, cria o Condado de Viana do Lima, depois
trocado em Arraiolos. Fome em Portugal.
1371-1373 - O Conde D. Juán Fernandez de
Andeiro, partidário de D. Fernando I de Portugal, o Formoso, refugiado em
Castela.
1372 - Nascimento da Infanta D. Beatriz,
herdeira do reino português. D. Leonor Teles, mulher de D. Fernando, recebe
Sintra como arras. (Maio) Em Leça do Bailio, propriedade da Ordem do Hospital,
casamento público de D. Fernando I, o Formoso, com D. Leonor Teles
filha do inimigo de Henrique de Trastâmara, II de Castela, desrespeito ao
Tratado de Alcoutim, explosões populares contrárias são violentamente
reprimidas. O Infante D. Dinis filho de Inês de Castro recusa-se a beijar a mão
da nova rainha, o que motivou uma tentativa de assassinato por parte do próprio
Rei. O Infante então abandona o Reino, sendo os seus bens confiscados. Acordo
de Tui é revogado o «Tratado de Alcoutim», e se estabelece que as fronteiras luso-castelhanas
regressam ao «status quo» de antes da guerra de 1369. (10.07) «Tratado de
Tagilde» Portugal toma partido pela Inglaterra contra Henrique II de Castela e
seus aliados franceses. Portugal e Inglaterra contra Castela e Aragão. Fernando
I de Portugal, o Formoso, vai ao norte de Coimbra. (17.08) Em
Portugal, Lei regulamentando os privilégios da nobreza. D. Dinis filho de Inês
de Castro procura exílio em Castela. Em Portugal, mau ano agrícola. (Dezembro)
2a. Guerra Fernandina entre Portugal e Castela. Tomando a ofensiva devido ao
«Tratado de Tagilde», Henrique II de Castela invade Portugal, avançando sobre
Lisboa, cercando a cidade e devastando a maior parte do casario exterior à
muralha. Henrique II parte de Zamora em direção à frota portuguesa.
1372-1373 - 2a. Guerra fernandina entre
Portugal e Castela.
1373 - 2a. Guerra fernandina. Janeiro.
Henrique II de Castela conquista, sem dificuldade, Almeida, Pinhel, Linhares,
Celorico da Beira e Viseu, chegando perto de Coimbra. (23.02) Henrique II de Castela
ocupa Lisboa então desprovida de qualquer muralha, saqueando e incendiando a
judiaria da cidade. O exército de D. Fernando I de Portugal, mal organizado e
mal comandado, fugiu diante do inimigo. (24.03) D. Fernando I de
Portugal, o Formoso, vencido e humilhado, assina o acordo de paz em
Santarém. Portugal obriga-se a cortar a aliança com os ingleses e juntar-se à
França e Castela outra vez. (07.04) Henrique II e Fernando I se encontram no
Tejo, Henrique II abandona Portugal e os dois soberanos realizam os esponsais
dos Infantes Sancho e Beatriz. Junho «O Tratado de Tagilde» é ratificado por D.
Fernando I de Portugal, o Formoso, e Eduardo III da Inglaterra.
Explosões populares em Lisboa, Abrantes, Tomar, Leiria, Santarém. Motivo,
desvalorização da moeda e alta dos preços. D. Fernando I de Portugal, o
Formoso, cria os Condados de Viana do Alentejo e Neiva. O Conde D. Juán
Fernandez de Andeiro é exilado em Castela e não mais refugiado. O prior do
Crato (Hospital), D. Frei Álvaro Gonçalves Pereira, resolve enviar à corte seu
filho, Nuno Álvares, de treze anos.
1373-1375 - Amuralhamento de Cidades e
Vilas. Lisboa, Évora, Porto, Braga, Óbidos, Coimbra, Santarém, Viana, Ponte de
Lima e Beja.
1374 - Explosões populares em Portel,
Montemor-o-Velho e Tomar. Em Portugal, Leis que reformam a administração
pública, legislam contra abusos senhoriais e aumentam os impostos sisas.
(24.04) Em Portugal, Lei regulamentando os privilégios da nobreza. Em Portugal,
mau ano agrícola, além de peste. Antes desse ano, outra agitação popular em
Portugal. Portel por Afonso Mendes.
1374-1376 - Fome em Portugal.
1375 - (08.01) São legitimados em Vila
Viçosa, Rui Pereira, Fernão Pereira, Afonso Pereira e Diogo Álvares, filhos do
Prior do Crato (Hospital), D. Frei Álvaro Gonçalves Pereira com Iria Gonçalves
do Carvalhal. Explosões populares em Portugal. Lei das Sesmarias, leis
protetoras dos mercados nacionais, leis reguladoras dos privilégios
jurisdicionais da nobreza. João, Mestre da Ordem de Avis e filho bastardo do
Rei D. Pedro I tem um caso com Inês Pires, desse amor nasceu Afonso, futuro
Conde de Barcelos e Duque de Bragança, e anos depois Beatriz, que será Condessa
de Arundel. (13.09) Em Portugal, Lei regulamentando os privilégios da nobreza.
Em Portugal, mau ano agrícola. Agitações populares em Portugal,
Montemor-o-Velho João Domingues, Sousel, Valença e novamente Tomar.
1376 - Em Portugal, mau ano agrícola.
1376-1377 - Negociação do casamento da
Infanta D. Beatriz aos 4 anos, herdeira do Reino Português com D. Fradique Henriques,
Duque de Benavente foi fracassada.
1377 - Foral da Portagem de Lisboa.
1377-1380 - Em Portugal, Leis de fomento
naval e sobre importação de têxteis.
1377-1399 - Ricardo II, Rei da Inglaterra.
1378 - Em Portugal, novas leis sobre a
reforma da administração pública. Os judeus de Leiria, sujeitos a constantes
maus tratos, queixam-se ao Rei, este ordena que não saiam de suas moradias
durante as procissões e dias santos cristãos. Grande Cisma do Oriente. Castela
e França seguiram o Papa de Avinhão. Inglaterra o de Roma. Portugal vai seguir
um e outro conforme lhe convenha, de Urbano VI passa a Clemente VII.
1378-1394 - Clemente VII, Rei Alemão.
1378-1389 - Papado de Urbano VI,
Napolitano.
1378-1394 - Antipapa Clemente VII,
Genebrês.
1378-1400 - Venceslau da Boémia, Rei
Alemão.
1379 - Morte de Henrique II (Trastâmara),
Rei de Castela. Nascimento de Henrique III de Castela, filho de João I de
Castela.
1379-1380 - D. João, filho de Inês de
Castro procura exílio em Castela.
1379-1390 - Reinado de João I, de Castela,
filho de Henrique II (Trastâmara) de Castela.
1380 - Em Portugal Lei que Funda a
Companhia das Naus. Acordo anglo-luso de Estremoz, confirmação do «Tratado de
Tagilde», de julho de 1372, tendo como intermediário o Conde D. Juán Fernandez
de Andeiro, garante a Portugal a possibilidade de expandir-se para norte e
leste, acorda-se o envio de uma força inglesa de 2.000 homens, negocia-se o
casamento da Infanta D. Beatriz, de 8 anos, com Edward of Langley, filho do
Conde de Cambridge e sobrinho de John of Gaunt, Duque de Lancaster,
convencionando-se que, ganha a guerra, o Duque inglês seria Rei de Castela.
1380-1422 - Carlos VI, Rei da França.
1381 - Portugal volta a se alinhar com
Urbano VI na questão do Grande Cisma. 3a. Guerra Fernandina entre Portugal e
Castela. Maio. Incursão castelhana no Alentejo, proveniente de Badajoz; (17.06)
«Batalha naval de Saltes» perto do Guadiana, pesada derrota da frota
portuguesa, destruída e aprisionada na sua quase totalidade pela frota
castelhana. Julho. Chega em Lisboa uma força expedicionária inglesa chefiada
por Edmund, Conde de Cambridge. Julho e Agosto. Os castelhanos invadem
Trás-os-Montes e apoderam-se de Miranda do Douro e de Mogadouro, a Beira,
cercando e capturando Almeida, e o Alentejo, pondo cerco a Elvas. Setembro. Os
castelhanos retiram todas as suas frentes de batalha devido a questões
internas. Dezembro. Depois de meses de inatividade, o exército aliado inglês
parte de Lisboa rumo ao Alentejo ficam com fama de odiados ocupantes. Dezembro.
