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quarta-feira, maio 28, 2014

Fortes e Fortalezas de Costa - Atlântico - Portugal IV


FORTES E FORTALEZAS DE COSTA DO REINO DE PORTUGAL E ALGARVE


FORTES E FORTALEZAS DE COSTA
Centro do Reino de Portugal

FORTALEZA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO 

      

Forte primitivo, Pinho Leal, em Portugal Antigo e Moderno (1876) diz que se supõe que este pequeno e antigo fortim tinha sido edificado pelos anos de 1400, no reinado de Dom João I de Portugal. No final da época quinhentista começaram a desenvolver-se as actividades ligadas à construção naval, na zona da Ribeira, zona em volta do "Forte de Torrão". O fortim tinha sido edificado às expensas da Câmara Municipal, com a finalidade de proteger a florescente comunidade pesqueira do ataque de corsários. Esse primitivo forte ainda existia em 1685, quando estava guarnecido por um tenente, um condestável e dois artilheiros, nomeados pela autarquia. A fortaleza setecentista No último quartel do século XVII, diante da necessidade de uma melhor defesa do porto, o alcaide João de Almeria Rego, julgou ser melhor a construção de uma fortaleza. A primeira pedra da actual fortificação foi lançada em 1701, sob o reinado de Pedro II de Portugal, com projecto do sargento-mor engenheiro Sebastião de Souza. Os trabalhos pararam em 1703 por falta de verbas. Anos depois, chegara ao conhecimento de João V de Portugal que o porto da Póvoa de Varzim não oferecia segurança dada a paralisação das obras da fortificação havia muitos anos. Os trabalhos foram retomados em 1738, quando Dom Diogo de Sousa, filho de Dom João de Sousa, Governador das Armas do Minho, recebeu ordens daquele soberano para concluir a fortaleza. Essas ordens foram expedidas uma vez que o monarca considerava esta fortificação costeira grande importância para o reino. Por ter sido Dom Diogo de Sousa o governador que concluiu a fortaleza em 1740, as armas da sua família foi colocado sobre o Portão de Armas a 22 de Outubro daquele ano, dia dos anos do soberano. Na inauguração estavam presentes o general de armas, outras autoridades militares e civis e o primeiro governador da fortaleza, Francisco Félix Henriques da Veiga Leal, naquela altura ainda nomeado interinamente. O primeiro governador, Veiga Leal, nomeado a 13 de Maio de 1738, desde logo não consentiu na extracção dos argaços que chegavam à praia fronteira do castelo. Sendo esse um direito ancestral assegurado desde os forais Dom Dinis e Dom Manuel I, a proibição levou a uma queixa formal dos moradores à 'Câmara Municipal', que por sua vez a conduziu ao monarca que, pela Provisão de 20 de Dezembro de 1741, confirma que os moradores continuavam a ter posse e uso das praias, e dos proveitos que daí retiravam, como os argaços ou a pesca, na forma do foral da vila. Apenas vários anos passados, em 1752, é que Veiga Leal é confirmado como governador em diploma escrito pelo punho de Dom José. Do século XIX aos nossos dias Portão de Armas da fortaleza. 


        

A fortificação apresenta planta quadrangular com quatro baluartes nos vértices: dois de frente para o mar (baluartes da Conceição e de São Francisco de Bórgia), e dois para terra (baluartes de São José e São Filipe e Diogo). Dos flancos dos primeiros seguem dois lanços de muralha de 33 metros de comprimento, os quais se juntam em ângulo saliente para o mar, e assim formam uma bateria de 7 metros de largura e mais de 60 de extensão. No terrapleno da fortificação foi edificada em 1743 uma capela, sob invocação de 'Nossa Senhora da Conceição' (Capela de Nossa Senhora da Conceição do Castelo), dita "Real Capela", onde foi instituída pelos jesuítas uma irmandade do Santíssimo Coração de Jesus, que, em tempos, contou com mais de 2.000 irmãos, entre gentes da Póvoa e terras vizinhas. Foi extinta por Dom José de Portugal e o Marquês de Pombal, quando da expulsão da Companhia do país em 1761. Dela saía uma tradicional procissão de "Corpus Christi" que, ao sair pelo Portão de Armas, acompanhada pelo capelão da fortaleza, era salvada pela artilharia. Em estilo barroco, apresenta pequenas dimensões, recoberta com abóbada em cantaria. Nela destacam-se o retábulo em talha dourada e o sacrário, sendo aí venerados ainda Santa Bárbara, padroeira da artilharia, e uma imagem do Menino Jesus com o coração na mão, patrono da antiga congregação do 'Santíssimo Coração de Jesus'.

FORTE DE NOSSA SENHORA DA ASSUÇÃO

   
   
O Forte de Nossa Senhora da Assunção, também referido como 'Forte de São João Baptista', localiza-se na foz do rio Ave, na freguesia e concelho de Vila do Conde, no distrito do Porto, Em Portugal. Actualmente em bom estado de conservação, encontra-se aberto à visitação turística.

A estrutura apresenta planta pentagonal com baluartes também pentagonais nos vértices, em estilo Vauban. As muralhas são de cantaria em talude, rematadas. Por parapeitos verticais. Em três dos cinco baluartes, erguem-se guaritas de planta quadrangular. Em torno da praça de armas, ao abrigo das muralhas, distribuem-se os edifícios de serviço: Casa de Comando, Quartel da Tropa, Paiol e Armazém. No centro da Praça abre-se uma cisterna. Nos vértices localizam-se as rampas que permitem o acesso da artilharia aos baluartes. 

FORTE DE NOSSA SENHORA DAS NEVES


      

O 'Forte de Nossa Senhora das Neves', também referido como 'Forte de Leça da Palmeira' ou 'Castelo de Matosinhos', localiza-se em Leça da Palmeira, concelho de Matosinhos, distrito do Porto em Portugal. O Forte de Nossa Senhora das Neves, também referido como Forte de Leça da Palmeira ou Castelo de Matosinhos, localiza-se em Leça da Palmeira, concelho de Matosinhos, distrito do Porto, em Portugal.

As suas obras iniciaram-se sob a Dinastia Filipina, em 1638 ou 1639, por determinação de Dom João Rodrigues Sá e Menezes, 1º Conde de Penaguião, no local de Santa Catarina, visando a defesa daquele porto contra as ameaças de piratas e corsários. Ficaram a cargo do Capitão António Francisco Chorão. Após a Restauração da Independência portuguesa, considerando a sua grande importância estratégica para a defesa da barra, os oficiais da Câmara Municipal do Porto, em 1642, pediram ao Rei que se terminassem as obras com a maior brevidade. As suas obras foram retomadas, em 1646, instituindo-se, por Alvará de 1648, uma guarnição de seis soldados pagos para esta fortificação. Segundo um documento lavrado por um tabelião do Porto, em 1655 ainda as obras não se tinham concluído, cuidando-se da despesa da artilharia da fortificação. Um Relatório de 1701 dá conta de que a fortificação ainda se encontrava incompleta, embora artilhada com quatro peças e guarnecida por oito soldados sob o comando de um tenente. Acredita-se que o forte tenha sido concluído em 1720. Durante as Guerras Liberais, em 1832, o forte foi objecto de algumas benfeitorias, nomeadamente nos armazéns, ponte levadiça, escada do fosso e parapeitos, mantendo, ainda, algumas canhoneiras ao nível da magistral. No século XX, as suas instalações foram entregues à Capitania do Porto de Leixões que nelas se instalou, fazendo erguer em seu terrapleno alguns edifícios para alojamento de pessoal, que descaracterizaram o conjunto.

Fortificação marítima, de tipo abaluartado, apresenta planta no formato de um polígono estrelado de quatro pontas, com guaritas e respectivas cúpulas nos vértices. É defendido externamente por cortinas inclinadas.

