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sexta-feira, setembro 25, 2015

A Conquista de Alcácer Ceguer-1458



Conquistada Ceuta em 1415, a atenção da coroa portuguesa volta-se para Tânger, a outra grande cidade que dominava o estreito de Gibraltar, tendo um fim trágico para Portugal com uma derrota total e com a morte em cativeiro do irmão do rei de Portugal. Em 1453, os Turcos Otomanos haviam tomado Constantinopla, preparando-se para avançar sobre a Europa. O Papa Calisto III, ao sentir-se ameaçado, solicitou auxílio a todos os príncipes cristãos, entre os quais constava o rei de Portugal. Com o falecimento do Papa, a cruzada desvaneceu-se. Todavia o rei português não cedeu. Portugal decide tomar um caminho mais seguro, concentrando a sua atenção numa pequena cidadela situada entre Ceuta e Tânger, chamada Alcácer Ceguer, Qsar es-Seghir, ou Castelo Pequeno. Alcácer Ceguer era uma antiga fortificação do século XII que fora um importante porto, muito utilizado nos tempos do Al-Andaluz para o embarque de tropas para a Península, mas à data era utilizado como um ninho de corsários da barbária, que ameaçava a navegação de Portugal, sobretudo os navios que faziam a ligação entre Lagos e Ceuta. A poderosa armada então reunida, composta por cerca de 280 naus, galés e outros navios, pelos cálculos de Damião de Góis, bem como cerca de 26.000 homens de combate, para além da tripulação e os serviçais. Seria a primeira conquista africana do jovem Rei D. Afonso V, muito influenciado pela política expansionista e belicista do infante D. Henrique. Com ele “a política de expansão em Marrocos toma o primeiro plano das preocupações reais”. Na empresa seguiam também o infante D. Henrique (que comandava a armada do Algarve), o infante D. Fernando, o marquês de Valença (que comandava a armada do Porto) e o marquês de Vila Viçosa.



A armada partiu de Lagos a 17 de Outubro de 1458, lançando ferro dois dias depois diante de Tânger, terra de dolorosas recordações para os portugueses, que ali haviam deixado como refém o infante D. Fernando que morrera em cativeiro. A tentação de atacar essa praça foi forte na cabeça de D. Afonso V que chefiava a armada, no sentido de vingar a memória de seu tio, mas o conselho militar desaconselhou esse intento e a alteração de planos. A aceitação dessa opinião do conselho fazia lei na época superior à vontade do soberano. Muito embora nada o impedisse de a não respeitar, a tanto se não abalançou o rei, por corresponder ao assumir por seu único risco o ónus do eventual desastre, que não deixaria de ser criticado em cortes futuras. Levantando ferro para dar cumprimento ao plano estabelecido, no dia 21 de Outubro a armada chega diante da cidade, que é cercada.



As primeiras escaramuças foram naturalmente na praia, ao desembarque dos primeiros portugueses, mas com tal ímpeto se deu o ataque que aos mouros nada mais restou que se refugiarem dentro de muralhas. O ataque português é implacável e muito eficaz, baseado no poder de fogo da artilharia pesada, com o qual as muralhas são seriamente danificadas, e à estratégia do rei de Fez, Abd al-Hakk (que em 1437 havia capturado o Infante Santo), enquanto preparava um ataque a Tlemcen, fora avisado de que a frota de D. Afonso V estava à vista de Tânger. Indeciso sobre o alvo dos Portugueses, que poderia ser Tânger ou a capital, Fez, decidiu ir defender a última. No final do dia 22 a cidadela rende-se “condicionalmente, isto é, os moradores sairiam livremente, com as suas fazendas, e entregariam todos os cativos cristãos que estavam em seu poder”. Então se organizou uma procissão, com D. Afonso apeado para tomar posse da praça, até à mesquita que fez consagrar e dedicar a Santa Maria da Misericórdia. Grandes festejos e distribuição de mercês se seguiram, tendo sido nomeado D. Duarte de Menezes capitão da praça conquistada.