Morte do Conde de Barcelos e Ourém. D. João Afonso Telo, o seu património passa
como herança para o Conde de Barcelos, amante da Rainha D. Leonor Teles.
1381-1382 – Maio. 3a. Guerra Fernandina
entre Portugal e Castela.
1382 - 3a. Guerra fernandina. Primavera e
Verão. Diversas correrias e escaramuças quase sempre em território castelhano.
Março. Ataque da frota castelhana a Lisboa. Agosto. «Tratado de Elvas». D.
Fernando I de Portugal e João I de Castela fazem a paz, sem vencedores nem
vencidos. A Infanta D. Beatriz, herdeira do trono português, pelo acordo,
casaria com o herdeiro de Castela. Setembro. O exército inglês reembarcou no
Tejo a bordo de navios castelhanos que o transportou de regresso a Inglaterra.
Conspiração urdida pelo Mestre de Avis, D. João e por Gonçalo Vasques de
Azevedo contra o Rei. É preso no castelo de Évora, D. João, Mestre da Ordem de
Avis e filho bastardo do Rei D. Pedro I. Portugal, pela segunda vez, volta a se
alinhar com Clemente VII na questão do Grande Cisma. Verão. Morte da Rainha de
Castela, D. Leonor, alteração do «Tratado de Elvas».
1383 - (02.04) «Tratado de Salvaterra de
Magos», com a morte da Rainha Castelhana D. Leonor, a Infanta D. Beatriz, com
onze anos, passa como noiva do filho infante para o pai Rei de Castela. Agosto.
Cortes de Valhadolid, ratificação castelhana do casamento do Rei com a Infanta
D. Beatriz. Setembro. Cortes de Santarém, ratificação portuguesa do casamento
da Infanta com o Rei Castelhano. (22.10) Morte de D. João I de Portugal, o
Formoso morre tuberculoso, em Lisboa. Revolução em Portugal
(1383-1385) e guerra contra Castela (1384-1385). Outubro a Dezembro. D. Leonor
Teles, a Aleivosa, viúva, torna-se regente de Portugal. (06.12) O
Conde Andeiro é assassinado em Lisboa e o povo da cidade é mobilizada para
proteger o assassino, precisamente o Mestre de Avis, D. João filho do Infante e
Rei D. Pedro e de Inês de Castro. A rebelão alastra-se pelo Reino, o Rei de
Castela, João I, filho de Henrique II de Castela, invade Portugal, D. Leonor
Teles foge da capital Mestre de Avis é proclamado, revolucionariamente e contra
a vontade, "Regedor e Defensor". As ordens
religiosas militares, com exceção da do Hospital, seguiram o Mestre de Avis.
(13.12) João I de Castela entra em Portugal e se apodera da Guarda. Dezembro.
Assembleia de São Domingos, em Lisboa
1383-1385 - Revolução em Portugal e guerra
contra Castela. Peste em Portugal.
1384 - Revolução em Portugal (1383-1385) e
guerra contra Castela (1384-1385). Janeiro. João I de Castela prende a regente
D. Leonor Teles. (12.01) João I de Castela alcança Santarém, onde se detêm 4
meses. (14.02) Carta do Mestre de Avis de missão ao Alentejo pedindo auxílio
financeiro para a guerra, dirigida aos concelhos de Montemor-o-Velho, Évora,
Viana do Alentejo, Alvito, Vila Nova da Baronia, Alcáçovas, Portel, Beja,
Serpa, Mértola, e a todas as vilas e lugares de Campo de Ourique, Odemira,
Santiago de Cacem, Sines e Torrão. (01.04) Concessão aos mesteirais de Lisboa.
(06.04). Nuno Álvares derrota forças castelhanas nos Atoleiros. Abril a
Setembro. Escaramuças entre portugueses e castelhanos em vários locais do
Alentejo Évora, Vila Viçosa, Alandroal, Olivença, Elvas. (04.05) É concedida a
Lisboa jurisdição cível e crime sobre os reguengos de Sacavém, Unhos, Frielas e
Camarate. Maio. O exército do Arcebispo de Santiago de Compostela não consegue
vencer a resistência da cidade do Porto e bate em retirada. (27.05). João I de
Castela marcha sobre Lisboa, Cerca a Cidade e Captura Almada. A
recém-construída Muralha Fernandina conteve o avanço castelhano. Junho. A frota
portuguesa ataca a costa da Galiza. Julho. A frota portuguesa, regressando a
Lisboa, se envolve num combate com a frota castelhana no Tejo. (30.07) Almada,
sitiada desde maio, se rende aos castelhanos, forçada pela sede. (03.09). Com
seu exército dizimado pela peste, João I de Castela levanta o Cerco a Lisboa e
se retira para Castela. (06.10) O Mestre de Avis isenta Lisboa de qualquer
direito de importação de mantimentos e de exportação, por gentes suas, de
mercadorias, doando também à cidade as suas carniçarias, paços das fangas da
farinha e paços do trigo. Dias depois, isentava-a das jugadas, relegos e outros
direitos reais e senhoriais. Nesse mesmo dia, no Paço Real de Lisboa, o Mestre
de Avis recebe formalmente o preito e a menagem dos representantes dos três
estados. Outubro. A causa do Mestre de Avis já não é a de uns rebeldes que se
ergueram contra Lisboa, mas a de Portugal contra Castela. O marco de prata em
Portugal vale 36 libras. É eleito como Mestre de Calatrava em Castela Pedro
Álvares, filho do Prior do Crato (Hospital), D. Frei Álvaro Gonçalves de
Pereira e irmão de Nuno Álvares.
1384-1387 - Fome em Portugal.
1385 - Revolução em Portugal (1383-1385) e
guerra contra Castela (1383-1385). (03.03 a 10.04) «Cortes de Coimbra». Os
povos propõem que casamentos régios passem a ser matéria do Parlamento.
Decidem, por eleição unânime sob as ameaças do Condestável D. Nuno Álvares
Pereira, Mestre da ordem do Hospital, que D. João, Mestre de Avis será João I
de Portugal. Abril e Maio. Nuno Álvares Pereira consegue a adesão de quase todo
o Minho, pela persuasão ou força das armas Neiva, Viana do Lima, Vila Nova de
Cerveira, Caminha, Monção, Guimarães, Braga e Ponte de Lima. (30.05?). «Batalha
Campal de Trancoso», vitória portuguesa. (14.08) «Batalha de Aljubarrota» perto
de Leiria, D. João I de Portugal e D. Nuno Álvares Pereira, Mestre da Ordem do
Hospital, derrotam os castelhanos. O Rei de Castela foge, seu exército é
chacinado, e as cidades, vilas e praças que lhe eram fiéis apressam-se a
render-se ao Rei português. Setembro, D. João I de Portugal doa ao concelho de
Lisboa os concelhos e termos de Sintra, Mafra, Alenquer e Torres Vedras. Guerra
entre Portugal e Castela (1385-1389). Outubro. Um exército português de cerca de
1.000 lanças e 200 peões, comandado pelo condestável, invade a Estremadura
castelhana, passando por Badajoz, Almendral, La Parra, Zafra, Fuente del
Maestre, Villagarcia de la Torre, Magacela e Villanueva de la Serena. (15 ou
16.10). Em seu regresso, o Exército Português é atacado nas margens do Guadiana
junto a Valverde de Mérida por forças castelhanas Comandadas pelo Mestre de
Santiago. A Batalha, conduzida pelo Condestável, resultou em vitória
portuguesa. Poucos dias depois, Nuno Álvares reentrou triunfalmente em Elvas.