FORTE DE SÃO FRANCSCO XAVIER DO QUEIJO

      

O 'Forte de São Francisco Xavier do Queijo' localiza-se à Praça de Gonçalves Zarco, na freguesia de Nevogilde, no concelho e distrito do Porto, em Portugal. Em posição dominante sobre o oceano Atlântico e a pouca distância da foz do rio Douro, é também conhecido como 'Castelo do Queijo' por, segundo a tradição, ter sido edificado sobre uma rocha de granito arredondada, e com um formato similar ao de um queijo (penedo do Queijo).

Desde tempos antigos que se diz que o enorme penedo do Queijo foi um lugar de culto sagrado para os Draganes, uma tribo celta que havia chegado à Península Ibérica no século VI a.C.. É nesse local que foi inicialmente edificado um forte no século XV. O Forte Do Queijo, em ruínas em meados do século XVII, serviu como alicerce para esta pequena fortificação marítima, erguida às custas da Câmara Municipal da cidade do Porto. Durante a Guerra da Restauração da independência portuguesa (1640-1668), com traça do engenheiro militar francês Miguel de l'Ècole, tendo a obra sido dirigida por Fernando César de Carvalhais Negreiros (capitão da Armada Real). Sobre a sua periodização e as razões para a sua construção, aponta-se: Não se sabe ao certo o ano em que foi fundado este 'Castelo de S. Francisco Xavier do Queijo', é de presumir o tenha sido pelos anos de 1661 ou 1662, estando as nossas costas ameaçadas pela armada da Galiza. Essas datas constam, a primeira, de um auto onde se define o local escolhido para a construção do forte, e, a segunda, de um ofício cujo texto permite depreender que, por essa altura, já as suas obras iam adiantadas. No início do século XVIII, entretanto, em 1717, a Câmara do Porto requereu a sua desactivação a Dom João V (1706-1750), justificando que o castelo chamado do Queijo era inútil e supérfluo e que apenas servia para fazer uma grande despesa ao Cofre desta Cidade, no pagamento dos oficiais que se criaram para a assistência do dito Castelo, onde nunca residem, aproveitando-se da conveniência do soldo. O parecer do Conselho de Guerra do soberano, entretanto, indeferiu este requerimento em 1720. 

      

O forte apresenta planta no formato de um polígono triangular com sólidas muralhas de cantaria de pedra, arrematadas por guaritas pentagonais nos vértices cobertas por cúpulas. No terrapleno, amplas plataformas de tiro, ornamentadas com canhões históricos, e os edifícios de serviço (Casa do Comando, quartéis da tropa, paiol e cisterna). As defesas são completadas por fossos, ponte levadiça e portão monumental de acesso em plano reentrante, pelo lado de terra (Norte), com formato de arco, encimado por um escudo com as armas de Portugal. Um oratório, sob a invocação de 'São Francisco Xavier', encontrava-se primitivamente colocado na sala da Casa do Comando do forte.

FORTE DE SÃO JOÃO BAPTISTA DA FOZ


O 'Forte de São João Baptista da Foz', também conhecido como 'Castelo de São João da Foz', localiza-se na freguesia de Foz do Douro, no concelho e Distrito do Porto, em Portugal. Ergue-se em posição dominante na barra do rio Douro, guarnecendo o acesso fluvial à cidade do Porto.

Iniciado durante o reinado de Dom Sebastião (1557-1578), em 1570, sob a supervisão de João Gomes da Silva, diplomata e homem de confiança da Corte, constituía-se numa simples estrutura abaluartada, envolvendo o hospício (mosteiro) e a igreja dos beneditinos de Santo Tirso (Igreja Velha) antigas estruturas medievais. O bispo de Viseu, Dom Miguel da Silva edificou neste local uma igreja e paço abacial anexo, para os quais recorreu aos projectos do arquitecto Francesco de Cremona recrutado em Itália; conjuntamente com o 'Farol de São Miguel-o-Anjo' (concluído em 1527), que dista do local poucas centenas de metros, resultaram da sua acção mecenática e constituíram a primeira manifestação de arquitectura renascentista no Norte de Portugal (a capela-mor e nave da igreja, com o envolvimento da estrutura abaluartada e o desmonte da cobertura, funcionaram como praça de armas do forte). Com a 'Guerra da Restauração da independência' impôs-se a remodelação da fortificação. Receando uma invasão espanhola pela fronteira norte do reino, o rei Dom João IV (1640-56), em 1642 despachou para a cidade do Porto o novo Engenheiro-mor do Reino, o francês Charles Lassart. Este teve oportunidade de constatar, in loco, a ineficácia da estrutura seiscentista diante dos meios ofensivos setecentistas, e elaborou-lhe um novo projecto que a ampliava e reforçava. As obras ficaram a cargo do jesuíta João Turriano. Entretanto, problemas suscitados pela fonte dos recursos junto à Câmara Municipal do Porto e problemas pessoais do Tenente-governador da fortificação Pinto de Matos (1643-1645) atrasaram sensivelmente o início das obras. Com a nomeação de Martim Gonçalves da Câmara, como substituto de Pinto de Matos (Maio de 1646), as obras foram finalmente iniciadas, com a demolição da Igreja Velha no mesmo ano. Tornadas prioritárias diante a invasão do Minho por tropas espanholas, encontravam-se concluídas em 1653. Dois anos mais tarde, era considerada a segunda do Reino, logo após a de 'São Julião', e a chave dela [cidade do Porto] com a qual não só se a assegurava mas toda a Província do Entre Douro e Minho e a da Beira. Ao final do século XVII, em 1684 estava guarnecida por 22 artilheiros, congregando seis regimentos de Cavalaria e dezoito de Infantaria. No início do século XIX durante a Guerra Peninsular, a 6 de Junho de 1808, o Sargento-mor Raimundo José Pinheiro ocupou as suas instalações, e, na madrugada seguinte, fez hastear no seu mastro a bandeira das Quinas, primeiro ato de reacção portuguesa contra a ocupação napoleónica.

No século XVII, o projecto de Lassart, embora modificando a orgânica da estrutura, não tocava no essencial da defesa quinhentista. A antiga igreja, inserida na área militar, foi demolida, desaparecendo a parte central da fachada, sendo abertas as torres, removidas as lajes das campas no seu pavimento (reaproveitadas na alvenaria) e apeada a abóbada (a primeira em estilo renascentista do país). Agora a céu aberto, passou a servir como praça de armas, enquanto os seus anexos foram soterrados para consolidar o terrapleno do baluarte leste. Os nichos dos altares laterais foram entaipados por muros de alvenaria de pedra. A partir da realidade imposta pela irregularidade do terreno e pela fortificação preexistente, a planta da nova estrutura apresenta o formato de um quadrilátero rectangular orgânico com três baluartes e um meio baluarte, concentrando o fogo da artilharia pelo lado de terra, dadas as dificuldades naturais de transposição da barra do rio Douro. O único baluarte de traçado regular é o que aponta para a barra; dos dois voltados para o lado de terra, o do leste, é excepcionalmente pontiagudo, terminando num esporão de grande altura, enquanto que do oeste prolonga-se por um espigão destinado a eliminar um ângulo morto, actualmente quase encoberto pelo aterro viário. O novo portal de acesso ao forte, em estilo neoclássico, foi construído pelo Engenheiro Reinaldo Oudinot (1796), dotado de ponte levadiça, corredor de entrada acasamatado e corpo de guarda tapando a fachada palaciana no lugar de um revelim seiscentista. Esta foi a última obra promovida, embora ainda se encontrasse incompleta em 1827.

FORTALEZA DE BUARCOS

      
      
A 'Fortaleza de Buarcos' localizava-se na povoação e freguesia de Buarcos, concelho de Figueira da Foz, distrito de Coimbra, em Portugal. Integrava, juntamente com o Fortim de Palheiros e o Forte de Santa Catarina na Figueira da Foz, o sistema defensivo desse trecho da costa, nomeadamente o antigo porto marítimo da povoação.

Acredita-se que a sua construção tenha-se iniciado no reinado de João I de Portugal (1385-1433), ou mais propriamente no de Manuel I de Portugal (1495-1521), como defesa contra os ataques de corsários Ingleses e Neerlandeses, bem como de piratas da Barbária, frequentes na região. Da antiga fortificação subsiste actualmente apenas um pequeno troço das suas muralhas, entre dois baluartes, paralelo à marginal da praia de Buarcos.

