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sexta-feira, setembro 19, 2014

Navios da Armada Real de 1638-1910 IX


ESCUNAS



1. "Esperança"
Pequena escuna que em 1759 entrou o Tejo vindo do rio Grande.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1759.

2. "Real Invicta Viana"
Escuna oferecida por comerciantes de Viana para ser utilizada como corsário em 1797.
Fez cruzeiro na costa de Portugal.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1797 a 1801.

3. "Invencível"
Escuna que em 1798 foi utilizada como corsário na costa de Portugal.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1798 a 1801.

4. "Kiki"
Escuna corsária que foi apresada em 1798 e utilizada na luta contra piratas e corsários.
Empregou-se na fiscalização e cruzeiro da ilha Terceira em 1799.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1798 a 1799.

5. "Real Pedro"
Escuna comprada em Lisboa em 1799 para serviço de guarda-costa.
Em 1800 perdeu-se por naufrágio junto à barra de Aveiro.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1799 a 1800.

6. "Ninfa"
Escuna que aparece em 1800.
Em 1807 largou incluída na esquadra que transportou para o Brasil a família real.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1800 a 1807.

7. "Ligeira"
Escuna apresada em 1801.
Em 1802 perdeu-se na ilha de Santiago quando seguia para S. Tomé.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1801 a 1802.

8. "S. Luís"
Escuna armada de 10 peças e 4 obuses que se achava em Goa em 1803.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1803.

9. "Fúrio"
Escuna comprada em Lisboa em 1806.
Armou com oito peças.
Fez serviço na esquadra do estreito de Gibraltar.
Em 1807 largou para o Brasil na esquadra em que a família real se deslocava de Portugal.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1806 a 1807.

10. "Curiosa"
Escuna comprada em Lisboa em 1807.
Em 1807, seguiu incluída na esquadra em que a família real se deslocava para o Brasil, pelo mau tempo arribou a Lisboa.
Em 1813 foi entregue à província de Cabo Verde.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1807 a 1813.

11. "General Magalhães"
Escuna que em 1808 e 1809 tomou parte na conquista da Guiana Francesa.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1808 a 1809.

12. "D. Carlos"
Escuna francesa aprisionada no ataque à Guiana Francesa em 1808.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1808 a 1809.

13. "Invencível Meneses"
Escuna francesa apresada em 1808 na Guiana Francesa.
Armou com quatro peças.
Ficou no Brasil depois da independência.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1808 a 1823.

14. "Sidney Smith"
Escuna francesa aprisionada na Guiana em 1808.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1808 a 1809.

15. "Conceição"
Escuna que aparece em 1809.
Armou com quatro caronadas de grosso calibre.
Em 1810 pertenceu à esquadrilha do Algarve.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1809 a 1819.

16. "D. Maria Teresa"
Escuna comprada no Brasil em 1812.
Também aparece como brigue.
Ficou no Brasil depois da independência.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1812 a 1823.

17. "Cossaca"
Escuna que operou no rio da Prata desde 1816.
Ficou no Brasil depois da independência.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1816 a 1822.

18. "Festiva"
Escuna que operava no bloqueio de Maldonado em 1816.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1816.

19. "Ligeira"
Escuna adquirida em 1816 para a campanha do rio da Prata.
Em 1819 achava-se no Tejo e fazia serviço em escolta de comboios para o Brasil.
Em 1821 mandou-se proceder ao seu desarmamento.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1816 a 1821.

20. "Tártara"
Escuna construída no Pará e adquirida para a campanha do rio da Prata em 1816.
Ficou no Brasil depois da independência.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1816 a 1823.

21. "Real Artilheira"
Escuna de 4 peças que aparece em 1817.
Em 1819 operava no rio da Prata.
Em 1824 sugeriu-se que fosse vendida, por ser pouco veleira.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1817 a 1824.

22. "Leopoldina"
Brigue-escuna de 135t e 10 peças de artilharia que foi construído no Pará em 1817.
Empregou-se como correio marítimo para o Brasil.
Armou em escuna, pelo menos desde 1819.
Em 1822 foi tomada por D. Pedro no Brasil.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1817 a 1822.