A conquista de Alcácer foi facilitada pelo facto de parte da armada portuguesa ter sido desviada acidentalmente pelo vento para diante de Tânger, acontecimento que confundiu os marroquinos, e evitou que concentrassem forças na sua defesa. Após as respectivas reparações e reforço de guarnição, retira a esquadra com destino a Ceuta. Era a primeira vez que o Africano, visitava Ceuta, ao chegar lá e ao comparar a grandeza e o esplendor desta cidade, com a pequenez e a pobreza de Alcácer Ceguer, cuja conquista tanto o satisfizera, não deixava agora de experimentar alguma decepção. Logo após a sua tomada, o rei de Fez tentou por duas vezes reavê-la. D. Afonso V ainda se encontrava em Ceuta, quando foi informado de que as forças de Abd al-Hakk se preparavam para retomar Alcácer-Ceguer. Afonso V de imediato decidiu acorrer em defesa da praça ameaçada, sendo dissuadido por seus conselheiros. Deliberou-se então desafiar o rei de Fez para uma batalha campal, à maneira da Idade Média, tendo os emissários portugueses sido recebidos a tiros e forçados a retroceder. A esquadra portuguesa aportou ao largo de Alcácer-Ceguer mas os seus esforços foram em vão, uma vez que os sitiantes não se amedrontaram, não tendo sido possível fazer chegar qualquer tipo de ajuda aos sitiados. O primeiro cerco (durante os meses de Novembro e Dezembro) durou 53 dias e foi levantado a 2 de Janeiro de 1459. Contudo a guarnição da cidade, comandada por D. Duarte de Meneses (filho do primeiro capitão de Ceuta, D. Pedro de Meneses), conseguiu resistir e defender a praça. Abd al-Hakk voltou a cercar Alcácer entre 2 de Julho e 24 de Agosto de 1459. Os louros da sua invencibilidade são atribuídos pelo cronista Zurara ao capitão da Praça D. Duarte de Meneses, filho do capitão de Ceuta D. Pedro de Meneses.



A conquista de Alcácer Ceguer demonstrou a fragilidade do império marroquino e provou a tendência expansionista portuguesa. Durante este cerco, D. Duarte de Meneses mandou vir do reino a mulher e os filhos, que com alguma dificuldade, conseguiram furar o cerco e entrar dentro da praça. Esta atitude do capitão deu novo ânimo à guarnição sitiada, que não cedeu as defesas. A população da praça chegou a atingir as 800 pessoas, mas estava totalmente dependente do Reino para a sua manutenção. A conquista de Arzila e Tânger em 1471 significou a consolidação da presença portuguesa no norte de Marrocos, pelo que Alcácer Ceguer, que era uma praça pequena, perdeu a sua importância estratégica, quer para os portugueses quer para os muçulmanos. No reinado de D. João III conclui-se que não se podia continuar a sustentar esta praça, que ainda, por cima, era um alvo fácil para a artilharia muçulmana. Após quase duas décadas de discussão, Alcácer Ceguer foi abandonada em 1550. Comprovando a sua pouca importância estrategica, a praça permaneceu abandonada. O facto de não ter sofrido, para além do desgaste do tempo, modificações desde a presença portuguesa, torna-a um caso único de estudo.



Os Portugueses usavam as cidades marroquinas já existentes, que após a conquista eram adaptadas às suas necessidades, acrescentando elementos arquitectónicos próprios. A vila portuguesa se impôs à islâmica Foi o caso do hamman (os banhos islâmicos) transformados em prisão, da mesquita transformada em igreja, e do castelo, que fechou a antiga Porta do Mar (bab al bahar), usada como paço para o capitão, e que teve que ser adaptado ao uso de artilharia. Após a conquista, a situação da cidade modificou-se, passou a estar em território adverso, sendo a ligação por mar (com o reino) a mais importante, levando à construção da couraça que ainda hoje se distingue na paisagem. A construção da cidadela de Alcácer Ceguer remonta ao início do século VIII, atingindo uma importância considerável durante o período Almóada, devido ao seu papel fundamental no embarque de tropas para a Península. Nesse período é designada Ksar Al-Madjaz ou “Castelo de Passagem”. Al-Fasi, conhecido como Leão “o Africano”, afirma na sua obra “Descrição de Africa” a propósito de Alcácer:

“Esta pequena cidade foi construída por Mansour, rei de Marraquexe, perto do mar, para o ajudar a viajar para Granada uma vez por ano com os seus exércitos, em vez de passar pelas difíceis montanhas junto a Ceuta. Esta cidade está num bonito vale. Podemos ver as costas de Granada do outro lado do Oceano. Ksar é uma cidade bem defendida. A maior parte dos seus habitantes são marinheiros que ajudam a transportar pessoas e mercadorias da Barbária para Espanha. Outros são artesãos. Existem uns poucos que são mercadores ricos e muitos são guerreiros corajosos”.

É uma fortificação de planta circular, muito pouco comum na região, com cerca de 5.000 m2 de área e 200 metros de diâmetro, tendo sofrido uma intervenção de fundo após a ocupação portuguesa. Havia que voltar costas ao território e abrir a cidadela ao mar, protegendo-a dos ataques terrestres e garantindo o seu abastecimento por via marítima.



