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quinta-feira, maio 28, 2015

O Fim da Dinastia de Avis e as Lutas de Sucessão do Reino de Portugal - XVI

A Batalha dos Três Reis
(4 de Agosto de 1578)


A Batalha de Alcácer-Quibir (grafias: Alcácer Quivir, Al Quasr al-kibr, Alcazarquivir ou Alcassar, significando ‘grande fortaleza’, em árabe) (árabe: معركة القصر الكبير), conhecida em Marrocos como Batalha dos Três Reis (árabe: معركة الملوك الثلاث), foi uma batalha travada no norte de Marrocos perto da cidade de Ksar-El-Kebir, entre Tânger e Fez, em 4 de Agosto de 1578. Os combatentes foram os portugueses liderados pelo rei Dom Sebastião aliados ao exército do sultão Mulay Mohammed (Abu Abdallah Mohammed Saadi II, da dinastia Saadiana) contra um grande exército marroquino liderado pelo Sultão de Marrocos Mulei Moluco (Abd Al-Malik, seu tio) com apoio otomano.


No seu. fervor religioso, o rei Dom Sebastião planeara uma cruzada após Mulay Mohammed ter solicitado a sua ajuda para recuperar o trono, que seu tio Abu Marwan Abd al-Malik I Saadi havia tomado. A batalha resultou na derrota portuguesa, com o desaparecimento em combate do rei Dom Sebastião e da nata da nobreza portuguesa. Além do rei português, morreram na batalha os dois sultões rivais, originando o nome ‘Batalha dos Três Reis’, com que ficou conhecida entre os Marroquinos. A derrota na batalha de Alcácer-Quibir levou à crise dinástica de 1580 e ao nascimento do mito do Sebastianismo. O reino foi gravemente empobrecido pelos resgates que foi preciso pagar para reaver os cativos. A batalha ditou fim da Dinastia de Avis e do período de expansão iniciado com a vitória na Batalha de Aljubarrota. A crise dinástica resultou na perda da independência de Portugal por 60 anos, com a união ibérica sob a dinastia Filipina. O rei Dom Sebastião, cognominado "o desejado", era filho do Infante Dom João (filho de João III de Portugal) e Joana de Áustria, filha do Imperador Carlos V e de sua tia Isabel de Portugal. Seu pai morrera antes que ele houvesse nascido, e Dom Sebastião herdou o trono aos três anos, após a morte do seu avô em 1557. Foi educado quase exclusivamente por jesuítas, pelo seu guardião e tutor Dom Aleixo de Meneses e por sua avó, Dona Catarina de Áustria, esposa de Dom João III e irmã do Imperador Carlos V. Assumiu o governo em 1568, aos 14 anos. Certas teorias afirmam que no âmbito dessas influências o seu idealismo juvenil se transformou em fanatismo religioso, embora ele nunca tenha aderido à Santa Liga. As Cortes haviam solicitado várias vezes a Dom Sebastião para fazer cessar o avanço da presença militar otomana, que seria uma ameaça para a segurança das costas portuguesas e do comércio com a Guiné, Brasil e Ilhas Atlânticas. Mas só quando Mulay Mohammed se deslocou a Portugal pedindo o seu auxílio para recuperar o trono, tomado pelo seu tio em 1576, é que Dom Sebastião se decidiu a montar um esforço militar.


Dom Sebastião ter-se-á sentido motivado a reviver as glórias do passado intervindo no Norte de África, influenciado por acontecimentos como a defesa do Mazagão durante o cerco mouro em 1562. Assim, em 1568, o reino começou a preparar a intervenção em Marrocos. Esta política foi vista como um imperativo nacional, pois pretendia beneficiar do comércio de ouro, gado, trigo, açúcar o que além de oferecer oportunidades à burguesia mercantil, era também um campo de actividade para a nobreza, sendo apoiada por ambas. Até então a acção militar portuguesa em África tinha-se limitado a pequenas expedições e invasões; Portugal havia construído o seu vasto império marítimo do Brasil até às Índias Orientais por uma combinação de comércio, exploração marítima e domínio tecnológico, com conversão cristã das populações sendo um objectivo, mas não o único. Dom Sebastião propôs alterar totalmente essa estratégia.