FORTE DE SANTA CATARINA

        

O Forte de Santa Catarina localiza-se na cidade e freguesia de São Julião da Figueira da Foz, concelho de Figueira da Foz, distrito de Coimbra, em Portugal. Cooperava com a Fortaleza de Buarcos e o Fortim de Palheiros na defesa do porto e da baía da Figueira da Foz e de Buarcos.

Acredita-se, com fundamento histórico, que os alicerces desta fortificação remontam ao reinado de Dom João I (1385-1433). O actual forte: À época da Dinastia Filipina, em Outubro de 1585 alguns homens-bons da Câmara Municipal de Coimbra requereram a Filipe I de Portugal (1580-1598) a construção de um forte, a erguer à entrada da barra do rio Mondego, nos rochedos conhecidos como Monte de Santa Catarina. Em atenção a essa solicitação, as obras de edificação da forte terão sido iniciadas algum tempo depois, com recursos oriundos das rendas da vila de Buarcos, da Universidade de Coimbra, do Cabido e do Mosteiro de Santa Cruz. Em 1602 a costa da Figueira da Foz foi assolada por corsários ingleses, sendo esse forte saqueado. No contexto da Restauração da Independência, tendo sido determinado o reforço e modernização das praças do reino pelo Conselho de Guerra de Dom João IV (1640-1656), a defesa da costa marítima não foi esquecida. Foram assim iniciadas, em 1643, obras de reforço no Forte de Santa Catarina, quando foi aumentada uma das cortinas da fortificação, ampliando-lhe a artilharia para 15 peças de diferentes calibres. Em pouco tempo, entretanto, apesar da importância estratégica da defesa da barra do Mondego, informações dão conta de que, em 1680, as instalações do forte apresentavam ruína, sendo então elaborado um orçamento para a sua reedificação. Esta acabou não acontecendo uma vez que, a verba destinada a suas obras acabou por ser consumida em outras despesas da 'Guerra da Restauração'. No contexto da 'Guerra Peninsular', em 1808 o forte foi ocupado pelas tropas napoleónicas sob o comando de Jean-Andoche Junot. Alguns meses mais tarde, uma força de duas dezenas de estudantes voluntários da Universidade de Coimbra, sob o comando do Sargento de Artilharia Bernardo António Zagalo (de Ovar) e do Sargento de Infantaria Inácio Caiola, à frente de algumas centenas de populares, forçou a guarnição francesa do forte à rendição a 27 de Junho, conduzindo-a sob prisão para Coimbra, de onde viera. O forte foi ocupado em seguida pelas forças do Almirante Charles Cotton que, no comando da esquadra britânica ao largo da costa portuguesa, pôde dessa forma assegurar o desembarque seguro de 13.000 homens sob o comando de Arthur Wellesley na costa de Lavos, a 1 de Agosto de 1808.

O 'Forte de Santa Catarina' apresenta planta no formato triangular, orgânica, adaptada ao terreno irregular sobre o qual se ergue. Foi criticada por apresentar um ângulo muito agudo nas faces de um dos baluartes, que poderia comprometer a defesa. Os restantes apresentam-se com faces em forma de cauda de andorinha. Na praça de armas foram edificadas as casernas e a 'Capela de Santa Catarina', um oratório de planta quadrangular e tipologia maneirista, edificada por volta de 1598, com uma imagem da padroeira datando do século XVIII.

FORTE DE BELMONTE

O Forte de Belmonte, também denominado como Castelo de Belmonte localiza-se na freguesia de Samora Correia, concelho de Benavente, Distrito de Santarém, em Portugal.

Integrava, no século XII, juntamente com os castelos de Almada, Sesimbra, Coina-a-Velha, Canha e Cabrela, o núcleo do termo de Palmela representando o seu ponto estratégico mais avançado a Noroeste e definindo os limites de duas Ordens Militares - a Ordem de Santiago e a Ordem de Évora), através do rio Almançor. Construído antes de 1207, segundo a documentação conhecida, o Forte de Belmonte constitui um elemento essencial na consolidação e posse das terras marginais do Baixo Tejo, reconquistadas pelos cristãos. Enquanto comenda da Ordem Militar de Santiago, vinculada a Palmela, Belmonte adquiriu alguma projecção sob o ponto de vista militar, eclesiástico e administrativo. Terra bastante pantanosa e embora o rio fosse navegável houve uma deslocação para a foz do Almançor junto do Tejo surgindo um núcleo urbano denominado Çamora e que a par da formação definitivas das fronteiras portuguesas conduziu ao abandono quase sistemático deste local. Aqui foi erigido o Baluarte de Belmonte, uma construção tosca, constituída por um fortim redondo, casas baixas para a sua guarnição, uma casa apalaçada para o comendador, uma igreja e um túnel para o rio. Actualmente, em ruínas, foi a sede da primeira paróquia, tendo como padroeiro São João Baptista. A fortificação medieval de Belmonte exibe características de construção invulgares, que demonstram a utilização exclusiva da matéria prima disponível na região, os seixos rolados. Foram-lhe promovidas prospecções arqueológicas nos anos de 1995 a 1997.

A estrutura é composta por enormes calhaus rolados toscamente argamassados que definem uma sólida torre.

FORTE DE SÃO JOÃO BAPTSTA DAS BERLENGAS


O 'Forte de São João Baptista das Berlengas', ou simplesmente 'Fortaleza das Berlengas', localiza-se na ilha de Berlenga Grande, no arquipélago das Berlengas, integrando o conjunto defensivo de Peniche, na sub-região do Oeste, em Portugal



A ocupação humana da Berlenga Grande (única habitável) remonta à Antiguidade, sendo assinalada como ilha de Saturno pelos geógrafos Romanos. Posteriormente foi visitada por navegadores Muçulmanos, Vikings, corsários Franceses e Ingleses. Em 1513, com o apoio da rainha Dom Leonor, monges da Ordem de São Jerónimo aí se estabeleceram com o propósito de oferecer auxílio à navegação e às vítimas dos frequentes naufrágios naquela costa atlântica, assolada por corsários, fundando o Mosteiro da Misericórdia da Berlenga. Entretanto, a escassez de alimentos, as doenças e os constantes assaltos de piratas e corsários Marroquinos, Argelinos, Ingleses e Franceses, tornaram impossível a vida de retiro dos frades, muitas vezes incomunicáveis devido à inclemência do mar.



No contexto da Guerra da Restauração, sob o governo de Dom João IV (1640-1656), o Conselho de Guerra determinou a demolição das ruínas do mosteiro abandonado e a utilização de suas pedras na construção de uma fortificação para a defesa daquele ponto estratégico do litoral. Embora se ignore a data em que as obras foram iniciadas, já em 1655, quando ainda em construção, resistiu com sucesso ao seu primeiro assalto, ao ser bombardeada por três embarcações de bandeira turca. Em 1666, no contexto da tentativa de rapto da princesa francesa Maria Francisca Isabel de Sabóia, noiva de Afonso VI (1656-67), uma esquadra espanhola integrada por 15 embarcações intentou a conquista do forte, defendido por um efectivo de pouco mais de duas dezenas de soldados sob o comando do Cabo António Avelar Pessoa. Numa operação combinada de bombardeio naval e desembarque terrestre os atacantes perderam, em apenas dois dias, 400 soldados em terra e 100 nos navios (contra um morto e quatro feridos pelos defensores), sendo afundada a 'nau Covadonga' e seriamente avariadas outras duas, afundadas no regresso a Cádiz.



Traída por um desertor, sem mais munição e mantimentos, a praça finalmente se rendeu perdendo nove das peças da sua artilharia capturadas pelos invasores. Ao tempo da 'guerra Peninsular' foi utilizado, como base de apoio pelas forças inglesas, numa campanha de guerrilha na qual colaborou activamente a população de Peniche.