Dezembro. Nuno Álvares junta suas forças com o Rei e põe cerco a Chaves, que se
rende quatro meses depois.
1385-1389 - Guerra entre Portugal e
Castela.
1385-1430 - Até o fim do Reinado de D.
João I de Portugal, 28 cortes são convocadas.
1385-1433 - Reinado de D. João I de
Portugal, início da dinastia de Avis, de Boa Memória.
1386 - Em Portugal, confirmação do
privilégio da feira de Pinhel. Guerra entre Portugal e Castela (1385-1389).
Abril, Chaves se rende às forças do Rei e de Nuno Álvares. Maio, Bragança e
Almeida caem diante das forças portuguesas. Nesse mesmo mês os portugueses
invadem Castela, passando por Ciudad Rodrigo, Gata e Coria, que cercaram sem
resultado. (09.05) «Tratado de Windsor», integração da guerra de D. João I de Portugal
na dos Cem Anos, a mais antiga aliança entre nações que o Ocidente conhece,
reiteração da aliança de 1373. Julho, D. João I reentra em Portugal. (25.07),
Desembarque do Duque de Lancaster na Corunha, com cerca de 3.000 homens.
(24.10), Em Portugal, revogação provisória do aldeamento medida para estimular
o comércio. (01.11) O Duque de Lancaster encontra-se com João I de Portugal em
Ponte de Mouro, na raia minhota.
1387 - Morte de Carlos II, o Mau,
Rei de Navarra. Morte de Pedro IV, o Cerimonioso, Rei de Aragão.
(02.02), D. João I de Portugal recebe em casamento a filha do Duque de
Lancaster, de nome Filipa. D. Filipa de Lancaster recebe Sintra de João I de
Portugal, como arrã. Guerra entre Portugal e Castela (1385-1389). (26.03) Os,
exército português e inglês invadem Léon, atravessando o Rio Maçãs. Daí
alcançam Alcanizes, marchando para nordeste, por Tavara, Benavente, Roales e
outros povoados. (16.05) Os, exército português e inglês entram em Zamora.
(04.06) Os, exércitos português e inglês rumam para o sul, atingem Ciudad
Rodrigo, reentrando em Portugal por Almeida. Julho «Tratado de Trancoso» entre
o Duque de Lancaster e o Rei de Castela. Setembro Reembarque do Duque de
Lancaster com destino a Bayonne, pondo fim à intervenção inglesa na guerra entre
Portugal e Castela de 1383-1393). Verão. Correrias castelhanas no Baixo
Alentejo.
1387-1395 - Reinado de João I, de Aragão
filho de Pedro IV, o Cerimonioso, de Aragão.
1387-1425 - Reinado de Carlos III, o
Nobre, de Navarra.
1388 - Guerra entre Portugal e Castela
(1383-1389). Correrias portuguesas no Melgaço. Março. Os portugueses
reconquistam Melgaço. Dezembro. Os portugueses reconquistam Campo Maior João I
de Portugal reconquista todas as Cidades, Vilas e Lugares que obedeciam a D.
Beatriz e ao Rei de Castela. Uns entregam-se espontaneamente na Estremadura,
Trás-os-Montes e entre Tejo e Guadiana, outros, houve que tomá-lo à força
Chaves, Bragança, Almeida, Melgaço, Campo Maior.
1389 - Guerra entre Portugal e Castela
(1383-1389). Setembro. Após uma trégua de seis meses, os portugueses
apoderam-se de Tuy. (29.11). «Tratado de Monção», estabelece uma trégua de três
anos e a restituição mútua das terras conquistadas (Portugal cedeu Tuy e
Salvaterra de Miño, recebendo em troca Olivença, Noudar e Mértola no Alentejo,
e Castelo Rodrigo, Castelo Mendo e Castelo Melhor em Ribacoa. Capítulo Geral da
Ordem de Santiago, reunido em Alcácer, determinou que os Mestres não
dispusessem arbitrariamente dos bens da ordem a favor de quem quisessem, e que
os freires não faltassem à obediência ao Mestre, nem se eximissem ao desempenho
de qualquer serviço. Cortes de Lisboa. Peste em Portugal.
1389-1404 - Papado de Bonifácio IX,
Napolitano.
1390 - (09.10) Morte de João I, Rei de
Castela, filho de Henrique II (Trastâmara) de Castela. Em Portugal, confirmação
dos privilégios das feiras de Castelo Branco e Sertã.
1390-1392 - No Porto, juízes por El-Rei
substituem os juízes eleitos intervenção do poder central.
1390-1406 - Reinado de Henrique III de
Castela, filho de João I de Castela.
1391 - Pogrom na Espanha, os sermões de
Fernán Martínez levam a populaça em todos os centros mais importantes da
Espanha a massacrar todos os Judeus encontrados que recusassem a converter-se.
(31.10) Nascimento de D. Duarte de Portugal, em Viseu. Cortes em Portugal. Em
Portugal, confirmação dos privilégios das feiras de Pinhel confirmado em 1386,
Amarante e Coimbra.
1391-1392 - Fome em Portugal.
1391-1396 - Reinado de Yusef II, de
Granada.
1392 - Nascimento do Infante D. Pedro
filho de D. Duarte, na Cidade de Lisboa. Em Portugal, confirmação dos
privilégios da feira de Viseu. (21.04) Em Portugal, a criação de um “porto
franco” em Caminha, medida para estimular o comércio.
1393 - (15.05) «Tratado de Lisboa»
prolongou o «Tratado de Monção» de 1389, estabelecendo a suspensão das
hostilidades entre Portugal e Castela em até quinze anos.
1394 - Cortes em Portugal. Fome em
Portugal.
1394-1395 - Em Portugal, renovação das
bolsas de mareantes, medida para estimular o comércio.
1394-1417 - Bento XIII, Rei Alemão.
1394-1423 - Antipapa Bento XIII, Aragonês.
1395 - Morte de João I, Rei de Aragão.
1395-1410 - Reinado de Martin I, o
Humano, de Aragão, irmão de João I de Aragão.
1396 - Guerra entre Portugal e Castela
(1396-1402). (12.05), Os portugueses apoderam-se de Badajoz.
1396-1408 - Reinado de Maomé VI, de
Granada.
1397 - Guerra entre Portugal e Castela
(1396-1402). Junho, como retaliação da tomada de Badajoz (1396), os castelhanos
apresam várias naus portuguesas e talam os campos da Beira Alta até Viseu,
regressando em seguida a Castela. Verão e Outono, Um exército castelhano invade
o Alentejo, chegando quase a Alcácer do Sal, mas se retira depois. Dezembro, Os
portugueses Exército do Infante D. Dinis, entram na Estremadura por Ouguela,
atingindo Cáceres e Valência de Alcântara, regressando logo depois. Atacam
também Cádiz por mar. No Porto, juízes por El-Rei substituem os juízes eleitos,
intervenção do poder central. Em Portugal, renovação das bolsas de mareantes,
já renovada em 1394-1395, medida de estímulo ao comércio.
1397-1400 - Fome em Portugal.
1398 - Guerra entre Portugal e Castela
(1396-1402). Maio-Junho. Os portugueses fazem nova ofensiva na Estremadura.
Maio, Os portugueses conquistam Salvaterra de Miño. Junho-Julho, As hostes do
Infante D. Dinis aclamado Rei de Portugal, atacam em Trás-os-Montes e na Beira,
apoderando-se de vários Castelos e passando por Sabugal, Guarda, Viseu e
Covilhã. (25.07), Os portugueses conquistam Tuy. Dezembro, Correrias na
Estremadura castelhana, seguindo-se negociações e tréguas. Cortes em Portugal.
1399 - Em Portugal, a maior inflação de
sua história, o marco de prata passa de 36 libras em
1384, para 330 em 1399.