Em 1574, Dom Sebastião, liderara uma bem-sucedida, incursão em Tânger, o que incentivou um plano mais vasto. Deu assim o seu apoio a Abu Abdallah Mohammed Saadi II, que estava envolvido numa guerra civil para recuperar o trono de Marrocos a seu tio, o Emir Abd Al-Malik (aliado dos cada vez mais poderosos otomanos). Apesar das admoestações de sua mãe e do seu tio Filipe II de Espanha (que se tornara muito cauteloso após a Batalha de Djerba), Dom Sebastião estava determinado a travar uma campanha militar. Dom Sebastião decidiu apoiar Mulay Mohammed, que como compensação ofereceu Arzila, e procurou apoio de outros reis. Filipe II retirou-se.


Dom Sebastião empregara uma parte significativa da riqueza do Império Português para equipar uma grande frota e reunir um grande exército. Este incluía 2.000 voluntários de Castela (liderados por Alonso de Aguilar), 3.000 mercenários vindos da Alemanha e da Flandres (comandados por Martim da Borgonha) bem como 600 italianos inicialmente recrutados para ajudar uma invasão da Irlanda sob a liderança do Inglês Thomas Stukley, bem como o auxílio em armas e munições. Fez-se o recrutamento do exército português, mas verificou-se alguma corrupção, o que fez com que o exército expedicionário, de cerca de 15.000 a 23.000 homens, fosse em parte pouco disciplinado, mal preparado, inexperiente e com pouca coesão. A ‘elite’ do exército era composta pelos ‘aventureiros’, nobres portugueses veteranos nas guerras de África e do Oriente, e pelos ‘mercenários estrangeiros’, veteranos das guerras do norte da Europa. A força expedicionária terá reunido também 500 navios.


Dom Sebastião, partiu de Lisboa, a 25 de, Junho de 1578, passou por Tânger, onde estava o Mulei Maamede, seguiu para Arzila e daqui para Larache, por terra, havendo quem preferisse que se fosse por mar, para permitir maior descanso às tropas e o necessário reabastecimento em víveres e água. Seguiram depois a caminho de Alcácer Quibir, onde encontraram o exército de Mulei Moluco, muito superior em número.


A 4 de Agosto de 1578, perto de al-Ksar al-Kebir, onde há hoje uma aldeia. denominada Suaken, com o exército esgotado pela fome, pelo cansaço e pelo calor, deu-se a batalha. O exército marroquino avançou em uma ampla frente planejando cercar as fileiras de Dom Sebastião. Era composto por 10.000 cavaleiros nos seus flancos tendo em seu centro mouros vindos de Espanha, os quais guardavam especial ressentimento dos cristãos. Apesar de sua doença o Sultão Abd Al-Malik deixou sua liteira e liderou suas forças a cavalo.


O exército português, nesta batalha, tinha uma primeira linha, (vanguarda) composta pelos ‘aventureiros’ portugueses, comandados por Cristóvão de Távora, e pelos voluntários e mercenários estrangeiros, por uma ala esquerda de cavalaria pesada comandada pelo Rei Dom Sebastião e por uma ala direita de cavalaria comandada pelo Duque de Aveiro. A segunda linha de infantaria (batalha) era comandada por Vasco da Silveira e a terceira linha de infantaria (retaguarda) por Francisco de Távora. A artilharia estava posicionada sobretudo na primeira linha.


A batalha começou com ambos os exércitos trocando fogo de mosquetes e artilharia. Thomas Stukley, comandando os voluntários italianos foi morto por uma bala de canhão no começo da batalha. A superior, em número, cavalaria moura avançou cercando o exército português, enquanto as forças principais se engajavam completamente em combate corporal. No centro da vanguarda do exército português, os experientes ‘aventureiros’ comandados por Cristóvão de Távora avançaram com grande ímpeto provocando o recuo e a debandada da vanguarda moura. Para deter essa debandada das suas forças, o debilitado Mulei Moluco, monta o seu cavalo pela última vez e morre com o esforço momentos depois. A sua morte é ocultada até ao final da batalha. Próximo do acampamento do líder mouro, o ataque português perde impulso após o comandante se ter apercebido que tinham ficado demasiado afastados do restante exército, assim, correndo risco de isolamento começam a recuar. Vendo seus flancos comprometidos pelo ataque da cavalaria moura, ameaçado ele próprio pela mesma e em retirada o centro português perdeu as esperanças e foi subjugado lentamente. Dom Sebastião perante a derrota inevitável, recusa os conselhos de outros nobres para que se renda, tendo dito: "Senhores, a liberdade real só há de se perder com a vida". Os nobres que o acompanhavam a cavalo conformam-se em prosseguir o combate até ao fim, tendo Dom Sebastião dito a estes: "Morrer sim, mas devagar!" A batalha terminou após 4 horas de combate intenso com a completa derrota dos exércitos de Dom Sebastião e Abu Abdallah Mohammed II Saadi com quase 9.000 mortos e 16.000 prisioneiros nos quais se incluem grande parte da nobreza portuguesa. Talvez 100 sobreviventes tenham escapado com custo.