O forte de planta no formato de um polígono heptagonal irregular (orgânica). No terrapleno, pelo lado voltado para a ilha, apresenta a edificação principal com dois pavimentos, com doze compartimentos onde funcionavam as dependências de serviço (Casa do Comando, Quartéis de Tropas, Armazéns, Cozinha e outros) e mais oito compartimentos inscritos no interior das muralhas. Um corredor sem iluminação dá acesso internamente aos vários pontos da estrutura. Voltadas para o mar rasgam-se onze canhoneiras.

FORTE DE SÃO MIGUEL ARCANJO


O 'Forte de São Miguel Arcanjo', também referido como 'Forte do Morro da Nazaré' ou simplesmente 'Forte da Nazaré', localiza-se na vila, freguesia e concelho da Nazaré, em Portugal. Ergue-se em posição dominante sobre a praia da Nazaré, afamado e tradicional ponto de pesca, santuário e balneário, no litoral português. História - A primitiva estrutura: A primitiva defesa do local remonta ao reinado de Dom Sebastião (1557-1578), que ali determinou erguer uma fortificação para defesa do povoado piscatório no monte da Pederneira (1577), por cujo porto era escoada a madeira do Pinhal d’El Rey (Pinhal de Leiria) e cujos estaleiros já possuíam importância económica de vulto à época.

Essas obras, entretanto, só ganhariam impulso durante a Dinastia Filipina, quando o rei Dom Filipe II (1598-1621), por volta do ano de 1600, determinou reconstruir a primeira fortaleza de acordo com planta do falecido engenheiro militar e arquitecto Giovanni Vincenzo Casale. Ainda em construção, um corsário neerlandês penetrou no porto de Pederneira e apresou uma embarcação portuguesa com carga de madeira de pinho e uma nau de Biscaia que transportava ferro, vinho e armas (1611). A actual estrutura: a reforma bragantina: 'Forte de São Miguel Arcanjo', Portugal. Necessitando de reparos no início do século XVII, à época da Guerra de Restauração da independência portuguesa a Coroa determinou a sua modernização e ampliação (1644), quando adquiriu a sua actual conformação. A Guerra Peninsular: ocupação e resistência: Após as suas peças de artilharia terem sido removidas para a Praça-forte de Cascais, a partir de 1807 foi ocupado pelas tropas napoleónicas durante a Guerra Peninsular, com um destacamento de 50 soldados das forças do general Junot. Estes efectivos foram expulsos pela população local no ano seguinte, tendo-se destacado na ocasião um grupo de seis estudantes que, com a farda do Batalhão Académico de Coimbra, tentaram convencer os invasores que tinham recebido reforços. Indo a Cascais em um batel, à procura de armamento, lograram repelir os reforços inimigos que, da Praça-forte de Peniche, acorriam em socorro da guarnição do forte. Posteriormente os invasores franceses retornaram à região, matando os seus habitantes e incendiando casas e embarcações nas povoações da Nazaré, de Pederneira e do Sítio, em represália.

Fortificação marítima em estilo maneirista, apresenta planta irregular orgânica (adaptada ao promontório rochoso sobre o qual assenta), com um baluarte em cada vértice. As muralhas, em aparelho de pedra irregular com cantaria nos vértices, apresentam contrafortes, abrigando oito dependências que atendiam as funções de Quartel da Tropa, Casa do Comando, Paiol e Armazéns. No segundo piso, localiza-se a Praça de Armas. Encimando o portão monumental, sob um lintel, destaca-se uma imagem em baixo-relevo de 'São Miguel Arcanjo', patrono do forte, e uma inscrição: "El-Rey Dom Joam o Quarto – 1644", ambas actualmente bastante desgastadas.

FORTE DA PRAIA DA CONSOLAÇÃO


O Forte da Praia da Consolação localiza-se na freguesia de Atouguia da Baleia, concelho de Peniche, distrito de Leiria, sub-região do Oeste, em Portugal.

Foi erguido no contexto da Guerra da Restauração da independência de Portugal, por iniciativa de Dom Jerónimo de Ataíde, 6.º Conde de Atouguia e senhor de Peniche, no ano de 1641, para reforço da defesa da enseada sul de Peniche, cruzando fogos com a Praça-forte de Peniche. A obra ficou terminada em 1645, tendo sofrido obras de ampliação em 1665. No contexto da Guerra Peninsular, em 1800, a leste desta fortificação, foi erguida uma bateria com 15 canhoneiras para novo reforço da defesa da enseada.


      

Fortificação marítima, em posição dominante sobre um pequeno promontório, apresenta planta estrelada, com quatro baluartes triangulares e cinco plataformas onde ficavam dispostas as bocas de fogo. Exteriormente é rodeada por um fosso, ultrapassado uma ponte. O portão de armas, encimado por uma lápide com uma inscrição epigráfica alusiva à fundação e edificação do forte e pelo escudo nacional coroado, é de arco de volta perfeita, com moldura de aparelho rusticado ladeado por duas pilastras.

PRAÇA-FORTE DE PENICHE


A 'Praça-forte de Peniche' localiza-se na cidade de mesmo nome, na sub-região do Oeste, em Portugal. É uma fortificação implantada na encosta sul, por sobre as arribas, entre o porto de pesca, a leste, e a Gruta da Furninha a oeste. Admite-se que a origem do topónimo Peniche deriva de Phoenix, nome de uma antiga povoação na ilha de Creta, cuja configuração geográfica era semelhante à da primitiva ilha de Peniche, que se converteu em península. No seu extremo situa-se o Cabo Carvoeiro. O povoado encontra-se a cerca de treze metros acima do nível do mar, ocupando hoje em dia uma área peninsular de 2.750 metros de comprimento no sentido oeste-leste.



À época da Independência de Portugal, a ilha de Peniche erguia-se a cerca de oitocentos passos do continente, junto da foz do rio de São Domingos. A acção das correntes marítimas e dos ventos, com o passar dos séculos, levou ao assoreamento desse curso de água, vindo as areias a formar progressivamente um cordão de dunas que, consolidando-se, uniu a ilha de Peniche ao continente, fazendo desaparecer o porto de Atouguia. O antigo lugar da Ribeira d’Atouguia, na foz desse rio, era um dos mais importantes portos portugueses da Idade Média, ponto de acesso privilegiado a localidades do centro do país (Lisboa, Óbidos, Torres Vedras, Santarém e Leiria), estando implicada da em importantes episódios da História de Portugal. Sendo alvo constante de ataques de corsários ingleses, franceses e de Piratas da Barbária, o rei Manuel I de Portugal (1495-1521) encarregou o conde de Atouguia da elaboração de um plano para a defesa daquele trecho do litoral, que foi apresentado ao seu sucessor, João III de Portugal (1521-1557). Os trabalhos foram iniciados pela construção, em 1557, do chamado castelo da vila, estrutura abaluartada, sob a supervisão de Dom Luís de Ataíde, concluído por volta de 1570, ao tempo do reinado de Dom Sebastião (1557-1578). Durante a Dinastia Filipina, foi em Peniche que as tropas inglesas, cedidas por Isabel I de Inglaterra, sob o comando de António I de Portugal, iniciaram a sua marcha sobre Lisboa (Julho de 1589), na tentativa infrutífera de restaurar a soberania portuguesa. A povoação pesqueira foi elevada a vila (1609), tendo sido efectuados alguns reparos nas suas muralhas.



No contexto da Guerra de Restauração da independência, o Conde Dom Jerónimo de Ataíde prosseguiu as obras de fortificação de Peniche, sob projectos do engenheiro militar francês Nicolau de Langres e, posteriormente, do português João Tomaz Correia, que ficaram concluídas por volta de 1645. Esta fortificação era coadjuvada pelo Forte da Praia da Consolação e pelo Forte de São João Baptista das Berlengas, formando um extenso sistema defensivo que entretanto se revelou ineficaz durante a Guerra Peninsular perante a invasão napoleónica de 1807 sob o comando de Jean-Andoche Junot), tendo permanecido ocupada por tropas francesas entre o final desse ano e agosto de 1808. Os invasores melhoraram no entanto as suas defesas e picaram as armas de Portugal no portão principal da fortificação. Ocupada por tropas inglesas sob o comando de William Carr Beresford, foram feitas novas melhorias nas defesas, o que se repetiu sob o reinado de Miguel de Portugal (1828-1834), culminando na ampliação do perímetro defensivo.