Da intervenção realizada ressaltam a construção de um fosso ao seu redor com 6 metros de largura e 4 metros de profundidade e o reforço de todo o pano de muralha com cubelo ou torres adossadas. São introduzidos baluartes para colocação de artilharia, como os Baluartes de Ceuta e de Fez, e o Castelo é profundamente remodelado, construindo-se duas torres de menagem circulares. As obras foram dirigidas por Francisco Danzilho. A “alma” da intervenção portuguesa foi a construção de uma impressionante couraça com 110 metros de extensão, qual corredor fortificado que assegurava uma logística em segurança a partir da praia, construída no reinado de D. Manuel através de um projecto de Diogo Boytac datado de 1502, executado pelo Mestre de Pedraria Pêro Vaz. A couraça manuelina, que se estende em direcção ao mar, foi precedida pela construção de uma outra, cujos vestígios desapareceram, edificada ainda no século XV na direcção do rio, o Oued Ksar Seghir, antes do seu assoreamento natural, na época em que os navios ancoravam no interior da barra. Mas a intervenção dos portugueses não se resumiu ao aumento da eficácia defensiva do local, estendendo-se à própria estruturação do núcleo edificado, instalando equipamentos vitais à vida urbana e organizando-os em termos espaciais no território. A Rua Direita, ligando a Porta do Castelo e o Terreiro à Porta de Ceuta, era o eixo principal, ao longo do qual se localizavam a Igreja da Misericórdia, construída sobre a antiga mesquita, a Igreja de S. Sebastião e a Assembleia da Cidade, principal edifício administrativo. A prisão é edificada sobre os antigos banhos públicos, havendo também notícia da existência de um mercado. Alcácer Ceguer no período da ocupação portuguesa que “a colónia tornou-se mais do que um posto avançado militar, evoluindo para uma cidade altamente diferenciada com ruas calcetadas, várias praças, grandes edifícios públicos e uma variedade de estruturas particulares, públicas e religiosas”. Estas estruturas acolhiam os “moradores”, comerciantes, artesãos e restantes habitantes que asseguravam as actividades necessárias à vida na praça, e os “fronteiros”, ou seja, nobres com funções militares e administrativas, e suas famílias.



As habitações da cidade, eram construídas em alvenaria de pedra e cal ou tijolo e tinham entre 3 e 6 compartimentos e uma área média de 60 m2. A vida em Alcácer era semelhante à das restantes praças portuguesas de Marrocos, isolada do território circundante hostil, dependente dos abastecimentos do reino e em permanente sobressalto. A presença do Monte Seinal na margem esquerda do Oued Ksar Seghir, em situação sobranceira em relação à cidadela, sempre constituiu uma ameaça à segurança dos portugueses no local e chega a ser equacionada a construção de uma fortaleza no seu cimo. Em 1549 D. Afonso de Noronha, capitão da praça de Ceuta, chega a Alcácer com a missão de construir essa fortaleza, com base num projecto do arquitecto Miguel de Arruda, mas a construção nunca se concretizaria. Os trabalhos ainda se iniciam, com recurso a 200 pedreiros, mas nesse mesmo ano é dada ordem para evacuação da população civil da praça, mantendo-se apenas uma guarnição de 500 militares. Poucos meses depois suspende-se a construção do Forte no Seinal e a estrutura edificada até então é destruída para não poder ser utilizada pelo inimigo. No ano seguinte Alcácer Ceguer seria evacuada. Abandonada após a evacuação portuguesa em 1550, Alcácer Ceguer não sofreu alterações posteriores, mantendo os seus elementos fundamentais, que se foram degradando ano após ano. O lugar voltaria a ganhar importância durante o período da expulsão dos mouriscos da Península, sendo utilizado como porto de acolhimento de refugiados.


Capitães Portugueses da Praça


22/10/1458-1464 - Duarte de Meneses, Conde de Viana

1464-1480 - Henrique de Meneses

1480-1488 - Rodrigo (ou Rui) Vaz Pereira

1488-1501 - Martim de Sousa e Távora

1501-1512 (?) - Rodrigo de Sousa

1516-151? - Rui Dias de Sousa, o Cid

151?-1521 (?) - Martinho de Sousa e Távora (c.1450-?)