Abu Abdallah, Mohammed II Saadi, aliado dos portugueses, tentou fugir ao massacre, em que a batalha se convertera mas morreu afogado no rio. O Sultão Abd Al-Malik (Mulei Moluco) também morreu durante a batalha, mas de causas naturais, uma vez que o esforço da batalha foi demais para seu estado debilitado. Dom Sebastião por sua vez desapareceu liderando uma carga de cavalaria contra o inimigo e seu corpo jamais foi encontrado. Nestas condições, o exército português, pesem alguns actos de grande bravura, foi completamente dizimado. Apesar de na época duvidarem da morte do rei português, é muito provável que ele nesta batalha tenha perecido. Entre os prisioneiros na batalha de Alcácer-Quibir, estava Dom António de Portugal, Prior do Crato que, conta-se, conseguiu a libertação com recurso à astúcia, quando lhe perguntaram o significado da cruz de São João que usava, respondeu que era o sinal de uma pequena mercê que tinha obtido do papa, e que a perderia se não voltasse até 1 de Janeiro. O seu captor, pensando que se tratava de um homem pobre, permitiu a sua libertação em troca de um pequeno resgate.

Lista dos Militares Portugueses
(Falecidos na Batalha de Alcácer Quibir)

Este anexo é composto por uma lista de militares portugueses falecidos na Batalha de Alcácer-Quibir (4 de Agosto de 1578), que no total foram mais de 9.000 homens.


1.     El Rei Dom Sebastião de Portugal
[Rei de Portugal (ainda sem descendência)  ’O Desejado’].

2.     Dom Afonso de Noronha
[1º Conde de Odemira].

3.     Dom Afonso de Portugal
[2.º Conde de Vimioso].

4.     Afonso Serrão
[Cunhado de Rui de Sousa].

5.     Agostinho Pereira

6.     Aires de Miranda

7.     Dom Aires da Silva
[Bispo do Porto].

8.     Alexandre de Melo
[Filho de Garcia de Melo].

9.     Alexandre Moreira

10.   Dom Álvaro de Castro
[‘O Romanisco’].

11.   Álvaro Coutinho

12.   Dom Álvaro de Melo
[Sobrinho do Conde de Tentúgal].

13.   Álvaro Pais Sotomaior

14.   Álvaro Pires de Távora
[Filho de Rui Lourenço de Távora, da Pesqueira].