A Praça-forte é constituída por uma série de obras defensivas com estrutura abaluartada, com planta no formato de um polígono irregular estrelado, adaptado ao terreno. O perímetro amuralhado abrange uma área de cerca de dois hectares, nele se inscrevendo quatro portas- a das Cabanas, a Nova, a da Ponta e a de Peniche de Cima. O conjunto da fortificação dividia-se em dois grandes sectores: A norte, em Peniche de Cima, dominava o Forte da Luz. De formato poligonal, com baluartes nos vértices coroados por guaritas circulares, estava armado de canhoneiras no terrapleno, do lado do mar. De terra, protegendo o portão monumental, possuía um revelim triangular. O conjunto integrava o chamado "Baluarte Redondo", a "Torre de Vigia" e a capela de Santa Bárbara. A sul, em Peniche de Baixo, dominava a Cidadela. Do lado do Campo da Torre, junto do antigo porto de pesca, um revelim protegia a sua entrada e um fosso aberto ao longo da muralha, que se enchia de água com a maré alta, completava a sua defesa a leste. Cortinas e fossos adicionais protegiam o sector oeste, bem como diversas canhoneiras, caminhos cobertos e esplanadas. Outras duas cortinas a norte e baluartes a leste e a oeste estavam associados a várias construções de planta rectangular. Nesse conjunto foram integradas as famosas prisões ulteriormente construídas, em redor de uma torre de vigia.


FORTE DO MILREU


O 'Forte de São Pedro da Ericeira', também conhecido como 'Forte de Mil Regos', 'Forte de Milreu' ou 'Forte da Ericeira', localiza-se na povoação da Ericeira, no concelho de Mafra, distrito de Lisboa, em Portugal. É o último remanescente dos poucos fortes erguidos à época da Restauração da Independência para defesa daquele trecho do litoral. Destinava-se a controlar o acesso marítimo à Ericeira pelo sector norte e, ao mesmo tempo, prevenir qualquer tentativa de desembarque na baía vizinha, formada pela praia de Ribeira de Ilhas.

A primitiva ocupação da região remonta aos Fenícios, por volta do ano 1000 a.C.. À época da invasão romana da Península Ibérica, no local de Furnas, terá existindo um santuário em honra da deusa Ericina, cultuada originalmente no monte Erix, na Sicília. No contexto da Reconquista cristã da península Ibérica, por volta de 1190, sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211), dada a importância da actividade pesqueira na povoação, o soberano concedeu ao povo da Ericeira o direito de se autogovernar. Mais tarde, no reinado de Dom Sancho II (1223-1248) o frei D. Fernão Monteiro, Grão-Mestre da Ordem de Avis, institui o Concelho de Ericeira por Carta Foral passada em 1229. No testamento da donatária, Dona Maria Anes de Aboim, em 1337, lê-se o nome da povoação como Ericeira. Ainda nesse século foi confirmado o foral à vila em 1369 que, posteriormente receberia de Dom Manuel I (1495-1521) o Foral Novo, em 1513. Data deste período, no início do século XVI, a primitiva fortificação da vila: a 12 de agosto de 1505, Pedro Anes solicitou à Câmara da Ericeira que concorresse para as obras do porto de mar, compreendendo uma torre com respectiva muralha e outras construções apropriadas para a defesa. Na sequência desse projecto, em 21 de agosto de 1507 o soberano determinou à Câmara que avaliasse os bens dos moradores, com vistas ao lançamento de uma taxa destinada às obras do cais do porto, empregando-se cantaria de pedra. Face aos custos envolvidos, a Câmara contrapropôs que as mesmas fossem realizadas em alvenaria, menos dispendiosa. Em 1589 Dom António, prior do Crato, fez uma tentativa malsucedida de desembarque de tropas no Forte dos Mil-Regos (Forte do Milreu).

No contexto da Guerra da Restauração da Independência, procedeu-se a construção do Forte de São Pedro da Ericeira (1670), dele havendo notícia em 1675, quando foi inspeccionado pelo marechal de campo, marquês de Fronteira, quando se registrou ausência de artilharia e guarnição. Para guarnecê-lo, a 26 de janeiro de 1680, João de Sousa Noronha, seu governador, solicitou à Câmara um Alvará que dispensasse os moradores do Real Serviço, caso eles se comprometessem a fazer a segurança do forte. A este governador sucederá, em 1706, Francisco de Almeida Carvalho e, em 1735, José de Mendonça. Ao tempo deste último, o forte contava com sete peças de artilharia. Danificado pelas fortes intempéries registradas na região em 1751, procedeu-se à reconstrução de alguns elementos estruturais, cuja estabilidade foi seriamente agravada pelo terramoto de 1755, entrando o forte em processo de ruína. Do século XIX aos nossos dias: No início do século XIX, a 3 de janeiro de 1819, o governador do forte e a Câmara solicitaram auxílio ao soberano, visando a reconstrução do cais, desmoronado por acção do mar.

O forte apresenta planta rectangular, em estilo maneirista, com cobertura em terraço. No frontispício rasga-se o portão de armas em arco pleno. Apresenta bateria com canhoneiras e duas guaritas cilíndricas com cobertura cónica.

BATERIA ALTA

A denominada Bateria Alta localiza-se em posição dominante ao Norte da praia da Água Doce, na Freguesia e Concelho de Cascais, Distrito de Lisboa, em Portugal. Classificada como Imóvel de Interesse Público por Decreto em 1977, esta bateria encontra-se actualmente em ruínas, dela restando apenas vestígios das muralhas, identificáveis entre o oceano Atlântico e o lado Oeste do Hotel do Guincho. 

BATERIA DA FEITORIA

A chamada Bateria da Feitoria localizava-se na margem direita da foz do rio Tejo, na altura da vila de Oeiras, freguesia de Oeiras e São Julião da Barra, Concelho de Oeiras, Distrito de Lisboa, em Portugal. História: Tratava-se, em sua origem, em fins do século XVI, não de uma fortificação em si, mas de um estabelecimento militar de apoio para a construção da Torre do Bugio. O conjunto compreendia edificações para residência de trabalhadores, galpões para a preparação de cantarias e armazéns de materiais de construção, transportados para as obras do Bugio em barcaças. À época, o estabelecimento era conhecido como Feitoria das Obras da Cabeça Seca ou simplesmente Feitoria d'El-Rei, conforme referência de João Vaz, Juiz Ordinário e dos Órfãos do reguengo de A-Par-de-Oeiras (1596). Posteriormente, no século XVIII, foi adicionada uma bateria ao conjunto.

FORTE DE CRISMINA

O 'Forte de Crismina' ou 'Forte da Cresmina', localiza-se sobre o mar, a Sul da praia da Água Doce, na Freguesia e Concelho de Cascais, Distrito de Lisboa, em Portugal. Pequena fortificação de marinha, foi erguido para o aquartelamento de uma pequena guarnição, com o fim de embaraçar o desembarque de uma eventual força ofensiva naquele trecho do litoral. 

FORTE DE NOSSA SENHORA DA GUIA

O 'Forte de Nossa Senhora da Guia' localiza-se na EN 247, entre o Farol da Guia e a Lage do Ramil, na freguesia e concelho de Cascais, distrito de Lisboa, em Portugal.

Pequena fortificação marítima erguida em 1707, sob o reinado de Dom João V (1705-1750), consistia em um posto guarnecido e artilhado. 