1521 (?) - 1523 (?) - Pedro de Sousa Chichorro, Conde do Prado

Conde do Prado


O título de Conde do Prado foi um título nobiliárquico de Portugal, atribuído por D. João III a D. Pedro de Sousa (1468-1563), senhor da Vila de Prado e de Beringel, a 22 de Novembro de 1525. Este pertencia à linhagem dos Sousas ditos Chichorros, ou do Prado, descendentes ilegítimos de D. Afonso III, e tinha-se notabilizado como capitão na praça portuguesa de Azamor, em Marrocos. Mais tarde, o seu filho D. Francisco de Sousa foi Governador-geral do Brasil (1592-1602); e a este foi prometido o título de Marquês das Minas quando foi novamente escolhido pelo rei Filipe II de Portugal para um governo além-mar em 1608. No entanto, D. Francisco de Sousa morreria logo em 1611, e nunca chegou a receber o título de marquês. Este foi apenas atribuído em 1670 ao seu neto homónimo, militar durante a Guerra da Restauração (1640-1668) e embaixador à Santa Sé em 1669, como recompensa pelos seus serviços. Posteriormente D. Francisco de Sousa, o 1.º Marquês das Minas, herdou ainda o título de Conde do Prado atribuído em 1525 ao seu quarto avô. A partir de então os dois títulos reuniram-se na mesma Casa; e como se tornou costumário nos séculos XVII e XVIII, ao ser absorvido pelo marquesado, o título condal foi usado como um título de cortesia pelos herdeiros aparentes dos Marqueses das Minas em vida destes. O filho do primeiro marquês, D. António Luís de Sousa, o 2.º e dito Marquês das Minas, foi o mais famoso membro da Casa, graças ao seu papel na Guerra de Sucessão Espanhola (1701-1714). Como comandante supremo do exército aliado anglo-luso-holandês que invadiu Espanha em 1706, logrou conquistar Salamanca e Madrid esse ano, mas perdeu a importante Batalha de Almansa no ano seguinte. A genealogia desta linhagem é sobejamente conhecida: são os Sousas ditos Chichorros, ou do Prado, descendentes ilegítimos de D. Afonso III (com a célebre Madragana), de quem o primeiro marquês era décimo neto. À época dos primeiros marqueses, também por exemplo os Condes de Redondo eram de varonia Sousa Chichorro. A Casa foi descrita por D. António Caetano de Sousa nas Memorias Históricas e Genealógicas dos Grandes de Portugal (1755), e as suas armas podem também ser vistas por exemplo no armorial Thesouro de Nobreza (1675). Note-se que após a morte da última titular em 1827, os títulos seriam novamente concedidos em 1842 a um ramo afastado da linhagem, que não se compara em importância aos titulares dos séculos XVII e XVIII. Sousas de Arronches e Sousas do Prado. A velha linhagem portuguesa dos Sousas, das mais antigas de Portugal, com origens que remontam ao Condado Portucalense, tomou o seu nome do pequeno rio que por sua vez dera o nome às chamadas Terras de Sousa, no vale do Sousa. Nesta zona fértil, situada no coração do jovem reino de Portugal de meados do século XII, abundam ainda os monumentos românicos da era de D. Afonso Henriques, ou mesmo anteriores à independência de Portugal, que constituem hoje a Rota do Românico do Vale do Sousa. Entre estes contam-se a Igreja de São Vicente de Sousa, e o Mosteiro de Paço de Sousa, fundado por Egas Moniz, o Aio, onde se encontra o túmulo do aio do primeiro rei de Portugal. No primeiro século de Portugal foram notáveis Gonçalo Mendes de Sousa, o Bom, que lutou ao lado do rei na Batalha de Ourique em 1143, e o seu filho Mendo Gonçalves de Sousa, o Sousão, mordomo-mor de D. Sancho I, que esteve com o rei na conquista de Silves em 1189. Isto era precisamente a época em que as velhas estruturas familiares cognáticas da nobreza portuguesa davam lugar à linhagem nobre agnática, isto é, organizadas segundo padrões de patrilinearidade. Como refere José Mattoso:

“[...] Este facto explica a formação tardia das linhagens nas famílias portuguesas. Com efeito [...] nestas, portanto tardiamente, se é que se revela a tendência para copiar os costumes da família real e em particular a sucessão dinástica. As outras continuam a reconhecer como ”família” a que se lhes une por meio das esposas, quer do mesmo nível social, quer de nível mais alto: sinal importante de uma estrutura ainda cognática. As linhagens da nobreza rural nortenha só começarão a distinguir-se claramente umas das outras quando aparecerem as honras, os solares, e os nomes de família, no fim do séc. XII e inícios do seguinte.”

D. Afonso III, no terceiro quartel do século XIII, decidiu casar dois filhos bastardos seus, meios-irmãos do seu sucessor D. Dinis, com duas filhas desta velha linhagem. Ambos estes bastardos régios passaram o apelido Sousa aos filhos; e assim originaram os dois ramos dos Sousas de varonia real de Portugal: Os Sousas de Arronches, descendentes de D. Afonso Dinis, assim chamados por terem detido, entre outros, o senhorio da vila de Arronches. Mais tarde foram elevados a Marqueses de Arronches. Estes Sousas mantiveram nas suas armas, esquarteladas de Portugal modernas e Sousa, a heráldica original dos Sousas. Os Sousas Chichorros, descendentes de Martim Afonso Chichorro, senhores de Vila de Prado, entre outros lugares, e mais tarde Condes do Prado e Marqueses das Minas. Este Martim Afonso teve um filho homónimo, e um neto, Vasco Martins de Sousa Chichorro, que foi o primeiro Chichorro a usar o apelido Sousa. Este foi o primeiro senhor de Mortágua; e o casamento em 1341 deste bisneto de D. Afonso III com D. Inês Dias Manuel, bisneta por varonia de Fernando III de Leão e Castela, estaria na origem das armas deste ramo dos Sousas, esquarteladas de Portugal antigas e Leão.