15.   Ambrósio da Costa
[Cunhado de Miguel de Moura].

16.   André de Albuquerque

17.   André Gonçalves
[Alcaide-mor de Sintra].

18.   André Pires
[Filho de Álvaro Pires].

19.   António de Carvalho
[Conde de Setúbal]

20.   Dom António da Costa
[Filho de Dom Gil Eanes da Costa].

21.   António Jaques

22.   António Lobo
[Alcaide-mor de Monsaraz, e um filho do mesmo nome].

23.   Dom António de Meneses
[Filho de Dom Pedro de Meneses, Senhor de Cantanhede].

24.   António de Moura
[Filho de Álvaro Gonçalves de Moura].

25.   Dom António de Noronha

26.   António Pires de Andrade
[Filho de Álvaro Pires de Andrade].

27.   António de Sousa
[Filho de André Salema].

28.   António de Sousa
[Filho de Diogo Lopes de Sousa].

29.   Dom António de Vasconcelos

30.   António Velho Tinoco

31.   Bartolomeu da Silva

32.   Bernardo de Melo

33.   Brás de Lucena
[Filho de Sebastião de Lucena].

34.   Cristóvão de Alcáçova
[Filho de Pedro de Alcáçova Carneiro].

35.   Cristóvão de Brito

36.   Cristóvão de Távora
[Filho de Bernardim de Távora].

37.   Cristóvão de Távora
[Filho de Lourenço Pires de Távora].

38.   Dom Diogo de Castelo Branco
[Irmão de Dom Martinho de Castelo Branco].

39.   Dom Diogo de Castro
[Da Casa do Torrão].

40.   Diogo da Fonseca Coutinho

41.   Diogo Lopes da Franca

42.   Diogo Lopes de Lima

43.   Diogo de Melo
[Filho de Garcia de Melo].

44.   Dom Diogo de Meneses
[Filho de Dom Fernando de Meneses, da Casa dos Condes de Viana].

45.   Dom Diogo de Meneses
[Irmão de Dom Pedro de Meneses, da Casa de Cantanhede].

46.   Diogo Serrão
[Cunhado de Rui de Sousa].

47.   Duarte Dias de Meneses

48.   Duarte de Melo

49.   Dom Duarte de Meneses
[Filho de Dom Garcia de Meneses].

50.   Duarte de Miranda

51.   Freire Estêvão Pinheiro

52.   Estêvão Soares de Melo

53.   Dom Fernando Mascarenhas

54.   Fernão Barreto
[Filho de Belchior Barreto]

55.   Fernão Martins Mascarenhas

56.   Fernão Rodrigues de Brito

57.   Fernão de Sousa

58.   Francisco Barreto
[Filho de Nuno Rodrigues Barreto].

59.   Francisco Casado de Carvalho

60.   Dom Francisco Coutinho

61.   Francisco Domingues de Beja
[Filho de Rodrigo Afonso de Beja].

62.   Francisco Henriques

63.   Francisco de Melo
[Filho de Simão de Melo].

64.   Dom Francisco de Meneses
[Filho de Dom Fernando de Meneses].

65.   Dom Francisco Manuel
[Filho de Dom João Manuel].

66.   Dom Francisco de Moura
[Filho de Dom Luiz de Moura].

67.   Dom Francisco Pereira

68.   Francisco Sodré

69.   Francisco de Távora
[Coronel do terço do Reino do Algarve].

70.   Dom Francisco de Villaverde
[Filho de Dom Pedro de Villaverde].

71.   Garcia Afonso de Beja
[Filho de Rodrigo Afonso de Beja].

72.   Garcia de Melo
[Filho de Simão de Melo].

73.   Dom Garcia de Meneses
[Da casa dos Condes de Viana].

74.   Gaspar da Costa
[Físico-mor do Reino].

75.   Gaspar Nunes

76.   Dom Gaspar de Teive

77.   Gomes Freire de Andrade
[De Bobadela].

78.   Gomes de Sotomaior

79.   Dom Gonçalo de Castelo Branco
[Filho de Dom Afonso de Castelo Branco].

80.   Gonçalo Nunes Barreto
[Alcaide-mor de Loulé. Filho de Nuno Rodrigues Barreto].

81.   Gregório Sanches de Noronha

82.   Gregório Cernache, do Porto

83.   Henrique Correia da Silva
[Filho de Ambrósio Correia].

84.   Henrique de Figueiredo

85.   Henrique Henriques de Miranda
[Alcaide-mor de Chaves].

86.   Dom Henrique de Meneses
[‘O Roxo’. Filho de Dom Diogo de Meneses, da Casa do Louriçal].

87.   Dom Henrique de Meneses
[Filho de Dom Francisco de Meneses, da Casa de Tarouca].

88.   Dom Henrique Moniz
[Sobrinho de Dom António Moniz].

89.   Dom Henrique Telo de Meneses
[Irmão de Dom Jorge Telo de Meneses, pagem do guião].