1399-1413 - Henrique IV, Rei da
Inglaterra.
1399-1400 - Guerra entre Portugal e Castela
(1396-1402). Nos verões desses anos reacende-se o conflito, os portugueses
entram em Castela por Badajoz e põem cerco a Alcântara, os castelhanos ocupam
Miranda do Douro, Penamacor e outras praças-fortes.
1400 - Vasco de Lobeira escreve em português
um romance de cavalaria, “Amadis de Gaula”, um dos livros mais
populares da Europa. Cortes em Portugal. Em Portugal, Lei discriminatória
contra os judeus. Peste em Portugal.
1400-1410 - Roberto, Rei Alemão.
1401 - É aberto um banco do Estado em
Barcelona. Cortes em Portugal. Casamento de D. Beatriz, filha única de Nuno
Álvares Pereira, prior da Ordem do Hospital, com o filho bastardo de D. João I
de Portugal, D. Afonso, que recebeu do sogro o Condado de Barcelos e um
significativo património. Em Portugal, confirmação dos privilégios da feira de
Fonte Arcada.
1402 - Acordo de 1402 entre Portugal e
Castela, paz por 10 anos. Em Portugal, Lei discriminatória contra os judeus. D.
João I procede a uma cuidadosa revisão da constituição do rabinato criada em
Portugal desde o Reinado de Afonso III, devido a queixas de Lisboetas contra o
Rabino-mor D. Judá Cohen.
1403 - Fome em Portugal.
1404 - Em Portugal, antes desse ano,
confirmação dos privilégios das feiras de Prado e Caria.
1404-1406 - Papado de Inocêncio VII, de
Sulmona.
1405 - Nascimento de João II de Castela,
filho de Henrique III de Castela. O infante D. Afonso acompanha sua irmã D.
Beatriz à Inglaterra, que fora casar com o Conde de Arundel, aliança entre
Portugal e a Inglaterra.
1406 - Morte de Henrique III, Rei de
Castela, filho de João I de Castela. O Infante D. Afonso sai de Portugal com
destino a Jerusalém, acompanhado por uma centena de cavaleiros. Passou por
Castela, Aragão, França, Veneza e Sacro Império, tendo sido recebido pelo imperador
Roberto.
1406-1415 - Papado de Gregório XII,
Veneziano.
1406-1454 - Reinado de João II de Castela,
filho de Henrique III de Castela.
1407 - Em Lisboa, juízes por El-Rei
substituem os juízes eleitos, intervenção do poder central. Em Portugal, confirmação
dos privilégios da feira de Feira.
1408 - Cortes em Portugal. O Infante D.
Afonso, regressando ao Ocidente após ter ido a Jerusalém, passa por Ferrara.
1408-1425 - Reinado de Yusef III, de
Granada.
1409-1410 - Antipapa Alexandre V,
Cretense.
1410 - Valladolid, e depois outras
cidades, influenciadas pela eloquência do santo e fanático Vicente Ferrer,
ordenaram o confinamento dos judeus e dos mouros em quarteirões determinados
Judiaria ou Alhama, cujas portas deveriam ser fechadas do pôr-do-sol até o
amanhecer. Morte de Martin I, o Humano, Rei de Aragão. Cortes em
Portugal. O infante D. Afonso combate os Turcos ao lado do Imperador
Segismundo. Outubro. O Infante D. Afonso passa novamente por Veneza. O Infante
D. Fernando luta contra os Muçulmanos do Reino de Granada e toma Antaquera.
1410-1415 - Antipapa João XXIII,
Napolitano.
1410-1437 - Sigismundo, Rei Alemão.
1411 - Acordo de Segóvia entre Portugal e
Castela, que pôs fim definitivo às hostilidades entre os dois Reinos Ibéricos.
D. João I de Portugal ficava Rei de um Portugal restituído às fronteiras de
1297. Até esse ano, Portugal vive, desde o início do Reinado de João I de Avis
em 1385, praticamente em guerra. A Conquista de Granada é discutida em
Portugal. (20.03.1411) A Bula “Eximie Devociones” do antipapa
João XXIII responde de modo afirmativo ao pedido de D. João I de Portugal de
ajuda, por parte das Ordens Militares, a qualquer forma de guerra justa. O
Infante D. Afonso em Portugal após peregrinação à Terra Santa.
1412 - Em Portugal, Lei discriminatória
contra os judeus. Em Portugal, confirmação dos privilégios das feiras de
Barcelos, Salzedas e Batalha. D. João de Portugal associa ao trono seu filho e
herdeiro, D. Duarte, um jovem de 21 anos, futuro rei D. Duarte I de Portugal, e
atribui gradualmente lugares de comando e fontes de rendimento aos outros
Infantes, D. Pedro e D. Henrique, dando a eles a direção dos negócios externos
do Reino. Negociações entre Portugal e Castela a respeito de auxílio contra
Granada. Começa a ser preparada a Expedição Militar a Ceuta. Em todo o processo
tiveram ação decisiva, além do Rei, dos Infantes e dos principais Senhores
Feudais do Reino, o vedor da Fazenda João Afonso de Alenquer, o Prior do
Hospital Álvaro Gonçalves Camelo e o Capitão-mor do Mar Afonso Furtado de
Mendonça.
1412-1414 - Fome em Portugal.
1412-1416 - Reinado de Fernando I, de
Aragão, irmão de João II de Castela.
1413-1422 - Henrique V, Rei da Inglaterra.
1414 - Em Lisboa, juízes por El-Rei
substituem os juízes eleitos, intervenção do poder central.
1414-1416 - Peste em Portugal.
1415 - (25.07) Parte de Lisboa uma frota
militar com destino a Ceuta, mais de 200 embarcações e 20.000 homens, incluindo
navios e mercenários Flamengos, Bretões, Ingleses e outros. Faz escala em
Lagos, Faro e Algeciras. (21.08) Desembarque português em Ceuta. (22.08)
Conquista portuguesa de Ceuta, em Marrocos, comandada pelos Infantes D. Duarte,
D. Pedro e D. Henrique. (01.09) Regresso da frota portuguesa de Ceuta, ficando
na Cidade uma guarnição de 2.700 homens chefiados por 40 membros da nobreza
chefiado por D. Pedro de Meneses. Casamento da filha de D. João I de Portugal,
a infanta D. Isabel, que se casara em 1405 com o Conde de Arundel, com o Barão
de Irchenfield, manutenção da aliança entre Portugal e Inglaterra.
1416 - Morte de Fernando I, Rei de Aragão.
1416-1458 - Reinado de Afonso V, o
Magnânimo, de Aragão, filho de Fernando I de Aragão.
1417 - Em Portugal, confirmação dos
privilégios das feiras de Lanhoso e Pena.
1417-1418 - Reforçam-se as posições
defensivas portuguesas em Ceuta com o auxílio inglês. (04.04) Bula de Cruzada
do Papa Martinho V, “Rex Regum”, onde Portugal recebe as rendas da
Ordem de Santiago.
1417-1431 - Papado de Martinho V, Romano.
1418 - (22.01) Estreitamento de laços diplomáticos
entre Portugal, o Império e o reino da Hungria, doação da Marca de Treviso,
como Feudo, ao Infante D. Pedro. Isso implicou uma estadia de senhores e
cavaleiros portugueses na região, entre os quais Álvaro Gonçalves de Ataíde,
valido do Infante. (08.10) Bula Papal “In Apostolice Dignitatis
Specula” D. João I de Portugal consegue junto ao papado a concessão
para seu filho, o Infante D. João, ao posto de Mestre da Ordem de Santiago.
Portugal conquista a ilha de Madeira. Fome em Portugal.
1419 - (13 e 18.08) Forças marroquinas e
granadinas cercam Ceuta. Setembro, um contingente de socorro a Ceuta parte de
Portugal, chegando à cidade quando um novo assédio estava em curso. Após duas
semanas, os aliados Muçulmanos, incapazes de reconquistar Ceuta, levantam o
cerco.