Condes do Prado
(1525)

1.º Conde do Prado seria governador desta praça-forte em Marrocos no ano seguinte. O 1.º Conde do Prado foi D. Pedro de Sousa (1468-1563), senhor da Vila de Prado e de Beringel, descendente dos Sousas Chichorros senhores de Mortágua. Terá, juntamente com os seus irmãos, recebido o título de dom em Fevereiro de 1498: a praxe dos fidalgos da corte na época era de adoptar a forma longa do seu nome (Rui→Rodrigo; Pero→Pedro, Fernão→Fernando, etc.) e omitir o patronímico ao serem aceites na corte, e por essa altura o seu irmão mais velho João Rodrigues de Sousa, embaixador a Castela na Primavera e Verão de 1494, passou a usar simplesmente D. João de Sousa; e Pero de Sousa passou a usar D. Pedro de Sousa. Este D. Pedro de Sousa casou três vezes, a primeira vez em 1487, e a segunda vez, com D. Margarida de Brito, em 1498. Em data desconhecida entre 1508 e 1512 matou a mulher por adultério, sendo absolvido neste último ano por se ter provado a culpa da mulher. O futuro conde passou ainda a Castela, onde encontrou no paço do Conde de Benavente o criado que fora cúmplice do adultério da mulher; tendo-o então atraído para a rua, matou-o. Este criado era um nobre pagem do Duque de Bragança, que curiosamente também se viu envolvido nesta altura num caso semelhante. Como se sabe, o duque D. Jaime I foi condenado a custear a expedição a Azamor em 1513 como pena por ter assassinado a sua mulher, filha do Duque de Medina Sidónia. E o governo de justamente essa praça-forte marroquina foi depois atribuído a D. Pedro de Sousa em 1514. Foi em Azamor que D. Pedro de Sousa cometeu o feito maior da sua vida. Na Primavera seguinte, em 1515, juntou-se a Nuno Fernandes de Ataíde, capitão de Safim; e com uma força de seiscentos ginetes, lançaram-se os dois capitães numa cavalgada pelo sertão marroquino dentro, onde, após uns duzentos quilómetros, chegaram aos muros da própria Marraquexe. Após terem desbaratado uma força de mouros às portas da cidade, voltaram os dois capitães às suas praças, sem mais proveito que a glória. Foi esta a mais famosa de quantas entradas fizeram os portugueses em Marrocos; e mais tarde foi então D. Pedro feito Conde do Prado a 22 de Novembro de 1525. Do primeiro conde conhecem-se, tal como do pai e do irmão mencionado, trovas no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. O seu filho único (do primeiro matrimónio), D. Francisco de Sousa, sofria no entanto de vários "vícios que não se nomeiam"; foi preso por ordem régia, e embarcou numa nau para a Índia, onde morreu em 1556 ainda em vida do pai. O 2.º Conde do Prado seria um bisneto deste D. Francisco, D. Luís de Sousa, por carta de 12 de Junho de 1633. Morrendo sem descendência em 1643, o título de Conde do Prado foi herdado por seu sobrinho, também chamado D. Francisco de Sousa, já 1.º Marquês das Minas.

Titulares

1. D. Pedro de Sousa (1468-1563), 1.º Conde do Prado.
2. D. Luís de Sousa (1580-1643), 2.º Conde do Prado; trineto do anterior.
3. D. Francisco de Sousa (1610-1674), 3.º Conde do Prado, embaixador à Santa Sé, e logo 1.º Marquês das Minas; sobrinho do anterior.
4. D. António Luís de Sousa (1644-1721), 4.º Conde do Prado e 2.º Marquês das Minas; filho do anterior.
5. D. Francisco de Sousa (1665-1687), 5.º Conde do Prado; filho do anterior.
6. D. João de Sousa (1666-1722), 6.º Conde do Prado e 3.º Marquês das Minas; irmão do anterior.
7. D. António Caetano Luís de Sousa (1690-1757), 7.º Conde do Prado e 4.º Marquês das Minas; filho do anterior.
8. D. João de Sousa (1713-1745), filho do anterior. Casou em 1739 com uma filha do 4.º Conde de Sarzedas, e segunda vez em 1744 com uma filha do 4.º Marquês de Alegrete. Não ostentou quaisquer títulos.
9. D. Maria Francisca de Sousa (1745-1787), 8.ª Condessa do Prado e 5.ª Marquesa das Minas; filha póstuma do anterior. Casou em 1760 com D. Lourenço de Lancastre e Noronha, neto do 4.º Conde dos Arcos e 8.º Conde do Prado e 5.º Marquês das Minas por casamento.
10. D. Francisco Benedito de Sousa Lencastre e Noronha (1780-1796), 9.º Conde do Prado e 6.º Marquês das Minas; filho dos anteriores. Recebeu os títulos em vida dos pais em Dezembro de 1790.
11. D. João Francisco de Sousa Lencastre (1782-1810), 10.º Conde do Prado e 7.º Marquês das Minas; irmão do anterior. Governador do Reino 1808-1810.
12. D. Joana Bernarda de Sousa Lencastre e Noronha (†1827), 11.ª Condessa do Prado e 8.ª Marquesa das Minas; irmã dos anteriores.
A última marquesa morreu em Março de 1827, e nela se extinguiu toda a legítima descendência do famoso 4.º Conde do Prado e 2.º Marquês das Minas.

