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terça-feira, setembro 23, 2014

Navios da Armada Real de 1638-1910 V


CORVETAS


1. "N. S. das Angústias e Almas Santas"
Corveta do Estado da Índia em 1779.
Naquele ano derrotou uma corveta inglesa em Moca.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1779.

2. "N. S. da Vitória"
Gália do Estado da Índia em 1784 que mais tarde foi considerada como corveta.
Em 1796 bateu-se com uma flotilha de Culabo, que derrotou.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1784 a 1798.

3. "Voador"
Bergantim que em 1820 foi considerado como fragatinha ou corveta.
Foi construído em Lisboa em 1790.
Em 1793 largou incluído na esquadra de auxílio à Inglaterra e em 1808-1809 fez parte das forças navais que conquistaram a Guiana Francesa.
Em 1823 foi tomada para a Armada do Brasil no Rio de Janeiro.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1790 a 1823.

4. "Calipso"
Bergantim "Serpente do Mar", lançado à água em Lisboa em 28 de Setembro de 1791 e que em 1816 passou a corveta "Calipso".
Empregou-se nos serviços de guarda-costa e de comboios.
Em 1816 largou para a campanha do rio da Prata.
Em 1823, incluída na esquadra da Baía, bateu-se nas águas brasileiras com as forças de Cochrane.
Em 1834 foi vendida por inútil.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1791 a 1831.

5. "Princesa da Beira"
Fragatinha que foi construída no Pará em 1797.
Aparece como corveta em 1824.
Em 1836, armada em charrua, passou a chamar-se "Mondego".
Empregou-se em comboios e cruzeiros de guarda-costa.
Em 1841 foi vendida por inútil em Lisboa.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1798 a 1841.

6. "Real Voador"
Fragatinha que aparece em 1798, sendo mais tarde classificada como corveta.
Era de 24 peças.
Empregou-se em comboios e cruzeiros de guarda-costa.
Em 1808 achava-se encalhada no Arsenal da Marinha e muito arruinada.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1798 a 1808.

7. "Milagres e Beleza do Mar"
Corveta que foi construída em 1 Setembro de 1800.
Também aparece como brigue e galera.
Em 1810 perdeu-se na costa de Moçambique.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1800 a 1811.

8. "Aurora"
Corsário francês comprado no Brasil em 1803 e que armou em corveta de 20 peças.
Também aparece como fragatinha.
Fez algumas comissões ao Brasil.
Em 1819 foi desmanchada no Brasil, por nao merecer grandes fabricos.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1803 a 1820.

9. "Invencível"
Corveta que aparece em 1806.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1806 a 1814.

10. "S. Pedro de Alcântara"
Corveta que em 1811 se achava em Diu.
Em 1821, não existia no Estado da Índia.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1811 a 1821.

11 "Liberal"
Corsário de Buenos Aires chamado "Atrevido do Sul" que foi derrotado pelo bergantim "Gaivota do Mar" e incorporado na Armada com o nome de "Liberal" e classificado como corveta.
Era o antigo navio português apresado "Conde de Amarante".
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1817 a 1823.

12. "Vitória"
Corveta do Estado da Índia em 1817, sendo, talvez, a corveta "N. S. da Vitória" construída em 1796-1797.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1817.

13 "Carrasco"
Corveta armada pelo conde dos Arcos no Brasil e enviada em 1817 da Baía ao Recife como navio-chefe da esquadra, da força de bloqueio a Pernambuco.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1817.

14. "Sem Nome"
Corveta que em 1817 foi enviada ao bloqueio de Pernambuco.
Em viagem do Uruguai ao Rio de Janeiro desapareceu no mar naquele ano.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1817.

15. "Princesa Real"
Corveta de 22 peças comprada em Pernambuco e oferecida ao Estado em 1818.
Era a galera mercante "Activo".
Em 1822 largou incluída na expedição à Baía e no ano seguinte entrou no combate contra Cochrane nas águas da Baía.
Tomou parte nas lutas liberais no mar como navio de D. Miguel.
Em 1834 foi vendida por inútil.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1818 a 1853.

16. "Maria da Glória"
Navio americano comprado no Rio de Janeiro em 1818 e armado em corveta de 30 peças.
Ficou no Brasil depois da independência.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1818 a 1823.

17. "Lealdade"
Corveta de 24 peças que foi lançada à água em Lisboa em 13 de Maio de 1820.
Empregou-se na guarda-costa e serviço de comboios.
Em 1826, transportando as segundas vias da Carta Constitucional, largou do Rio de Janeiro para Lisboa com a fragata inglesa "Diamond", que trazia as primeiras vias da Carta.
Chegou ao Tejo a 2 de Julho daquele ano e a fragata a 7 do mesmo mês.
Em 1831 foi tomada no Tejo pelo almirante francês Roussin, levada para Brest e ali vendida.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1820 a 1831.