1419-1421 - Conquista portuguesa das ilhas
da Madeira e do Porto Santo, após expedições de João Gonçalves Zarco, Tristão
Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo.
1420 - (Março) O infante D. Henrique, em
Ceuta até esse mês desde 1415, projetou capturar Gibraltar, não conseguiu
devido a um temporal. Em Portugal, confirmação dos privilégios da feira de
Tomar, sede da antiga Ordem do Templo, agora de Cristo. (25.05) Bula Papal “In
Apostolice Dignitatis Specula” homónima da de 1418. D. João I de Portugal
consegue junto ao Papado a concessão para seu filho, o Infante D.
Henrique, o Navegador, ao Mestrado da Ordem de Cristo.
1422 - Em Portugal, hiperinflação, o marco
de prata sobe para 5.000 libras, 36 libras em 1384, 330 em 1399. Desde esse ano
ou até antes, expedições portuguesas à costa da África.
1422-1427 - Fome em Portugal.
1422-1433 - Conquista portuguesa da costa
da África até o cabo Bojador.
1422-1461 - Carlos VII, Rei da França.
Henrique VI, Rei da Inglaterra.
1423 - Peste em Portugal.
1423-1429 - Antipapa Clemente VIII, de
Aragão.
1425 - Nascimento de Henrique IV de
Castela, filho de João II de Castela. Morte de Carlos III, o Nobre,
Rei de Navarra. O Infante D. Pedro escreve uma carta ao sobrinho co-governador
e futuro Rei Afonso V. Setembro. O infante D. Pedro vai a Inglaterra. Dezembro.
O infante D. Pedro em Flandres.
1425-1427 - Reinado de Maomé VII, de
Granada.
1425-1430 - Contra antipapa Bento XIV, de
Avignon.
1425-1479 - Reinado da Rainha Branca e do
Rei D. João, de Navarra.
1426 - Carta escrita de Bruges pelo
infante D. Pedro ao irmão, o Infante D. Duarte “Portugal era terra que
dava vontade de emigrar e que não atraía ninguém”. Em Portugal,
hiperinflação, o marco de prata sobe para 28.000 libras, 36 libras em 1384, 330
em 1399, 5.000 em 1422. O marco de ouro sobe de forma correspondente. Em
Portugal, confirmação dos privilégios da feira de Montemor-o-Velho. Fevereiro.
O Infante D. Pedro no Sacro Império, passa por Colónia, Nuremberg e
Regensbruck. Março. O infante D. Pedro em Viena. Permanece ao serviço do
Imperador Segismundo durante dois anos, combatendo contra os Turcos,
estacionando na Hungria e na Valáquia.
1427 - Reinado de Maomé VIII, de Granada.
Cortes em Portugal, uma concordata de 94 capítulos suscitada pelo clero consagra,
a contragosto dos prelados e em proveito da monarquia, normas e limites às
ambições clericais. Expedição portuguesa Diogo de Silves aos Açores.
1427-1431 - Reinado de Maomé VII
(reentrado), de Granada.
1427-1432 - Conquista portuguesa dos
Açores.
1428 - O herdeiro do Trono de Portugal, o
Infante D. Duarte casa-se com a Infanta D. Leonor de Aragão. Março. O infante
D. Pedro inicia viagem de volta a Portugal, passando por Veneza, Ferrara,
Florença e Roma. Junho. O Infante D. Pedro parte de Pisa, por mar, rumo à
Península Ibérica. Demorou-se no Reino de Aragão até o final de Agosto.
Setembro. O Infante D. Pedro atravessa Castela e entra em Portugal.
1428-1429 - Aliança entre Portugal e
Aragão, duplo casamento dos Infantes D. Duarte e D. Pedro com Princesas
Aragonesas.
1429 - Peste em Portugal. O Infante de
Portugal D. Pedro casa-se com a filha do Conde de Urgel.
1430 - Aliança entre Portugal e Borgonha,
casamento da filha de D. João I de Portugal, D. Isabel, com o poderoso Duque de
Borgonha, Filipe, o Bom.
1431- Reinado de Ebn Alhamar, de Granada.
1431-1432 - Expedição portuguesa Gonçalo
Velho aos Açores.
1431-1447 - Papado de Eugénio IV,
Veneziano.
1432 - (15.01) Nascimento de Afonso,
futuro Afonso V de Portugal, o Africano, filho do Infante D. Duarte
de Portugal e D. Leonor de Aragão. (11.08) Pacto de Torres Novas assinado entre
Portugal e Aragão, resolução da querela entre o condestável castelhano D.
Álvaro de Luna e os “infantes de Aragão”, D. Henrique e D. Pedro.
Portugal foi o medianeiro.
1432-1433 - Peste em Portugal.
1432-1445 - Reinado de Maomé VII
(reentrando), de Granada.
1433 - (13.08) Morte de D. João I de
Portugal, de Boa Memória, em Lisboa, aos 76 anos de idade e 48 de
reinado “...prestigiado, amado e chorado pelos seus súbditos”.
Novembro-Dezembro. Cortes de Leiria, depois transferidas para Santarém, as
primeiras do Reinado de D. Duarte I, nelas os deputados afirmam serem as pestes
um traço habitual do perfil do reino. Expedição portuguesa na costa africana.
Negociações entre Portugal e Castela, consequência do Pacto de Torres Novas, de
1432. A política portuguesa da guerra na África, interrompida pelos custos da
manutenção de Ceuta e o agravamento da inflação em Portugal é retomada.
1433-1437 – Sigismundo. Imperador Romano
do Ocidente. Rei da Hungria desde 1387 e da Germânia desde 1410. Só foi Coroado
Imperador em 1433 pelo Papa Eugénio IV.
1433-1438 - (14.08) Reinado de D. Duarte de Portugal, o Eloquente, assume o trono aos 42 anos de idade, escreve um Tratado de Desporto. “Ensinança de bem cavalgar toda a sela”.
1434 - (02.03) Em Portugal, novos
regimentos dos juízes dos Órfãos. (22.03) Em Portugal, novos regimentos dos
juízes dos Contos. (08.04) Em Portugal, a Lei Mental reforma
na administração pública, lei sobre a justiça, o senhorialíssimo e as terras da
coroa, com a exceção da Casa de Barcelos, pertencente pela doação de 1401 ao
filho bastardo de D. João I de Portugal, D. Afonso. (10.04) Em Portugal, novos
regimentos dos Capitães de Ceuta. (02.05) Em Portugal, proibição de cartas
senhoriais de privilégios. Uma nova frota militar terá sido organizada em
Portugal com um objetivo, as Canárias. Expedição Portuguesa na costa africana.
Negociações entre Portugal e Castela, consequência do Pacto de Torres Novas, de
1432.
1435 - (02.09) Em Portugal, novos
regimentos dos juízes de Monteiro-Mor. É fundado o seguro marítimo na Espanha.
Início do saneamento da moeda portuguesa, D. Duarte I de Portugal faz cunhar as
primeiras moedas de ouro e de boa prata que se viam desde os tempos de D.
Fernando, o escudo e o real. Concílio de Basileia, os castelhanos o Bispo de
Burgos, Alonso de Cartagena argumenta ao Papa sobre os portugueses e a questão
das Canárias. Expedição portuguesa na costa africana.
1436 - (06.01) Em Portugal, novos
regimentos dos Besteiros do Conto. (20.01) Em Portugal, Leis sobre portagem.
Março. Cortes de Évora, a segunda do Reinado de D. Duarte I de Portugal.
Objetivo, obter fundos para a projetada expedição a Marrocos. (19.08) Em
Portugal, Leis sobre judeus. (08.09) Bula Papal “Rex Regum” o
papa Eugénio IV concede a D. Duarte I de Portugal os direitos e os privilégios
de cruzada contra o Islão. (15.09) Bula Papal “Romanus Pontifex” Eugénio
IV concede as Canárias a Portugal. (06.11) Bulas “Romani Pontifics” e
“Dudum cum ad nos” o Papa Eugénio IV, por pressão da coroa castelhana,
volta atrás na Bula de 15.09 e a revoga. (05.12) Em Portugal, Leis sobre
judeus. Expedição portuguesa na costa africana.