90.   Dom Jaime de Bragança
[Irmão do Duque de Bragança].

91.   Dom João Jerónimo de Freitas

92.   Dom Jerónimo de Saldanha
[Filho de Dom Luis de Saldanha].

93.   Jerónimo Teles
[Filho de Fernão Teles, de Santarém].

94.   Dom João de Abrantes

95.   Dom João de Almeida
[Filho de Dom Duarte de Almeida].

96.   João Álvares da Cunha

97.   João Brandão de Almeida

98.   João de Carvalho Patalim

99.   Dom João de Castelo Branco
[Filho de Dom Simão de Castelo Branco].

100. Dom João Roiz de Castelo Branco
[Filho de Dom Martim Vaz de Castelo Branco].

101. João da Cunha
[Comendador de Malta].

102. João da Gama

103. João Gomes Cabral

104. Dom João Henriques

105. Dom João Manuel

106. Dom João Mascarenhas
[Filho de Dom Vasco Mascarenhas].

107. João Mendes
[Do morgado de Oliveira].

108. João de Mendonça Furtado
[Antigo Governador da Índia].

109. Dom João de Meneses
[Filho de Dom Manuel de Meneses].

110. Dom João de Meneses
[Filho de Dom Pedro de Meneses, Senhor de Cantanhede].

111. Dom João Pereira
[Filho de Dom Francisco Pereira].

112. Dom João de Portugal
[Filho de Dom Francisco de Portugal].

113. Dom João de Portugal
[Filho de Dom Manuel de Portugal].

114. João Quaresma
[Filho de Manuel Quaresma Barreto].

115. Dom João de Sá
[Filho de Dom Duarte de Sá].

116. João da Silva
[Filho de Lopo Furtado de Mendonça].

117. João da Silva
[Filho de Lourenço da Silva, regedor da Justiça].

118. João da Silveira, de Beja

119. João da Silveira, de Évora

120. Dom João da Silveira
[Filho do Conde da Sortelha].

121. Jorge da Costa

122. Dom Jorge de Faro
[Primo do Conde de Odemira].

123. Dom Jorge de Lencastre
[Duque de Aveiro, e seu primo do mesmo nome].

124. Dom Jorge de Lencastre
[Primo do Duque de Aveiro e com o mesmo nome que este].

125. Dom Jorge de Melo, de Portalegre

126. Dom Jorge de Melo Coutinho, de Santarém

127. Jorge de Melo da Cunha

128. Jorge da Silva
[Tio de Lourenço da Silva].

129. Dom Jorge da Silva da Gama
[Filho de Dom Duarte da Gama].

130. Leonel de Lima
[Filho de Jorge de Lima].

131. Dom Lopo de Alarcão

132. Lopo Mendes de Barros

133. Lopo de Sousa

134. Lopo Vaz de Sequeira

135. Lourenço Amado

136. Lourenço Guedes

137. Lourenço de Lima
[Filho de Jorge de Lima].

138. Dom Lourenço de Noronha
[Filho do Conde de Linhares].

139. Lourenço da Silva
[Regedor da Justiça].

140. Lourenço de Sousa
[Filho de André Salema].

141. Lucas de Andrade

142. Luís de Alcáçova
[Filho de Pedro de Alcáçova Carneiro].

143. Dom Luís de Almeida
[Irmão do arcebispo de Lisboa].

144. Dom Jorge de Almeida

145. Luís Alvares de Távora
[Senhor do Mogadouro].

146. Luís de Castilho

147. Dom Luís de Castro
[Filho de Dom Álvaro de Castro].

148. Dom Luís Coutinho
[Conde do Redondo].

149. Dom Luís Coutinho
[Cunhado de Dom Miguel de Noronha].

150. Dom Luís de Meneses
[Filho de Dom Aleixo de Meneses].

151. Dom Luís de Noronha
[Alcaide-mor de Monforte].

152. Manuel Correia Baharem

153. Manuel Correia Barreto

154. Manuel Côrte-Real

155. Manuel Fradique

156. Dom Manuel de Lacerda
[Alcaide-mor de Sousel].

157. Manuel de Mendonça Cação
[Filho de João de Mendonça Cação].

158. Dom Manuel de Meneses
[Bispo de Coimbra].

159. Manuel de Miranda

160. Dom Manuel de Noronha
[Filho de Dom Gomes de Noronha].

161. Dom Manuel de Portugal
[Filho do Conde de Vimioso].

162. Manuel Quaresma Barreto

163. Manuel Rolim

164. Manuel de Sousa
[Aposentador mor].

165. Manuel de Sousa
[Filho de André de Sousa].

166. Manuel Teles
[Filho de Fernão Teles, de Santarém].

167. Martim Afonso de Sousa
[Filho de Pedro Lopes de Sousa].

168. Martim Gonçalves

169. Martim Gonçalves da Câmara
[Filho de Luiz Gonçalves de Ataíde].