FORTE DE N. S. DAS MERCÊS DE CATALAZETE

O 'Forte de Nossa Senhora das Mercês de Catalazete' também conhecido como Forte Novo das Mercês, Bateria do Catalazete ou Forte do Catalazete, localiza-se à margem direita do rio Tejo, na altura da vila de Oeiras, freguesia de Oeiras e São Julião da Barra, Concelho de Oeiras, Distrito de Lisboa, em Portugal. Historia-o século XVIII Este forte remonta a 1762, quando foi erguida uma pequena bateria artilhada entre a chamada Feitoria de Oeiras e o Forte de Santo Amaro do Areeiro, com a finalidade de reforço da defesa proporcionada pelo Forte de São Julião da Barra. Inicialmente um simples muro de alvenaria, já estaria concluído em 1763, quando foi visitado pelo Tesoureiro-Geral da Marinha, que lhe constatou uma guarnição sob o comando do Capitão Sebastião Pereira de Mesquita, artilhado com nove peças: duas de bronze do calibre 40 e sete de ferro do calibre 24. Um relatório ou mapa de inspecção, datado de 1777, dá o forte como ainda aberto pelo lado de terra, ocupado por uma família de paisanos, artilhado com dez peças e conservando 276 balas. Posteriormente foram-lhe procedidas obras de conservação (1793), e um relatório de 1796 aponta-lhe dez peças de artilharia do calibre 24.

A informação de 1804, dá conta de que encontrava guarnecido por dois cabos e treze soldados, número aumentado no ano seguinte para dois cabos de esquadra e dezasseis soldados de Pé de Castelo, quando a sua artilharia se elevava a onze peças do calibre 24.

Fortificação marítima, apresenta planta pentagonal irregular. Pelo muro do lado sul, abrem-se nove canhoneiras distribuídas quatro no alçado sudoeste, quatro no sudeste e uma no oeste. Nos ângulos salientes, erguem-se três guaritas com formato circular, cobertas por cúpulas cónicas. No terrapleno, ergue-se edifício de dois pavimentos, com planta rectangular, coberto por telhado de quatro águas.

FORTE DE NOSSA SENHORA DA NATAVIDADE

O 'Forte de Nossa Senhora da Natividade' localiza-se na Ericeira, concelho de Mafra, Distrito de Lisboa, em Portugal. História: Foi erguido em 1706 sob o reinado de Pedro II de Portugal, para defesa do porto de pesca e praia dos Pescadores.


Apresenta planta no formato de um "U" irregular, com volumetria escalonada, culminando com cobertura em terraço. É composto por uma bateria lajeada a oeste, guarnecida por parapeito simples com canhoneiras (com capacidade para 4 ou 5 peças de artilharia), pelos edifícios dos quartéis (três, com tectos abobadados) e pelo paiol. No muro pelo lado de terra rasga-se o portão de armas, em arco de volta perfeita de cantaria encimado por lápide e pedra de armas real.

FORTE DE NOSSA SENHORA DE PORTO SALVO

      

O 'Forte de Nossa Senhora de Porto Salvo', também referido como 'Forte da Giribita e Forte da Ponta do Guincho', localiza-se à margem direita do rio Tejo, na vila de Oeiras, sobre uma ponta rochosa entre as freguesias de Paço de Arcos e Caxias, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, em Portugal.

Remonta à chamada Bateria do Guincho, mais tarde denominada de Bateria de Nossa Senhora de Porto Salvo. A Guerra da Restauração ao século XVIII: No contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, foi reconstruído por iniciativa de D. António Luís de Menezes (1596-1675), 3° conde de Cantanhede, tendo as suas obras se concluído em 1649, conforme inscrição epigráfica sobre o Portão de Armas, que reza: 

"REINANDO EL REI NOSSO SNOR / DOM IOAO 4 SE FEZ ESTA OBRA / POR MANDADO DO CONDE D CAN / TANHEDE DOS SEVS CONSOS DO ESTA / DO E GVERRA VEEDOR DE SVA / FZDA NO ANNO DE / 1649"



Foi artilhado com quatro peças. Ao final do século XVII, a sua guarnição encontrava-se sob o comando do cabo Inácio Gomes (1695). No século XVIII, os relatórios dão conta de que se encontrava artilhada com duas peças do calibre 24, mantendo mais cinco incapazes para o serviço (1735). Ainda comandado pelo cabo Inácio Gomes, este foi promovido a capitão de Infantaria (1740), passando o comando do forte ao cabo Estevão José de Brito (1741). A partir de 1763, o comando passou para o sargento-mor do Regimento da Armada Real, José António de Andrade, quando se encontrava artilhado com sete peças de ferro do calibre 18. Estevão José de Brito reassumiu o comando a partir de 1765. Ao se encerrar o século, o comando passou por mercê ao alferes do Regimento de Cavalaria de Évora, João Pinto Ribeiro de Vasconcelos e Sousa (1798). 


'Forte de N. Sra. de Porto Salvo' visto da praia adjacente: No início do século XIX, o tenente João Francisco da Cruz Alagoa encontrava-se no comando (1804), tendo a sua artilharia sido reduzida a apenas duas peças (1824).


Trata-se de um pequeno forte marítimo, de estilo barroco, destinado a reforçar a defesa da barra do rio Tejo, coadjuvando a defesa proporcionada pelo 'Forte de São Julião da Barra'. Apresenta planta no formato pentagonal irregular orgânico (adaptada ao terreno), em diferentes cotas. A estrutura de reboco apresenta os cunhais realçados em cantaria de pedra. Ao centro do muro norte abre-se o Portão Monumental em verga recta, com moldura também de cantaria, encimado por placa epigráfica de pedra onde se inscrevem a data de fundação (1649) e as armas reais. Duas guaritas circulares encimadas por cúpulas, articulam-se por um muro. No terrapleno erguem-se a edificação de serviço com quatro compartimentos, cada um servido por janela de peito de verga recta, e abrem-se seis canhoneiras nos muros pelo lado do mar.



FORTE DE NOSSA SENHORA DOS ANJOS DE PAIMOGO


O 'Forte de Nossa Senhora dos Anjos de Paimogo', também conhecido como 'Forte de Paimogo ou Forte da Lourinhã' ergue-se em posição dominante sobre a praia de Paimogo, na vila da Lourinhã, Distrito de Lisboa, em Portugal.

Erguido a partir de 1674, por determinação de Dom António Luís de Menezes, Marquês de Marialva e depois Conde de Cantanhede, herói da guerra da Restauração da independência, com a função de defesa daquele trecho do litoral, integrava a segunda linha de defesa da barra dório, que se estendia da Praça-forte de Peniche até Cascais.

Este pequeno forte marítimo, abaluartado, apresenta planta quadrangular com guaritas cilíndricas nos vértices e bateria pelo lado do mar.

FORTE DE N. S. DA CONCEIÇÃO

O 'Forte de Nossa Senhora da Conceição' localiza-se entre a praia da Conceição e os Almagreiros, na Freguesia e Concelho de Cascais, Distrito de Lisboa, em Portugal.

Foi erguido como parte da linha de fortificações erguida entre 1642 e 1648, por determinação de Dom António Luís de Meneses, governador da Praça-forte de Cascais, no contexto da 'Guerra da Restauração', e que se estendia entre 'São Julião da Barra' e o 'Cabo da Roca'. O 'Baluarte do Rio do Bode', como era conhecido à época, foi iniciado em 1642, e já estava operacional em 1646. Implantado sobre uma ponta rochosa na extremidade leste da baía de Cascais, cruzava fogos com a Cidadela de Cascais, "(…) embaraçando deste modo a aproximação do inimigo (…)". Perdida a sua função militar, na primeira metade do século XIX o forte foi desactivado, iniciando-se a sua demolição.

O forte apresentava planta irregular orgânica (adaptada ao terreno), com uma bateria rectangular terminada em "V", sobre a escarpa. No lado oposto erguiam-se os alojamentos, a cozinha, o paiol a casa da palamenta, dispostos de frente da praça de armas. Sobre as edificações existia um terraço com parapeito, ao qual se acedia por uma escada disposta a partir da plataforma da bateria. O muro ameado que actualmente se dispõe em volta da "Casa Palmela" não pertence ao conjunto original do forte, tendo sido edificado quando ela foi construída, para o caso de, em tempos de guerra, ser necessário guarnecer o local com tropas de infantaria.