1436-1441 - Fome em Portugal.
1437 - (08.02) Em Portugal, novos regimentos
das Valas. (13.04) Em Portugal, restrições a certas exportações. (03.08) Em
Portugal, restrições a certas exportações. (27.08) D. Duarte I de Portugal
prepara uma frota com 6.000 a 7.000 homens que se reuniu em Ceuta, tendo como
chefe da expedição o Infante D. Henrique. (13.09) Ataque português a Tânger, os
Marroquinos conseguem repelir todos os assaltos, passando em seguida à
ofensiva. (12.10) O Infante D. Henrique decide pela rendição em Tânger,
comprometendo-se a restituir Ceuta. Como penhor da entrega, o Infante D.
Fernando, o infante Santo, Mestre de Avis, ficou em poder dos
Muçulmanos. (17.10) A expedição militar portuguesa derrotada em Tânger regressa
a Portugal, via Ceuta. Expedição portuguesa na costa africana.
1437-1441 - Peste em Portugal.
1437-1439 - Em Portugal, epidemia de
peste.
1438 - Janeiro-Fevereiro. Cortes de Leiria
terceira e última do Reinado de D. Duarte I de Portugal. Objetivo, tratar da
liberdade do Infante D. Fernando e da possível cedência de Ceuta aos Mouros.
Março. O Infante D. Henrique permanece até esse mês em Ceuta, instalando-se a
seguir no Algarve. (09.09) Epidemia de peste em Portugal, morte do Rei D.
Duarte I de Portugal, o Eloquente, de peste, reinou apenas cinco
anos. Seu filho, D. Afonso tem apenas 6 anos, o país é governado pela viúva, D.
Leonor de Aragão (regência). Novembro. Cortes, de Torres Novas Regimento do
Reino de 1438, proposta do Infante D. Henrique, é uma constituição destinada a
vigorar até que D. Afonso atinja a maioridade política, em 1446. Estabelece que
o poder seja partilhado pela Rainha, pelo Infante D. Pedro, Duque de Coimbra,
pelo Conde de Arraiolos e por umas "cortes restritas" de
celebração anual. Assim, D. Leonor foi regente sozinha por apenas 3 meses. Em
Portugal, carta régia de proteção aos Bretões.
1438-1439 - Alberto II, Rei Alemão.
1438-1439 - Regência de D. Leonor de
Aragão, viúva de D. Duarte I de Portugal.
1438-1441 - Em Portugal, maus anos
agrícolas e o espectro da fome.
1439-1449 - Antipapa Félix V, de Savóia.
1439 - Os Açores começam a ser povoados.
Julho. Começam as divergências abertas entre D. Leonor de Castela e D. Pedro,
Duque de Coimbra, por motivo da nomeação de um servidor do Arcebispo de Braga
para escrivão da Câmara do Porto. Setembro. Agitações em Lisboa, semelhantes às
de 1383-1385. Dezembro a Janeiro 1440. Cortes de Lisboa o regimento de Torres
Novas é anulado e o Infante D. Pedro, Duque de Coimbra, é declarado por pressão
do povo "Regedor e Defensor do Reino", tal como o pai.
Mais tarde, é também designado tutor e curador do Rei. A Rainha tenta resistir,
auxiliada por forças internas e pela promessa de ajuda de seu irmão de Aragão.
Foge para Castela, é despojada de seus bens e morre em Toledo em 1445. O
regente D. Pedro faz uma declaração pró-nobiliárquica nas Cortes de Lisboa,
além de recusar o oferecimento de uma estátua sua nos estaus da capital.
1439-1448 - Regência do Infante D. Pedro,
Duque de Coimbra.
1440 - Aliança entre o Infante D. Pedro e
os adversários dos Infantes de Aragão. Um contingente de 200 homens sob o
comando de D. Duarte de Meneses entra em Castela para ajudar o Mestre de
Santiago, Gutierre de Sottomayor, partidário de A. Álvaro de Luna e destrói
Zalamea de la Serena em Badajoz, reforçando as guarnições dos Castelos de
Magacela e Benquerença de la Serena Badajoz. (09.05) Os irmãos do regente D.
Pedro são nomeados fronteiros para as zonas ameaçadas de invasão: D. Henrique
para a Beira, D. João para o Alentejo e D. Afonso para o Entre-Douro-e-Minho e
Trás-os-Montes. Setembro. O Marechal Vasco Fernandes Coutinho, inimigo do
regente D. Pedro desde o início é promovido a 1o. Conde de Marialva. Outubro.
D. Leonor de Castela, a rainha viúva de Portugal, procura refúgio em Sintra,
depois em Almeirim, e por fim em Ponte de Sor e no Crato, terras da Ordem do
Hospital, cujo Prior, D. Frei Nuno Gonçalves de Góis a apoiava. Dezembro. D.
Leonor de Castela, sentindo-se sem apoio interno, abandona o país, acolhe-se em
Albuquerque e solicita o auxílio dos irmãos. O infante D. Pedro é proclamado
regente.
1440-1493 - Frederico III, Rei Alemão.
1441 - (09.03) Em Portugal, Lei sobre a
moeda. (25.05) Esponsais entre a filha do regente D. Pedro, D. Isabel e o Rei,
D. Afonso V de Portugal. O matrimónio só se consumará em 06.05.1447, dada a
tenra idade dos esposados. Novembro. O regente e infante D. Pedro procuram seu
meio-irmão, o Conde de Barcelos, em Lamego para um acordo, e evita uma guerra
civil em Portugal, sobre a questão do exílio da rainha, D. Leonor de Castela. O
Conde havia firmado um pacto com o Infante de Aragão, D. Henrique e com o Rei
de Navarra, também irmão da Rainha.
1442 - (27.04) Em Portugal, Regimento do
Monteiro-Mor. (30.09) Em Portugal, Lei sobre processo cível. (18.10) Súbito
falecimento do Infante D. Diogo filho do recentemente falecido, Infante D. João
ambos detinha o cargo de condestável. D. Afonso é feito 1o. Duque de Bragança,
sendo-lhe aumentado consideravelmente o património senhorial.
1443 – Janeiro. Nomeação do filho
primogénito do regente D. Pedro, D. Pedro, de 12 anos, para condestável.
(31.01) Em Portugal, Lei sobre alcaides e prisões. (03.03) Em Portugal,
Regimento do Chanceler-Mor. (05.06) Falecimento, no cativeiro, do infante D.
Fernando, mestre da Ordem de Avis que havia sido derrotado em Tânger, em 1437,
ficando preso desde então. Em Portugal, carta régia de proteção aos ingleses.
1444 - (29.03) Nomeação do filho
primogénito do regente D. Pedro, D. Pedro, para o Mestrado de Avis. (23.05) O
infante D. Fernando, jovem irmão do rei, é nomeado pelo regente D. Pedro Mestre
da Ordem de Santiago, que do infante D. João passara a seu filho D. Diogo. Em
Portugal, carta régia de proteção aos bretões e ingleses.
1445 - (18.02) Morte de D. Leonor de
Aragão, viúva de D. Duarte de Portugal, em Toledo. Fim do problema da regência
de D. Pedro. (23.03) Em Portugal, repressão aos abusos dos donatários. (19.05)
Vitória de Olmedo, D. Álvaro de Luna assegura ao regente de Portugal a paz
definitiva para a questão de sua regência. (18.08) O Conde de Arraiolos, D.
Fernando, filho do Duque de Bragança, é feito Governador de Ceuta. Casamento de
Joana, irmã de Afonso (V) de Portugal, com Henrique IV de Castela. Em Portugal,
carta régia de proteção aos bretões, castelhanos, biscainhos e galegos.