170. Martim de Melo Soares

171. Martim de Távora

172. Dom Martinho de Castelo Branco
[Senhor de Vila Nova de Portimão].

173. Mateus de Brito
[Filho de Lourenço de Brito].

174. Dom Matias de Noronha

175. Miguel de Abreu
[Irmão de Lopo de Abreu].

176. Miguel Cabral

177. Dom Miguel de Meneses
[Filho de Dom Manuel de Meneses, da Casa do Louriçal].

178. Nuno Freire de Andrade
[Filho de Gomes Freire de Andrade, de Bobadela].

179. Dom Nuno Manuel

180. Pedro Alvares de Carvalho
[Irmão de Francisco Casa do de Carvalho].

181. Pedro de Carvalho Patalim
[Filho de João de Carvalho Patalim].

182. Dom Pedro de Castro
[Alcaide-mor de Melgaço].

183. Dom Pedro da Cunha

184. Pedro Lopes de Sousa
[Filho de Martim Afonso de Sousa, Governador da Índia].

185. Pedro Lopes Godinho
[Filho de Sebastião Lopes Godinho, de César].

186. Dom Pedro Mascarenhas
[Irmão de Dom João Mascarenhas].

187. Pedro de Mesquita, bailio de Leça

188. Pedro Moniz
[Filho de Bernardo Moniz]

189. Dom Pedro de Noronha
[Filho do Conde de Linhares].

190. Dom Pedro da Silva, de Elvas

191. Dom Pedro de Villaverde

192. Dom Rodrigo de Castro
[Da Casa do Torrão].

193. Rodrigo de Castro
[Sobrinho de Dom Rodrigo de Castro da Casa do Torrão e com o mesmo nome deste].

194. Dom Rodrigo de Melo
[Filho do Conde de Tentúgal].

195. Dom Rodrigo Lobo
[Barão de Alvito].

196. Rui de Figueiredo

197. Salvador de Brito
[Alcaide-mor de Alter do Chão].

198. Dom Sancho de Faria

199. Dom Sancho de Noronha

200. Sebastião Gonçalves Pita

201. Sebastião de Sá
[Irmão de Francisco de Sá de Meneses].

202. Sebastião da Silva
[Filho de Fernão da Silva].

203. Dom Simão de Meneses
[Filho de Dom Diogo de Meneses, da Casa do Louriçal].

204. Dom Simão de Meneses
[Filho de Dom Rodrigo de Meneses, da mesma casa].

205. Simão da Veiga

206. Tomé da Silva

207. Vasco Coutinho

208. Dom Vasco da Gama
[3.º Conde da Vidigueira].

As consequências desta batalha foram catastróficos para Portugal.


Dom Sebastião desaparecera, deixando como sucessor o seu tio-avô, o Cardeal Dom Henrique, que veio a falecer sem descendência dois anos depois. Assim iniciou-se uma crise dinástica ameaçando a independência de Portugal face a Espanha, pois um dos candidatos à sucessão era o seu tio, Filipe II de Espanha.

A disputa do trono português teve vários pretendentes:

Dom Filipe II
Rei de Espanha

Dona Catarina de Médici
Rainha da França, que se dizia descendente de Dom Afonso III.

Dona Catarina
Duquesa de Bragança e sobrinha do Cardeal Dom Henrique.

Emanuel Felisberto de Sabóia
Duque de Sabóia

Dom António de Portugal
Prior do Crato

Rainúncio de Parma
Duque de Parma

Filipe II de Espanha efectivamente ascendeu ao trono em 1580. A maioria da nobreza portuguesa que participara na batalha ou morreu ou foi feita prisioneira e todos os bispos e arcebispos nela presente haviam sido mortos. Para pagar os elevados resgates exigidos pelos marroquinos, o país ficou enormemente endividado e depauperado nas suas finanças.


Luís Vaz de Camões escreveu, numa carta a Dom Francisco de Almeida, referindo-se ao desastre de Alcácer-Quibir, à ruína financeira da Coroa portuguesa e à independência nacional ameaçada: "Enfim acabarei a vida e verão todos que fui tão afeiçoado à minha Pátria que não só me contentei de morrer nela, mas com ela"Perto de al-Kasr al-Kebir, numa aldeia denominada Suaken onde se deu a Batalha e, provavelmente, onde foram, naquela altura, enterrados os três reis, encontra-se um obelisco em memória de Dom Sebastião e mais dois em memória dos outros dois reis. 

A batalha ainda hoje é conhecida em Marrocos como a "Batalha dos Três Reis".

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