Marqueses das Minas
(1670)


O título de Marquês das Minas foi como ficou dito prometido a D. Francisco de Sousa em 1608, quando o monarca decidiu dividir o governo do Brasil em dois. D. Francisco já fora governador-geral do território ultramarino em 1591-1598; agora receberia o governo de três capitanias no sul do Brasil: a capitania de São Vicente, a capitania do Espírito Santo, e a capitania do Rio de Janeiro, com os mesmos poderes e prerrogativas que o governador na Bahia, e com uma renda de trinta mil cruzados nelas. Como governador-geral tinha D. Francisco anteriormente promovido expedições ao sertão em busca de ouro e prata; e tinha mesmo descoberto alguns (muito modestos) jazigos de ouro em São Vicente. O título "das Minas" não se referia assim ao território que mais tarde seria a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro (que apenas seria criada em 1709), mas sim a estas minas, e às que se esperava que o governador encontrasse no território de que fora encarregado. Largou de Lisboa rumo ao Brasil em Janeiro de 1609, mas morreria em São Paulo em Junho de 1611, sem ter recebido o título. O título foi assim outorgado ao seu neto homónimo, depois deste se ter destacado na Guerra da Restauração, e principalmente como embaixador ao Papa Clemente IX em 1669. Como a Espanha à época era vista como a principal potência Católica, e como Roma considerava que esta tinha legitimamente herdado o trono de Portugal em 1580, os papas nunca reconheceram a aclamação de D. João IV e a posterior restauração da independência de Portugal em 1640. Apenas após a paz com Espanha em 1668 aceitou Roma um embaixador português; e a embaixada do futuro Marquês das Minas, para ver Portugal reconhecido pelo Papado, foi assim a missão diplomática portuguesa mais importante à Santa Sé até a do Marquês de Fontes em 1718. O filho do primeiro marquês foi o grande chefe militar português durante a Guerra de Sucessão Espanhola (1701-1714), que chegou a conquistar Salamanca e Madrid em 1706, mas perdeu a decisiva Batalha de Almansa o ano seguinte. Aquando da transferência da corte portuguesa para o Brasil em 1808, o jovem 7.º Marquês das Minas, já doente, foi nomeado governador do reino (isto é, membro da junta governativa na ausência de D. João VI) a 20 de Setembro desse ano. Apesar do seu estado enfermo, logo teve desavenças com o general inglês Beresford sobre a melhor política a realizar, levando-o a queixar-se para a corte no Rio de Janeiro, e finalmente a pedir a sua demissão, que foi admitida a 23 de Maio de 1810. Gravemente doente, faleceu a 28 de Dezembro o último varão descendente do 2.º Marquês das Minas.

Titulares

1. D. Francisco de Sousa (1610-1674), 1.º Marquês das Minas e 3.º Conde do Prado.
2. D. António Luís de Sousa (1644-1721), 2.º Marquês das Minas e 4.º Conde do Prado.
3. D. Francisco de Sousa, 5.º Conde do Prado; filho do anterior. Não deixou descendência.
4. D. João de Sousa (1666-1722), 3.º Marquês das Minas e 6.º Conde do Prado; filho do anterior marquês.
5. D. António Caetano Luís de Sousa (1690-1757), 4.º Marquês das Minas e 7.º Conde do Prado.
6. D. João de Sousa (1713-1745), filho do anterior. Casou em 1739 com uma filha do 4.º Conde de Sarzedas, e segunda vez em 1744 com uma filha do 4.º Marquês de Alegrete. Não ostentou quaisquer títulos.
7. D. Maria Francisca de Sousa (1745-1787), 5.ª Marquesa das Minas e 8.ª Condessa do Prado; filha póstuma do anterior. Casou em 1760 com D. Lourenço de Lancastre e Noronha, neto do 4.º Conde dos Arcos e 8.º Conde do Prado e 5.º Marquês das Minas por casamento.
8. D. Francisco Benedito de Sousa Lencastre e Noronha (1780-1796), 6.º Marquês das Minas e 9.º Conde do Prado.
9. D. João Francisco de Sousa Lencastre (1782-1810), 7.º Marquês das Minas e 10.º Conde do Prado, e Governador do Reino 1808-1810; irmão do anterior.
10. D. Joana Bernarda de Sousa Lencastre e Noronha (1827), 11.ª condessa do Prado; irmã do anterior.
Com a morte da última marquesa em Março de 1827, extinguiu-se toda a legítima descendência do famoso 2.º Marquês das Minas, como acima ficou dito.