23. "Kalmuka"
Escuna que operou no rio da Prata desde 1817.
Em 1822 achava-se condenada na Baía.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1817 a 1822.

24. "Ninfa"
Escuna corsária que foi tomada em 1817 junto do cabo Mondego.
Empregou-se em cruzeiro na costa e como correio marítimo para as ilhas.
Em 1829 foi desarmada em Lisboa.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1817 a 1829.

25. "Constância"
Brigue-escuna que aparelhou a princípio como escuna.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1817 a 1832.

26. "Velha de Diu"
Escuna que em 1817 operou na repressão da revolta de Pernambuco em 1817.
Ficou no Brasil depois da independência.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1817 a 1823.

27. "Bom Português"
Xaveco oferecido em Gibraltar em 1818 e que foi depois aparelhado a escuna.
Também aparece como caíque.
Consta ter naufragado em 1826.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1818 a 1826.

28. "Oriental"
Escuna que em 1818 pertencia à esquadrilha do Uruguai.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1818 a 1819.

29. "Maria Isabel"
Escuna de 4 peças que em 1818 operava no Uruguai.
Ficou no Brasil depois da independência.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1818 a 1823.

30. "Ulana"
Escuna que também aparece como barca--canhoneira e operava na esquadrilha do Uruguai em 1819.
Ficou no Brasil depois da independência.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1819 a 1823.

31. " D. Álvaro da Costa"
Escuna que em 1819 operava no Uruguai.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1819.

32. "Circe"
Escuna que em 1819 se virou e se perdeu quando saía da barra do Tejo.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1819.

33. "Isabel Maria"
Escuna de 3 peças que em 1819 operava no Uruguai.
Em 1823 aderiu à causa de D. Pedro.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1819 a 1823.

34. "Mameluca"
Escuna construída na Baía que em 1819 operava no Uruguai.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1819.

35. "Correio do Pará"
Escuna que em 1819 aparece no Brasil, possivelmente como correio marítimo.
Em Outubro foi tomada, depois de renhido combate com um corsário insurgente no mesmo ano.
Mais tarde foi abandonada muito danificada na Guiana Francesa.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1819.

36. "Luís de Camões"
Escuna de 4 peças adquirida para a campanha do rio da Prata em 1819.
Ficou no Brasil depois da independência.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1819 a 1823.

37. "Seis de Fevereiro"
Escuna que em 1819 operou no rio da Prata.
Ficou no Brasil depois da independência.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1819 a 1823.

38. "Maria Emília"
Escuna adquirida em 1819 para a campanha do rio da Prata.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1819.

39. "Princesa Real"
Escuna que armava em correio marítimo para o Brasil em 1819.
Em 1822 passou mostra de desarmamento no Rio de Janeiro.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1819 a 1823.

40. "Afira"
Escuna que armava em correio marítimo em 1820.
Em 1822 achava-se condenada na Baía.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1820 a 1822.

41. "D. Maria Zeferina"
Escuna que em 1821 aparece a navegar.
Ficou no Brasil depois da independência.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1821 a 1823.

42. "Fidelidade"
Escuna comprada na Terceira para servir de correio marítimo para as ilhas.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1821.

43. "Andorinha"
Escuna que aparece em 1821.
Possivelmente ficou no Brasil depois da independência.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1821 a 1823.

44. "Emília"
Escuna, talvez a "Maria Emília", que em 1822 se achava dada por inútil no Brasil.
Ficou no Brasil depois da independência.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1822 a 1823.

45. "Conceição"
Sumaca mercante tomada em Pernambuco em 1822.
Armou com seis peças para a esquadra da Baía.
Em 1826 aparelhou a escuna.
Em 1828 foi capturada por um corsário de Buenos Aires.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1822 a 1828.

46. "Lusitânia"
Escuna que em 1822 foi tomada pelos habitantes da vila da Cachoeira, perto da Baía.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1822.

47. "Espadarte"
Escuna que em 1823 foi tomada pelas forças de D. Pedro no Brasil.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1823.