FORTE DE SANTO AMARO DO AREEIRO

O 'Forte de Santo Amaro do Areeiro', também denominado como 'Forte de Santo Amaro do rio de Oeiras', 'Forte Velho' ou 'Forte do Areeiro', localiza-se em posição dominante a Oeste da praia de Santo Amaro, na vila de Oeiras, freguesia de Oeiras e São Julião da Barra, Concelho de Oeiras, Distrito de Lisboa, em Portugal.

Este forte foi erguido no contexto da guerra da Restauração da Independência portuguesa, por determinação do Conselho de Guerra de Dom João IV (1640-56), com o fim de reforçar a defesa da barra do rio Tejo, coadjuvando a defesa proporcionada pelo 'Forte de São Julião da Barra'. As obras foram iniciadas em 1647, sob a direcção do Governador das Armas de Cascais, Dom António Luís de Meneses, 3º conde de Cantanhede, tendo sido concluídas em 1659. Na ocasião estava guarnecido e artilhado com sete peças de diversos calibres. Ao se iniciar o século XVIII, um Decreto Régio (30 de Agosto de 1701) nomeou como Governador do Forte de Santo Amaro do rio de Oeiras, Dom Rodrigo da Costa. Posteriormente foi seu governador o cabo João Pedro Fernandes (1723). Encontrava-se em mau estado de conservação em 1735, sendo imperativa a substituição da porta principal. Na ocasião mantinham-se sete peças de artilharia de ferro em bateria. Mais tarde, em 1751, o estado de deterioração se acentuou, sendo-lhe apontada a ruína. O orçamento estimado para os reparos necessários importava em 900$000 réis à época, tendo posteriormente sido efectuadas obras de conservação e confiada a guarda das suas dependências a um oficial residente. À época da guerra com a Espanha (1762-1763), no contexto da Guerra dos Sete Anos (1756-1763), o forte estava sob o governo do alferes do Regimento da Armada, Carlos José da Cunha, estando artilhado com oito peças, das quais uma fora de serviço. Posteriormente sofreu obras de conservação, vindo a ser inspeccionada pelo coronel de engenheiros, Romão José do Rego (1793). Ao final do século, contava com uma guarnição de seis artilheiros e seis peças (1798), tendo sido nomeado como seu governador o sargento-mor do Regimento de Artilharia da Corte, Manuel dos Reis (Decreto Régio de 17 de Dezembro de 1800). Ao se iniciar o século XIX, a guarnição do forte era constituída, além do seu governador, pelo capitão-ajudante Bartolomeu Agostinho Pereira de Carvalho, um furriel, dois cabos de esquadra e vinte soldados inválidos de pé de castelo (inválidos) (1805). Em 1813, em boas condições de conservação, continuava artilhado com seis peças.

Pequena fortificação marítima de traçado abaluartado, em estilo maneirista. Tem uma área total de 6100 metros quadrados. Uma inscrição epigráfica encimada pelas armas reais sobre o portão principal informa a conclusão das suas obras de reedificação: 1659.

FORTE DE SANTO ATÓNIO DA BARRA

O 'Forte de Santo António do Estoril' também denominado como 'Forte de Santo António da Barra ou Forte Velho' localiza-se sobranceiro ao mar, na freguesia de Estoril, na povoação de São João do Estoril, concelho de Cascais, Distrito de Lisboa, em Portugal. É considerado a principal fortificação entre a Cidadela de Cascais e o Forte de São Julião da Barra.

Sua estrutura remonta à época da Dinastia Giovana, quando Filipe II de Espanha incumbiu o engenheiro militar e arquitecto napolitano frei Giovanni Vincenzo Casale, de elaborar um estudo para melhoria do sistema defensivo da barra de Lisboa (1586), então sob ameaça de corsários ingleses e holandeses. É Casale - também encarregado das obras de ampliação da 'Torre de Belém' e do 'Forte da Cabeça Seca' o autor da traça desta fortificação, iniciada em 1590. Apesar da concordância do monarca acerca do primeiro esboço que lhe foi apresentado - uma fortificação de pequenas dimensões em taipa, revestida em madeira e alvenaria, o mesmo foi substituído por um novo, mais ambicioso, que adaptou uma planta quadrangular, com baluartes nos vértices. Pelo lado do mar, foi erguida uma construção amuralhada de planta rectangular, ao longo das faces internas dos baluartes, com a função de bateria baixa, com artilharia, o corpo da guarda e a entrados rasgados na parede sudoeste. O forte era envolvido por um fosso exterior, com contra-escarpa e estrada coberta. No interior do forte situavam-se os quartéis da tropa, os armazéns e a capela. Posteriormente, à época da Guerra da Restauração da independência, quando a Coroa portuguesa empreendeu ampla reforma das fortificações terrestres e marítimas, sofreu trabalhos de modernização e ampliação. Nas décadas seguintes, diante da perda de sua função estratégica, sofreu um abandono gradual.

Fortificação marítima, apresenta planta poligonal irregular estrelada, com dois baluartes exteriores ligados por revelins em "V" rasgados por canhoneiras, e guaritas cilíndricas com cúpulas nos vértices. No centro do terrapleno ergue-se edificação acasamatada de planta também quadrada, com capela e casernas abobadadas, ao abrigo de uma segunda cintura de muralhas constituída por dois baluartes, ligados por revelins em ferradura. Entre as duas linhas de muralhas abre-se o fosso.

FORTE DE S. BRÁS DE SANXETE

O 'Forte de São Brás de Sanxete' localiza-se no cabo Raso, freguesia e concelho de Cascais, distrito de Lisboa, em Portugal.

Este pequeno forte marítimo foi erguido com a função de vigia daquele trecho do litoral. Cruzava fogos com o Forte de Crismina, na defesa da praia do Guincho, vasto areal onde embarcações inimigas facilmente poderiam desembarcar tropas.

FORTE DE SÃO BRUNO DE CAXIAS


O 'Forte de São Bruno de Caxias' localiza-se na confluência da ribeira de Barcarena com o rio Tejo, na altura da vila de Oeiras, freguesia de Caxias, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, em Portugal. Foi edificado no contexto da 'Guerra da Restauração da independência portuguesa', integrante da linha de fortificações da barra do Tejo, que se estendia do 'cabo da Roca' até à 'Torre de Belém'. Cruzava fogos com o 'Forte de Nossa Senhora do Vale' (a Leste) e 'Forte de Nossa Senhora de Porto Salvo' (a Oeste). Não deve ser confundido com o 'Forte de Dom Luís I' (Forte-prisão de Caxias), integrante do Campo Entrincheirado de Lisboa, erguido em Caxias ao final do século XIX e, em 1935, transformado em prisão política pelo Estado Novo Português.



Foi erguido por determinação do Conselho de Guerra de Dom João IV (1640-1656), sob a supervisão de Dom António Luís de Meneses (1596-1675), 3° conde de Cantanhede, na qualidade de Governador das Armas da Praça de Cascais. Concluído em 1647, fazia parte da 1ª linha de fortificações marítimas e fluviais, erguidas à época entre o 'Cabo da Roca' e a 'Torre de Belém', para defesa da cidade de Lisboa. Ao se iniciar o século XVIII, o conde Dom Rodrigo da Silveira foi nomeado seu governador (1701), mas já em 1735, padecendo de assoreamento, encontrava-se desactivado e a sua artilharia inutilizada. Encontra-se representado por João Tomás Correia no "Livro de Várias Plantas Deste Reino", de 1736. Anos mais tarde, em 1751, encontrava-se restaurado, mas, mesmo artilhado, em 1777 encontrava-se desguarnecido, habitado por uma família de civis. Ao se encerrar o século, foi nomeado como seu governador Manoel António da Cunha (1800), encontrando-se guarnecido em 1802, artilhado com onze peças. No século XIX, com a perda da sua função defensiva diante da evolução dos meios bélicos, foi desartilhado, e utilizado em outras funções: em 1815 encontrava-se novamente invadido pelas areias com a sua tenalha direita derrubada, faltando portas e janelas.