1445-1446 - Fome em Portugal.
1445-1454 - Reinado de Ebn Osman, de
Granada.
1446 – Janeiro. Corte de Lisboa,
maioridade legal de Afonso V de Portugal, D. Pedro é mantido no governo.
Oposição do Duque de Bragança a D. Pedro. (09.10) D. Sancho de Noronha inimigo
figadal do regente D. Pedro, irmão do Arcebispo de Lisboa, recebe o título de
1o. Conde de Odemira. (28.07) Em Portugal, o regente do reino e Duque de
Coimbra, D. Pedro, promulga as Ordenações Afonsinas, primeiro código jurídico
geral dos portugueses, cuja compilação tinha sido empreendida pelo Rei D. Duarte.
Em Portugal, carta régia de proteção aos castelhanos, biscainhos e galegos. Em
Portugal, mau ano agrícola. Participação dos mesteirais na Câmara de Tavira.
1447 - Reunião prelatícia em Portugal.
Casamento de D. Isabel, filha do infante D. João e sobrinha do Rei D. Duarte,
Mestre de Santiago, com o Rei João II de Castela, segundas núpcias.
1447-1455 - Papado de Nicolau V, de
Sarzana.
1448 - (04.03) Em Portugal, a Legislação
sobre coutos. Em Portugal, carta de proteção aos ingleses. (11.07) D. Pedro
(ex-regente), dispensado pelo sobrinho, o Rei D. Afonso V de Portugal, abandona
o poder e retira-se para o seu Ducado. Setembro. Face às reclamações dos
antigos partidários da Rainha D. Leonor de Castela, D. Afonso V de Portugal
ordena as confirmações das terras, bens e ofícios recebidos desde o falecimento
de D. Duarte I de Portugal.
1448-1453 - Epidemia de peste em Portugal.
1448-1481 - Reinado de Afonso V, o
Africano, de Portugal.
1449 – Abril. D. Pedro impede a passagem
pelo seu feudo das forças armadas do Duque de Bragança, seu inimigo, chamado a
Lisboa pelo Rei. Afonso V de Portugal rompe abertamente com D. Pedro, acusando
de desobediência, e ordena a prisão de seus partidários. (05.05) O Duque de
Coimbra parte em direção à Corte e à morte. (19.05) «Batalha de Alfarrobeira»
entre o Rei Afonso V de Portugal e seu tio e ex-regente, D. Pedro, perto de
Lisboa, morte do infante D. Pedro, ex-regente do Reino.
1450-1455 - Negociação e casamento de D.
Beatriz, filha do Infante D. Pedro, com Adolfo Von Kleve.
1451 - Portugal relembra D. João I de Avis
como o "pai dos portugueses". Cortes em Portugal, as
primeiras da pós-regência. Em Portugal, o Conde de Ourém passa a 1o. Marquês de
Valença. Casamento da Infanta D. Leonor, irmã do Rei Afonso V de Portugal, com
o imperador alemão Frederico III.
1452 - Nascimento de Fernando II de
Aragão.
1452-1493 - Frederico III. O de
lábios grossos. Imperador Romano do Ocidente. Eleito Rei da Germânia em
1440, mas Coroado como Imperador apenas em 1452.
1453 - O Infante D. Fernando, irmão do
rei, recebeu o título de 1o. Duque de Beja.
1454 - Morte de João II, Rei de Castela,
filho de Henrique III de Castela.
1454-1456 - Reinado de Ebn Ismail, de
Granada.
1454-1474 - Reinado de Henrique IV de
Castela, filho de João II de Castela.
1455 - Cortes em Portugal. O Papa Calisto
III manda tanger à cruzada contra os Turcos todos os sinos Cristãos. Em
Portugal, o Conde de Arraiolos passa a Marquês de Vila Viçosa. Casamento de D.
Joana, irmã de Afonso V de Portugal, com o Rei Henrique IV de Castela.
1455-1456 - Afonso V de Portugal faz
equipar navios e recruta homens de armas com o objetivo de intervir no
Mediterrâneo para uma cruzada contra os turcos. Com essa finalidade, uma frota
luso-italiana parte para o Levante.
1455-1458 - Papado de Calisto III,
Valenciano.
1456 - Afonso V de Portugal revoga,
brevemente o "beneplácito régio" instituído por D.
Pedro I de Portugal quando este era ainda infante. Cortes em Portugal.
Casamento de D. João, filho do Infante D. Pedro, com Carlota de Lusignan,
Rainha de Chipre. D. Jaime, filho do ex-regente D. Pedro, ascende a Cardeal na
Itália, além de Arcebispo de Lisboa, embora nunca tenha regressado a Portugal.
1456-1458 - Peste em Portugal.
1456-1482 – Reinado de Moulay Hassen, de
Granada.
1457 - Afonso V de Portugal decide
combater em Marrocos. Surge em Portugal os Cruzados de Ouro quase puro,
entrando em circulação uma boa moeda de prata real grosso e meio real grosso.
1458 - (30.09) Uma frota de 220 velas parte
do Sado e de outros pontos da costa portuguesa levando o Rei, o idoso infante
D. Henrique e a fina flor da nobreza portuguesa. (16.10) Os portugueses chegam
a Marrocos e atacam Alcácer Ceguer. (18.10) Conquista portuguesa de Alcácer
Ceguer. (24.10) Alcácer Ceguer é integrado às conquistas portuguesas. Novembro.
Os marroquinos tentam reconquistar Alcácer Ceguer. Morte de Afonso V, o
Magnânimo, Rei de Aragão.
1458-1464 - Papado de Pio II, Sienês.
1458-1479 - Reinado de João II, de Aragão.
1459 - Assembleias parlamentares em
Portugal. Março a Julho. Os portugueses fortificam Alcácer Ceguer. Julho.
Durante 53 dias os Marroquinos cercam Alcácer Ceguer pela segunda vez.
Participação dos mesteirais na Câmara de Évora.
1459-1461 - Fome em Portugal.
1460 - Morte do Infante D. Henrique. D.
Álvaro de Castro recebe o título de 1o. Conde de Monsanto. Verão. É preparada
outra expedição portuguesa a Marrocos, que falha.
1461-1483 - Luís IX, Rei da França.
Eduardo IV, Rei da Inglaterra.
1463 - D. Fernando, filho do segundo Duque
de Bragança recebe o título de Conde de Guimarães. Novembro. Mais uma expedição
portuguesa é preparada a Marrocos, e também falha D. Afonso V com um
contingente de 10.000 homens tenta apoderar-se de Tânger, e demora-se em Ceuta
até março de 1464.
1463-1464 - Portugal tenta conquistar
Tânger, mas desiste.
1464 - D. Henrique de Meneses recebe o
título de 1o. Conde de Valença. Março. Afonso V de Portugal esteve em risco de
ser capturado ou morto pelos Marroquinos, e é salvo por D. Duarte de Meneses,
que morre no recontro. Uma expedição portuguesa a (3a.) é preparada a Marrocos
que também falha. D. Pedro, Condestável do Reino de Portugal e Mestre da Ordem
de Avis aceita um convite para se candidatar ao Reino de Aragão e parte, mesmo
contra a vontade do Rei Afonso V. Peste em Portugal.
1464-1466 - Intervenção portuguesa na
Catalunha e breve realeza do Condestável D. Pedro, Mestre de Avis e filho do
ex-regente D. Pedro, vencido em Alfarrobeira (1449). A Ordem de Avis e seus
freires apoiam a causa do Condestável D. Pedro.
1464-1471 - Papado de Paulo II, Veneziano.
1465 - Assembleias parlamentares em
Portugal.
1466 - Pero Vaz de Melo recebe o título de
1o. Conde de Atalaia. Morte de D. Pedro, Mestre de Avis e pretendente ao Trono
de Aragão.
1467-1468 - Fome em Portugal.