1531-1545 - Pedro Álvares de Carvalho


Pedro Álvares de Carvalho, Senhor do Morgado de Carvalho, foi capitão de Alcácer-Ceguer. Pedro Álvares era filho de Álvaro de Carvalho, Senhor do Morgado de Carvalho (que sendo capitão de Alcácer-Ceguer se achou com o duque D. Jaime na tomada de Azamor), e de D. Catarina da Guerra filha bastarda de D. Pedro d'Eça Alcaide-mor de Moura. Sucedeu-lhe no morgado de Carvalho e no foro de Canas de Senhorim. Foi Capitão de Alcácer-Ceguer durante quatorze anos, de 1531 a 1545, sucedendo-lhe seu filho Álvaro de Carvalho. Tinha ele mesmo sucedido a seu irmão Francisco. Diz a Pedature Lusitana que aí «fez muitos serviços a ElRei D. João o III». Pedro Álvares de Carvalho casou com D. Maria de Távora, de quem teve: Álvaro de Carvalho, que depois também foi capitão de Alcácer-Ceguer [1545 - 1549], e capitão de Mazagão [1551 – 1561 & 1562]; Bernardim, que depois foi capitão de Alcácer-Ceguer [1549-1550], e de Tânger [1554-1564], Gil, André, Rui de Sousa, Capitão de Mazagão [1561-1562] & [1567-1572], e de Tânger [1572-1573] e Martim de Távora.

1545-1549 - Álvaro de Carvalho


Álvaro de Carvalho, ou Álvaro Pires de Carvalho, Senhor do Morgado de Carvalho, foi capitão de Alcácer-Ceguer e de Mazagão. Álvaro de Carvalho era filho primogénito de Pedro Álvares de Carvalho, senhor do Morgado de Carvalho (e capitão de Alcácer-Ceguer), e de D. Maria de Távora, filha de D. Martinho de Távora, que também foi capitão de Alcácer-Ceguer. Álvaro foi capitão de Alcácer-Ceguer durante 4 anos, de 1545 a 1549, sucedendo a seu pai. A Pedature Lusitana acrescenta que governou essa praça «até que elle (o rei D. João III) o mandou sair quando se largou e foi o ultimo que ella teve, e dai, passou a Mazagão em satisfação de Alcácer». Em certas listas encontram-se os nomes de Bernardim de Carvalho, seu irmão, e de Rui Dias de Sousa como últimos capitães, mas Alcácer foi abandonada entre fins de 1549 e 1550, se Bernardim e Rui Dias governaram em 1550 foi pouco tempo. Encontramos Álvaro de Carvalho como capitão de Mazagão em substituição de Tristão de Ataíde, logo o ano de 1551. «Fez muitos serviços e ElRei D. J.° o 3.°», nessa praça até 1561, ano em que possivelmente volta a Portugal para tratar de alguns assuntos, e deixa na praça como capitão interino seu irmão Rui de Sousa de Carvalho. Pouco mais tarde o Xarife Abdallah el-Ghalib, decide apoderar-se de Mazagão, e aí envia seu filho Mulei Mohammed com uma armada de cerca de cento e cinquenta mil homens, que põem o cerco a vila a partir de fevereiro de 1562. Rui de Sousa vendo a multidão, recusa a proposta do Xarife de abandonar a praça e pede socorro à metrópole. O cerco começa, as diferentes batalhas fazem muitos mortos e feridos e a 24 de Março chega Álvaro à praça com uma armada. Em 24 de Abril Rui de Sousa é gravemente ferido e queimado, mas continua a luta. Em 7 de Maio os mouros levantam o cerco, onde morreram mais de vinte e cinco mil mouros e cento e dezassete portugueses. Feridos e queimados portugueses, que sobreviveram, foram duzentos e sessenta. De Álvaro a Pedature Lusitana diz o seguinte: "assistiu no grande cerco que lhe pôs o Xarife (...) no qual cerco mostrou muito valor e prudencia». Parece que depois do cerco, nesse mesmo ano de 1562, Álvaro voltou para Portugal, deixando seu irmão Rui de Sousa, governar, sendo este substituído pouco depois. Álvaro era filho e irmão de outros capitães de Marrocos. Seu pai governou Alcácer, seu irmão Rui de Sousa, Mazagão e Tânger; um outro irmão, Bernardim de Carvalho, Alcácer, Tânger e Mazagão. Não ficou por aí a "dinastia": casou Álvaro com D. Maria de Gusmão sua prima filha de Diogo de Sepúlveda e de sua mulher D. Constança de Távora da qual teve: Pedro Álvares que também foi capitão de Mazagão (1572-1574), Gil Fernandes de Carvalho, que foi capitão de Mazagão entre 1574-1577 e em 1586; Bernardim de Carvalho «que serviu bem na India e lá o matou uma onça»; D. Joana de Gusmão mulher de D. Fernando Henrique de Faro e D. Constança que morreu menina.