48. "N. S. da Glória"
Escuna que em 1823 foi tomada pelas forças de D. Pedro no Maranhão.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1823.

49. "Elisa"
Brigue-escuna que também aparece como escuna.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1825 a 1832.

50. "Memória"
Brigue-escuna que também aparelhou a escuna.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1828 a 1834.

51. "Triunfo da Inveja"
Iate mercante apresado pelos miguelistas na Terceira em 1828 e que aparelhou em escuna e em 1823 passou, novamente a iate.
Em 1834 era depósito de munições do Exército em Vila Franca.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1828 a 1834.

52. "Coquete"
Escuna inglesa embargada na Terceira em 1831 e armada depois com sete peças.
Em 1833 foi metida no fundo pelas baterias miguelistas do Douro.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1831 a 1833.

53. "Boa Esperança"
Brigue-escuna que também aparelhou a escuna.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1831 a 1835.

54. "Liberal"
Brigue-escuna que passou a escuna em 1841.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1831 a 1843.

55. "Escuna Real"
Escuna construída no Porto em 1831.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1831 a 1833.

56. "Terceira"
Escuna adquirida em Inglaterra em 1831 para a causa de D. Pedro.
Montou três peças.
Em 1832 foi a pique no rio Douro, afundada pelas baterias miguelistas.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1831 a 1832.

57. "Prudência"
Escuna mercante que em 1831 foi entregue aos liberais na ilha do Faial pelo seu proprietário.
Em 1833 foi afundada no Douro pelas baterias miguelistas.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1831 a 1833.

58. "Eugénia"
Escuna de 6 peças que se achava em Ponta Delgada em 1832 incluída na expedição dos 7.500 bravos do Mindelo.
Em 1833 encalhou e perdeu-se nas praias de Peniche de Cima.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1832 a 1833.

59. "Graciosa"
Escuna mercante que foi empregada pelas forças liberais em 1832.
Montou um rodízio de calibre 12.
Largou de Ponta Delgada em 1832 incluída na expedição dos 7.500 bravos do Mindelo.
Em 1833 foi entregue ao seu proprietário.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1832 a 1833.

60. "Faial"
Escuna que em 1832 largou de Ponta Delgada na expedição dos 7.500 bravos do Mindelo.
Foi correio marítimo das ilhas.
Em 1842 passou mostra de desarmamento e em 1844 foi entregue à Alfândega de Lisboa.
Em 1858 foi abatida por inútil.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1832 a 1844.

61. "Amélia"
Aviso da esquadra miguelista comprado em Inglaterra e apresado pelos liberais em 1833.
Também "Princesa Amélia".
Armou com oito peças e aparelhou a escuna.
Em 1842 encalhou perto de Moçâmedes e perdeu-se.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1833 a 1842.

62. "Maria Isabel"
Escuna apresada em 1833 e que foi armada com duas peças.
Empregou-se como correio marítimo para as ilhas.
Em 1836 passou mostra de desarmamento.
Parece ter sido desmanchada em 1851.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1835 a 1836.

63. "Algarve"
Escuna apresada em 1834.
Armou com duas peças e foi utilizada como correio marítimo das ilhas.
Em 1838 foi dada como incapaz em Fernando Pó.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1834 a 1838.

64. "Esperança"
Polaca mercante que em 1835 passou ao serviço do Estado.
Aparelhou a escuna e montou seis peças.
Empregou-se como correio marítimo das ilhas.
Em 1847 foi condenada em Luanda e desmanchada.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1835 a 1847.

65. "Boa Vista"
Escuna espanhola apresada em S. Tomé em 1838.
Armou com quatro peças.
Em 1845 foi julgada incapaz de navegar, mas em 1850 ainda continuava na Estação Naval de Angola.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1838 a 1850.

66. "Cabo Verde"
Escuna apresada por negreira em Cabo Verde em 1838.
Armou com oito peças e empregou-se como correio marítimo.
Em 1863 passou mostra de desarmamento, sendo condenada nesta data em Luanda.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1838 a 1863.

67. "D. Clara"
Escuna brasileira de 112t apresada por negreira em S. Tomé em 1840.
Em 1841 foi dada por incapaz na Terceira.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1833 a 1842.