1468 - Assembleias parlamentares em
Portugal.
1469 - O infante D. Fernando conquista
Anafé, atual Casablanca, mas logo abandona, por situar-se desconfortavelmente
ao sul. D. Afonso, filho do segundo Duque de Bragança recebe o título de 1o.
Conde de Faro.
1470 - D. Fernando, filho do segundo Duque
de Bragança recebe o título de Duque de Guimarães.
1471 - Discurso dos povos portugueses,
afirmando que Santa Joana não podia escolher a vida monástica. (15.08) Afonso V
parte de Lisboa com uma frota de ataque, mais de 477 embarcações e quase 30.000
homens. (20.08) A expedição âncora em Arzila. (24.08) Portugal conquista Arzila
e ocupa a praça Tangerina, os mouros a abandonaram. (28.08) Afonso V, conquista
Tânger. Com essas conquistas africanas intitula-se "Rei de
Portugal e dos Algarves d'aquém e d'além-mar em África" era dono
de Ceuta, Alcácer Ceguer, Arzila e Tânger. D. Afonso de Vasconcelos recebe o
título de 1o. Conde de Penela. D. Henrique de Meneses recebe o título de 1o.
Conde de Loulé. D. João Galvão, Bispo de Coimbra, recebe o título de 1o. Conde
de Santa Comba.
1471-1484 - Papado de Sisto IV, de Savona.
1472 - D. João Galvão, Bispo de Coimbra e
1o. Conde de Santa Comba, recebe o título de 1o. Conde de Arganil. Peste em
Portugal.
1472-1473 - Cortes de Coimbra-Évora. Fome
em Portugal.
1473-1478 - D. João, filho do segundo
Duque de Bragança, 1o. Marquês de Montemor-o-Novo.
1473 - D. Leonor, ainda Infanta, recebe
Sintra de D. João II de Portugal, como arrã.
1474 - Dezembro. Morte de Henrique IV, Rei
de Castela, filho de João II de Castela.
1474-1504 - Reinado de Isabel e Fernando
V, Reis da Hispânia.
1475 - Afonso V de Portugal entrega ao
Príncipe D. João o pelouro das navegações e comércio atlânticos. Com a morte de
Henrique IV de Castela, Afonso V de Portugal volta-se para a Península Ibérica
e acaricia a ideia de tornar-se Imperador das Espanhas, invade Castela «Batalha
do Toro» e sofre uma derrota. D. João Fernandes da Silveira recebe o título de
1o. Barão de Alvito. Lopo de Albuquerque recebe o título de 1o. Conde de
Penamacor. Participação dos mesteirais na Câmara do Porto, com direito a voto.
1475-1478 - Fome em Portugal.
1476 - Leonel de Lima recebe o título de 1o.
Visconde de Vila Nova de Cerveira. Lopo de Almeida recebe o título de 1o. Conde
de Abrantes. D. Pedro Álvares de Soto Maior recebe o título de 1o. Conde de
Caminha. Rui de Melo recebe o título de 1o. Conde de Olivença.
1477-1494 - Peste em Portugal.
1479 - Reinado da Rainha Leonor, de
Navarra. Morre no mesmo ano. Morte de João II, Rei de Aragão
1479-1481 - Reinado de Francisco Febo, de
Navarra.
1479-1516 - Reinado de Fernando II de
Aragão.
1481 - Morte de Francisco Febo, Rei de
Navarra. Na Vila de Sintra, Morte de Afonso V, o Africano, de
Portugal, aos 49 anos de idade.
1481-1482 - Cortes de Évora-Viana, as
primeiras de D. João II de Portugal.
1481-1495 - Reinado de D. João II de
Portugal.
1481-1512 - Reinado de Catarina e D. João
de Aragão, e Navarra.
1482-1492 - Reinado de Abou Abdilehi, de
Granada.
1483 - Eduardo V, Rei da Inglaterra.
1483-1485 - Ricardo III, Rei da
Inglaterra.
1483-1498 - Carlos VIII, Rei da França.
1484-1488 - Fome em Portugal.
1484-1492 - Papado de Inocêncio VIII, Genovês.
1485-1509 - Henrique VII, Rei da
Inglaterra.
1490-1491 - Fome em Portugal.
1492 - Através de Bragança entram muitos
judeus fugitivos de Castela.
1492-1503 - Papado de Alexandre VI,
Valenciano.
1493-1519 - Maximiliano I, Rei alemão.
1494-1496 - Fome em Portugal.
1495-1521 - Manuel I, Rei de Portugal.
1498 - Criação da confraria de Nossa
Senhora da Misericórdia de Lisboa, por iniciativa de D. Leonor, regente durante
a ausência de seu irmão, D. Manuel I, que se encontrava em Castela.
1497 - Em Portugal, conversão forçada dos
judeus. Em Bragança, predominam os cristãos-novos.
1498-1515 - Luís XII, Rei da França.
1503 - Papado de Pio III, Sienês.
1503-1513 - Papado de Júlio II, de Savona.
1504-1506 - Reinado de Filipe I e da
Rainha Joana, da Espanha.
1506-1516 - Regência de Fernando V da
Espanha.
1508-1519 - Maximiliano I. Imperador
Romano do Ocidente. Em 1508 após Reinar sobre o Sacro-Império durante 15 anos
sem ser coroado, em conjunto com o Papa Júlio II, acaba com a necessidade da
tradição do Imperador ser Coroado pelo papa, bastando assim, sua eleição.
1512 - Junção dos Reinos de Castela e
Aragão. O Rei de Portugal, D. Manuel, confirma o foral de Amieira do Crato à
Ordem do Hospital.
1513-1521 - Papado de Leão X, Florentino.
1515-1547 - Francisco I, Rei da França.
1516 - Morte de Fernando II, Rei de
Aragão.
1516-1517 - Regência do Cardeal Cisneros,
da Espanha.
1516-1556 - Carlos I, Rei da Espanha.
1519-1556 - Carlos V, Rei Alemão.
1519-1558 - Carlos V. Imperador Romano do
Ocidente. Neto de Maximiliano I. Também Carlos I, Rei da Espanha, que foram
passadas em 1556 a Filipe II de Espanha.
1522-1523 - Papado de Adriano VI, de
Utrecht.
1523-1534 - Papado de Clemente VII,
Florentino.
1534-1549 - Papado de Paulo III, Romano.
1547-1553 - Eduardo VI, Rei da Inglaterra.
1547-1559 - Henrique II, Rei da França.
1550-1555 - Papado de Júlio III, Romano.
1553-1558 - Maria I, Rainha da Inglaterra.
1555-1559 - Papado de Paulo IV,
Napolitano.
1556-1564 - Fernando I, Rei Alemão.
1556-1598 - Filipe II, Rei da Espanha.
1557-1578 - Sebastião I, Rei de Portugal.
1558-1564 - Fernando I. Imperador Romano
do Ocidente. Irmão de Carlos V.
1558-1603 - Elizabeth I, Rainha da
Inglaterra.
1559-1560 - Francisco II, Rei da França.
1559-1565 - Papado de Pio IV, Milanês.
1560-1574 - Carlos IX, Rei da França.
1564-1576 - Maximiliano II, Rei Alemão.
1566-1572 - Papado de São Pio V,
Alexandrino.
1572-1585 - Papado de Gregório XIII,
Bolonhês.
1574-1589 - Henrique III, Rei da França.
1576-1612 - Rodolfo II, Rei Alemão.
1578-1580 - Henrique Cardeal, Rei de
Portugal.
1580-1598 - Filipe da Espanha, Rei de
Portugal.
1585-1590 - Papado de Sisto V, de Grottamare.
1589-1610 - Henrique IV, Rei da França.
1590 - Papado de Urbano VII, Romano.
1590-1591 - Papado de Gregório XIV,
Cremonense.
1591 - Papado de Inocêncio IX, Bolonhês.
1592-1605 - Papado de Clemente VIII,
Florentino.
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