155? - 1550 - Bernardim de Carvalho


Bernardim de Carvalho, foi Comendador de Carrazedo da Ordem de Cristo, capitão de Alcácer Ceguer, capitão de Tânger, e de Mazagão. Parece que foi durante muito pouco tempo (1550) capitão dessa praça, que pouco depois foi abandonada... Com a morte de Luís da Silva de Meneses, capitão de Tânger, em 29 de Abril de 1554, o governo da praça ficou indeciso, entregando-se «as chaves da porta a Pedro Garcia, capitão de Infantaria, que as têve, cinco dias com as aparências de governo.» Mas ao cabo desses dias «o povo elegeu para Governador a Pedro Álvares Correia, que servia de sargento Maior», mas este morreu ao cabo também de cinco dias. Em seu lugar foi então eleito Diogo Lopes da Franca, «que governou até que el-rei achou por bem de prover este cargo.» Veio então Bernardim de Carvalho, «a quem a Rainha Dona Catarina, que então governava pela menoridade del-Rei Dom Sebastião, ordenou que acudisse a Tânger, onde os mouros em pouco tempo le haviam morto três generais. Disse-lhe que de sua prudência esperava o remédio daquela praça, e a emenda dos erros que outros tinham cometido. Acrescentou que as forças eram bastantes para conservar e defender; mas não para penetrar nas terras dos mouros, que eram muitos e se ajuntavam com facilidade.» Bernardim aceitou, que governou com «moderação e prudência», aliviando o sentimento dos desastres passados. «Consta que correndo um dia aos mouros, mandou dizer ao adail, por Jorge vieira o surdo, que retirasse a gente e não se comprometesse sem nova ordem, e reconhecer melhor os intentos e forças dos inimigos. Mas o mensageiro, pelo defeito que tinha percebeu o contrário, e disse ao adail que arremetesse contra os mouros que em forma de meia-lua vinham-nos cercar. Atacou-os com tão boa sorte que os poz em fuga sem resistência alguma. Vendo o General o empenho e que já não era tempo de remediar à desordem, deu Santiago, e socorrendo sua gente que seguia os mouros, alcançou sobre eles uma grande vitória.» Mas a sua prudência não impediu um desastre: tendo vindo uma caravana, e Bernardim estando «impedido de uma perna, o Alfaqueque disse aos alcaides que era ocasião de lhe fazer dano. Reuniram o pessoal, correndo ao campo na ocasião que o General, por se encontrar já melhorado, tinha ido vêr uma nau que estava no porto. Acudiram os soldados ao rebate, sahindo, como então era costume, para guarnecer as trincheiras. Mas como iam sem ordem e divididos, e os mouros tinham ganho os postos, atacaram-nos e dispersaram-nos quase sem resistência. Morreram mais de quinhentos soldados; apenas se salvou a cavalaria, e esta com dificuldade. Chegou a notícia ao general, que não pôde fazer mais que senti-la e evitar que doravante acontecesse semelhantes desordens», impedindo que em sua ausência não se abrisse as portas. De seus feitos D. Fernando de Meneses, autor da Historia de Tanger, não encontrou outras notícias. Diz ele que mesmo estas, que nos comunica descobriu-as com dificuldade, «pela malicia de alguns que as levaram e fizeram desaparecer. Parecia-lhes sêr descrédito próprio a glória alheia e que resultariam mais suas acções faltando-lhes a comparação de outras maiores, na suposição que as escrevessem um dia». Governou dez anos e foi substituído por Diogo Lopes da Franca, «pela segunda vez, e por eleição do povo, até que chegou Lourenço Pires de Távora, que tomou possessão do governo no primeiro de Abril de 1564.» Essas circunstâncias (que Fernando de Meneses não explica) deixam-nos supor que Bernardim de Carvalho, ou ficou doente, ou teve por outra razão que voltar a Portugal, estando por isso impedido de governar. Encontramo-lo mais tarde capitão de Mazagão, em 1574, sucedendo a seu sobrinho Pedro Álvares de Carvalho (Filho de Álvaro de Carvalho, senhor do Morgado de Carvalho, que também foi muitos anos capitão de Mazagão), falecido. No mesmo ano, outro seu sobrinho, Gil Fernandes de Carvalho, irmão de Pedro Álvares, substitui-o nessa mesma praça. Casou com D. Violante de Mendonça, filha de Rui Lopes de Sousa, o Traquinas, capitão de Diu, de quem teve: Diogo Lopes de Carvalho, que também foi capitão de Mazagão (1586-1607), e que sucedeu ao morgado de Carvalho, Álvaro «que morreu solteiro na Índia», Isabel de Mendonça, D. Maria de Távora freira em S. Clara de Lisboa, D. Bernardina, na Esperança de Lisboa, Pedro Álvares (?), e Rui Martins (?). Era irmão de Rui de Sousa de Carvalho, que mais tarde também foi Governador de Tânger.

1550 (?) - Rui Dias de Sousa


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