69. "Ninfa"
Escuna apresada por negreira em Angola em 1840.
Passou ao serviço do Estado em 1841 armada com seis peças.
Empregou-se na guarda-costa-de Angola.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1841 a 1853.

70. "Conselho do Governo"
Escuna comprada em Angola em 1841 para o serviço da Estação Naval.
Armou com uma peça e empregou-se como correio marítimo.
Em 1860 achava-se no Ambriz.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1841 a 1860.

71. "Constituição"
Escuna apresada por negreira em Cabo Verde em 1841.
Armou com seis peças.
Podia armar remos.
Empregou-se principalmente na guarda-costa de Angola.
Em 1852 passou mostra de desarmamento, sendo vendida por inútil em 1853.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1841 a 1852.

73. "Ermelinda"
Escuna construída em Luanda em 1841 para ser empregada na repressão do tráfico da escravatura.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1841 a 1846.

74. "Meteoro"
Escuna apresada por negreira em Cabo Verde em 1842.
Armou com seis peças e empregou-se como correio marítimo para Angola.
Em 1856 passou à Alfândega de Lisboa para servir de pontão, sendo vendida em 1859.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1843 a 1856.

75. "Duque da Terceira"
Escuna de 4 peças construída em Vila Nova de Gaia em 1845 para o Ministério da Fazenda.
Passou ao Ministério da Marinha em 1847.
Em 1854 passou mostra de desarmamento.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1845 a 1854.

76. "Conde do Tojal"
Escuna de 5 peças construída em Vila Nova de Gaia em 1846 para o Ministério da Fazenda.
Em Novembro do mesmo ano passou ao Ministério da Marinha.
Em 1856 passou mostra de desarmamento.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1846 a 1856.

77. "Infante D. Henrique"
Escuna da província de Moçambique que em 1846 passou ao serviço da Estação Naval.
Em 1849 achava-se inteiramente inútil.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1846 a 1849.

78. "Voador"
Iate da Estação Naval de Moçambique em 1849 que pouco depois, aparelhou a escuna.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1849 a 1850.

79. "Ilustre Portugal e Castro"
Navio construído na Índia em 1849.
Em 1850 ou 1860 foi abatido ao efectivo.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1849 a 1860.

80. "Quatro de Abril"
Escuna que foi lançada à água em Moçambique em 17 de Novembro de 1849.
Desempenhou várias comissões na província.
Em 1857 achava-se encalhada no Arsenal de Moçambique, em péssimo estado.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1849 a 1857.

81. "Conde do Faial"
Escuna que em 1850 se achava em S. Tomé.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1850.

82. "Vénus"
Escuna da província de Macau em 1854 e 1855, pelo menos.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1854 a 1855.

83. "Angra"
Escuna de 1801 que foi lançada à água em Lisboa em 19 de Junho de 1856.
Armou primeiro com duas peças e depois com quatro.
Em 1857 largou para Moçambique com elementos para fundar a Colónia de Pemba.
Em 1862 foi condenada em Moçambique por se achar podre.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1856 a 1862.

84. "Conde de Penha Firme"
Iate que passou a armar em escuna em 1870.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1859 a 1873.

85. "S. Tomé"
Iate que passou a armar em escuna em 1865.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1859 a 1870.

86. "Napier"
Escuna que foi lançada à água em Lisboa em 30 de Janeiro de 1862.
Deslocava 142t a 150t e armava com quatro peças e um rodízio.
Em 1862 largou para a Estação Naval de Angola.
Em 1875 passou mostra de desarmamento e no ano seguinte passou a pontão-farol à entrada de Luanda.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1862 a 1875.

87. "Príncipe D. Carlos"
Escuna de vapor construída em Inglaterra e que foi adquirida pelo governo de Macau em 1866.
Armou com quatro bocas-de-fogo.
Em 1874, em Macau, perdeu-se por encalhe, devido a um tufão.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1866 a 1874.

88. "Luanda"
Escuna que aparece em Angola em 1904.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1904 a 1905.

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