18. "Dez de Fevereiro"
Corveta de 24 peças que foi construída na Baía em 1821.
Em 1823 passou a chamar-se "Urânia".
Em 1822 era navio-chefe da esquadra da Baía e em 1823, em esquadra, bateu-se com as forças de Cochrane nas águas da Baía.
Tendo sido capturada nos Açores pelos franceses em 1831, foi resgatada em Brest em 1837.
Em 1852 foi vendida por inútil em Lisboa.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1821 a 1852.

19. "Regeneração"
Navio mercante comprado na Baía e ali classificado como corveta de 24 peças.
Em 1823 entrou, incluída na esquadra da Baía, no recontro contra Cochrane.
Em 1829 tomou parte no combate da Vila da Praia, fazendo parte da esquadra miguelista.
Em 1839 perdeu-se por incêndio no Tejo.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1821 a 1839.

20. "Salamandra"
Corveta que em 1827 passou a ser classificada como fragata do mesmo nome.
Em 1828 passou a ser corveta "Infanta Regente".
Corveta de 24 peças que em 1821 deixara de ser a fragata Salamandra para ser corveta do mesmo nome.
Foi fragata Salamandra de 1827 a 1828, passando em 1828 a ser corveta "Infanta Regente".
Prestou serviço principalmente no Estado da Índia.
Em 1839 passou à Marinha da metrópole.
Em 1858 desarmou.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1821 a 1858.

21. "Rainha Carlota"
Corveta de 18 peças que foi construída no Brasil em 1821.
Ficou no Brasil depois da independência.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1821 a 1823.

22. "Heroína"
Corsário de Artigas de 26 peças que foi apresado no estreito de Gibraltar em 1822 pela fragata "Pérola".
Em 1823 passou a ser corveta "Quatro de Julho" e no mesmo ano corveta "Tritão".
Em 1825 foi mandada desmanchar.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1821 a 1858.

23. "S. Domingos Enéas"
Navio mercante armado em guerra como corveta de 24 peças.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1822 a 1823.

24. "Conceição Oliveira"
Navio mercante armado em guerra como corveta de 26 peças.
Em 1823 foi desligada do Real Serviço.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1822 a 1823.

25. "Restauração"
Navio mercante armado em guerra como corveta de 22 peças.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1822 a 1823.

26. "Constituição"
Corveta de 24 peças que foi construída em Lisboa em 1822.
Em 1823 passou a chamar-se "Infante D. Miguel".
Empregou-se na guarda-costa e em 1826 largou para iniciar o primeiro serviço da Estação Naval da Índia.
Em 1827 foi desmanchada em Damão.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1822 a 1823.

27. "Príncipe do Brasil"
Navio mercante armado em corveta na Baía.
Regressou a Portugal incluída na escolta do comboio das tropas do brigadeiro Madeira em 1823.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1822 a 1823.

28. "S. Gualter"
Navio mercante agregado na Baía às forças navais portuguesas como corveta de 26 peças.
Passou a ter o nome "Urênia" em 1823.
Corveta "Dez de Fevereiro" em 1852.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1822 a 1852.

29. "Restauradora"
Navio mercante utilizado como corveta na campanha do rio da Prata em 1823.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos em 1823.

30. "Congresso"
Corveta de 24 peças que foi lançada à água em Lisboa em 24 de Agosto de 1823.
Em 1823 passou a chamar-se "Cibele" e em 1833 "Sem Nome".
Empregou-se em guarda-costa.
Entrou no combate do cabo de S. Vicente em 1833 na esquadra miguelista.
Em 1839 foi abatida como inútil em Goa.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1823 a 1839.

31. "D. Isabel Maria"
Corveta de 24 peças que foi lançada à água em Lisboa em 4 de Julho de 1825.
Mais tarde, depois de 1833, passou a ser apenas "Isabel Maria".
Tomou parte nas lutas liberais na esquadra miguelista e depois de 1833 na liberal.
Em 1854 foi vendida por inútil em Lisboa.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1825 a 1854.

32. "Vinte e Sete de Maio"
Corveta que em 1828 se achava em construção em Lisboa.
Parece não ter sido concluída, por não agradar a sua construção.
Não chegou a estar ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa.