Pequena fortificação marítima, abaluartada, com planta poligonal estrelada, em estilo barroco. Implantada sobre um afloramento rochoso na margem do rio, em seu traçado prevalece a funcionalidade sobre a ornamentação. Pelo lado de terra, abre-se o Portão de Armas, de arco pleno sobre pilastras, encimado por placa epigráfica de pedra datada de 1647 e pela pedra de armas de Portugal. A placa reza:

"D IOAO 4° REI D PORTVGAL MANDOV / FAZER ESTA OBRA SENDO GOR DAS / ARMAS DA PRAÇA DE CASCAIS O / CONDE DE CANTANHEDE DOS / CONSº DE ESTADO E GUERRA D / S MGDE VEDOR DE SVA FZDA / A CVJA ORDEM COMETEV O EFEITO DELLA / ANNO 1647"



O núcleo central do forte apresenta planta rectangular, com dependências abobadadas e duas baterias para tiro rasante pelo lado do rio. Acima das dependências, em terraço lajeado, abre-se a bateria elevada. Dois baluartes defendem o lado de terra e o portão, apresentando nos vértices guaritas quadrangulares encimadas por cúpulas piramidais.

FORTE DE SÃO JORGE DE OITAVOS



O 'Forte de São Jorge de Oitavos', também referido como 'Forte de Oitavos', localiza-se na EN 247, junto à Duna Grande de Oitavos, na freguesia e concelho de Cascais, distrito de Lisboa, em Portugal.



Foi erguido no contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, para complemento da defesa da barra do rio Tejo, sob a direcção de Dom António Luís de Meneses, 1.º Marquês de Marialva. Destinava-se especificamente ao abrigo de pequena guarnição, com a função de prevenir desembarques no litoral entre a praia do Guincho e a praia da Guia. Embora a inscrição epigráfica sobre o Portão de Armas especifique as datas de início e conclusão respectivamente como 4 de Maio de 1642 e 1648, os estudiosos compreendem que uma periodização mais correcta seria a de início em 1641 e a de término em 1643. Cruzava fogos com o 'Forte de Nossa Senhora da Guia' e com o 'Forte de São Brás de Sanxete'. Era normalmente guarnecido por um cabo, três artilheiros e dezoito soldados, estando artilhada por quatro peças, o que se manteve até ao século XIX.

Fortificação marítima de pequenas dimensões, apresenta planta rectangular orgânica, adaptada ao relevo da falésia onde se ergue. O desenho mais antigo identificado sobre este forte (1796), mostra, além da bateria na esplanada e da cisterna, quatro dependências: a do Quartel da Tropa, a da cozinha, refeitório e dormitórios, o paiol e a Casa do Comando.



A sua defesa é complementada por guaritas cobertas nos ângulos salientes e por uma linha de mosquetaria. A inscrição epigráfica sobre o portão de Armas, reza: 

"O MUITO ALTO E MUITO PODEROZO / REY D JOÃO O IIII DE PORTUGAL NO / SO SENHOR Q[UE] DEUS GUARDE MAN / DOU FAZER ESTA FORTIFICAÇÃO SEN / DO GOVERNADOR DAS ARMAS REAIS / D ANº [ANTÓNIO] LUIS DE MENEZES Q[UE] SE PRINSI / PIOU EM 9 DE M[A]IO DE 1642 E SE ACA / BOU EM A ERA DE 1648" FORTE DE SÃO PEDRO DO ESTORIL"



Integra a linha de fortificações erguida entre 1642 e 1648 por determinação de D. António Luís de Meneses, governador da Praça-forte de Cascais, no contexto da Guerra da Restauração, e que se estendia entre 'São Julião da Barra' e o 'Cabo da Roca'. De acordo com a inscrição epigráfica sobre o portão de armas, as suas obras iniciaram-se em 5 de Abril de 1642, concluindo-se no ano seguinte. Embora actualmente se encontre descaracterizado, os seus traços originais podem ser reconstituídos através de planta levantada por Mateus do Couto em 1693, onde se constata que era em tudo semelhante ao Forte de São Teodósio, embora as dimensões sejam "ligeiramente superiores". Desactivado no século XIX, passou por diversas tutelas que, nas diferentes épocas, deram-lhe distintas utilizações.

FORTE DE SÃO PEDRO DO ESTORIL



'Forte de São Pedro do Estoril'. De planta poligonal quadrada, o seu corpo principal abrigava os alojamentos, dispostos em torno de um pátio, cobertos por um terraço. No espaço contíguo dispunha-se a bateria, de estrutura "rasante, alongada", com guaritas circulares cobertas nos vértices.



No conjunto era rodeado por um parapeito exterior de formato irregular, que constituía uma primeira barreira defensiva. A inscrição epigráfica sobre o portão de armas, hoje parcialmente encoberta pelo toldo da discoteca, reza:



"O muito a... / desta praça D. António Luís de Meneses / e se começou em 5 de Abril de 1642 / Acabou-se na era de 1643"


FORTE DE SÃO TEODÓSIO

O 'Forte de São Teodósio', também conhecido como 'Forte da Cadaveira', localiza-se à Avenida Marginal, na Freguesia do Estoril, Concelho de Cascais, Distrito de Lisboa, em Portugal.

Erguido à margem da antiga ribeira da Cadaveira, sobranceiro à praia da Poça, inseria-se na linha de defesa da barra do rio Tejo, à época da Guerra da Restauração da independência. A sua designação é uma homenagem ao príncipe Dom Teodósio, primogénito de Dom João IV (1640-1656), tendo sido conhecido ainda como 'Forte d’Assubida', por se localizar no alto da rampa da Cadaveira.

Forte da Cadaveira, Estoril. Fortificação de marinha, apresenta planta quadrangular com a bateria voltada para o lado do mar. As dependências de serviço concentram-se em uma edificação abobadada, subdivida em quatro compartimentos, cobertos por terraços onde se abre plataforma com parapeito para tiro de fuzil, pelo lado de terra.

FORTE DO BOM SUCESSO


O 'Forte do Bom Sucesso', também referido como 'Bateria do Bom Sucesso', localiza-se na actual Praça do Império, junto à Torre de Belém, freguesia de Santa Maria de Belém, concelho e Distrito de Lisboa, em Portugal.

Foi iniciado em 1780, entre as praias do 'Bom Sucesso' e 'Pedrouços', na margem direita do rio Tejo, para complemento da linha defensiva de Belém, sob a direcção do general Guilherme de Vallerée, tendo sido concluído em 1782. No contexto da Guerra Peninsular terá sido erguida a residência do governador da fortificação, no perímetro do baluarte, também às expensas da Coroa portuguesa, de acordo com inscrição epigráfica sobre uma das portas de entrada, que reza:

" (...) A REAL / CROA PARA PATRIMO / NIO DA FORTALEZA / DO BOM ÇOCEÇO / ANNO DE 1802"

O forte apresenta planta poligonal. A sua bateria ligava-se à parede oeste do baluarte da Torre de Belém através de um corredor muralhado. A residência do governador apresenta planta rectangular. A sua fachada principal é dividida em três panos, marcados por duas pilastras adossadas, dois registos e águas furtadas. Ao centro, no piso inferior, abre-se um grande arco que, através de um túnel, permitia a passagem para a praia do Bom Sucesso, passagem actualmente entaipada. Do seu lado esquerdo foram rasgadas duas janelas de peito; do direito, duas portas. No piso superior abrem-se seis janelas de sacada, duas em cada pano, com varandim de ferro. Ao nível das águas furtadas, existem seis mezaninos. A fachada posterior é, em tudo, semelhante à principal.

FORTE DO GUINCHO


O 'Forte do Guincho', também denominado como Forte das Velas, localiza-se em posição dominante sobre a praia do Abano, na freguesia de Cascais, concelho de Cascais, Distrito de Lisboa, em Portugal.

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