33. "D. João I"
Corveta de 24 peças que foi lançada ao mar em Damão em 9 de Outubro de 1828.
Deslocava 516t.
Em 1834 largou em missão diplomática ao Reino da Sardenha.
Em 1854 derrotou um célebre pirata chinês.
Em 1860 desempenhou uma comissão diplomática ao Japão e no, ano seguinte outra.
Em 1874 foi condenada por inútil em Luanda.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1828 a 1874.

34. "Regência de Portugal"
Navio mercante adquirido no Rio de Janeiro em 1831 para as forças liberais.
Armou em corveta.
Em 1841 foi vendido por inútil em Lisboa.
Esteve ao serviço na Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1831 a 1841.

35. "Portuense"
Navio mercante comprado no Porto e que armou em corveta de 24 peças.
Entrou no combate do cabo de S. Vicente em 1833 nas forças navais liberais.
Em 1834 encalhou e perdeu-se na barra do Tejo.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1831 a 1834.

36. "Juno"
Corveta adquirida por D. Pedro na Inglaterra em 1831.
Em 1833 passou a chamar-se "Amélia" de 1832 a 1833. Armou em corveta de 24 peças.
Em 1832 seguiu para os Açores na expedição dos 7.500 bravos do Mindelo.
Em 1833 era navio-depósito no rio Douro.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1831 a 1833.

37. "Constituição"
Navio mercante requisitado para o serviço do Estado e que armou em corveta de 13 peças.
Em 1833 deixou o serviço do Estado.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1832 a 1833.

38. "Vila da Praia"
Navio mercante empregado no serviço do Estado em 1832 como corveta.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1832 a 1833.

39. "Oito de Julho"
Corveta de 24 peças que foi lançada à água em Lisboa em 8 de Julho de 1834.
Em 1840 largou para a Estação Naval de Angola para repressão da escravatura; regressou ao Reino em 1843 e voltou para a Estação Naval de Angola em 1848.
Em 1856 foi considerada por inútil em Lisboa.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1834 a 1856.

40. "General Marinho"
Barca brasileira "Glória" apresada por negreira em Moçambique em 1840 e armada em corveta com aquele nome.
Em 1842 foi entregue ao Governo do Brasil.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1840 a 1842.

41. "Íris"
Corveta de 24 peças que foi lançada à água em Lisboa em 6 de Novembro de 1843.
Em 1846 largou para a Estação Naval da América do Sul e em 1850 para a Estação Naval de Macau.
Em 1853 desarmou por incapaz.
Em 1853 foi desmanchada por inútil na Azinheira.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1843 a 1853.

42. "Relâmpago"
Barca brasileira "Maria da Glória" apresada por negreira em Moçambique em 1840.
Armou com 20 peças com o nome "Relâmpago" em 1844.
Desempenhou bom serviço na repressão da escravatura, especialmente em Angola.
Em 1853 foi vendida em Lisboa.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1843 a 1853.

43. "Porto"
Corveta de 20 peças e de 750t que foi lançada à água no Porto em 8 de Janeiro de 1848.
Em 1852,1853 e 1854 largou para viagem de instrução de aspirantes de marinha e guardas-marinhas.
Em 1858 incendiou-se por acidente na Azinheira.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1848 a 1858.

44. "Goa"
Corveta de 24 peças que foi lançada à água em Goa em 4 de Janeiro de 1851.
Em 1856 largou para a Estação Naval de Angola para repressão do tráfico de escravos.
Desempenhou bom serviço nesta comissão.
Em 1851 levantou novo padrão na ponta do Padrão, em Angola, em substituição do antigo, que o tempo arruinara.
Em 1870 foi posta à disposição da Alfândega de Lisboa.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1851 a 1873.

CORVETAS MISTAS


1. "Bartolomeu Dias"
Corveta de madeira de 18 peças e 2.377t de deslocamento que foi construída em Inglaterra em 1858, tendo sido lançada à água em 2 de Janeiro daquele ano.
Em 1858 conduzia a Lisboa a rainha D. Estefânia.
Comandou o navio de 1858 a 1861 o infante D. Luís, mais tarde rei de Portugal.
Em 1905 foi incendiada nas águas de Angola, por se achar podre.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1858 a 1905.

2. "Sagres"
Corveta de madeira de 10 peças e 1.381,945t de deslocamento que foi lançada à água em Inglaterra em 3 de Julho de 1858.
Em 1862 largou para viagem diplomática a Génova e em 1863, 1865 e 1873 seguiu para a Estação Naval de Angola.
Em 1876 passou mostra de desarmamento em Lisboa e passou a sede da Escola de Alunos Marinheiros do Porto.
Em 1898 foi abatida ao efectivo.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1858 a 1898.

3. "Estefânia"
Corveta de madeira de 18 peças e 2.368,941t métricas de deslocamento que foi lançada à água no Tamisa em 1859.
Em 1860 tomou parte na expedição a Angola e em 1862 fazia parte da Divisão Naval de Reserva.
Em 1866 passou mostra de desarmamento.
Em 1898 passou a sede da Escola de Alunos Marinheiros do Porto, em substituição da Sagres.
Em 1909 perdeu-se por encalhe ao norte do farolim de Felgueiras.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1858 a 1909.

4. "Sá da Bandeira"
Corveta de madeira de 13 peças e 1.418,1121 métricas que foi lançada à água em Lisboa em 30 de Janeiro de 1862.
Em 1862 foi a Inglaterra meter máquina propulsora.
Em 1863 pertencia à Divisão Naval de Instrução e em 1866 largou para a Estação Naval de Macau.
Em 1844 foi afundada na Costa da Caparica numa experiência de torpedos.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1862 a 1884.

5. "Infante D João"
Corveta de madeira de 8 peças e 952t métricas de deslocamento que foi lançada à água em Lisboa em 2 de Julho de 1863.
Em 1864 meteu máquina propulsora em Inglaterra.
Em 1865 largou para a Divisão Naval de Angola, em 1867 seguiu para a Estação Naval de Moçambique e em 1871 para a Estação Naval da Índia. Em 1878 foi vendida em Lisboa por inútil.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1863 a 1878.

6. "Duque da Terceira"
Corveta de 15 peças e 1429t métricas de deslocamento, que foi lançada à água em Lisboa em 8 de Abril de 1864.
Era corveta mista de madeira.
Em 1866-1867 meteu máquinas propulsoras em Inglaterra.
Em 1872 largou para a Estação Naval de Angola e em 1879 seguiu em socorro da Guiné.
Fez vários cruzeiros de instrução e tomou parte na campanha dos namarrais em 1897 e na Gaza.
Em 1911 foi vendida em Lisboa por inútil.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1864 a 1910.

7. "Duque de Palmela"
Corveta de madeira de 15 peças e 952,671t métricas de deslocamento que foi lançada à água em Lisboa em 25 de Janeiro de 1864.
Em 1864 largou na Divisão Naval de Instrução e em 1865 foi a Inglaterra meter máquinas propulsoras.
Em 1866 largou para a Estação Naval de Angola para reprimir o tráfico de escravos e em 1870 seguiu para a Estação de Macau.
Em 1874 desarmou e passou em 1877 a sede da Escola de Alunos Marinheiros em Lisboa, que em 1895 foi transferida para Faro na mesma corveta. Em 1913 desarmou e foi vendida no ano seguinte.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1864 a 1910.

8. "Infante D. Henrique"
Corveta de madeira de 11 peças e 1.418t métricas de deslocamento que foi comprada em Inglaterra em 1868, sendo entregue a Portugal no ano seguinte.
Em 1870 largou para a Estação Naval de Moçambique e no mesmo ano seguiu para Angola.
Em 1880 foi vendida.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1869 a 1879.

9. "Mindelo"
Corveta composta de 8 peças e 1.124t métricas de deslocamento, que foi lançada à água em Inglaterra em 16 de Outubro de 1875 juntamente com a corveta irmã "Rainha de Portugal".
Em 1876 largou para a Estação Naval de Moçambique e em 1881 e 1888 seguiu novamente para a Africa Oriental.
Em 1891 tomou parte na campanha da Guiné.
Em 1894 deu asilo aos revoltosos brasileiros chefiados pelo almirante Saldanha da Gama no Rio de Janeiro.
Em 1897 foi abatida ao efectivo, sendo desmantelada em 1943 em Lisboa no Arsenal do Alfeite.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1875 a 1897.

10. "Rainha de Portugal"
Corveta compósita, igual à corveta "Mindelo", lançada à água na mesma data.
Em 1878 largou para a Estação Naval de Moçambique e em 1883 seguiu para a de Angola.
Em 1894-1895 tomou parte na campanha contra o Gungunhana.
Em 1898 desarmou e foi vendida em 1911.
Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1875 a 1898.

11. "Afonso de Albuquerque"
Corveta de ferro de 7 peças e 1110t métricas de deslocamento que foi lançada à água em Inglaterra em 9 de Julho de 1884.
Em 1884 largou para a Divisão Naval de Angola e em 1887 tomou parte na ocupação da baía do Tungue.
Em 1893 desempenhou uma comissão ao Brasil e em 1894 deu asilo a Saldanha da Gama e seus companheiros de revolta.
Em 1907 foi mandada desarmar, em 1909 mandada abater e em 1911 era vendida. Esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa pelo menos de 1884 a 1907.

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